segunda-feira , 16 outubro 2017
pten
Home / Colunas / Modern Semanal / Mardon’t

Mardon’t

Chegou aquele momento especial na semana de conhecermos mais uma jereba maravilhosa! Com a proximidade do GPSP, nos próximos artigos vou focar em decks diferentes que eu considerei (ou ainda considero) shieldar, listar e brigar por um bom resultado em São Paulo. Nos últimos anos eu consegui alguns bons resultados em PPTQs com variações de uma lista de que eu  havia criado e até alguns amigos acabaram adotando e (mesmo) com suas próprias modificações conseguiram também bons resultados; por coincidência, um grupo de chineses acabou fazendo bons resultados em PPTQs e até nos RPTQs asiáticos com uma lista bem parecida com a que eu usava na época.

Porém após um longo intervalo sem grandes torneios do formato e erroneamente acreditando que não teríamos uma outra temporada Modern de PPTQs, acabei abandonando esse deck e até bem recentemente me senti órfão no formato. Com o retorno dos PPTQs Modern nessa temporada e a falta de coragem de ir de Storm pro GPSP, acabei encontrando ânimo para atualizar minha lista e tentar moldá-la ao novo metagame.

Sempre que vou fazer um brew ou mesmo modificar alguma lista, pesquiso os decks parecidos e tento encontrar as motivações por trás de cada escolha no deckbuilding para só então decidir o que vou manter e o que modificar para adaptar ao meu gosto e minhas impressões. Durante uma dessas pesquisas eu encontrei essa lista que veremos hoje, muito diferente de tudo que eu conhecia no formato e nos apresentando um uso bem distinto para as cores que a compõem.

Hoje é dia de Mardu, bebê.

Mardu Aggro - By Selfeisek (Competitive Modern League 15/07)

Eu acompanhei de perto as alterações que esse jogador fez em sua lista e como ela foi se adaptando ao metagame. Com diversos 4-1 e 5-0 e uma constante sintonia fina das cartas no deck, seja rebalanceando a manabase ou alterando cartas entre e o main e o side, foi amor à primeira vista.

Eu costumo falar que não tem deck de tempo no Modern, mas dessa vez fiquei bem feliz de estar errado, com muitos descartes, removals e cartas que permitem selecionar bem o que você vai usar. Mesmo sem gerar muito card advantage (ou até mesmo card disadvantage), as trocas são todas fortes e visam colocar o seu board numa posição difícil de ser controlado para garantir a vitória antes mesmo do mid-game ser estabelecido. Ele não é um aggro linear como Burn ou Boggles mas constantemente define o jogo entre os turnos 4-6, conseguindo ainda alguma força nos turnos seguintes com o Bedlam RevelerFaithless Looting.

Um deck bem complicado de se pilotar, com a mana bem enxuta e todas as cartas de custo bem baixo é sempre um desafio encontrar a melhor ordem para suas mágicas e como encaixá-las com as criaturas fechando o jogo o quanto antes. Pensando em suas criaturas, temos 3 estratégias distintas: a primeira é utilizar o Prowess da Monastery Swiftspear, suas remoções, descartes e burns para fechar o jogo; a segunda é um pouco mais paciente e envolve estender sua presença no campo de batalha com a Young Pyromancer e, finalmente, a terceira visa utilizar o máximo de mágicas o mais rápido possível, atacando o campo e a mão de seu oponente para fechar o jogo rapidamente com o Bedlam Reveler e alguns triggers de Prowess.

Os Kolaghan’s Command permitem que você consiga mais alguma força no late game, mas esse definitivamente não é o momento mais poderoso do deck. Outra carta muito forte no maindeck é a Blood Moon, que pode simplesmente tirar diversos oponentes do jogo (e ninguém espera tomá-la de um deck de 3 cores).

Vamos ao side:

Sideboard

Dragon’s Claw é uma resposta clássica em decks que se enrolam contra Burn. Especialmente no caso deste Mardu, onde até o cantrip principal é vermelho essa carta fica bem mais forte, Pithing Needle, Blood Moon e Leyline of the Void são hates fortes contra problemas específicos que o deck pode encontrar; com o crescimento de Dredge no Modern muitos decks voltaram a jogar com 4 Leyline of the Void no side, o que acaba também melhorando matches contra Storm e outros decks que também usam o cemitério.

Os 2 Fatal Push são ferramentas extras para lidar com as matches de criaturas menores que acabam sendo bons blockers para sua ofensiva inicial, além de ser muito bom contra o Abzan Counters (Counters Company), que não deve ser uma match fácil para esse Mardu. Wear // Tear e Shattering Spree são ótimos hates contra Affinity e Lantern Control, o Spree sendo especialmente útil contra decks que usam Chalice of the Void, como o Eldrazi Tron, já que as cópias não são anuladas pelo Cálice!

Um deck bem diferente, com uma estratégia incomum de Tempo no Modern e várias cartas de poder inegável, essa versão de Mardu nunca falha em despertar meu interesse e eu espero que tenha fisgado também o coração de vocês, leitores!

Até semana que vem, quando pretendo trazer outra versão de Mardu, dessa vez mais midrange e bem próxima daquela que pretendo levar para o Grand Prix São Paulo!

Sobre Raphael Prais

Jogador de Magic em Todos os Formatos, Amante do Modern e do Legacy, Pai dos Tokens de Elemental Vermelho 1/1, Protetor das Jerebas.

2 Comentários

  1. Eu jogo de mardu a algum tempo e depois de testar Soulfire Grand Master, não consegui tirar ela do deck. Ela ganha o jogo sozinha se o oponente não remover, e te dá um sustain absurdo.

    • Eu adoro essa carta! Já a usei várias vezes em outras versões do Mardu =) Acho que ela não combina muito com essa lista super orientada para Tempo mas é realmente uma carta interessante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *