segunda-feira , 25 junho 2018
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Em Santa Catarina, etapa quente, onde se jogou até enjoar

A quarta etapa do Circuito de Legacy Catarinense (CLC) aconteceu no domingo, dia 28, em Blumenau, na simpática loja Casa de Ruter. Nada menos do que 49 jogadores compareceram, ocupando o lugar completamente. Com o passar das horas, a temperatura do evento aumentou, com dois jogadores de Burn queimando quem viam pela frente. Ao final de seis rodadas, o top-8 ficou com os dois monoreds ocupando as duas primeiras posições, algo bem diferente do usual. Outra surpresa foi a total ausência de Grixis entre os classificados para o mata-mata. Ao lado dos burns, foi o deck mais numeroso do torneio, com 5 representantes cada.

Mas foi a partir daí que a onda de calor passou, e uma tempestade começou a se formar no horizonte. Pilotando seu The Epic Storm com maestria – e, é claro, contando com a amiga sorte eventualmente -, Eduardo Kress começou a fazer chover goblins e a deixar todos agoniados. Seus três jogos finais foram recheados de emoção e, como o próprio nome do deck alude, jogadas épicas.

Deixando o oponente no vácuo.

Depois de passar em sexto lugar com um placar de 4-1-1, Kress enfrentou, nas quartas-de-final, o Manaless Dredge do Makuna, folclórico jogador de Blumenau. Quando o jogo estava em 1 x 1, ele foi surpreendido por uma Force of Will ao tentar combar no turno 1. Sobreviveu mais três turnos e conseguiu, finalmente, finalizar o jogo.

Na semi, pegou o Burn do Dido, dono da Casa de Ruter, último jogador local sobrevivente e último suspiro dos monorreds, já que João Vitor de Bem (Florianópolis), primeiro colocado no suíço, tinha sido eliminado pelos Elfos do Nata, de Rio do Sul. O primeiro jogo foi tranquilo, com 16 goblins no primeiro turno. Mas os Eidolon of the Great Revel queriam manter a chama acesa, e garantiram o empate e levaram Kress a 1 ponto de vida. E foi por causa desse ponto de vida que ele passou à final.

“Alguém nos chamou para a festa?”

O joinvilense, que tem em seu currículo um vice no Nacional Legacy, encontrou o na decisão o jogador responsável pela única derrota sofrida no suíço. José Zili Jr, de Florianópolis, jogando de Turbo Depths. Zili buscava o segundo título na temporada, que até então tivera três vencedores da capital catarinense. E, no terceiro turno do terceiro e decisivo jogo, parecia que novamente Florianópolis levaria o prêmio máximo.

Com dois Chalice of the Void na mesa – um para zero e outro para um -, Kress estava praticamente travado, e apenas uma Echoing Truth o salvaria. No turno anterior, antes do Cálice para 1 ser jogado, ele dera um Ponder fracassado, embaralhara o deck e comprara… uma Echoing Truth. E foi assim que ele garantiu a vitória, seu primeiro título na história do CLC. Não sem emoção, é claro. Pois deu um Ad Nauseam que o levou até 3 de vida para poder combar e selar a vitória.

Veja como foi a jornada vitoriosa de Eduardo Kress aqui.

Sobre Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

Um comentário

  1. Parabéns PVT muito bem escrito e divertido.
    Até o próximo clc \^/

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