sábado , 23 setembro 2017
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Hora da Devastação no Commander

Olá senhoras e senhores!
Bem vindos ao Command Beacon, a nossa coluna sobre Commander multiplayer aqui na Eternal Magic!

Essa semana faremos uma pausa na série de artigos sobre arquétipos por um motivo especial: finalmente sairam os spoilers completos de Hora da Devastação (Hour of Devastation, HoU)!

E meus amigos, que bela edição para o Commander! Repleta de cartas que possivelmente verão jogo no formato em diversos decks, dos casuais aos mais competitivos. Talvez algumas possam se tornar staples, ou seja, essenciais em diversos decks. No total, para esse artigo, separei 25 cartas da coleção que tenham bom potencial, portanto, não listei todas as cartas raras e míticas que serão lançadas, apenas as que julguei relevantes. Para uma análise da coleção para o Legacy, deem um conferida no artigo do Erick! E não deixem também de conferir o artigo com a análise feita pelo Diego para o Pauper!

Criaturas Lendárias

Em Hora da Devastação há o retorno dos 3 Deuses Esquecidos, personificados como monstruosidades com características de artrópodes, sendo suas identidades passadas completamente apagadas por Nicol Bolas, e, consequentemente, sequer possuem nomes próprios. Diferente de todos os deuses que antecederam os 3 Deuses Esquecidos, em Theros e Amonkhet, não há nenhuma condição que os restrinja de atacar e bloquear, o que permite que funcionem como criaturas normais e possam causar uma pressão maior no jogo, podendo inclusive causar dano de comandante muito mais facilmente. Para compensar essa falta de restrição, a habilidade Indestrutível está ausente, o que os torna muito mais vulneráveis e passíveis a remoções. Mas, como bons deuses, sua existência não pode ser extinta de maneira ordinária e quando morrem, sempre voltam para a mão de seu dono ao fim da próxima etapa final. Como comandantes, efetivamente não terão seu custo aumentado em 2, pois só vale a pena colocá-los na zona de comando em condições específicas (exílio, descarte e embaralhamento). Certamente pessoas criativas encontrarão formas de abusar disso, com mecânicas de sacrifício ou abusando de habilidades que desencadeiem com a entrada em campo de batalha (como Warstorm Surge por exemplo). Os 3 possuem uma habilidade desencadeada e uma ativada, que serão discutidas no tópico próprio de cada um.

No mais, além dos Deuses Esquecidos, existem outras 4 criaturas lendárias em Hora da Devastação, totalizando 7 possíveis novos comandantes. Montei exemplos de listas para 4 deles, que são aqueles em que eu acredito terem maior potencial nessa posição. Portanto, vamos a avaliação dessas novas criaturas como comandantes ou parte integrante dos decks.

The Scorpion God


Abrindo a lista, temos então o primeiro dos três deuses esquecidos a voltar e causar destruição em Amonkhet, nas cores Rakdos (Vermelho e Preto). Para aqueles que acompanham a história, o grande papel do Deus Escorpião é matar todos os deuses de Amonkhet, e curiosamente, isso se reflete em sua mecânica, que permite destruir criaturas indestrutíveis através de marcadores. Sua habilidade ativada, por , coloca um marcador -1/-1 em uma outra criatura alvo, que sinergiza muito bem com sua habilidade desencadeada, na qual toda vez que uma criatura com marcador -1/-1 morrer, você pode comprar uma carta. É portanto uma carta interessante para um jogo de atrito, com disputa de recursos e vantagens, pois permite controlar pontualmente pequenas criaturas e enfraquecer as maiores. Como comandante ou parte das 99 cartas, sua casa natural são os decks Midrange, como Good Stuff, True Midrange e até Voltron Control, já que 6 de poder não é algo a se desprezar. Pode encontrar espaço também em controles como Stax e Chaos.

Deck – The Scorpion God (0)

Commander (1)
The Scorpion God

Criaturas (15)
Carnifex Demon
Harbinger of Night
Horobi, Death’s Wail
Kulrath Knight
Magus of the Moon
Master of Cruelties
Merciless Javelineer
Midnight Banshee
Mikaeus, the Unhallowed
Necroskitter
Reaper from the Abyss
Sheoldred, Whispering One
Soul Snuffers
Triskelion
Worldgorger Dragon

Artefatos (16)
Chrome Mox
Fellwar Stone
Gilded Lotus
Grim Monolith
Heartstone
Illusionist’s Bracers
Jet Medallion
Mana Crypt
Mana Vault
Mox Diamond
Rakdos Signet
Sensei’s Divining Top
Sol Ring
Talisman of Indulgence
Thought Vessel
Thran Dynamo

Encantamentos (14)
AEther Flash
Animate Dead
Black Market
Blood Moon
Blowfly Infestation
Braid of Fire
Crumbling Ashes
Dance of the Dead
Everlasting Torment
Necromancy
Necropotence
Nest of Scarabs
Phyrexian Arena
Stranglehold

Feitiços (12)
Black Sun’s Zenith
Blasphemous Act
Buried Alive
By Force
Damnation
Demonic Tutor
Dreadbore
Exhume
Imperial Seal
Reanimate
Toxic Deluge
Vandalblast

Mágicas Instantâneas (7)
Chaos Warp
Entomb
Pyroblast
Red Elemental Blast
Sudden Spoiling
Terminate
Vampiric Tutor

Terrenos (35)
Arid Mesa
Badlands
Blood Crypt
Bloodstained Mire
Cabal Coffers
Command Tower
Marsh Flats
Mountain
Polluted Delta
Reflecting Pool
Scalding Tarn
Smoldering Marsh
15 Swamp
Urborg, Tomb of Yawgmoth
Verdant Catacombs
Wooded Foothills

Essa lista é claramente um deck midrange, que vai conquistando vantagens de maneira gradual, minando os recursos dos oponentes, especialmente criaturas, e aumentando os próprios. As cartas da lista possuem boa sinergia com marcadores -1/-1 e mortes, então a habilidade do nosso general é muito bem aproveitada para eliminar ameaças e comprar cartas. Harbinger of Night, Soul Snuffers, Carnifex Demon, Midnight Banshee e Black Sun’s Zenith conseguem colocar uma quantidade indecente de marcadores nas criaturas inimigas e, consequentemente, comprar muitas cartas com o Deus Escorpião. Pontualmente conseguimos distribuir marcadores com a habilidade ativada do nosso comandante, que se torna um tanto interessante e até barato com Heartstone e Illusionist’s Bracers, ou abusando da mesma ao gerar muita mana com Braid of Fire (Lembre que a mana de Braid of Fire esvazia após a manutenção) e Black Market.  Existem boas interações com cartas como Nekroskitter, Kulrath Knight, Blowfly Infestation, Nest of Scarabs, Crumbling Ashes ou a sinergia entre Aether Flash + Everlasting Torment. Contamos ainda com diversas cartas de boa qualidade, como Sheoldred, Whispering One, Reaper from the Abyss e Master of Cruelties, mas cabe o destaque a Mikaeus, the Unhallowed, que tem a capacidade para se tornar extremamente irritante junto ao Deus Escorpião, tornando as próprias criaturas extremamente resilientes e ainda tendo a opção de finalizar o jogo com dano infinito junto ao Triskelion. Por fim, a lista conta com o combo de Worldgorger Dragon + Animate Dead/Dance of the Dead/Necromancy, que cria um loop onde as permanentes são removidas e voltam na sequência, basicamente criando o que chamamos de blink em nossas permanentes, infinitas vezes. Com esse processo, podemos gerar mana infinita com nossos terrenos, e tendo nosso comandante em campo, podemos comprar qualquer quantidade de cartas ao colocar 1 marcador no dragão em resposta a sua habilidade. É necessário tomar cuidado para haver outra criatura em algum cemitério quando iniciar o combo reanimando o Worldgorger Dragon, pois senão o mesmo resultará em um empate por não poder haver quebra desse loop.

The Locust God


O Deus Gafanhoto é um comandante sem análogos dentre a combinação Izzet (Vermelho e Azul), pois consegue criar um exército de insetos 1/1 com voar e ímpeto para cada carta comprada. O mais próximo dele talvez seja o monoblue Talrand, Sky Summoner, em seu papel de criar tokens, mas não se compara a eficiência do Gafanhoto nesse quesito. Para se extrair um bom valor desse deus é interessante abusar de compras massivas, e felizmente o tipo de efeito que chamamos de Wheel, como Wheel of Fortune, é justamente mais forte nessas duas cores, sendo bem simples colocar mais de 8 tokens já agredindo em um único turno . Sua habilidade ativada também é interessante, pois permite um loot por , ou seja, comprar uma carta e descartá-la. Como não há restrições além do custo em mana, abre a possibilidade para combos de mana infinita e a compra de todo o deck, finalizando com uma Walking Ballista por exemplo. Várias são as estruturas de decks que podem ser criadas ao redor do Deus Gafanhoto, mas acredito que se destaquem estratégias como Swarm, Draw-Go, Combo Control, Storm e Full Combo, até mesmo híbridos entre elas. Como parte das 99, talvez possa fazer parte de decks comandados por Nekusar, the Mindrazer ou Arjun, the Shifting Flame por exemplo, mas não diria que é uma das melhores escolhas.

Deck – The Locust God (0)

Commander (1)
The Locust God

Criaturas (8)
Arjun, the Shifting Flame
Baral, Chief of Compliance
Consecrated Sphinx
Goblin Electromancer
Jace, Vryn’s Prodigy
Marton Stromgald
Purphoros, God of the Forge
Whirlpool Warrior

Planeswalker (1)
Jace, the Mind Sculptor

Artefatos (20)
Ashnod’s Altar
Bident of Thassa
Chrome Mox
Coat of Arms
Coldsteel Heart
Eldrazi Monument
Fellwar Stone
Grim Monolith
Izzet Signet
Mana Crypt
Mana Vault
Memory Jar
Mox Diamond
Paradox Engine
Phyrexian Altar
Sensei’s Divining Top
Skullclamp
Sol Ring
Teferi’s Puzzle Box
Thought Vessel

Encantamentos (7)
Goblin Bombardment
Impact Tremors
Leyline of Anticipation
Mana Echoes
Mindmoil
Opposition
Shared Animosity

Feitiços (12)
Capture of Jingzhou
Past in Flames
Reforge the Soul
Shattered Perception
Temporal Manipulation
Time Reversal
Time Spiral
Time Warp
Timetwister
Wheel of Fortune
Windfall
Winds of Change

Mágicas Instantâneas (17)
Brainstorm
Blue Sun’s Zenith
Counterflux
Counterspell
Cyclonic Rift
Disallow
Echoing Truth
Force of Will
Increasing Vengeance
Into the Roil
Mana Drain
Mystical Tutor
Negate
Pull from Tomorrow
Swan Song
Tears of Rage
Tolarian Winds

Terrenos (34)
Arid Mesa
Bloodstained Mire
Cavern of Souls
Command Tower
Flooded Strand
11 Island
Misty Rainforest
10 Mountain
Polluted Delta
Reflecting Pool
Scalding Tarn
Steam Vents
Sulfur Falls
Volcanic Island
Wooded Foothills

Essa versão do deck comandando pelo Deus Gafanhoto é baseada em criar uma massa crítica de insetos para finalizar a partida, no melhor estilo Swarm. Como o efeito para criá-los é pautado em compras, se abusa de um número muito grande de rodas: Wheel of Fortune, Timetwister, Time Spiral, Reforge the Soul, Winds of Change, Windfall, Shattered Perception, Tolarian Wind, Arjun, the Shifting Flame, Whirlpool WarriorMindmoil, Memory Jar e Teferi’s Puzzle Box. Além disso, há bons efeitos de compras como Brainstorm, Jace, the Mind Sculptor, Consecrated Sphinx, Bident of Thassa, Blue Sun’s Zenith, Pull from Tomorrow e Skullclamp, sensacional nesse deck. Com essa variedade de cartas e o Deus em jogo criamos verdadeiro enxames de pequenos gafanhotos do inferno. A partir desse ponto o deck funciona como agressor, então são várias cartas que dão suporte a esse plano de jogo Swarm, como Purphoros, God of Forge e Impact Tremors, que podem causam uma quantidade de dano muito grande só das fichas entrarem em jogo. Shared Animosity, Tears of Rage, Marton Stromgald, Coat of Arms e Eldrazi Monument facilmente finalizam o jogo através da agressão. Há ainda diversos suportes para abusar da grande quantidade de fichas geradas, como Mana Echoes, Goblin Bombardment, Opposition, Phyrexian Altar e Ashnod’s Altar, fora os turnos extras – Capture of Jingzhou, Temporal Manipulation e Time Warp – que possibilitam agredir e criar ainda mais insetos. Infelizmente, o plano do deck é muito dependente do Deus Gafanhoto, portanto nos turnos iniciais o deck se comporta acelerando com nossos artefatos e controlando através de anulações até chegar o ponto de conjurarmos o comandante e começarmos a girar roda atrás de roda, especialmente caso tenhamos um Paradox Engine na mesa.

The Scarab God


O último esquecido é o Deus Escaravelho, nas cores Dimir (Azul e Preto). Sua habilidade desencadeada é no mínimo exótica, mas possui alguns contornos interessantes. No início da manutenção, desencadeia Vidência X e cada oponente perde X de vida igual ao número de Zumbis que controlamos.  Um bom deck utilizando-o como comandante pode se usar dessa habilidade tendo um número minimamente razoável de Zumbis na sua composição. E aqui quero deixar claro que não necessariamente precisa ser construído como um deck tribal, completamente voltado para essa temática, embora seja completa e perfeitamente viável (e talvez o novo favorito para essa tribo). Essa habilidade curiosamente traz uma certa flexibilidade na montagem de uma lista, pois podemos cavar as respostas adequadas em um controle, peças de combo ou kills conditions para versões mais aggro, além de obviamente ser uma ferramenta bem interessante para uma construção pautada em Pain. Por sua vez, a habilidade ativada do Deus Escaravelho é, por , exilar uma criatura alvo de um cemitério e criar uma cópia 4/4 do tipo Zumbi. Ou seja, temos aqui um reanimador nato que pode se tornar bem abusivo em Good Stuffs, Toolboxes, Combo Controls e Full Combos. Um detalhe é que para quem gosta de Kozilek, Butcher of Truth e Ulamog, the Infinite Gyre agora poderá “reanimá-los” em velocidade instantânea em um corpo menor e começar a abusar da habilidade Aniquilador. Essa habilidade também permite manter decks que abusem de cemitério em check. Te garanto que é bem desagradável para um piloto de um deck com o combo de Necrotic Ooze ter sua vitória roubada em resposta. Em suma, entre os 3 deuses, embora o Escaravelho não seja uma carta de poder tão elevado, é um comandante muito versátil, e mesmo entre as 99, pode conseguir espaço em decks que tenham base Dimir () e façam uso do cemitério.

Deck – The Scarab God (0)

Commander (1)
The Scarab God

Criaturas (29)
Apprentice Necromancer
Carrion Feeder
Consecrated Sphinx
Cryptbreaker
Diregraf Captain
Diregraf Colossus
Fleshbag Marauder
Glen Elendra Archmage
Graveborn Muse
Gravecrawler
Jin-Gitaxias, Core Augur
Mikaeus, the Unhallowed
Noosegraf Mob
Phyrexian Delver
Phyrexian Devourer
Putrid Imp
Razaketh, the Foulblooded
Reaper from the Abyss
Relentless Dead
Rune-Scarred Demon
Sheoldred, Whispering One
Sidisi, Undead Vizier
Teferi, Mage of Zhalfir
Triskelion
Venser, Shaper Savant
Viscera Seer
Void Winnower
Walking Ballista
Zulaport Cutthroat

Artefatos (10)
Ashnod’s Altar
Chrome Mox
Crucible of Worlds
Mana Crypt
Mana Vault
Mesmeric Orb
Mindcrank
Mox Diamond
Phyrexian Altar
Sol Ring

Encantamentos (8)
Animate Dead
Dance of the Dead
Mystic Remora
Necromancy
Paradox Haze
Rhystic Study
Rooftop Storm
Training Grounds

Feitiços (10)
Buried Alive
Capture of Jingzhou
Demonic Tutor
Imperial Seal
Personal Tutor
Reanimate
Temporal Manipulation
Temporal Mastery
Toxic Deluge
Victimize

Mágicas Instantâneas (8)
Cyclonic Rift
Entomb
Force of Will
Intuition
Mana Drain
Mystical Tutor
Swan Song
Vampiric Tutor

Terrenos (34)
Bloodstained Mire
Command Tower
Drowned Catacomb
Flooded Strand
Island
Marsh Flats
Misty Rainforest
Phyrexian Tower
Polluted Delta
Reflecting Pool
Scalding Tarn
Sunken Hollow
11 Swamp
Underground Sea
Verdant Catacombs
Watery Grave

Essa lista para o Deus Escaravelho é um Good Stuff com alguns elementos bem sinérgicos de um tribal de zumbis e bons combos para finalizar a partida. Como um bom deck nesse arquétipo, possui criaturas de alta qualidade por si só, como Jin-Gitaxias, Core Augur, Sheoldred, Whispering One, Reaper from the Abyss, Void Winnower, Venser, Shaper Savant, Glen Elendra Archmage, Consecrated Sphinx, Teferi, Mage of Zhalfir, Razaketh, the Foulblooded e Mikaeus, the Unhallowed. Todos são excelentes candidatos a irem para o cemitério e serem devidamente reanimados pelo comandante. Porém o suporte do deck é construido por mãos mortas: são um total de 14 Zumbis, onde muitos tem baixo custo e alta resiliência, como Gravecrawler e Relentless Dead ou são boas fontes de sacrifícios ou descarte, como Putrid Imp e Carrion Feeder. Outros com um custo maior como Diregraf ColossusNoosegraf Mob criam uma quantidade grande de fichas que sinergiza muito bem com o Deus Escaravelho. Cryptbreaker e Graveborn Muse podem gerar um card advantage expressivo, especialmente a Musa (que precedida por Vidência X pode ser bem perigosa). Há ainda opções de combo clássicas, como Necrotic Ooze + Triskelion/Walking Ballista + Phyrexian Devourer, facilitado por Buried Alive e qualquer reanimação, ou ainda Mikaeus, the Unhallowed + Triskelion ou Mikaeus, the Unhallowed + Walking Ballista + qualquer fonte de sacrifício. Outro combo é com qualquer zumbi em campo, Gravecrawler + Phyrexian Altar + Diregraf Captain/Zulaport Cutthroat para dano infinito. Pode-se utilizar também Rooftop Storm, que por si só permite criar jogadas muito fortes.  Destaque para Paradox Haze, Training Grounds e Mindcrank, que potencializam as habilidades do comandante.

Neheb, the Eternal


Saindo dos deuses, vamos agora para as demais lendárias, e já adianto: Neheb, the Eternal é um dos melhores comandantes monored já criados. O seu grande diferencial é sua habilidade desencadeada, que na fase principal pós-combate gera uma para cada ponto de vida perdido por seus oponentes naquele turno. Qualquer perda. Independente da fonte. Isso, meus amigos, pode gerar quantidades insanas de mana em um comandante que possui um custo razoável de 5. Basicamente qualquer Lightning Bolt vira um Dark Ritual que causa dano. E como esse é um formato multiplayer, mais oponentes, mais dano. Flame Rift em uma mesa com 4 jogadores por exemplo, pela bagatela de 2 manas pode gerar um total de 12 manas. Me soa muito, muito forte. E é interessante também observar sua resistência 6, o que permite sobreviver a alguns bons efeitos de dano global que possamos usar. A partir de uma mecânica que gera tanta mana, sua criatividade é o limite, o que torna extremamente versátil. Eu visualizo aqui de decks Aggro, com grande quantidade de criaturas e efeitos como os de Purphoros, God of the Forge e Impact Tremors, passando por Midranges utilizando-se de controles de board como Rolling Earthquake, algumas formas de Control como Chaos e Stax, gerando mana a partir do dano do próprio comandante em combate, e chegando aos Combos, que se usarão de efeitos de dano baratos como Sizzle para acelerar suas jogadas. Entre as 99 cartas, as estratégias agressivas devem se beneficiar bastante do uso de Neheb, especialmente em decks Big Aggro e – entre as midrange – se torna staple entre os Pain.

Deck – Neheb, the Eternal (0)

Commander (1)
Neheb, the Eternal

Criaturas (9)
Dragon Mage
Fanatic of Mogis
Hazoret the Fervent
Heartless Hidetsugu
Knollspine Dragon
Magus of the Wheel
Myojin of Infinite Rage
Reckless Fireweaver
Treasonous Ogre

Planeswalker (1)
Chandra, Torch of Defiance

Artefatos (25)
Astral Cornucopia
Caged Sun
Chrome Mox
Crucible of Worlds
Cryptolith Fragment
Darksteel Plate
Defense Grid
Doubling Cube
Extraplanar Lens
Gauntlet of Might
Gilded Lotus
Grim Monolith
Lightning Greaves
Mana Crypt
Mana Vault
Mind Stone
Mox Diamond
Paradox Engine
Pyromancer’s Goggles
Ruby Medallion
Sensei’s Divining Top
Sol Ring
Strionic Resonator
Swiftfoot Boots
Thran Dynamo

Encantamentos (7)
Aggravated Assault
Blood Moon
Burning Sands
Dictate of the Twin Gods
Furnace of Rath
Price of Glory
Pyrohemia

Feitiços (20)
Acidic Soil
Boom // Bust
Breath of Darigaaz
By Force
Chandra’s Ignition
Destructive Force
Earthquake
Flame Rift
Molten Psyche
Past in Flames
Relentless Assault
Rolling Earthquake
Seize the Day
Shattering Spree
Sizzle
Tectonic Break
Tempt with Vengeance
Vandalblast
Wheel of Fortune
World at War

Mágicas Instantâneas (3)
Chaos Warp
Comet Storm
Price of Progress

Terrenos (34)
Cavern of Souls
Nykthos, Shrine to Nyx
32 Snow-Covered Mountain

A lista que trago aqui é um Pain voltado em abusar do potencial de Neheb. Há uma quantidade significativa de mana rocks para colocá-lo o mais rápido possível em campo. A partir do momento que temos nosso general está em campo o nosso foco será causar quantidades significativas de dano para gerar mana, e para essa função existe uma infinidade de cartas: Fanatic of Mogis, Hazoret the Fervent, Heartless Hidetsugu, Reckless Fireweaver, Chandra, Torch of Defiance, Cryptolith Fragment, Pyrohemia, Acidic Soil, Breath of Darigaaz, Chandra’s Ignition, Earthquake, Flame Rift, Rolling Earthquake, Sizzle, Comet Storm e Price of Progress, bem como cartas que potencializam esse dano, como Dictate of the Twin Gods e Furnace of Rath. Entre as fontes de dano destaco Heartless Hidetsugu, que tem potencial em conjunto com Neheb, em uma mesa padrão, de gerar 60 manas em uma única ativação. Mais do que suficiente para finalizar a partida com Comet Storm por exemplo. Para abusarmos ainda mais, utilizamos efeitos que gerem combates extra e uma fase principal extra, pois o dano se acumula para a habilidade e pode ser desencadeada mais de uma vez. Relentless Assault, Seize the Day, World at War são excelentes aqui, mas a cereja do bolo é Aggravated Assault, que gera combates e fases principais extra, infinitas, bastando ter causado 5 de dano nesse turno. Qualquer dano acima disso, também gera mana infinita. É desesperador para os oponentes receber tanto dano, mas há algo pior: receber tanto dano e não poder fazer nada a respeito. A lista conta com destruição de terrenos global, como Myojin of Infinite Rage, Boom // Bust, Destructive Force, Tectonic Break e de certa maneira Burning Sands. Para manter o fluxo constante de cartas em nossa mão, Wheel of Fortune, Dragon Mage, Magus of the Wheel e Knollspine Dragon, chegando a ser imoral no caso desse dragão.

Razaketh, the Foulblooded


Razaketh foi um dos 4 demônios que negociaram com Liliana Vess e o terceiro a ser derrotado por ela, com a ajuda da Gatewatch. Não antes de transformar o rio Luxa de Amonkhet em sangue e desencadear os eventos de Hora da Devastação. Mecanicamente é uma criatura 8/8 com voar e atropelar por 8 manas, com uma habilidade imbecil: pague 2 de vida, sacrifique uma criatura e procure por qualquer carta no grimório e bote na mão. Simples assim, sem precisar pagar mana e nem virar. Muitos compararam Razaketh com Griselbrand, banido do formato. Importante salientar que ambos são muito fortes, mas Razaketh possui uma desvantagem frente ao outro demônio: é necessário ter criaturas em campo para serem sacrificadas, o que exige uma construção prévia de board, que não é exigida com Griselbrand. Como comandante acredito que dificilmente verá jogo, pois, apesar de ter uma habilidade extremamente poderosa ainda custa um total de 8 manas, exigindo ainda construção prévia da mesa. Quando comparamos com outro comandante que possui função semelhante e na mesma cor, ele também sai na desvantagem. Sidisi, Undead Vizier possui um custo bem mais baixo e pode ser abusada a partir de reanimações, podendo buscar por várias cartas em um mesmo turno de maneira mais veloz que Razaketh. Mesmo assim, caso queira arriscar, use muitos efeitos de aceleração como mana rocks, efeitos semelhantes aos de Crypt Ghast, Cabal Coffers e Dark Ritual. Por fim, apesar de não recomendá-lo como comandante, tenho certeza que se tornará staple no formato e rodará em qualquer deck com temática reanimator, especialmente aqueles com mecanismos semelhantes aos encontrados em Meren of Clan Nel Toth, onde, acredito eu, será sua melhor casa.

Unesh, Criosphinx Sovereign


Essa carta pegou a todos de surpresa, sem exceção. Quem sequer imaginaria que a Wizards faria uma carta que poderia ser um comandante com sinergia com esfinges? Pois é, aconteceu. Por 6 manas, Unesh reduz o custo de suas esfinges em 2 e toda vez que uma criatura desse tipo entrar em campo sob seu controle desencadeará um efeito equivalente a Fact or Fiction para 4 cartas ao invés de 5. Isso por 6 manas, com identidade monoblue, quando o ideal seria Esper (). No fim das contas, é viável fazer algo que poderia ser chamado de tribal de esfinges? Sim. Vai ficar bom? Não necessariamente. Jogadores mais casuais provavelmente arriscarão. Fique avisado que esse provavelmente será um deck bem lento para se desenvolver. Para os aventureiros, existem 28 esfinges na identidade azul ou incolor e o conselho que dou é para não sair colocando todas as 28 só porque sim. Existem algumas boas esfinges e um número reduzido delas não é problema algum. Bons exemplos a se considerar nesse deck são Argent Sphinx, Prognostic Sphinx, Consecrated Sphinx, Sphinx of Magosi, Sandstone Oracle, Sphinx of the Final Word, Sphinx of Uthuun e Windreader Sphinx. E como poderia ser o restante do deck? Acredito que uma pegada Control, com diversos artefatos para acelerar seu jogo, bem com muitas anulações e efeitos de bounce sejam a pedida. Cartas que abusem de um cemitério cheio como Dig Through Time, Treasure Cruise, Temporal Trespass, Jace, Vryn’s Prodigy, Snapcaster Mage, Torrential GearhulkMetallurgic Summonings podem ser interessantes. Mas como dito, vá por sua conta e risco.

Djeru, With Eyes Open


Djeru é um dos iniciados das Provas em Amonkhet, líder da safra Tah e grande amigo de Samut, Voice of Dissent, agora a planeswalker Samut, the Tested (e essa é a única menção que farei ao spoiler dessa carta, já que não a acho digna de nota). Djeru era um devoto fiel do Deus-Faraó e que finalmente abriu os olhos para tudo que estava errado. Por 5 manas é uma criatura com tutor de planeswalker embutido e que reduz o dano sofrido por planeswalkers em 1. Como comandante? Péssima. Se algum louco tentar montar um deck para ele, um Good Stuff ou Pillowfort com temática Super Friends deve ser a linha menos ruim, usando por exemplo Elspeth, Sun’s Champion, Ajani Steadfast e Gideon, Champion of Justice. Como uma das 99 cartas também é bem simplória, mas se torna viável, especialmente para decks budget.

Essas foram as lendárias da coleção. E o restante das cartas? O que há para nosso formato lindo?

Cartas Destaque

Brancas

Solemnity


Essa carta causou furor quando foi revelada, do Standard ao Legacy. A quantidade de novas interações que ela permitirá ainda está para ser vista, mas certamente causará impacto no Commander, assim como em outros formatos. Seu efeito impede que jogadores tenham marcadores e que marcadores sejam colocados em artefatos, criaturas, encantamentos e terrenos. Ou seja, quase tudo. Sabe todas as aquelas cartas “ruins” com a porcaria do custo de manutenção cumulativo? Pois é, aqui o age counter não será colocado e portanto não haverá custo para ser pago. Cartas como Glacial Chasm, Mystic Remora, Reality Twist, Infernal Darkness e Inner Sanctum se tornam bem más. Outras interações com marcadores certamente serão exploradas, como Decree of Silence, onde absolutamente tudo dos oponentes será anulado. Ou mais uma forma de Dark Depths liberar Marit Lage das profundezas, já que o terreno não entrará com marcadores. Além disso, com uma fonte de sacrifício, todas as criaturas com as habilidades Persistir e Imortal poderão criar um loop infinito. Kitchens Finks para pontos de vida, Murderous Redcap, Flayer of the Hatebound e Geralf’s Messenger para dano, Woodfall Primus para destruir todas as permanentes não-criaturas dos amiguinhos, anular tudo que não seja criatura com Glen Elendra Archmage, comprar o deck com River Kelpie ou se você for uma pessoa alternativa, usar Geralf’s Mindcrusher para derrubar todas as cartas dos grimórios dos oponentes para o cemitério. Curiosamente, pode funcionar também impedindo alguns combos, como mana infinita + Walking Ballista, os combos com Triskelion e até mesmo Devoted Druid. Sabe aquele deck de Mizzix of the Izmagnus e de Meren of Clan Nel Toth, cheios de marcadores de experiência? Eles também choram. As possibilidades para Solemnity são altas.

Hour of Revelation


Feitiço por 6 manas que destrói todas as permanentes que não sejam terrenos? Até boa. Mas agora fazer isso provavelmente por 3 manas a maior parte do tempo? Devastador. Creio termos aqui uma nova staple para decks Control que sejam pouco dependentes de permanentes, como por exemplo Oloro, Ageless Ascetic.

Angel of Condemnation


Um anjo de 4 manas que blinka criaturas pode ser bem aproveitado em alguns decks, como Roon of the Hidden Realm e Archangel Avacyn, trazendo mais flexibilidade nessas estratégias. Já sua segunda habilidade permite exilar uma criatura através de Exaurir, até o anjo sair de campo, removendo qualquer ameaça. É uma carta versátil no contexto certo e pode valer sua atenção.

Overwhelming Splendor


Uma espécie de Humility e Damping Matrix em uma única carta e com um único alvo. Pode selar o jogo contra um oponente. E esse é seu primeiro problema, já que jogamos multiplayer. O segundo problema é seu custo elevadíssimo de 8 manas. Se você não abusa de efeitos como Academy Rector e Bitterheart Witch, ou Show and Tell (e nesse caso, não vejo porque não usá-lo para Omniscience ao invés disso), não vale a pena usar Overwhelming Splendor. Mas alguém ainda vai usar e o alvo será você.

Crested Sunmare


As pessoas veem uma carta que menciona um tipo específico de criatura e automaticamente já se empolgam gritando “Tribal!” para todos os lados. Se acalmem. Não é hoje que teremos um tribal de cavalos. Porém, essa é uma carta razoável em decks que ganhem vida, por criarem um clock agressivo, de maneira vagamente semelhante ao que Luminarch Ascension proporciona. Oloro, Ageless Ascetic, Ayli, Eternal PilgrimKarlov of the Ghost Council podem se aproveitar bem desse cavalo, mas seu melhor será Kambal, Consul of Allocation.

Azuis

Swarm Intelligence


Efeito poderosíssimo na cor azul. Turnos extras e compras massivas estão entre os efeitos que desejamos ao utilizar essa carta, mas as suas possibilidades certamente vão muito além, já que azul é uma das cores mais poderosas em formatos eternos e está recheada de feitiços e mágicas instantâneas. A parte ruim dessa carta? Custo 7. Dificilmente rodará em ambientes mais competitivos, mas as mesas casuais certamente encontrarão um espaço para esse encantamento.

Nimble Obstructionist


Excelente carta para controles com base azul. Funciona de maneira semelhante a Stifle e Trickbind, por 3 manas e não podendo ser anulada de forma ordinária, com a vantagem de se renovar essa carta com a compra proporcionada pelo reciclar. Pior das hipóteses e em emergências, você pode ter uma criatura 3/1 com Lampejo e Voar. Um ataque descuidado e um bloqueador inesperado podem virar partidas.

Pretas

Bontu’s Last Reckoning


Na cor preta, remoções globais com custo 5 ou mais tendem a ser razoáveis ou mesmo ruins. Quando entramos na galeria daquelas de custo 4 ou 3 já devemos prestar atenção em seu potencial, já que nessa faixa, na cor preta, residem Damnation e Toxic Deluge, as 2 melhores cartas do tipo na cor. Bontu’s Last Reckoning nos permite limpar uma mesa perigosa por apenas 3 manas, nos turnos iniciais e isso pode salvar uma partida praticamente perdida. Se encaixa no mesmo nível das duas cartas citadas? Duvido. Sua desvantagem pode ser bem complicada em alguns contextos em que você não está com uma boa quantidade de mana rocks ou foi preciso virar todos os terrenos. Efetivamente perderá um turno inteiro e isso pode ser o suficiente para sua derrota. É uma carta a ser usada, mas de maneira ponderada e estratégica.

Torment of Hailfire


É uma carta da mesma família de Killing Wave, o que já nos diz sobre sua qualidade. Dar opções para os oponentes costuma diminuir o poder de uma carta. Pode ver jogo em alguns Stax que limitem drasticamente as permanentes dos oponentes ou, especialmente, em decks Pain, pode-se utilizar bem os seus benefícios  e devastar com as permanentes deles ou seus pontos de vida.

Vermelhas

Wildfire Eternal


Uma criatura por 4 manas, sem ímpeto, que desencadeia habilidade quando não é bloqueada não é lá uma das melhores coisas que podemos encontrar. Mas nesse processo poder conjurar qualquer mágica instantânea ou feitiço, pode ser extremamente poderoso. Um ataque bem encaixado pode levar a um Tooth and Nail ou um Expropriate, efetivamente finalizando um jogo. Esse é o tipo de criatura para nunca ser subestimada e da qual decks que possuam esses tipos de cartas com alto custo podem se beneficiar.

Hour of Devastation


Quase não coloquei essa nessa lista. 5 manas para limpar a mesa de todas as criaturas com resistência 5 ou menos é um efeito bem mediano, mesmo removendo a habilidade indestrutível. Mas acaba sendo uma opção nessa cor, tendo também a vantagem de não limpar seu campo caso você jogue com um Big Aggro por exemplo.

Verdes

Ramunap Excavator


Essa certamente é uma staple verde. Quem já presenciou o estrago que um Crucible of Worlds pode fazer sabe do que estou falando. Em decks repletos de fetchlands, como Wooded Foothills e Scalding Tarn, garantimos jogar um terreno todo turno, filtrar o deck e acertar a curva de mana. Junto com cartas como Lotus Cobra, Azusa, Lost But Seeking, Oracle of Mul Daya e Exploration podemos retirar muito valor de seu uso. Com Strip Mine e Wasteland chega ser desleal. Ainda por cima permite jogar remoções globais de terreno com a segurança de que você voltará pro jogo. Conselho de amigo: joga de verde? Consiga logo essa carta.

Uncage the Menagerie


Um novo tutor de criaturas sempre é bem vindo. Embora não as coloque diretamente em jogo e seja um feitiço, permite trazer uma quantidade grande de criaturas para a mão. Pagando 3 manas, trazemos até 1 criatura custo 1. Por 4 manas, até 2 criaturas custo 2. Por 5, até 3 criaturas custo 3. E assim por diante. Tem muito potencial, mas deve-se conhecer a fundo os custos e a composição do deck onde será utilizada para extrair o melhor desempenho desse feitiço.

Multicoloridas

Leave // Chance


Sabe aquele seu deck recheado de artefatos que depois de um tempo se tornam imprestáveis na mesa? Pois é, essa carta consegue tirar vantagem dessa situação, descartando tudo que for inútil e trocando por novas cartas. Aqueles decks com uma temática conhecida como Eggs (artefatos de custo baixíssimos e que podem ser sacrificados para comprar cartas, como Chromatic Star) vão se aproveitar muito bem.

Nicol Bolas, God-Pharaoh


Finalmente chegamos a um dos maiores vilões do multiverso e corruptor do plano de Amonkhet, Nicol Bolas, o Deus-Faraó. A sua versão anterior, Nicol Bolas, Planeswalker é uma carta forte, porém em uma mesa multiplayer não causa tanto impacto quanto um Ugin, the Spirit Dragon ou Elspeth, Sun’s Champion. A sua versão faraó-deus por sua vez consegue influenciar de maneira mais contundente o estado de jogo com múltiplos jogadores. Para nós, sua principal habilidade será o +1, exilando 2 cartas da mão de cada oponente. Nessa altura de jogo quando um Nicol Bolas cai, basicamente o que muitos tem na mão são seus trunfos para a vitória e você os privará deles. Caso não tenha as devidas respostas, jogarão de top deck enquanto esse planeswalker, que entrou com 7 marcadores progressivamente vai aumentando em direção ao seu ultimate com -12 e a obliteração total das permanentes não terrenos dos oponentes. Em emergências, pode remover criaturas e até jogadores enfraquecidos. Digamos que as mãos estejam vazias, é hora de partir para a habilidade +2 e conjurar as cartas do topo do grimório de seus colegas, que não estarão muito felizes a essa altura. O que restringirá seu uso certamente é sua combinação de cores Grixis (), mas em nível de poder é uma carta com alto impacto a ser respeitada.

Artefatos e Terrenos

Mirage Mirror


Essa é uma das cartas mais versáteis da coleção para o formato. Por 2 manas, é capaz de copiar qualquer artefato, criatura, encantamento ou terreno em campo até o fim do turno. Pode ser aquele Blightsteel Colossus do seu oponente, o seu próprio Mana Vault para gerar 1 mana a mais, um Vorinclex, Voice of Hunger, Consecrated Sphinx, um Maze of Ith que irá te salvar de um ataque, aquele Paradox Engine que o oponente conjurou e não venceu o jogo. Não há fórmulas pré-estabelecidas para se usar essa carta, mas mantenha na cabeça que essa é uma das cartas mais versáteis lançadas nos últimos tempos. Bons jogadores com certeza conseguirão explorar ao máximo essa potencialidade.

Endless Sands


É um terreno que entra desvirado, portanto já conta pontos, mesmo gerando somente mana incolor. Suas habilidades de exilar uma criatura e as de voltar todas para jogo depois com a terceira habilidade pode ser bem empregada salvando criaturas chave de remoções, suas ou dos oponentes, ou até mesmo para reutilizar habilidades que desencadeiem com a entrada no campo de batalha. Entretanto tome cuidado. Caso o terreno seja destruído sem que haja a oportunidade de se usar a última habilidade, suas permanentes exiladas com o terreno permanecerão exiladas para sempre.

Scavenger Grounds


Possível staple e um gravehate que pode entrar em absolutamente qualquer deck que não abuse do próprio cemitério. Deve substituir Bojuka Bog na maior parte das listas que o usam.

Esses foram meus destaques da coleção, e gostaria de deixar claro novamente que essa é a minha avaliação pessoal das cartas. Caso discorde ou acredite que eu tenha esquecido alguma carta relevante, deixe um comentário! Obrigado pela leitura e até semana que vem!

Sobre Mateus Nogueira

Professor da rede pública de ensino no Distrito Federal, formado em Ciências Biológicas, nerd multiclasse e jogador de diversos formatos de Magic: the Gathering. É especialmente apaixonado pelo Commander em sua vertente multiplayer, sendo um infeliz sem alma, apreciador de Stax e Combos.

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