terça-feira , 25 julho 2017
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Report 5ª Etapa – O CLC da Persistência

“Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada encontra uma desculpa.” – Roberto Shinyashiki

É com essa frase de inspiração que resumo a minha participação na 5ª etapa do CLC.

Eu, gripado, não dormi a noite anterior ao torneio. Foi também no sábado que chegou a primeira mensagem furando com o compromisso. O motorista teve problemas e não viajaria mais conosco. Decidi ir dirigindo, apesar do cansaço e do carro não estar muito bom. Às seis da manhã, no domingo mesmo, recebo a segunda mensagem de furo… problemas de saúde. Estou a caminho do centro para buscar os últimos 2 remanescentes quando chega a terceira mensagem: “Mano, pisei na bola, perdi um ônibus e vou chegar umas 7h25” – o combinado era sete horas na estrada! Mas eu não ia desistir, pedi que se apressasse que eu compensava na estrada. Lembra que o carro não estava muito bom? No domingo os faróis não ligavam. Liguei para um amigo e consegui o carro dele pra gente viajar. Piso fundo na estrada e chegamos a tempo, mas que sufoco!

Em relação à lista que apresentei no último artigo, as únicas modificações foram buscando floodar um pouco menos:

Rodada 1: Lenon – BUG Delver

Eu ganho o dado e começo jogando. Saio de Vryn Wingmare turno 1. Ele resolve o pégaso com Abrupt Decay e segue com 2 Wasteland. Quando faz o Tarmogoyf, ele já está 5/6. O Tombstalker foi só pra encerrar o game.

Game 2 eu faço duas Ancient Tomb para Lodestone Golem. Ele faz o segundo Deathrite Shaman. Faço Umezawa’s Jitte, equipo e ataco. Tenho 12 de vida e errei ao passar sem matar um dos Shamans. Pensei que ele teria uma fetch e poderia usar um único shaman igual. Ele não tinha, mas topdeckou a Waste que permitiu usar os dois shamans e ter mana suficiente para fazer Liliana of the Veil, assim matando meu golem equipado e sacramentando o match.

Record: 0-1

Mais um torneio assim?! Eu me esforcei tanto pra chegar até aqui e isso?! Eu não ia desistir… começava ali um novo torneio, precisava fazer 5-0 se queria classificar. Bato a poeira e aguardo a próxima rodada.

Rodada 2: João Hansen – POX

Eu perco o dado e abro uma mão de sete terrenos. Depois de mulligar ele apresenta Leyline of the Void e Thoughtseize… no próximo turno faz Dark Ritual para Helm of Obedience e eu recolho as cartas. O game dois eu saio forte de Chalice of the Void turno 0 e Thought-Knot Seer em seguida, revelando três rituais, um Innocent Blood e um Hymn to Tourach. Essa partida foi na featured match, mas a internet estava ruim e ficou praticamente quadro a quadro a transmissão, uma pena, porque o game 3 só assistindo para acreditar! O game 3 se arrasta, ele acerta no Hymn to Tourach um TKS e uma Walking Ballista do side. No próximo turno, faço outro TKS que revela No Mercy e Beseech the Queen. Eu removo o encantamento e anulo o Beseech com Warping Wail! Meu oponente incrédulo aceita e marca os 4 de dano do eldrazi. Na volta ele topdeckou Smallpox que também anulei. “Muita sorte! muita sorte! Deu tudo certo pra você nesse game” – Muita sorte mesmo… mas eu fiz tudo que podia para o jogo chegar até ali.

Record: 1-1

Rodada 3: Daniel Jung – UB Reanimator

Daniel é parceiro e competimos juntos há muito tempo no CLC, ambos sabemos claramente o match e ele vence o dadinho. No primeiro turno fez cantrip e passou. Eu faço Stoneforge Mystic no meu primeiro turno que é respondida com Daze. Ele faz a mesma land e passa. Eu tento a segunda Stoneforge que dessa vez é anulada com Force of Will (exilando outro Daze). Eu me sinto mais confiante. As próximas threats conseguem resolver e venço o game um.

Eu mulligo em busca das cartas do sideboard e na mão de seis vem Leyline of the Void e apenas uma land. Ele keepou mão que combava no turno 0, mas sem resposta pro encantamento preto.

Record: 2-1

Round 4: Kaio Barp – Dragon Stomp

Comento que nessa semana tinha assistido ao Andrea Mangucci, do Channel Fireball, jogando com o deck, e tinha achado demais. As novas adições como Chandra, Torch of Defiance e a criatura nova de Kaladesh que encanta um artefato para dar shocks tinham melhorado demais o deck. O fato dele ter mais Blood Moon (8 entre encantamento e criatura) que eu tenho de Planícies no deck tornam o match horrível pra mim. Mulligo e keepo a mão com 6 cartas (apenas uma City of Traitors de land). No Scry vejo uma Wasteland, que fica no topo. Meu turno 1 é vai… ele me olha confuso e compra a carta do turno. Apesar do Time Walk que me dei eu venço o primeiro jogo.

No side tiro os quatro Chalice of the Void e três Reality Smasher por serem o topo da minha curva. entro com Balistas, Wurmcoil Wurm e a Sword of Fire and Ice, maximizando as cartas que poderia castar com apenas montanhas. O plano dá certo, Uma Balista equipada com a espada mais o Batterskull vencem o game e o match.

Record: 3-1

Round 5: Fernando Shulze – Burn

Sei que o Fernando joga de Burn. Em ambos os games eu keepei uma mão que fazia Chalice of the Void no turno 2. Apesar de não ser o ideal, foi o bastante. O primeiro jogo foi tranquilo, eu terminei com 8 de vida quando ataquei letal. As jogadas mais legais aconteceram no game dois. Quando ele já tinha Monastery Swiftspear na mesa e fez Eidolon of the Great Revel, eu voltei de Reality Smasher sem atacar. Ele se apressou e atacou com ambas as criaturas perdendo o Eidolon no combate. Quando eu estava com 7 de vida e uma Thalia, Guardian of Thraben na mesa, ele usou uma de suas três lands quando castou Rift Bolt. A vitória estava certa porque em sua mão tinha um Fireblast. O que ganhou o game e o match novamente foi o Warping Wail que anulou o Rift Bolt. A carta do torneio!

Record: 4-1

Nesse momento, meus standings estão ótimos e opto pelo ID no round 6 para classificar pro Top8. Missão cumprida! Ufa, quanto esforço… nesse momento eu estava exausto, mas aliviado. Com o quarto Top8 em cinco etapas disputadas eu mantive o primeiro lugar na classificação geral. O objetivo é buscar o Bye2 para o nacional deste ano. O match do top8 foi contra o Lenon de novo. Você pode assistir a ele na íntegra aqui.

Gostaria de agradecer ao leitor que chegou até aqui, e minha mensagem pessoal com todo esse report é não desistir. Não “tiltar” nem “snowbollar” os erros. Repensar no que errou é importante para aprendizado e crescimento. Se você tem maturidade para fazer isso até o início da próxima rodada tudo bem, se não anote os detalhes no papel (isso já ajuda a acalmar) e deixe pra depois do torneio. Você vai notar a melhora de rendimento e desenvolvimento pessoal nos próximos torneios.

PS:

Depois de dirigir mais duas horas de volta a Florianópolis e cochilar apenas uma hora em casa, as contrações da minha esposa começaram. Às 3 da manhã minha filha nasceu e eu consegui “dormir” só depois das 5… morto, mas de felicidade 🙂

Sobre Morelli

Morelli é um entusiasta do Magic há 15 anos. Voltou a jogar competitivo em 2012. Jogando de Standart a Legacy passando por Duel Commander, conquistou top 32 em GP e atualmente busca o Pro Tour.

Um comentário

  1. Parabéns pela filha!!!

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