quarta-feira , 17 janeiro 2018
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O impacto de Amonkhet no Pauper

Por Diego Nunes

A temática egípcia é bem rica e está trazendo muita coisa interessante. No plano de Amonkhet teremos Nicol Bolas, novos deuses e zumbis brancos. Brancos? Sim, agora existem, e são todos comuns. As mecânicas de Reciclar e marcadores de -1/-1 voltaram, as de Embalsamar, Exaurir e Consequências surgiram.

Como na maioria das vezes, esta primeira expansão do bloco possui 101 cartas comuns. Aqui temos 13 relançamentos e 88 inéditas. 2 incomuns da edição já foram comuns anteriormente: Renewed Faith e Gravedigger.

Outras Estatísticas

 

Análise Carta a Carta

Para fins de análise, classifiquei as cartas da edição em relançadas, péssimas, ruins, boas e ótimas.

Pauper é um formato maduro e só cartas ótimas veem jogo, mesmo as ótimas só aparecem quando surge o deck certo. Dificilmente uma boa ou pior tem algum impacto no pauper, a menos que criem um deck com sinergia suficiente para tirar proveito dela.

Relançadas(13)
Já estão por aí a bastante tempo e seus usos (ou não) já podem ser vistos na prática.

 

Não vieram cartas de grande demanda. As mais jogadas são Fling e Evolving Wilds, ambas já deram as caras em várias edições.

Péssimas (31)
São muito ruins mesmo, nem vou me dar ao trabalho de explicar individualmente sobre elas. São todas pesadas e/ou com fracas demais.

 

Ruins (28)
Não são boas, mas lá no fundo possuem algum potencial.

 

Compulsory Rest: Pacifism que dá 2 de vida para o oponente;
Seeker of Insight: Defesa legal, mas a limitação é muito ruim;
Illusory Wrappings: Curse of Chains/Narcolepsy são melhores;
Hekma Sentinels: Se já está ruim para prowess, para essa habilidade muito mais;
Scribe of the Mindful: Muito Lenta;
Hieroglyphic Illumination: Um Inspiration melhorado, só que o formato já possui inúmeras cartas fortes de compra. É muito raro lançar uma nova carta que surpreenda (saudades, Treasure Cruise);
Scarab Feast: Remover só 3 cartas do cemitério dificilmente ganhará jogo. Prefiro Bojuka Bog ou Relic of Progenitus;
Miasmic Mummy: Pode ser que encontre lugar junto com o Rotting Rats em algum deck muito obscuro;
Blighted Bat: Curvatura muito alta;
Wasteland Scorpion: O drop 3 do preto já é dominado por Chittering Rats e Phyrexian Rager, que quase sempre oferecem vantagem de cartas. Wasteland Scorpion não é tão bom quanto eles;
Cursed Minotaur: Mesmo problema da carta anterior, é fácil de matar e não deixa impacto no campo;
Painful Lesson: Um Sign in Blood mais pesado. O fato de escolher o jogador não faz dela melhor do que Night Whispers ou Read the Bones;
Horror of the Broken Lands: A criaturas com mais potencial entre as recicláveis. Mesmo assim é pesada demais;
Cartouche of Zeal: Renegade Tactics e Mugging são exemplos de cartas melhores para retirar bloqueadoras da frente;
Nef-Crop Entangler: Não só essa, mas todas as cartas comuns de exert são fraquíssimas;
Thresher Lizard: Não é constante nem forte o suficiente;
Pursue Glory: Muito pesada;
Oashra Cultivator: Lenta demais;
Shed Weakness: Não é boa o suficiente, mesmo junto com criaturas com persist;
Bitterblade Warrior: Não tem nada demais;
Initiate’s Companion: Garruk’s Companion ou mesmo Terrain Elemental  são melhores;
Haze of Pollen: Pior do que Lull;
Cartouche of Strength: Tem uma curvatura alta, prefiro Epic Confrotation;
Hooded Brawler: Bate legal, mas exert é muito ruim;
Ornery Kudu: Não é de todo mal, se conseguir tirar vantagem dessa marcador pode ser legalzinha;
Pouncing Cheetah: Embora eu goste do elemento surpresa, é uma criatura muito vulnerável e dificilmente vai fazer um bom bloqueio que não seja 1 por 1;
Quarry Hauler: Pode fazer alguma coisa boa, mas nada surpreendente.

Boas (21)
Cartas atraentes que pecam por algum detalhe.

 

Djeru’s Resolve: Pior do que proteções ou Cloudshift;
In Oketra’s Name: Pumpa as criaturas bem por 2 manas. Pena que não tem zumbis brancos;
Binding Mummy: Eu ficaria feliz se fosse preto;
Forsake the Worldly: É um Fate Forgotten melhorado. Temos que levar em conta que exilar não é muito mais vantajoso do que destruir. Decks de artefatos ou encantamentos geralmente pedem respostas rápidas ou muito eficientes. Forsake the Worldly não é nenhum dos dois;
Cartouche of Knowledge: Dá um efeito interessante e se paga. Seria melhor se fosse verde ou branco, não há muito o que usá-lo na cor azul;
Supernatural Stamina: Não está no mesmo nível do que undying;
Trespasser’s Curse: Gostei. No início de jogo tem um efeito destruidor, mas no final pode ser inútil;
Doomed Dissenter: Alternativa aos Butcher Ghoul e Sultai Emissary;
Cartouche of Ambition: Faz muitas coisas razoáveis. Seria melhor fazer bem 1 só coisa;
Wander in Death: Juntou o que tinha de melhor no Morbid Plunder e no Death’s Duet.
Mesmo assim não é tão bom quanto eles;
Bloodlust Inciter: Não é usável, só legal;
Pathmaker Initiate: Deixa o Goblin Tunneler no chinelo, mas não é uma boa mecânica;
Nimble-Blade Khenra: Embora seja uma carta boa, é ridículo se comparado com Kiln Fiend;
Minotaur Sureshot: Sua relevância é que consegue parar todas as criaturas do clássico monoblue delver;
Violent Impact: Tenho uma certa queda por land disruption. Me alegra de ver uma carta superior ao Lay Waste e ao Volcanic Submersion;
Dissenter’s Deliverance: Quando se coloca uma destruição de artefato no deck é porque com certeza vai usar se vier. O reciclar é legal, mas não é muito relevante;
Gift of Paradise: Possui diferenças bem sutis em relação ao Verdant Haven, nem melhor, nem pior. Os decks que poderiam usá-lo já possuem alternativas melhores: Fertile Ground e Utopia Sprawl;
Honed Khopesh: Funcionalmente igual ao Leonin Scimitar;
Luxa River Shrine: Ganhar 2 de vida por turno é tentador. O problema é que o tempo e mana gastos para desenvolvê-lo são muito altos. Isso faz dele pior do que um Pristine Talisman, que custa caro para entrar no jogo, mas seu efeito de mana dork balanceia essa perda;
Painted Bluffs: Outra vez? Já temos Unknown Shores e Shimmering Grotto que fazem exatamente a mesma coisa. De diferente nessa temos apenas o subtipo de desert. Até então isso é totalmente irrelevante, pode ser que seja aproveitado no futuro;
Sunscorched Desert: Decks agressivos não se dão ao luxo de usar terreno incolor. Então, mesmo sendo uma carta interessante, não deve ser usada.

Ótimas (8)
As melhores da edição, fazem muito bem o que foram desenhadas para fazer.

 

Cartouche of Solidarity: Protege um bogle de ser escolhido para sacrifício, sofrer 1 de dano ou receber -1/-1. Essas são as principais formas de retirar uma criatura com manto do campo; Por isso será muito interessante no Bogles, imagino que tem espaço para 1 ou 2 de side ou mesmo de main deck;
Anointer Priest: Pelo visto Soul Warden e Soul’s Attendant ganharam uma terceira irmã. A cor branca no pauper é provavelmente a que possui melhores opções de cartas que invocam tokens. Raise The Alarm, Cenn’s Enlistment e Battle Screech são algumas provas. Já vi alguns baralhos brancos de fichas fazendo resultado no MOL, quem sabe eles não apareçam com mais frequência depois dessa gracinha;
Sacred Cat: Se reuniu ao Thraben Inspector no club dos melhores 1 drop. Fica muito bem com Bonesplitter ou Rancor;
Slither Blade: É a melhor criatura imbloqueável de 1 mana já lançada. Ganhou do Triton Shorestalker e humilhou o Tormented Soul. Isso não faz dele uma carta tão boa, provavelmente não será usado, mas não deixa de ser interessante;
Festering Mummy: Eu esperava muito dos zumbis pretos da edição. Infelizmente não veio muita coisa boa, esse é o melhorzinho. Festering Mummy cubriu as falhas do Festering Goblin e do Shambling Goblin;
Blazing Volley: Boa alternativa ao Electrickery;
Benefaction of Rhonas: Provê tudo que um Bogles pode precisar. Também tem decks BG que podem fazer uso, seja com Gurmag Angler ou Tortured Existence. O problema que seu custo é salgado;
Cradle of the Accursed: Esse terreno me surpreendeu positivamente. O que o torna competitivo é o fato de entrar desvirado. Pode concorrer no slot do Radiant Fountain em decks sem bounce lands.

Análise Conjunta


Sei que fui duro com o ciclo de Cartouches, muitos as consideram as melhores cartas da edição. Vamos levar uma coisa em consideração: aura é o tipo de carta mais vulnerável do magic. Depende de outra permanente no campo para ser encantada e abre muitas brechas para o oponente se livrar de 2 cartas com 1 só, principalmente se o alvo for destruído em resposta ao encantamento. Por isso, só considero boa uma aura que cause muito impacto no jogo.

 

Ciclo de Cartouches

Sairam 2 cartas boas para o Bogles: Cartouche of Solidarity e Benefaction of Rhonas. Não creio muito que o Benefaction of Rhonas vai jogar por ser um pouco pesado, mas coloco minhas fichas no Cartouche of Solidarity.

Eu esperava que saissem bons zumbis pretos, não foi o que aconteceu. O único jogável foi o Festering Mummy. Alguns dos zumbis brancos seriam interessantes se fossem da cor.

 

4 novos Zumbis Pretos

Não teve nenhuma carta comum com a mecânica de consequências e entre as outras mecânicas nada muito interessante.

Conclusão

O metagame pauper é bastante colorido. Mesmo assim, se tem uma cor com menor presença, essa é a branca. E foi aí que saíram as melhores cartas do bloco. Espero que o Bogles ganhe mais espaço e possamos ver mais decks monowhite ou até GW no formato.

Sobre Diego Nunes

Diego foi apresentado ao magic e joga desde 2001. No início achava Vizzerdrix a melhor carta do mundo, mas com o tempo foi tomando jeito. Atualmente jogador de Legacy e Pauper, adora as diferentes estratégias que o jogo permite e está sempre disposto a criar e jogar com listas tortas.

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