sábado , 16 dezembro 2017
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4 meses depois do banimento do Tampo

Pouco mais de quatro meses após o banimento do Sensei’s Divining Top, é possível dizer que o field Legacy começa a se adaptar à nova realidade.

Num primeiro momento, os jogadores de controle (com azul) se dividiram entre três alternativas básicas: Portent Miracles, Landstill decks e UWx Blade.

Hoje pode-se dizer com tranquilidade que as estratégias centradas nos blades estão um passo à frente das demais (apesar de estas não terem desaparecido).

No mtgtop8, que reúne os resultados mundo afora, os blades representam 8% do field contra 4% do que chama de UWx control (Portent Miracles) e apenas 1% de listas com Standstill.

O site mistura o 4c Leopold com Grixis Control, que segundo suas estatísticas somam 11%. No entanto, quando clicamos nele vemos que a esmagadora maioria das listas é do 4c Leovold (3/4), um midrange que vem evoluindo desde a virada do ano quando Reid Duke venceu o GP Louisville, em janeiro.

Já entre os torneios exclusivamente realizados no Brasil, destacamos a grande presença dos blades nas ligas regionais, como a Liga Mineira de Legacy, a Alpha Legacy, o Circuito de Legacy Catarinense, o Legacy RS e a Lampions League, bem como a conquista de um Esper Blade no CLM9, o bom resultado obtido nos Power Legacy paralelos ao GPSP e o fato de dois UWR Stoneblade chegarem à final do Open Legacy São Lourenço (streaming em www.twitch.tv/legacydosmoicanos).

Os combos super-rápidos, por incrível que pareça, além de não proliferarem, como alguns diziam, acabaram perdendo espaço.

Isso parece ter uma explicação: com a saída do countertop lock, decks fortíssimos contra combos estão se reafirmando, como o clássico RUG Delver, outros estão em busca da melhor configuração, como o UR Delver, e o mais popular de todos: Grixis Delver, que apresenta alguma variação na base de criaturas (Young Pyromancer, Gurmag Angler e True-Name Nemesis), sem abrir mão dos sets de Delver e Xamã, este a criatura mais jogada do Legacy, segundo as estatísticas do mtgtop8.

Com o field hostil a Belcher, All Spells e congêneres, restam aos jogadores de combo as estratégias mais consistentes. Sneak and Show, Storm e Elfos despontam como opções mais sustentáveis, seguidos de Reanimator, Aluren e BG Depths.

Nesse sentido, um deck que vem se destacando – de novo – é o Death and Taxes. Atual campeão do GP, ele parece um deck moldado essencialmente para fields maduros, saindo-se muito bem contra delver decks, disputando ombro a ombro com as estratégias midrange de atrito e tendo a necessária versatilidade para inibir os combos que demoram 3 ou mais turnos.

Se você quer começar no Legacy e procura um deck para montar, esse pode ser um bom início. Além de não ser dos mais caros (cerca de 3.000 reais em cartas played), ele te oferece a chance de vitória contra a maioria dos oponentes desse field estabilizado. Porém, como sempre, é necessário um tempo de aprendizado. Estude, assista a gameplays e não se cobre demais – os resultados virão naturalmente.

Leia aqui entrevista exclusiva com Thomas Enevoldsen, um dos maiores especialistas em Death and Taxes Legacy.

Sobre Fausto de Souza

Fausto de Souza, jogador e colecionador desde 1994, é pseudônimo do jornalista Marcelo Salles. Formado pela Universidade Federal Fluminense, tem 15 anos de experiência profissional em jornais, revistas e assessoria de imprensa, incluindo Jornal do Brasil e revista Caros Amigos.

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