sábado , 16 dezembro 2017
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Peixes armados fazem estrago em São Paulo

E quem vai viajar às custas da organização do GP São Paulo é Luiz Felipe Fernandez. Em meio aos decks em alta no momento, como o Czech Pile, o novo Miracles, Death and Taxes, os combos e o famigerado Grixis Delver, o campeão optou pelo velho e confiável – e um pouco esquecido – UWR Stoneblade. Como toque pessoal, um Gideon, Ally of Zendikar, porque fazer cavaleiros 2/2 de graça todos os turnos nunca é demais. “Também uso três equipamentos, porque os dois que se usam de costume acabam nerfando a Stoneforge Mystic no late game”, explica. Em sua caminhada até a vitória e a passagem garantida para um GP Legacy em 2018, Fernandez passou pelo fogo de dois Burn no Suíço e um susto contra um Storm. Mas a tempestade passou e veio a bonança.

Nas rodadas 1 e 3, enfrentou dois burns. E, como bem explicou, “nenhum deck com Stoneforge e Batterskull pode ser ruim contra Burn”. Na segunda rodada encarou um Czech Pile, deck em alta, muito versátil. “Quase todos os spells do deck fazem dois pra um. É bem difícil”, avaliou o campeão. Mas, comprando quatro True-Name Nemesis, as coisas ficam um pouco mais fáceis. “Dei sorte. Quanto mais ele matava os True-Name com Toxic Deluge, mais eu fazia”. E, como praticamente só jogou dual lands no primeiro match, a Blood Moon do side venceu o segundo jogo, ao pegar seu oponente desprevenido.

Na quarta rodada, pegou o terceiro monorred seguido. Só que esse é o Dragon Stompy (que não tem nenhum dragão, apesar do nome. Patrick Chapin fica indignado com essas nomenclaturas). “No jogo um meu oponente só fez bombas, e de tão inerte que fui, ele achou que eu estava de Topless Miracles! Ele tirou os removals do deck para a segunda partida, inclusive”, relembra, assinalando que isso facilitou a vida para ele no segundo match, que ganhou batendo rapidamente. No game decisivo, um peixe com uma Jitte fizeram o trabalho sujo.

Então veio a única derrota do dia. “Não tenho muito o que falar. Joguei mal e meu oponente me combou, foi isso”. Fernandez ficou tão atordoado com o os Tendrils of Agony que acabou esquecendo de tirar o sideboard, e isso poderia lhe custar o primeiro jogo da rodada seguinte. Sorte de campeão, jogou contra um dos caras mais tranquilos do Magic.

“O Fuzzy é a alma mais bondosa do Brasil. Ele estava de BG Depths, que é um match favorável pra mim. Mas, ao comprar a primeira mão do primeiro jogo, vi uma carta do side. Avisei a ele, que disse pra eu arrumar o deck e jogar. Sem chamar juiz, sem nada”, conta, eternamente agradecido. Venceu por dois a zero, porque o UWR Stoneblade é muito favorável, com seus Jaces, the Mind Sculptor, Kakaras e Swords to Plowshares.

Ao final das seis rodadas, acabou em primeiro, mas a empolgação pelo desempenho evaporou em poucos turnos, quando os elementais de dois Young Pyromancer fizeram a festa. “No jogo dois o TNN brilhou, terminei com 18 pontos de vida, sem oscilações”. No jogo decisivo, o terceiro equipamento acabou fazendo a diferença. Com o Batterskull e Umezawa’s Jitte destruídos, coube à Sword of Fire an Ice ser empunhada por um TNN finalizar o duelo.

Na semifinal, nada como aprender com os erros cometidos na única derrota do dia. Encarou outro ANT, e, apesar de perder o primeiro jogo por não conseguir botar pressão, o sideboard e um pouco de sorte garantiram o lugar na decisão. “No terceiro jogo meu oponente mulligou a cinco, então eu sabia que teria um pouco de tempo antes de ser combado. Fiz um TNN no turno três e segurei o resto do jogo com counters e Snapcaster Mages.

Ok, agora chegara a hora do tudo ou nada. E o deck do oponente intimidava. “Acho que foi o deck mais caro que eu vi na minha vida. Um Lands foil japonês. Meu oponente era um argentino muito gente boa. No mesmo campeonato encontrei a alma mais bondosa do Brasil e um argentino legal. Realmente era o meu dia de sorte!”, brinca Fernandez .

E era mesmo. Venceu a final por 2 x 0, mas quaaaase que o Lands controlou a mesa na primeira partida, mas um Lightning Bolt salvador apareceu na hora que precisava. No segundo jogo, Force of Will num Chalice of the Void, Sword to Plowshares na Marite Lage e uma bela caminhada para dar 40 pontos de dano. Nada que dois TNN e um Batterskull, amparados por Lightning Bolts, não dessem conta do recado.
Parabéns pelo título! Será que vai repetir o deck num GP Legacy ou pensará em outra coisa?

Deck List

Sobre Fausto de Souza

Fausto de Souza, jogador e colecionador desde 1994, é pseudônimo do jornalista Marcelo Salles. Formado pela Universidade Federal Fluminense, tem 15 anos de experiência profissional em jornais, revistas e assessoria de imprensa, incluindo Jornal do Brasil e revista Caros Amigos.

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