sábado , 20 janeiro 2018
enpt
Home / Colunas / Modern Semanal / Monoblue tron

Monoblue tron

Bem-vindos a mais um Modern Semanal! Dessa vez vamos dar uma olhadinha na vertente menos comum porém muito mais interessante desse monstro que assola o formato: Tron!

Muitos jogadores aprendem logo cedo que no modern muitas vezes 1 + 1 + 1 dá 7 e com essa mana toda nada de bom pode acontecer, cartas poderosíssimas como Wurmcoil Engine, Karn Liberated e com um pouquinho mais Ugin, the Spirit Dragon e até o Ulamog, the Ceaseless Hunger chegam para acabar com sua felicidade e quase sempre com o jogo. Mas na vida nem tudo é ciclar pedras e magias verdes para encontrar as peças que você precisa até completar o famigerado Tron, há uma aproximação bem distinta que adota o posicionamento de um deck de controle com diversos counters, um poderoso cantrip (Thirst for Knowledge) e até alguns tutores, algo incomum no formato.

Vamos à lista:

Monoblue Tron - by shoktroopa (Competitive Modern League 25/06)

Como pode-se ver esta versão usa bem mais lands que as versões mais usuais do tron (RG, GW, BG) que normalmente estão ali entre 18-19 e nessa lista que estamos analisando apenas um Talisman of Progress e um Solemn Simulacrum como forma de acelerar a mana, Trinket Mage, Treasure Mage e Fabricate permitem que você navegue pelo deck em busca das respostas necessárias para se manter vivo até que as grandes bombas cheguem no board.

Como todo bom deck de controle o Monoblue Tron faz de tudo para permanecer vivo e vemos em cartas como o Platinum Angel, Oblivion Stone e Mindslaver ótimas estratégias para tal, a segunda ainda faz parte de um poderoso lock envolvendo muita mana, Mindslaver e a Academy Ruins, controlando todos os turnos do seu oponente. Outra carta que torna a vida de muitos decks bem mais complicada é a Walking Ballista, diversas estratégias com criaturas menores acabam sufocadas pela capacidade de criar um grande bloqueador que ainda é capaz de finalizar diversas criaturas com sua habilidade, assim como a possibilidade de alcançar o Overload com o Cyclonic Rift e retornar todas as permanentes que não sejam terrenos para a mão de seu oponente. Já no topo da curva vemos os verdadeiros finalizadores com o Sundering Titan que agride a manabase gulosa do formato e ainda deixa um corpo gigante no campo de batalha, Ugin, the Spirit Dragon que é um dos planinautas mais poderosos pra quem consegue alcançar seu custo altíssimo. Nesse nível Condescends e Repeals já conseguem resolver toda sorte de questão na pilha e no campo abusando da mana extra que o Tron gera e aceleram também a presença dos finalizadores no board com seus efeitos secundários de Vidência e compra de cartas, respectivamente.

Com os dois magos (Treasure Mage e Trinket Mage) mais Fabricate e os counters e bouncers que compram carta e olham o topo (Condescend, Repeal e Remand) e a poderosa filtragem que o Thirst for Knowledge permite, fica bem claro que esse deck é rico em ferramentas para fechar o jogo logo que estabiliza o campo, sendo um ponto positivo quando comparado com os outros decks de controle do formato que sofrem muito para fechar o jogo dependendo de Celestial Colonnade ou diversas ativações de planinautas.

Analisando o sideboard fica fácil entender quais são as maiores dificuldades que o deck pode enfrentar:

Sideboard

Considerando o grande fluxo de remoções que é disponibilizado pelo sideboard vê-se uma confirmação desse esforço de se manter vivo até que o campo de batalha esteja estabilizado, 3 Dismbember e 3 Spatial Contortion representam uma aumento significativo no número de remoções do deck, ainda mais considerando que contra Affinity (uma matchup problemático para todas as versões do Tron) ainda temos os 2 Hurkyl’s Recall, hate clássico para resolver os artefatos problemáticos do formato, mesmo os Engineered Explosives podem ser considerados uma adição para essa gama de remoções pós-side. Ghost Quarter e Spreading Seas representam a constante necessidade de atacar a forte manabase que marca o Modern, seja na pseudo-mirror com as outras versões de Tron ou mesmo conseguindo algum tempo de sobrevida contra estratégias agressivas que podem ser ‘zicadas’ pelo hate nas lands, além até da utilidade de conseguir mana azul em situações de emergência! Surgical Extraction é uma carta muito comum nos sideboards do formato, podendo responder diversas estratégias que utilizem o cemitério e até servir como um verdadeiro prego no caixão das mirrors quando usado em conjunto com Ghost Quarter ou a Tectonic Edge e retirando do jogo um dos tipos de land do Tron. Finalmente temos o segundo Wurmcoil Engine que é muito forte contra decks que não tem acesso ao Path to Exile e em alguns casos mesmo quando ele não fecha o jogo já é forte o suficiente para aproximar o deck do late game onde suas diversas ferramentas permitem finalizar o oponente com pouca chance de resistência.

Um deck pouco jogado mas muito interessante, o Monoblue Tron tem seu próprio brilho e muita personalidade quando comparado aos outros decks de controle do Modern, quem sabe não seja uma boa oportunidade para seu FNM ou até mesmo nos torneios grandes que se aproximam?

Até semana que vem!

Sobre Raphael Prais

Jogador de Magic em Todos os Formatos, Amante do Modern e do Legacy, Pai dos Tokens de Elemental Vermelho 1/1, Protetor das Jerebas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *