sábado , 16 dezembro 2017
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Seja o Vilão

Cansado de levar uma coça pra Death’s Shadow? A mera menção de um Reality Smasher já traz lágrimas aos olhos? Acha que Burn é deck de criança? Ainda não se recuperou da tristeza que foi Affinity para o standard de Mirrodin?

Não tema! Hoje é dia de Modern Semanal, hoje é sexta, hoje é dia de maldade!

Relic of Progenitus, Ensnaring Bridge e Collective Brutality? Check. Planinauta vilão que ajuda a encontrar as cartas que você quer e ainda matar seu oponente de desgosto? Check. Mas sério, arranjar uma desculpa pra comprar Silent Arbiter e Damping Matrix não tem preço.

Hora da lista:

UB Tezzeret por Meltiin (5-0 Competitive Modern League 17/07)

Nenhum grande segredo aqui, se tiver o hate certo na mão você o coloca em campo, caso contrário chama o Tezzeret (qualquer um serve) e roda esse deck até achar o que você precisa. Uma carta muito útil no deck é a Academy Ruins, ela facilita muitos os descartes pra Liliana of the Veil e Collective Brutality além de melhorar consideravelmente a Walking Ballista já que você pode usá-la nas diferentes fases do jogo sem medo de arriscar tanto o recurso.

Com diversas ferramentas para atrapalhar seu oponente do jogo e uma boa quantidade de planinautas, imagina-se que sobreviver aos primeiros estágio do jogo é a única grande dificuldade desse deck mas com 4 Collective Brutality e 3 Damnation a situação parece menos grave. Mesmo a Ballista ou os Trinket Mage auxiliam bastante nas primeiras etapas do jogo com bons blocks mesmo não trazendo trocas especialmente positivas, até mesmo a Inventors’ Fair acaba trazendo alguma capacidade extra de sobrevivência, apenas o necessário para fechar os decks mais agressivos com Ensnaring Bridge e os planinautas.

Mas é no sideboard que esse deck realmente brilha no panteão das jerebas:

Sideboard

Esse deck merece total respeito só pela ousadia de colocar Silent Arbiter, Damping Matrix e Culling Scales no side. O plano é fazer seu oponente pegar as cartas pra ler enquanto você tenta segurar o riso. O segundo Chalice of the Void, a quarta Damnation e a segunda Pithing Needle chegam para dar mais estabilidade pro deck pós side já que é muito comum limar os hates que não respondem devidamente ao deck que você está enfrentando.

A Welding Jar é uma forma genérica de proteger seus hates e as 3 Witchbane Orb são as leylines que um deck de artefatos merece e precisa. Thoughtseize e Fatal Push são interações simples que visam deixar seu deck mais consistente pós side contra combo e fair, respectivamente. É o tipo de side que um deck desses precisa ter com hates genéricos capazes de enfrentar boa parte do metagame mas ainda assim forte o suficiente para catapultar um brew incomum contra os decks mais estabelecidos do Modern.

Com o Grand Prix São Paulo já na próxima semana, seja pela vontade de colocar um brew diferente nas decklists da Wizards ou o singelo prazer de trazer desespero para seus oponentes com o mais sincero desapego este é um deck com diversas possibilidades e um playstyle bem único pro formato. Se você está sofrendo que nem eu a dúvida de que deck levar para o torneio espero ter contribuído para agravar este problema com mais uma lista bem diferente e deliciosa!

Até semana que vem, seja aqui no Eternal Magic ou nos trials do GP!

Sobre Raphael Prais

Jogador de Magic em Todos os Formatos, Amante do Modern e do Legacy, Pai dos Tokens de Elemental Vermelho 1/1, Protetor das Jerebas.

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