sexta-feira , 24 novembro 2017
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As melhores comuns de Hora da Devastação

Surgiram algumas cartas comuns interessantes no spoiler de Hora da Devastação e esse será o assunto do Paupiteio dessa semana. Farei um levantamento de dados importantes, comentarei sobre a edição e o potencial de algumas cartas e ao final mostrarei os melhores lançamentos.

Foram lançadas 70 cartas comuns, afora terrenos básicos. Estão bem distribuídas entre as cores, sendo 12 de cada. Contam ainda com 10 cartas incolores, sendo delas 6 terrenos, e nenhuma multicolor. Não houve nenhum downgrade de incomuns ou raras.

Relançamentos

Embora nada esperado, foram relançadas 6 Cartas. Entre essas, destaca-se o Strategic Planning – já houve época na qual custava mais de US$50. É comum desde o seu lançamento no MTGO Masters Edition III, em 2007, mas nunca foi muito bem aproveitado. Tem potencial para decks que aproveitam o cemitério, mas seria bem melhor se fosse mágica instantânea. Sem muita surpresa, Unsummon foi reprintado novamente – pela 22ª vez incluindo lançamentos no IRL e MOL. Uma carta que é quase um reprint é o Survivors’ Encampment. Possui a mesma função de Holdout Settlement, com a única adição de ser um deserto.

Mecânicas da Edição

Surgiram 3 novas mecânicas em Hora da Devastação, todas sem boas cartas. Eternalize é muito pesado, não possui capacidade para o Pauper; Afflict não se mostrou forte, e as cartas de deserto, bem, dependem de desertos, que não são muito bons. Quanto às herdadas de Amonkhet, Exert continua sem nada que compense o drawback e continuamos sem cartas com Aftermath no pauper.

Cycling Lands

Os novos Cycling Lands são um tanto decepcionantes. Com a única “vantagem” de serem desertos, juntam o que há de pior nos 2 antigos cycling lands – custar 2 manas, sendo uma delas colorida. Para completar, não há boas cartas que aproveitem os desertos, então não contem com eles no field.

Cartas Notáveis

Se uma carta sacana foi lançada, essa é o Act of Heroism. Tem o potencial para matar 2 criaturas do oponente por 2 manas, não há trap semelhante melhor. Embora cartas desse tipo não sejam fortes, quando pega um oponente de surpresa pode dar uma boa vantagem e, melhor do que isso, deixar o oponente completamente perplexo ao descobrir que você usa essa carta. Act of Heroism me lembra outra trap que gosto muito, o Test of Faith.

Vi bastante gente discutindo o Tragic Lesson. Para mim não tem erro: é uma carta ruim. Embora te dê 2 opções, ambas são fracas. Se seu plano é usá-lo como Catalog, bem, seria melhor usar Forbidden Alchemy… Agora se seu plano é dar bounce em seu próprio terreno, quero te falar uma coisa, vai dar errado. Terrenos são feitos para ficar no Campo. Os bounce-lands não são os melhores terrenos do mundo e as manas voltadas com o Gush fazem muita falta no decorrer do jogo. Ocasionalmente voltar um Bojuka Bog ou um Radiant Fountain vai te dar uma vantagem no jogo, mas é muito raro. Gostei dela e planejo testar em um deck meu tier20, só não é uma carta boa.

As 5 Melhores

Firebrand Archer é uma carta legal. Não é um grapeshot em corpo, pois precisa ser usado no começo e é vulnerável. Nem sequer é um Thermo-Alchemist, ter 1 de defesa é pouco para ser o centro de um deck. Apesar disso mantenho que é uma boa carta. Pode ser que ganhe espaço junto com o Thermo-Alchemist, mas não o substituirá. Não o colocaria no Burn por não precisar de mais criaturas e nem em outro deck existente. Talvez reanime o Storm junto com Goblin Electromancer, que ainda não encontrou seu espaço.

Mais um hate contra decks agressivos, o God-Pharaoh’s Faithful deve aparecer por aí em alguns sides no lugar do Lone Missionary. 4 de defesa é suficiente para parar muitas das criaturas mais agressivas enquanto ganha vida. Inicialmente o deck que mais imagino fazendo proveito dele é o UW Tireless Tribe, que volta e meia aparece fazendo resultados no MOL.

Parece que alguém na Wizards não gosta de Burn. Life Goes On possui o melhor custo/benefício de ganho de vida já lançado. É um bom concorrente ao Feed the Clan, diria que é até melhor pelo baixo custo.

De forma geral o Crash Through não é uma carta tão espetacular. O negócio é que o UR Blitz está de braços abertos para recebê-lo. É bem provável que vejamos 1 ou 2 cópias de main deck.

A minha carta favorita da edição é o Striped Riverwinder. Não acho que vá jogar no Tron agora que o Dinrova Horror está brilhando, nem em nenhum outro competitivo. Então o que eu vejo de bom? Ele fica muito bem no Reanimator. A matemática é simples, turno 1 recicla, turno dois Exhume. Não é tão forte, Reanimator é um deck tier3, e não sei se o Striped Riverwinder no turno 2 é suficiente para ganhar jogo. Contra alguns decks sei que é, como o UR Control. Uma coisa é certa, é um combo bem divertido que eu adoraria ver de perto.

Conclusão

Gostei dessa edição. À excessão de cartas de sideboard, os novos lançamentos não vieram para fortalecer baralhos consolidados. Espero ver em especial o Firebrand Archer e o Striped Riverwinder criando seus espaços em decks a muito esquecidos.

 

Deem uma passada nas análises dos pontos de vista Legacy e Commander também, estão muito boas!

Sobre Diego Nunes

Diego foi apresentado ao magic e joga desde 2001. No início achava Vizzerdrix a melhor carta do mundo, mas com o tempo foi tomando jeito. Atualmente jogador de Legacy e Pauper, adora as diferentes estratégias que o jogo permite e está sempre disposto a criar e jogar com listas tortas.

Um comentário

  1. Igor de Andrade Goulart

    Gostei do dito sobre a Arqueira, criei espaço com ela, termo e eletromancer, utilizando flashbacks como defy gravity ou think twice. dando spells 2x no turno de quebra usando habilidades como prowess e anexando símbolo do sono na Arqueira ou termo.

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