quarta-feira , 14 novembro 2018
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Mark Tedin, one of the most classic artists in the game

Mark Tedin, Lord of Art

Mark Tedin é um dos artistas que trabalhava na Wizards of the Coast desde antes do Magic: The Gathering. Assim que se formou em St. Louis, mudou-se para Seattle, e, alertado por um colega seu, Anson Maddocks (autor da arte do Sengir Vampire e de mais outras 112 cartas), que havia uma pequena empresa de jogos que estava trabalhando em um RPG, mandou alguns rascunhos para lá e foi contratado. “No início, eu trabalhava no Talislanta, o RPG que eles publicaram. Apenas alguns meses depois, em novembro ou dezembro de 1992, é que o projeto do Magic apareceu”, relembra Tedin, autor de cartas icônicas como Timetwister, Mana Drain e Necropotence.

Experiente em eventos de grande porte do Magic, Tedin está impressionado com o que vê em Las Vegas. “Esse é o maior evento até hoje. Eu estive em Vegas em 2012, e já foi um evento enorme. Mas é a primeira vez que há três GPs ao mesmo tempo. É maravilhoso ver tanta gente, com tantos interesses diferentes. As pessoas estão aqui pelo Vintage, Modern, Legacy, eventos paralelos”. Autor de 195 cartas de Magic, ele revela que, nas primeiras horas do GP, depois assinar “algumas centenas de cartas”, as que ele mais autografara foram as Urza Lands. “Acho que é por causa do evento Modern. E é uma coisa legal, porque elas combinam juntas. O Sol Ring dos sets básicos também são bastante assinados.

O artista lembra de como era o processo para ilustrar uma carta, nos primórdios do Magic: The Gathering. “Era algo bem mais simples do que hoje. O diretor de arte ligava e lia uma lista com as cartas disponíveis. Aí eu escolhia pelo nome. Não sabia o que era ou o que fazia. Helm of Chatzuk? Bacana. Vou fazer essa”, conta, revelando que o Elmo foi a primeira carta que ele fez o rascunho. A primeira carta que pintou, no entanto, foi o Lord of the Pit. “Como eu escolhia as cartas pelos nomes, acho que é por isso que eu ilustrei tantas cartas raras e pretas”.

Lord of the Pit exige seu sacrifício pelo jogo!

No evento, além de autografar cartas, os artistas fazem muitas ilustrações em playmats, vendem impressões das artes de suas principais cartas e fazem alterações em cartas, também. “Se eu altero Mana Drain? É claro que sim. Mas, antes, pergunto se a pessoa tem realmente certeza que quer fazer isso. É uma carta tão notável e poderosa”.

Mark Tedin esteve no Brasil no último GP São Paulo, em 2016, gostou do país e deixou um recado para os brasileiros. “Continuem jogando. Vocês acrescentam muito para o Magic. Seu entusiasmo é incrível. Muito obrigado pelo apoio de todos”.

Sobre Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

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