segunda-feira , 16 outubro 2017
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Chaos Modern: bem-vindo ao inesperado!

Bem-vindos a mais um Modern Semanal, dessa vez um pouco diferente! Nessa semana de ressaca do GP vou aproveitar pra analisar os dois Top 8, tanto de São Paulo quanto Birmingham ambos realizados no último fim de semana.

Vamos aos decks!

Grand Prix Birmingham 2017

1) Boros Burn – Loic le Briand
2) The Rock – Steve Hato
3) Counters Company – Oscar Christensen
4) Abzan Midrange – Alberto Garcia
5) Coralhelm Humans – Ivan de Castro Sanchez
6) Grixis Death’s Shadow – George Channing
7) Lantern Control – Piotr Glogowski
8) Titanshift – Simon Nielsen

Grand Prix São Paulo 2017

1) Bant Coralhelm – João Lelis
2) Titanshift – Vitor Grassato
3) Grixis Death’s Shadow – Danilo Ramos Mopesto
4) Tron – Rafael Costa Zaghi
5) Grixis Death’s Shadow – Carlos Romão
6) Abzan – Fabian Nunez
7) Counters Company – Julian Reyes
8) Jeskai Control – Jean Sato

Começando pelo campeão em Birmingham, o eterno bicho papão, punidor de manabase, matador de decks que não ganham, o famoso ‘se não me matar eu te mato’: Burn! É raro ver esse deck que sofre tanto hate ganhar um torneio, mas todos os jogadores do formato sabem o inferno que é separar aqueles 2-3 slots do seu side contra burn e a dor de keepar 3 shocks e precisar curvar seus spells. Burn não perdoa.

Já o campeão aqui no Brasil veio com um deck que merece figurar nesta coluna, um toolbox que tem como cereja no bolo o combo entre Knight of the Reliquary e Retreat to Coralhelm algumas Thalia, Heretic Cathar e Spell Queller dificultam a vida de seu oponente até você fechá-lo com o combo ou mesmo um Tireless Tracker cheio de contadores. Lá em Birmingham uma outra versão deste deck focada apenas em humanos e um pouco mais agressiva com Champion of the Parish e Thalia’s Lieutenant também conseguiu se estabelecer no top 8.

Como estamos falando dos decks de combo que focam em criaturas chegamos a mais um que conseguiu figurar em ambos torneios: Counters Company ou Abzan Counters. Abusando da interação entre Vizier of Remedies e Devoted Druid para alcançar mana infinita, basta uma Walking Ballista ou um Rhonas the Indomitable para rapidamente facilitar o encontro de seu oponente com os deuses da morte. Um detalhe interessante entre os decks foi a distribuição bem distinta entre criaturas tanto no main quanto no side, gerando duas versões ligeiramente diferentes do mesmo deck.

Agora algo bem inesperado: Midrange! Tanto em Birmingham quanto aqui em São Paulo tivemos um número bem grande decks justos, lá com 2 versões de Abzan no top 8 e aqui com 1 Abzan e 1 Jeskai Midrange. Os Abzan gringos jogaram sem nenhuma cópia de Path to Exile entre main e side, focando um leve splash branco apenas para Lingering Souls; essa redução no splash permite o uso de 3-4 lands de utilidade, no caso um escolheu 3 Ghost Quarter e com Ramunap Excavator no side e o outro com 4 Tectonic Edge (e em ambos mais 3~4 Fulminator Mage no side) deixando a vida dos Trons e outros decks de midrange bem mais complicadas. Já no Brasil a grande diferença foi a troca do Dark Confidant por 1 Tasigur, the Golden Fang e 2 Siege Rhino, duas ótimas cartas que estavam meio sumidas deste tipo de deck. No outro fronte de Midrange do Brasil há o Jeskai, com 4 Spell Queller e o inesperado renascimento de Geist of Saint Traft para resolver a dificuldade que o deck tem em fechar o jogo.

Olhar 5 cartas do topo e escolher uma pra sua mão parece uma ótima forma de desenvolver o jogo, não? E é assim que os dois próximos decks decidem tornar a experiência de jogo miserável para seus oponentes; em Birmingham foi Lantern Control o deck Ancient Stirrings que se sagrou com o top 8 e já aqui em São Paulo foi um GB Tron. Com planos ligeiramente distintos, mas o mesmo abuso de cartas incolores e do cantrip verde, estes decks visam criar ameaças que simplesmente retiram o outro oponente do jogo, seja controlando sua mão e topdeck com as pedras do Lanterna ou com as criaturas mais fortes do jogo, como o Tron. Um detalhe interessante foi o uso de 4 Collective Brutality e também 2 Thought-Knot Seer, além da novíssima Scavenger Grounds sendo usada como hate de cemitério. Outro detalhe relevante é que muito provavelmente houve um erro na listagem do Lanterna pela Wizards colocando um Magus of the Moon no side, já que essa carta costuma ser muito boa CONTRA o deck e dificilmente seria colocada lá, enquanto isso em algumas listas vê-se o uso do Magus of the Moat, que funciona como quinta Ensnaring Bridge.

Analisando o metagame do CLM que rolou mês passado, assim como o meta do Magic Online e da SCG, era esperado uma boa quantidade de Affinity, Grixis Death’s Shadow, Eldrazi Tron e Titan Shift, mas aqui no Brasil nenhum Eldratron conseguiu sequer top 30 e lá em Birmingham apenas um no top 16, mostrando que o hate veio com força contra o deck mais desagradável do formato. Já o Affinity ficou de fora em Birmingham mas conseguiu beliscar o Top 32 em São Paulo – parece que muitos Ceremonious Rejection, Stony Silence e Ancient Grudge foram shieldados nesse fim de semana. Chegando nos principais decks do meta que conseguiram sobreviver à chuva de hate e sagraram-se em boas colocações em ambos os GPs vemos listas bem clássicas e uma boa penetração nas primeiras colocações com 4-6 Grixis Death’s Shadow e 4-5 Titan Shifts no Top 32 de ambos os eventos. Uma das poucas grandes mudanças que esses decks sofreram mais recentemente foi a adição de Hour of Promise no Titanshift, destacando-se no deck do vice-campeão do GP São Paulo.

Terminamos aqui nossa revisão dos decks mais bem colocados nos dois GPs (quase) simultâneos que rolaram esse fim de semana, um bom ponto de partida para os próximos decks que devem ser pensados para enfrentar o caos que é o Modern.

Nos vemos semana que vem para mais um Modern Semanal!

Sobre Raphael Prais

Jogador de Magic em Todos os Formatos, Amante do Modern e do Legacy, Pai dos Tokens de Elemental Vermelho 1/1, Protetor das Jerebas.

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