terça-feira , 25 setembro 2018
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Maverick atropela 43 em Itajaí

O Circuito Legacy Catarinense, o já conhecido CLC, teve seu primeiro campeão repetido apenas em sua sexta etapa, que aconteceu no último dia 16 de julho, em Itajaí, na recém-inaugurada Blackout Card Games, em Itajaí, litoral de Santa Catarina. Quando Alex Wehrmeister chegou, logo de manhãzinha, e estacionou seu Maverick no local, os jogadores mais antigos sabiam que o Xis, como é conhecido, não estaria para brincadeiras naquele domingo. O organizador do Nacional Legacy é um dos pilotos mais experientes do “Mavecão”, e usou desse conhecimento para passar o carro por todos que apareceram à sua frente. “Resolvi jogar com esse deck porque os aggros e tempo voltaram em peso ao meta, o que possibilitou o retorno do Maverick e seus bichos maiores e proteções. E é também um deck que eu curto desde que ele apareceu”, ensina Xis, que foi o vencedor da terceira etapa jogando com um BUG Leovold.

No total, 44 jogadores compareceram, o que manteve a alta média de participação da temporada. “Esse é o ano do Legacy. Temos muitos novos jogadores e há um grande comprometimento de todos, o que se reflete nos campeonatos, que têm muitos participantes e alto nível. Para o Nacional temos como motivador a qualidade dos jogadores, além da união de toda a comunidade. Há bastante contato entre os jogadores de todo o Brasil, vai dar pra matar saudade do pessoal, também. Tenho uma grande expectativa para o evento do final do ano”, conta o campeão, ausência já confirmada do Nacional, porque é o orgnizador principal do evento.

Os jogos em Itajaí

Mas, quando pode jogar, Alex não faz feio. Depois de cinco rodadas de Suíço, passou para o Top8 com quatro vitórias e apenas um empate, jogando contra quatro decks diferentes.
“Joguei contra o Roberto, de Reanimator BR, um match em que se o Deathrite Shaman ou o Knight of the Reliquary entrarem em jogo, já é meio caminho andado. Depois veio o Batata, de Death and Taxes. Meus bichos são maiores e consigo lidar com os equipamentos dele. E, depois de sidear dois Zealous Persecutions pro deck, garanto o segundo 2 x 0 do dia.”
Se as duas primeiras rodadas foram mais tranquilas, a partir da terceira Xis sempre conheceu uma derrota. Venceu o RG Lands do Nolasco por 2 x 1 e o Eldrazi and Taxes do Morelli (colunista do Eternal Magic) também por 2 x 1, e empatou contra o Jeskai do Jorge, por 1 x 1, e passou para o Top8.

Na primeira partida do Top8, contra o Goblins do Cadu, um susto. “Comecei mulligando a cinco, sendo espancado no primeiro jogo”. E foi a única derrota de Xis no Top. Dali em diante, ligou o turbo do Maverick e deixou todos comendo poeira. Virou o jogo contra os Goblins, ganhou de outro RG Lands na semi (João) e fez mais um 2 x 0 na final, contra o Uw Blade Control de Rodrigo Hansen. E foi na última partida do dia que ele mostrou o quanto conhece o deck.

“Eu ia morrer para o True-Name Nemesis no próximo turno. Eu tinha um Scavenging Ooze, com dois marcadores, equipado em uma Sword of Fire and Ice. Isso dava oito pontos de dano, e o Rodrigo tinha 9 de vida. Então eu baixei o Gaddock Teeg e bati com o Ooze. Antes de resolver o dano, matei o Gaddock com o Abrupt Decay, exilei-o com o Ooze e consegui o ponto de dano que faltava”, relembra o vencedor, que levou de premiação uma Scalding Tarn e um Flusterstorm.

Tirando o velho Maverick da garagem

A sexta etapa do CLC teve um meta bastante diversificado, com nada menos do que 28 decks diferentes jogando nas mesas da Blackout, e apenas um ANT, deck que normalmente vence o Maverick, devido à velocidade e à ausência de counters no deck branco, verde e preto. O deck mais popular do dia foi o Grixis Delver, que foi a opção de cinco jogadores. Logo depois vieram Burn (quatro jogadores), Death and Taxes e BR Reanimator, com três representantes cada um.

Xis, como quase sempre faz quando joga de Maverick, montou seu deck com 61 cartas. “Sempre gostei disso, e, como tinha visto o Renegade Rallier em algumas listas, resolvi testá-lo. Curti demais, foi uma nova peça do canivete suíço que é o Maverick. Ele pode trazer do cemitério o Qasali Pridemage, o Ooze, a Stoneforge Mystic, o Shaman e os terrenos”, explicou, rasgando elogios ao Rallier. Dá pra conferir as litas de todo o Top 8 no MTG Top8.

E, sobre o Nacional, Alex avisou que em breve irá abrir a venda de ingressos para o evento, no Eternal Magic. “Estou apenas aguardando a liberação da arte do playmat”.

Sobre Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

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