terça-feira , 25 julho 2017
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Modern semanal – a nova coluna para os amantes desse formato

Olá! Meu nome é Raphael Prais, sou um ávido entusiasta do Modern e o plano nessa coluna é trazer o que há de melhor (ou pior) no formato: a incrível variedade de decks que não são Tier 1 mas são plenamente viáveis, no máximo precisando de alguma sintonia fina para trazer grande felicidade para seu piloto e aquela frustração maravilhosa que só o Modern pode proporcionar aos oponentes sem hate no sideboard.

Abrindo com chave de ouro a coluna com uma staple bem antiga que volta e meia ressurge nos ermos do Modern!

Não precisa de nenhum Phd em magic para entender o funcionamento da carta, você rampa até chegar em 7 ou 9 de mana e coloca em campo dois dos bichos mais problemáticos que estiverem à sua disponibilidade.

Para o artigo busquei uma lista com bom resultado já que a grande graça aqui é mostrar as jerebas de sucesso:

Tooth and Nail - por Uegjo (Competitive Modern League 25/05/17)

Numa análise rápida vê-se a engine principal do deck, que é usar Utopia Sprawl e Overgrowth em conjunto com o Voyaging Satyr e o Arbor Elf pra gerar grandes quantidades de mana o mais rápido possível. A grande diferença dessa lista foi a adoção de Fatal Push como remoção para os primeiros estágios do jogo onde esse tipo de estratégia tem menos força, o que dá mais chances de chegar no mid/late game, abusar da Eternal Witness e dos planinautas para então fechar com Tooth and Nail ou mesmo jogando uma das grandes ameaças do deck. Destaque especial para o combo maravilhoso que é buscar Emrakul, the Aeons Torn e Xenagos, God of Revels no Tooth and Nail!

Dando um pouco mais de atenção ao midgame desse deck vale comentar sobre as cartas que desenvolvem o jogo, a Nissa, Worldwaker permite punir decks mais lentos com bastante facilidade além de impulsionar o combo desvirando terrenos encantados com Sprawl ou Overgrowth, o Garruk gera um bom campo com suas Bestas 3/3 e também acelera o combo, Harmonize permite que se encontre mais ferramentas ou mesmo os finalizadores (Tooth and Nail ou um dos bichos maiores). Única carta que parece ser muito boa nesse deck mas foi brutalmente esquecida foi a Bonfire of the Damned, comumente usada pelos G/R Ponza (mas esse vou deixar para outra oportunidade).

No sideboard figuram algumas cartas interessantes:

Sideboard

Courser, Ooze, Baloth e Thragtusk são cartas que enriquecem muito esse midgame, provavelmente para matches em que esse deck precisa se defender nas primeiras etapas e só depois de controlado o campo começar a baixar os principais finalizadores. Blood Moon, Claim, Leyline, Crumble to Dust, Creeping Corrosion e Ancient Grudge são hates comuns ao formato, sempre visando atrasar estratégias específicas. Sobrando Choke e a Dragonlord Atarka como cartas bem menos comuns no formato, a primeira é um hate clássico para decks azuis mas pouco usado devido às fast lands e a segunda é um beater que já viu bastante jogo no Standard mas brilha muito pouco no Modern pois outras cartas com custo próximo têm muito mais potencial de impacto no campo.

Finalizando a análise do Tooth and Nail vê-se um deck com interações interessantes que conseguem estressar as ferramentas dos decks de midrange e atrasar os decks mais agressivos até o inevitável endgame. A maior fraqueza vem da ausência de card advantage ou ferramentas de card selection mas o prazer de dar um Tooth and Nail com Entwine no turno 4 compensa toda a frustração do top deck ruim dessa jereba maravilhosa. As únicas mudanças esperadas seriam a adição de Bonfire of the Damned e Terastodon  que respondem diversas dificuldades que o deck poderia encontrar e parecem mais confiáveis que Dragonlord Atarka e Choke.

Espero que tenham gostado e se tudo der certo nos vemos no próximo Modern Semanal!

Sobre Raphael Prais

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