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O Triunfo da informação

Kress sempre gostou de jogar de Storm. No Nacional Legacy de 2013, chegou à final pilotando um ANT, mas perdeu a decisão para um RUG Delver, deck que dominou aquele evento. Depois, conseguiu vários top-8, sempre batendo na trave. Faltava um título. Que veio no final de semana, mas que começou a ser conquistado muito antes, com muito estudo. A mudança no Storm, de ANT para TES, deu-se, em parte, por causa do envolvimento da comunidade dos jogadores do The Epic Storm. “A comunidade, para mim, é maior e melhor, e a iniciativa do Bryant Cook em criar um site específico para esse deck, a comunidade no Facebook, também administrada por ele, ajudou muito na preparação para os torneios”, revela Eduardo Kress. No site theepicstorm.com e no FB, cada carta é analisada, cada jogada, discutida minuciosamente.

Outro fator que ajudou bastante o TES, sem dúvida, foi o banimento do [mtg_card]Sensei’s Divining Top[/mtg_card], que tirou o Miracles do tier 1. “Sem a presença do Miracles, combar para goblins no turno 1 não parece uma ideia tão ruim, e a quantidade de [mtg_card]Chalice of the Void[/mtg_card] e combos no Circuito Legacy Catarinense (CLC) exigem uma agressividade que o ANT não tem”, explica o campeão, que levou para casa uma [mtg_card]Tundra[/mtg_card]Tundra e um [mtg_card]Dark Confidant[/mtg_card].

Rodada a rodada

Logo de cara, Kress enfrentou o X. Para quem não o conhece, o X, “vulgo” Alex Wehrmeister, é o criador do CLC e organizou o evento até a última temporada, quando passou o bastão para cuidar do Nacional Legacy. “Tenho muito respeito pelo X como jogador, e devo dizer que o azar dele, ao mulligar para 4 no primeiro jogo e vir com o hate errado no segundo fez o jogo ser bem fácil”, conta, reverenciando seu mentor no jogo, que hoje mora na capital.

Na segunda rodada, teve como adversário Bruno, de Tubarão, que estava de ANT. Ali, a [mtg_card]Telemin Performance[/mtg_card] no side mostrou seu valor na vitória por 2 x 1. Em seguida, mais um jogo apertado, desta vez contra Marvin, de Florianópolis, que estava de Sneak and Show. Na primeira partida, Kress foi forçado a combar depois de um Mostrar e Contar para Emrakul. No terceiro – perdeu o segundo para múltiplas anulações e um Griselbrand -, contou com um mulligan do oponente para combar no primeiro turno.

MOAR cards!

Momentos de tensão na quarta rodada, quando conheceu seu único revés. “Não lembro dos dois primeiros jogos, mas no terceiro eu fiz uma jogada segura, botando 10 goblins no campo de batalha. No meu segundo ataque, ele exilou um [mtg_card]Elvish Spirit Guide[/mtg_card] da mão e fez a Marit Lage, bloqueou um Goblin, foi a 1 de vida e me matou na volta”, lamenta o campeão. O jogo que garantiu sua classificação ao Top-8 foi uma vitória, novamente por 2 x 1, contra o Dark Maverick do Leo Mattos, de Balneário Camboriú. Na rodada derradeira, um ID com Fabiano Lucindo (de Floripa, com Sneak and Show), deixou-o na sexta posição.

No Top-8, fortes emoções

Jogar contra um Manaless Dredge, levar uma [mtg_card]Force of Will[/mtg_card] no jogo 3 e ainda assim conseguir vencer é pra quem vai ser campeão, mesmo. “Esse match o pessoal pode ver na íntegra no Twitch do LucianoGuma. Props ao deck, que me deu um top deck atrás do outro para me dar a vitória”, relembra, suspirando.

Na semi, com um [mtg_card]Eidolon of the Great Revel[/mtg_card] na mesa, combou para seis goblins e partiu para o ataque, sempre deixando um bloqueador. Estava atrás em vidas – 3 a 12 – e, quando atacou para empatar a partida em 1 ponto de vida para cada jogador, torceu como nunca para que o Dido não comprasse um [mtg_card]Fireblast[/mtg_card].

E, na final, ganhou de virada, com a [mtg_card]Echoing Truth[/mtg_card] que voltou os dois [mtg_card]Chalice of the Void[/mtg_card] para a mão do José Zili. “O momento de maior tensão, para mim, foi no terceiro jogo da semi, quando ficamos os dois com 1 ponto de vida. Mas a jogada mais importante foi, mesmo, a [mtg_card]Echoing Truth[/mtg_card] em um momento em que o jogo era totalmente do meu oponente”, garante.

Afasta de mim esse cálice!

 

“O microfone é seu”

À direita, o campeão. Ao seu lado, Muy, organizador, que jogou de Landstill, sem sucesso.

“Queria parabenizar a organização do CLC, principalmente o Muy, a turma do streaming e os jogadores pelo circuito que temos esse ano! As etapas estão ótimas, em locais ótimos e premiações excelentes. Tem até salgadinho! O pessoal tá comparecendo, e mensalmente temos um evento muito show, que é tanto um campeonato extremamente competitivo quanto uma confraternização do pessoal de Santa Catarina.

Não posso esquecer a Eternal Magic pela iniciativa com o Legacy no Brasil. Ver matérias no site cobrindo tantos eventos e com tanta agilidade dá uma animada no pessoal que já joga, e vai ajudar ainda mais a divulgar os eventos no Brasil”. – Eduardo Kress, campeão da 4ª etapa do CLC.

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Quer mais informações sobre o final de semana que reuniu mais de 140 jogadores de Legacy Brasil afora no último final de semana? Dá uma olhada aqui e aqui! Mais detalhes sobre esta etapa aqui.

About Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

One comment

  1. O Paulo é o mellior!!

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