quinta-feira , 16 agosto 2018
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Olha os anjos fazendo milagres

No RS, Felipe Wannmacher é bye 2 pro Nacional Legacy

E o Miracles segue dando trabalho Brasil afora. Nas mãos do competente Felipe Wannmacher, o deck apareceu novamente no alto do pódio, garantindo ao jogador bye 2 no Nacional Legacy realizado no domingo, dia 18 de junho, em Novo Hamburgo (RS). O torneio gaúcho contou com a participação de 15 jogadores, e a premiação, além dos byes, foi em boosters de Modern Masters 2017. Depois de cinco rodadas de suíço, onde foi definida a premiação, o Top 4 definiu os três ganhadores das vagas. Além de Felipe, seu xará Medeiros, de Death and Taxes, e Pedro Benz, com Food Chain, levaram byes para o evento de São Paulo.

Wannmacher foi ao torneio para provar um ponto. Nunca tinha jogado de Miracles, mas achava que o deck ainda estava forte, mesmo após o banimento do Sensei’s Divining Top. “Muita gente dizia que o Miracles tinha morrido”, conta. Outro fator motivante foi o metagame local. “Há muitos decks de combo, como Storm, Sneak and Show e BR Reanimator, além de muitas Blood Moon por aí. Então, um deck de controle com muitos terrenos básicos me pareceu interessante”.

Como foram as rodadas

E sua estreia com o deck foi ganhando de virada de um BR Reanimator. Após ser derrotado no primeiro jogo, o sideboard tornou a vitória tranquila. No segundo jogo, apareceu a tal sorte de campeão. “Storm é uma partida complexa, mas acabei ganhando por 2 – 0 devido à dificuldade do meu oponente manter os land drops”, relembra Felipe. Na sequência, um UR Delver. Vitória por 2 – 1, suada, como sempre é contra este tipo de deck. “Terminei o terceiro jogo com quatro pontos de vida”.

As duas rodadas seguintes foram uma prévia do que ele teria no Top 4. Primeiro, encarou o Death and Taxes de Felipe Medeiros, que reencontraria na final. Venceu por 2 – 1, sabendo que seria apertado. “Considero este um matchup desfavorável para o meu deck”, explica o campeão. Na última rodada do suíço, o oponente foi Pedro Benz de Food Chain. “Acabei perdendo por 1 – 0 por causa de um erro bobo. Acredito que foi por falta de experiência com o deck”.

No Top 4, a revanche contra o Food Chain (2 – 0) e novo match apertado contra Death and Taxes na final (2 – 1). Como nunca tinha pilotado o Miracles, Felipe relata que teve algumas dificuldades na hora de tomar algumas decisões, como quando “virar a chave” de controle e partir para a vitória. “No geral, o mais difícil pra mim foi controlar o tempo das partidas e saber o momento de trocar de papel no jogo, passando para tempo ou até mesmo aggro. E o deck exige que tu saibas os dois topos, o seu e o do adversário. Com o tampo era mais fácil”, avalia Wannmacher, que relembra o momento na quarta rodada que abriu seus olhos sobre o motivo do nome da habilidade que batiza o deck. “Eu tinha um Snapcaster Mage na mão e nada relevante no cemitério. O oponente estava repleto de criaturas, e eu não fazia ideia do que tinha no topo do deck. Só um Terminus me salvaria”. Não é preciso dizer qual foi a compra.

 

“Foi quando todos presenciaram o milagre…”

 

Felipe, analista de software de 29 anos, começou no Magic aos nove anos, mas parou duas vezes. “Depois da segunda volta, resolvi jogar competitivamente, me dedicando a estudar o meta, os diferentes formatos e tudo mais relacionado ao jogo”. A dedicação foi tanta que hoje ele mantém há dois anos, com dois amigos – Matheus e Nelson, um PodCast sobre Magic, o Guia Planar. Agora, com um importante bye 2 para o Nacional, o jogador tem que começar a pensar no deck que irá jogar o evento. Qual está no topo da lista de opções?

“Depois desse resultado é difícil não pensar em ir de Miracles, mas no último ano joguei de Shardless Sultai, 4-Color Loam e Sultai Delver. Além disso, ainda quero jogar de Lands para ver como é. Mas, com certeza Miracles está liderando a minha lista de opções”, avalia. A única certeza que tem é que não jogará com seu deck “do coração”. “O Deadguy Ale acaba sendo meu deck favorito pela forma de propor o jogo e ter uma estratégia midrange, mas como ele não é competitivo, infelizmente, acabo não jogando com ele”.

Como fã do jogo e interessado em todos os seus detalhes, Felipe acompanhou o GP Las Vegas, dedicando especial atenção ao evento Legacy, e fez uma avaliação interessante do que viu. “Acho que o evento foi um reflexo do que é o meta norte-americano. Historicamente, Delver sempre foi muito jogado lá, o que é bem diferente do meta europeu. Eu acho o Grixis Delver um deck interessante, mas ainda prefiro o Sultai Delver, mesmo não tendo aprecido no Top 8, por ser um pouco mais midrange e ter um matchup interessante contra as outras variações de Delver”.

Veja a lista do campeão:

Felipe Wannmacher – Miracles

Terrenos:

4 Flooded Strand

5 Island

1 Karakas

4 Misty Rainforest

2 Plains

1 Polluted Delta

2 Tundra

1 Windswept Heath

Criaturas:

4 Snapcaster Mage

Mágicas Instantâneas:

4 Brainstorm

3 Counterspell

4 Force of Will

4 Predict

3 Swords to Plowshares

2 Unexpectedly Absent

Feitiços:

1 Entreat the Angels

4 Ponder

4 Portent

4 Terminus

Planeswalkers:

3 Jace, the Mind Sculptor

Sideboard

1 Containment Priest

2 Disenchant

2 Flusterstorm

1 Mindbreak Trap

2 Path to Exile

1 Supreme Verdict

3 Surgical Extraction

1 Swords to Plowshares

2 Vendilion Clique

Sobre Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

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