quarta-feira , 23 agosto 2017
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Marajá distribui duais no Rio de Janeiro

Rodrigo Sousa “Marajá”, 37 anos, é o responsável pelo Alpha Legacy RJ, torneio mensal realizado na Magic Store Brasil, na Tijuca, zona norte carioca.

Conhecido pelo jeito brincalhão, ele faz jus ao apelido ao comparecer em grandes eventos vestido a caráter, como na foto em destaque. “A Alpha é uma família. Todo mês é como se eu ligasse para os amigos e os convidasse para jogar Legacy, tomar uma cerveja, esquecer os problemas”, afirma ele, lembrando que sempre que preciso empresta cartas ou mesmo Decks fechados para os que desejam iniciar no formato.

Nesta entrevista ele fala sobre o início do Alpha, destacando o crescimento do torneio ao longo do tempo e, claro, convida todos os jogadores para participarem do Super Alpha, que tem como chamariz a premiação de old dual para todo o top8 e Lands básicas de Alpha e Beta para o top16, além de sorteio de cartas e de um playmat exclusivo Eternal Magic. Confira a íntegra:

Rodrigo Sousa “Maraja” com Reid Duke durante o GP Vegas.
Como começou o Alpha Legacy?
A história do Alpha Legacy se mistura com minha história no Magic. Comecei a jogar em 1995, na escola técnica, na época da quarta edição. Eu vi Ice Age sendo lançada. Só que joguei um ou dois anos e parei, vendi todas as cartas, e só voltei em 2012, quando estava em Retorno de Ravnica. então comecei a comprar as cartas que naquela época eram conhecidas, aí foi um susto muito grande. Eu tentei jogar um campeonato aí o pessoal falou “não, com essas cartas velhas só pode jogar se for Legacy”. Aí joguei o primeiro Legacy na Cards of Paradise, em 2012, era um LQ, fiz um deck de descarte, apanhei muito.

Então eu comecei a comprar cartas que teoricamente iriam jogar Legacy, só que num determinado momento o grupo que organizava os torneios no Rio divulgou que não iriam fazer mais torneios. O Modern tava na moda, isso era outubro de 2015, e achavam que o Legacy iria morrer. Então eu me vi com um monte de carta Legacy e pensei, “se não tiver mais Legacy no Rio não vou ter mais onde jogar, o que vou fazer com esse monte de carta antiga’? Então fiz contato com o Felipe Duarte e perguntei o que ele achava de me ajudar a organizar. Ele topou de imediato, eu então criei a logomarca, o Alpha foi criado em 18/1/16, e o primeiro evento foi marcado pro dia 24/1, uma semana depois. Tivemos 20 jogadores, o campeão foi Hugo Vasconcellos, de Omnitell, que ganhou um Goblin Guide. Foi um evento bem maneiro, 20 pessoas jogando Legacy, pra um formato que diziam que iria morrer.

Quais foram os pontos positivos?
Nesse um ano e meio eu destaco o crescimento do torneio, feito por um grupo que foi fundado pra simplesmente não deixar o Legacy morrer. Nossa pretensão era fazer torneios com 10, 12, no máximo 15 pessoas. Então a gente não esperava. Um ano depois a gente fez um evento com 50 participantes, que foi o Alpha 17, em fevereiro desse ano. Aquilo ali foi impressionante!

Quais os desafios daqui pra frente?
Trato o Alpha simplesmente como se estivesse ligando pros meus amigos e falando “vamos jogar um Magic hoje?”, tomar uma cerveja, esquecer os problemas, esquecer a rotina de trabalho, faculdade, casamento, filhos, os problemas né, contas pra pagar, então eu não trato o Alpha como desafio, tudo começou sem pretensão nenhuma, então eu prefiro permanecer dessa forma, com o pé no chão, fazendo as coisas com muita calma, fazendo as coisas acontecerem naturalmente, sem colocar os pés pelas mãos, então acho que o crescimento do Alpha foi algo natural e se tiver que crescer mais vai ser da mesma forma, natural.

Pode falar um pouco sobre o Super Alpha?
Fizemos vários torneios comemorativos, alguns com café da manhã, de Páscoa, em que a galera toda ganhou chocolate, outro com patrocínio da Heineken, Stella Artois, e esse Super Alpha, na verdade, a galera já vinha pedindo há bastante tempo, algo grande, pra fazer algo que fosse realmente marcante; até que tomei coragem e dei esse passo pra fazer um torneio um pouco maior, dentro da realidade financeira do Rio de Janeiro, da galera, não adianta fazer torneio de 100 reais, que fica difícil pra alguns, então a gente tentou fazer a coisa mais justa possível com a premiação mais atrativa possível.

Parece um sonho. uma coisa que começou despretensiosa, a gente vir a fazer o torneio com dual pro top8, o top16 com lands básicas de Alpha e Beta. Eu não sou lojista, sou um organizador de eventos, de torneio, faço com o coração, com amor, sem fins lucrativos. é torneio de player pra player. O detalhe do troféu, o marketing que a gente usa pra divulgar o evento, acho que é um junção de coisas que a gente faz e acaba dando certo.

Você costuma dizer que o Alpha é um torneio família. E o Marajá, ele é um cara de família?
O Alpha é realmente uma família. A gente empresta carta, empresta deck, a gente vende carta a preço de custo pra adiantar o amigo, num torneio não tem que matar ou morrer. Não quero falar mal de outros formatos, mas o t2 (Standard) é um ambiente bem complicado, agressivo, a galera faz tudo pra ganhar uma vaga num Pro Tour. E eu não queria isso. O jogo pra mim é um divertimento, um lazer, e não profissão. Então o foco da Alpha é trazer de volta esse ambiente de família, esse ambiente de mesão de cozinha, de amigos jogando, fazer um ambiente o mais cordial possível.

Sou super família, sou empresário, trabalho em home office, tenho minha empresa, tenho duas filhas, sou casado com minha esposa desde 1997, vamos fazer 20 anos de casados. A gente construiu tudo junto, os bens, até o crescimento profissional, a gente acompanhou um ao outro, demos força um ao outro, então me considero um cara família, apesar de ser brincalhão, zoeiro, sou um chefe de família batalhando todos os dias.

Gostaria de dizer algo mais?
Queria agradecer a oportunidade de estar falando um pouco de mim, do Magic, eu jogo há bastante tempo, os meus melhores amigos, o meu melhor amigo atualmente, o Bruno Campos, a gente se conheceu jogando na rua, em cima de uma mesa de botão. A gente foi jogando, se conhecendo, jogando todo dia, estávamos de férias na escola. Então o Magic só me trouxe alegrias. É claro que existe um investimento, é um hobby caro, mas muito prazeroso, relaxante. Então agradeço ao Magic, porque hoje os amigos que tenho na minha vida são em sua maioria jogadores de Magic.

Quero convidar a todos que participem do Super Alpha, dia 19 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica. Todos os eventos Legacy que tiverem no Brasil vou me esforçar pra ir, seja CLM, São Lourenço, Asgard agora em Brasília, eventos também internacionais que tiverem, assim como fui no GP Las Vegas, e principalmente o Nacional Legacy, que a gente tem que dar força pra que continue firme e forte e que fortaleça o formato cada vez mais.

Sobre Fausto de Souza

Fausto de Souza, jogador e colecionador desde 1994, é pseudônimo do jornalista Marcelo Salles. Formado pela Universidade Federal Fluminense, tem 15 anos de experiência profissional em jornais, revistas e assessoria de imprensa, incluindo Jornal do Brasil e revista Caros Amigos.

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