quarta-feira , 17 janeiro 2018
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O mais agressivo que o preto pode ser

O artigo de hoje é sobre o pauper Suicide Black, Aggro que aproveita tudo o que há de mais explosivo na cor preta. Os jogadores mais experientes vão sentir a nostalgia no ar, o deck já existe desde os primórdios do magic, aqui só está adaptado ao formato. De fato até as cartas são parecidas, boa parte do deck sempre foi composto de cartas comuns.

O Suicide Black consiste em encher o campo de criaturas agressivas de baixo custo e bater até derrubar o oponente. Muitas dessas criaturas, para compensar seu poder e defesa elevados, punem o próprio jogador com taxas de pontos de vida, como por exemplo Vampire Lacerator, Carnophage e Wretched Anurid. O nome de Suicide Black não é por acaso: derrote o oponente rapidamente ou suas criaturas te matarão.

Os diferenciais do deck em relação a outros aggros são o card advantage, o impulso do Dark Ritual e a eficiência dos disrupts pretos.

Fiz uma seleção das melhoras cartas para serem usadas no deck e testei algumas builds. Vou mostrá-los e fazer alguns comentários pontuais.

Cartas

Terrenos

Muitas pessoas usam 14 terrenos no deck. Esse número está errado, tem uma chance de pouco mais de 50% de começar com 2 terrenos na mão de 7. O segundo terreno, embora não seja essencial, é muito importante. Gosto de jogar com pelo menos 16, que sobe essa estatística para 60% nas 7 cartas e 70% com a oitava.

Usem Swamp. Sempre Swamp. Uma coisa é certa, você não pode perder tempo com terrenos entram virados. Pode até ser aceitável usar Vault of Whispers pensando em frear o Wrench Mind, mas no field atual é mais fácil levar artifact hate, não compensa o risco.

Rituais

Infelizmente Hypnotic Specter e Phyrexian Negator ainda não foram lançados como comuns. Nos contentemos em conjurar 3 one drop bears no primeiro turno.

Vantagens de Cartas

Por 2 manas você poderia colocar 2 criaturas no campo. Usá-las para um Sign in Blood pode te deixar para trás no jogo. O Night Whisper está aqui mais por curiosidade, perde em tudo para o Sign in Blood, e é inviável usar mais de 4 draws.

Criaturas

29 é uma boa quantidade de criaturas para esse deck. Com isso, se tem uma chance sólida de 75% de chance de começar com 3 criaturas na mão inicial de 7.

Não gosto de criaturas com 1 de defesa. Morrem para criaturas-chave do formato: Young Wolf, Faerie Miscreant, Augur of Bolas, Kuldotha Rebirth

Disrupções
Equipamentos/Pumps
Burns

Ao contrário das criaturas, que causam dano constante, em cada combate, os burns causam apenas 1 vez. Por isso são finalizadores rápidos e vulneráveis a ganho de vida.

Versões

A última vez que o deck fez resultado no MOL foi em outubro do ano passado, quando dois jogadores diferentes fizeram 5-0 com a mesma lista (deck e side).

 

THE_ZZZ (5-0) – MOL 8/10/2016
BLAMINK (5-0) – MOL 15/10/2016

 

O jogador errou na base de mana, precisa de mais Swamp. Mesmo possuindo muitos one drops, eles ficarão bastante entalados na mão, descendo 1 por 1.

 

Mostrarei abaixo meus testes em diferentes versões.

Teste 1 – Suicide Black Burn

Esta é uma versão bem explosiva do deck. Causa dano com as criaturas e finaliza rapidamente com burns pretos. É mais vulnerável a ganhos de vida e anulações. Tem potencial para finalizar o g1 sem chance para o oponente.

Teste 2 – Suicide Black

Possui criaturas poderosas que fazem bom uso do Bonesplitter. É um incômodo gastar mana para equipar as criaturas, principalmente quando vem mais de um equipamento, e ainda corre o risco de sofrer disrupt na criatura equipada e perder tempo e mana preciosos. Sofre para artifact hate.

Teste 3 – Slow Suicide Black

Talvez não seja a mais forte, porém é a versão que mais gostei até o momento. Os silver bullets pegam o oponente de surpresa, podem ser decisivos na partida e causar momentos bem divertidos.

Não é tão explosivo quanto as outras versões, finaliza um pouco depois. Compensa isso finalizando o jogo com mais consistência.

Teste 4 – Big Suicide Black

Fiz testes nessa versão com a curva mais alta. Confesso que foi um completo fiasco. É um monoblack piorado, tenta impor pressão desde o início e falha miseravelmente, morrendo sem vantagem de cartas no mid game. De qualquer forma foi um teste válido, o Faceless Butcher é uma carta muito forte que eu gostaria de aproveitar melhor.

Conclusão

O preto sempre foi minha cor favorita no Magic e fiquei satisfeito de ver esse deck funcionando. Não é difícil de pilotar, mesmo para um novato. Ele tem suas inconstâncias, mas sua explosividade é quase imparável. O Dark Ritual permite jogadas quebradas, principalmente no turno 1, colocando o jogador muito a frente. Só sinto falta de mais uma boa criatura de drop 1, alguns slots são preenchidos por criaturas não muito boas. Quem sabe a Wizards relance o Diregraf Ghoul como comum, cairia bem no deck.

Sobre Diego Nunes

Diego foi apresentado ao magic e joga desde 2001. No início achava Vizzerdrix a melhor carta do mundo, mas com o tempo foi tomando jeito. Atualmente jogador de Legacy e Pauper, adora as diferentes estratégias que o jogo permite e está sempre disposto a criar e jogar com listas tortas.

2 Comentários

  1. Fala ae Diego,
    Parabéns pelo artigo man…
    Por coincidência eu escrevi um artigo sobre esse deck alguns dias atrás, pena que não vi seu artigo antes…
    Estou começando a jogar com o deck no MOL agora, e vou testar muita coisa que li aqui… Inclusive vou citá-lo la no meu post… se quiser dar uma passada lá. Abç.
    https://pauperview.wordpress.com/2017/07/01/deck-view-black-suicide/

    • Obrigado, Ari!
      Dei uma olhada lá, seu artigo está bem maneiro. Como está indo no mol?
      Boa sorte no blog e no canal do youtube, quero ver o Suicide por lá, ein
      Abraço

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