quarta-feira , 17 janeiro 2018
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Ixalan no Commander: Parte 1

Olá senhoras e senhores!
Bem vindos ao Command Beacon, a nossa coluna sobre Commander multiplayer aqui na Eternal Magic!

Passado o período de análise do Commander 2017, já temos mais novidades: Ixalan. Essa coleção é tão louca que mistura dinossauros, piratas, tritões, povos pré-colombianos e vampiros colonizadores. Até parece o Commander. Parece tanto que essa coleção é quase um Commander 2017 2.0. Temos aqui muitas novidades, possíveis staples e boas cartas para mesas casuais e competitivas. Pela quantidade de cartas, a análise será dividida em 2 partes. Na primeira teremos as cartas brancas, azuis e pretas. No próximo artigo, vermelhas, verdes, multicoloridas e incolores.

Um detalhe importante: não colocarei todas as cartas raras e míticas, muito menos as incomuns e comuns. Em geral devido às ausências terem pouca utilidade para o formato. Somente aquelas com algum grau de relevância. Em alguns poucos casos, colocarei cartas que considero ruins como formas de alertá-los contra armadilhas.

Bom, vamos ao trabalho!

Branco

Mais um grave hate branco na forma de encantamento. Apesar do bom custo, não chega aos pés de Rest in Peace, mas tem algum valor, pois impede algumas mecânicas como Recapitular e Desenterrar. Ao menos, atrapalha algumas vitórias baseadas em recursão de criaturas, evitando com que você perca, como por exemplo, para o combo de Sharuum the Hegemon + Sculpting Steel + Disciple of the Vault. Mas substitua o Disciple of the Vault por Altar of the Brood ou Bitter Ordeal e você continua perdendo.

Cartinha safada. É muito lenta por custar 6 manas e ter que esperar até seu próximo turno para fazer algum efeito, mas ao menos traz algumas possibilidades interessantes. que tal em resposta ao desencadear da habilidade você torrar seus pontos de vida com Necropotency ou até mesmo Ad Nauseam? Você vai entupir sua mão e de quebra deixar alguém bem chateado. Se você for muito, muito corajoso funciona também com outras cartas, como Toxic Deluge. Torra lá seus 39 de vida, limpa a mesa e espera uma rodada inteira. Se por um milagre você sobreviveu, alguém merece ir a 1 de vida.

Recursão de criaturas de baixo custo de mana convertido ou poder é uma característica típica do Branco. Essa vampira permite devolver do cemitério para o campo de batalha uma criatura de custo 3 ou menos. Em um primeiro momento lembra um Sun Titan. Mas pode finalizar a comparação por ai. Bishop of Rebirth só desencadeia mediante o ataque, o que torna seu efeito muito menos abusivo que o do titã, além de ser restrito apenas a criaturas. Talvez encontre uma casa em alguns decks mais amigáveis, mas acho difícil se tornar uma carta recorrente.

7 manas por um 3/3 com Golpe Duplo. Na minha terra isso costuma ser bem ruim. Mas sabe porque esporadicamente você vai encontrar Goring Ceratops? Porque vão forçar para sempre tribais de dinossauros no Commander. Mesmo sendo um tribal ruim. Mas nos mesões do amor, quem se importa? Afinal de contas, são dinossauros! Como existem poucos e ele tem sinergia com a tribo, ele estará presente em todas as listas.

Sabe os loucos do tribal de Dinossauros que mencionei acima? Pois é, eles provavelmente vão usar Kinjalli’s Caller. pra reduzir em todos os seus dinossauros me soa justo, já que costumam ser extremamente pesados. Na pior das hipóteses você tem um chump block, na melhor, vai conjurar dinossauros mais cedo ou mais de 1 por turno.

Rapaz, faltou só um Lampejo pra ter ficado realmente bom. Custo justo e habilidade chatinha, em um versão bem light de Thalia, Heretic Cathar. Virtualmente acaba com Impeto e pode dificultar bloqueios. É mais uma opção de hatebear e olha só que coisa, em um dinossauro de baixo custo.

Temos em Ixalan um total de 10 cartas que se transformam. Em geral são encantamentos ou artefatos que se transformam em terrenos, o que dá o flavor de busca por cidades perdidas e lugares icônicos. Em geral, o ciclo é muito bom como veremos ao longo da análise. Uma das mais fraquinhas é Legion’s Landing. Pode colocar um Vampiro branco 1/1 com Vínculo com a Vida por apenas . Após, passa a ter valor apenas a partir do momento em que atacar com 3 ou mais criaturas, se transformando em Adanto, The First Fort. O terreno em si não é muito poderoso, permitindo pagar , para criar mais um Vampiro branco 1/1 com Vínculo com a Vida. Na falta do que fazer é uma opção. Mas o real valor dessa carta não está ai, mas no fato de que efetivamente você pode rampar um terreno na cor branca, o que é um dos pontos falhos da cor. Por esse motivo imagino como adição fácil em decks Linear Aggro e Swarms sem verde, como em um Edgar Markov por exemplo.

Olha só, mais um vampiro lendário, e Mono-White! Mas apesar do bom custo, mas nem se empolgue. Ele como um comandante é horroso por um motivo muito simples: existem poucos vampiros apenas brancos, e em geral tendem a ser irrelevantes, o que limita muito a sua habilidade. Acho muito dificil alguém montar um deck de Mavren e ser bem-sucedido. Entretanto, é uma adição obrigatória entre as 99 no deck do mestre dos vampiros, Edgar Markov. Nesse deck ele pode efetivamente criar 2 fichas no turno em que entra, uma da habilidade do comandante e outra ao atacar com outro vampiro não-ficha de baixo custo. E a cada turno subsequente, facilmente mais 1 vampiro por ataque, favorecendo a criação de uma massa crítica de criaturas.

Sabe a parte do tribal de Dinossauros? Apesar do hype, nem tudo que tem alguma sinergia merece jogar no deck e esse é claramente um exemplo do que você não deve botar. Apesar do baixo custo, ele desencadeia o ganho de vida apenas na manutenção. Eu particularmente acho a mecânica de ganho de vida no Commander uma perda de tempo, exceto em decks muito específicos como Licia, Sanguine Tribune e Karlov of the Ghost Council. Segundo ponto: para procurar por um dinossauro e colocá-lo NA MÃO (não em jogo), são necessários e o sacrifício de Priest of the Wakening Sun. Em um formato com Worldly Tutor, Chord of Calling e Green Sun’s Zenith não faz o menor sentido usar isso com o objetivo de buscar um tipo tão específico de criatura para a mão. Por fim, esse clérigo ainda sinergiza mal com a tribo, já que uma habilidade comum entre os Dinossauros é Enfurecer, que consiste em causar dano na criatura para desencadear alguma habilidade. Se você vai se arriscar por esse caminho, deverá usar formas de causar dano em suas criaturas. Alguns dinossauros inclusive entram causando dano. Sabe o que isso significa? Que Priest of the Wakening Sun com sua resistência 1 possivelmente não vai fazer nada além de cocô de dinossauro.

Um Path to Exile global e condicional em velocidade instantânea por 4 manas. Essa carta é mais complexa de se avaliar do que parece em um primeiro momento. Primeiro, como remoção global, é necessário esperar o ataque de um único oponente, ou seja, pode acabar com o jogo de um e deixar outro ileso, pronto para destruir a mesa na base da porrada. O que por si só acaba a tornando ineficaz. Mas ainda há o ponto de que, apesar de exilar as criaturas de alguém, permitirá ao infeliz procurar um terreno básico para cada uma exilada. E amigos, mana é poder nesse formato e é justamente isso que você está dando para seu adversário. Eu pensaria 3 vezes antes de usar isso em alguém. Porém temos um contraoponto interessante. Nada impede de você usar em suas próprias criaturas atacantes e rampar uma quantia significativa. Na cor branca. Me parece uma linha de jogo viável em decks Swarm. Mas também cabe outra reflexão: vale a pena trocar sua mesa ou parte dela por mais terrenos, pressupondo que você está usando um deck Aggro?

Olha só, mais um dinossauro horroroso que deve jogar no tribal! Por um custo altíssimo de tem uma habilidade interessante de limpar o campo de tudo que não for Dinossauro. Sabe a parte bem ruim? Só faz efeito se ele for conjurado da mão, o que tira muito do seu potencial. Ao menos, quando acontecer, em geral, será relevante nessa altura do jogo. Como esse tipo de deck tem por obrigação rampar bem e precisa de dinossauros de poder elevado, ele provavelmente entrará nas listas.

Azul


Uma nova carta na categoria de Conspiracy e Xenograft, e melhor que ambas, pois possui um custo muito mais acessível. Essas cartas permitem sinergias interessantes, como o combo de Turntimber Ranger por exemplo, que com qualquer desses encantamentos em campo é capaz de criar fichas de Lobos Aliados infinitas, bem como tornar o próprio elfo grande/grande devido aos marcadores +1/+1 colocados. Um elfball com azul, permite combar de mana infinita com um elfo qualquer + Priest of Titania/Elvish Archdruid/Wirewood Channeler + Wirewood Symbiote: usando as manas dos elfos geradores, devolvendo o próprio Wirewood Symbiote (que agora é um elfo) e desvirando um dos outros elfos, conjurando o Symbiote novamente e repetindo o processo quantas vezes quiser. Além de diversos combos pense em todas as sinergias tribais que se aplicadas a criaturas de outros tipos se tornam imbecis como Coat of Arms, Door of Destinies, Rooftop Storm, Shadowborn Apostle, The Scarab God e Reaper King e você começa a ter uma noção do potencial dessa carta.


Apesar de Tritões serem uma das tribos mais poderosas do Magic, vide Modern e Legacy, no Commander há pouquíssima representação dessas criaturas em decks tribais. Talvez o bloco de Ixalan comece a mudar esse quadro, embora de forma tímida. Certamente uma das cartas que irá compor esse tribal é Deeproot Waters, permitindo criar um bom número de fichas de Tritão 1/1, com uma pequena vantagem: Resistência a Magia. Está longe de ser uma carta poderosa, mas é uma carta justa, que permite estratégias agressivas baseadas em grande número de criaturas.


Essa é uma boa adição ao arquétipo Thief Control, uma versão feitiço de Dominate com um custo um pouco mais em conta. Em alguns casos pode ser extremamente eficiente, como tomar o controle de criaturas de baixo custo e relevância. Imagine tomar o controle de comandantes como Yisan, the Wanderer Bard ou Sram, Senior Edificer, por e respectivamente e arruinar toda uma estratégia. Vai encher corações de felicidade.


Alto custo com um efeito que pode ser devastador contra alguns tipos de deck. Apesar de ser lento, precisando atacar, seu efeito desencadeado não precisa ocorrer contra o jogador defensor, e sim contra um alvo. Há por exemplo quem goste de usar Traumatize em si mesmo para abusar do próprio cemitério. Fleet Swallower permite gerar uma situação análoga. Contra oponentes, alguns tipos de Combos não-baseados no cemitério podem ser extremamente prejudicados com metade do deck sendo tombado, diminuindo drasticamente a quantidade de rotas para a vitória e proteções para os combos. Se você gosta de usar decks mill, Fleet Swallower é um prato cheio. Se apenas gosta de efeitos imbecis, você pode extrair algum proveito desse peixe. A maior chance é que ele seja usado em decks com base Dimir (), então nada impedirá burlar seu custo com reanimações por exemplo.


Algumas formas de Linear Aggro são baseadas em sinergias com marcadores +1/+1, como alguns decks liderados por Atraxa, Praetor’s Voice e Ezuri, Claw of Progress. E sabe o tipo de coisa que esse decks detestam? Chump Blockers impedindo suas criaturas enormes de causarem dano. Herald of Secret Streams com certeza é uma carta a ser adiciona a esses decks.  Chump Blockers? Pff. Segura aqui minha caipirinha!


Jace, Cunning Castaway entra com 3 marcadores de lealdade e sua habilidade +1, embora condicional a ao menos uma criatura causar dano a um jogador, permite realizar um loot: comprar e descartar uma carta. Por -2 e indo a 1 de lealdade, cria uma frágil ficha de Ilusão 2/2. Seu ultimate é relativamente baixo, com -5 e cria 2 cópias de Jace. Planeswalkers no Commander tendem a ser muito frágeis fora de contextos defensivos, como Pillowfort e Stax, que naturalmente usam poucas criaturas. Se ao menos sua habilidade +1 fosse defensiva, já o tornaria mais viável. Por esse motivo não creio que Jace verá jogo no formato. Há quem argumente que vale a pena usá-lo para combar com Doubling Season. Mas sejamos sinceros, há tantos planeswalkers melhores que por si só permitem extrair grande valor desse encantamento, como Ugin, the Spirit Dragon, Vraska the Unseen, Garruk, Primal Hunter, Sarkhan Unbroken, Elspeth Tirel, Sorin, Grim Nemesis, etc.


Kopala, Warden of Waves está muito longe de ser o melhor Tritão lendário do formato, mas ele tem algo que os demais não possuem: sinergia com a tribo. Virtualmente ele torna mais difícil a remoção pontual desse tipo de criatura. Claro, não é um equivalente a Ezuri, Renegade Leader ou Azami, Lady of Scrolls para suas respectivas tribos, mas tem lá seu valor. Claro, continua sendo um deck frágil e de baixo impacto, mas tornam um pouco mais viáveis essas criaturas no Commander. Quem sabe teremos mais suporte em Rivals of Ixalan, não?


Essa carta sozinha permite renovar a mão inteira, e é fato conhecido que o número de cartas é um dos recursos mais importantes no Magic, especialmente em jogos mais longos. Apesar disso, acredito que existam ferramentas de compras muito melhores que Overflowing Insight, com melhor custo-benefício. Dig Throught Time, Treasure Cruise, Stroke of Genius, Sphinx’s Revelation, Pull from Tomorrow e a imbecil Necropotence são bons exemplos disso. E muitos deles tem uma vantagem grandiosa sobre essa nova carta: velocidade instantânea.  Com certeza não é um staple, mas imagino que alguns decks podem se aproveitar bem desse feitiço. O piloto de Taigam, Ojutai Master vai gostar de comprar 14 cartas por exemplo, ou o de Kydele, Chosen of Kruphix já vá ver o retorno imediato do investimento em mana realizado.


Cyclonic Rift é indiscutivelmente uma das melhores cartas do formato, pois é capaz de controlar pontualmente em situações de pouca mana e com mana suficiente é capaz de atrasar muito os oponentes e até tirar vitórias certas das mãos dos oponentes. River’s Rebuke por uma mana a menos também permite retornar todas as permanentes, mas a equivalência termina por ai. Em velocidade de feitiço, o que é péssimo, e dando alvo em apenas um jogador, você se atrasará 1 turno e pode prejudicar bastante um oponente e apenas um. Mas lembre-se que esse é um jogo multiplayer e enquanto 2 se atrasam, o restante continua seu jogo felizes e contentes. Ao menos você poderia dar alvo em si mesmo e devolver suas permanentes. Quem sabe mana rocks e criaturas com ETB (Enters the Battlefield), mas para isso, não é simplesmente melhor usar Paradoxical Outcome ou Hurkyl’s Recall?


Por 2 manas esse encantamento dá uma pseudo-Vidência 1 que pode alimentar o cemitério. O que a torna mais interessante é a partir do momento em que se transforma,  com 7 cartas no cemitério, Azcanta, the Sunken Ruin permite cavar com propriedade o grimório atrás de cartas não-terreno e não-criatura, o que a configura como uma carta excelente para decks Control, especialmente nos arquétipo Draw-Go e Combo Control. Parece que Baral, Chief of Compliance também vai procurar por Azcanta.


Anulações de custo 4 ou mais são muitas vezes difíceis de se encaixar em decks, muitas vezes se limitando a aqueles dedicados a essa forma de carta ou em casos onde a carta é excepcional ou única (Cryptic Command, Mystic Confluence ou Desertion) ou tenha formas alternativas de conjuração, como Force of Will e Foil. Spell Swindle entra no primeiro caso, sendo uma carta com certa equivalência a Mana Drain e Plasm Capture. Obviamente, sequer chega ao nível de poder de Mana Drain, mas possui um potencial de ramp equivalente ao criar Tesouros que podem ser sacrificados para gerar mana de qualquer cor. O fato de produzir artefatos que geram mana ao invés de apenas adicionar mana diretamente à reserva torna o efeito de Spell Swindle muito mais flexível. Você gasta a mana quando bem entender e de forma parcelada se desejar. E há o fato dos artefatos em questão serem Tesouros. Seria tão interessante se lançassem alguma kill condition que usasse isso…

Preto


Um encantamento CMC 2 que por apenas e 2 de vida te dá uma compra me soa como uma boa carta. Basicamente um Greed que entra mais cedo e custa 1 mana a mais para ser ativado. E como já disse aqui, Card Advantage ganha jogo. A outra face porém é bem menos impactante e só verá a luz do dia quando você chegar a 5 pontos de vida. A partir desse momento não creio que você irá querer comprar mais cartas pagando vida e Temple of Aclazotz pode vir realmente a salvá-la, já que permite sacrificar criaturas para ganhar a vida igual sua resistência. Em decks recursivos como Meren of Clan Nel Toth poderá ser uma forma de iniciar uma virada em um jogo que não tenha corrido tão bem. Claro, isso ocorrerá de forma extremamente ocasional, mas quem sabe não é?


Sabe aquele momento em que você joga com um deck Aggro, alguém está com a vida baixa e com certeza vai limpar o campo? Esse é o momento em que você deixa duas manas separadas para Bloodcrazed Paladin. Supondo 10 criaturas em jogo, após essa remoção você terá uma criatura com Lampejo 11/11 pronta para espancar o culpado. Obviamente, o melhor proveito para essa carta é em decks Aggros, especialmente tribais de Vampiros como um certo Mardu () de Commander 2017. Não é nenhum absurdo, mas poderá jogar em fields casuais.


Apesar do custo altíssimo, Boneyard Parley permite uma espécie de Fact of Fiction para reanimação, dando alvo em até 5 criaturas de quaisquer cemitérios. Um oponente separa essas criaturas em 2 pilhas e você escolhe qual será reanimada. O fato de você escolher os alvos e a pilha a ser reanimada é um ponto extremamente positivo, mas o custo é muito limitante. Veja bem, são 7 manas. Mas se seus jogos são muito lentos, com mágicas pesadas e muitas criaturas de impacto, pode ser uma boa adição. Fora isso, não recomendaria.


Rapaz, uma criatura 4/4, com Ameaçar e Toque Mortífero no Commander por si só não é lá tanta coisa assim. Mas vir junto com um efeito que causa a perda de 1/3 da vida é bem poderoso! Tem seus espaço garantido em decks Pain e pode ser bem abusiva em conjunto com cartas como Panharmonicon, Strionic Resonator, Mimic Vat ou mesmo em decks com a temática de reanimação, como Meren of Clan Nel Toth e Chainer e Dementia Master. Isso tudo ao lado de Pox, Gray Merchant of Asphodel e Kokusho, the Evening Star pode ser bem desesperador. Vale lembrar também que ele é um Orc Mago Pirata, podendo jogar nos decks de Piratas que estão surgindo ou em decks baseados em Magos, como Inalla, Archmage Ritualist, onde criar uma ficha desse Orc com sua Eminência vai ser bem dolorido.


Já que falamos em Piratas, esse sujeito deve figurar nos novos tribais, já que possui uma curva baixa, uma habilidade evasiva e a possibilidade de criar novos Piratas com Ameaçar. Obviamente a estrutura deverá ser Aggro para extrair máximo proveito dessas fichas. Mas nada muito forte. Fora dessa tribo, você jamais irá encontrar esse capitão.


Alguns estratégias Pain recorrem a cartas como Liliana’s Caress e Megrim, muitas vezes forçando os oponentes a usarem rapidamente suas mágicas sob o risco de vê-las descartadas e ainda receber dano por isso. Apesar de mais pesado que os outros 2, caso essas listas contem com um número razoável de criaturas ou um comandante que tome a postura de agressor, poderá extrair valor de um descarte pontual ocasional. É uma maravilha? Não. Mas cumpre seu papel.


Tesouros são legais, podem ser artefatos que geram mana ao serem sacrificados. Isso é tudo? Não, amiguinho. E tudo devido a essa carta divertidíssima. No inicio da manutenção se você tiver 10 tesouros, você ganhou o jogo. Simples assim. É o poder da riqueza! E olha só, na mesma carta há uma forma consistente de se acumular tesouros: cada criatura morrendo gera um desses artefatos. Ou seja, por 6 manas, Revel in Riches, ao menos 10 criaturas em jogo e Blasphemous Act, você vence na volta. Como se não bastasse, a coleção dá um bom suporte para acumular essas riquezas. Lembra de Spell Swindle? Pois é, se torna muito mais perigosa. E se você jogar em volta disso, lembre-se de que Mechanized Production também pode fazer as vezes de win condition com seus tesouros. Há algum potencial a ser explorado nessa mecânica se você gosta de condições de vitória inusitadas. Desperte o Johnny em você!

Ruin Raider


Temos aqui mais uma carta da família de Dark Confidant, Pain Seer, Duskmantle Seer e Dark Tutelage. Seu efeito de colocar a carta na mão desencadeia somente ao fim do turno se você tiver atacado com uma criatura. Em um deck Aggro ou Midrange isso é relativamente simples e diferente de Dark Confidant não desencadear o efeito pode ser uma opção, basta não atacar. A parte triste? Não possui nenhuma forma de evasão, mas se serve de bônus ele é um Pirata e possível integrante em um tribal perna-de-pau.


Lembra de Revel in Riches e um possível deck em torno dessa condição de vitória baseada em Tesouros? Pois é, Ruthless Knave é um bom aliado nessa estratégia. Fora dessa mecânica, ele permite rampar em decks com muitas tokens ou que sejam recursivos, podendo te adiantar alguns turnos na curva de mana, além de funcionar como mana sink desde que tenha alvos para o sacrifício. Tesouros em excesso? Compre cartas. Ruthless Knave vale o teste, e se por acaso você joga de Mazirek , Kraul Death Priest você tem obrigação de usá-lo.


Primo Vampiro de Brutal Hordechief. E já que falamos dos mortos-vivos da moda no Magic, vou falar daquele cara de novo: Edgar Markov. Sanctum Seeker entra como uma luva nesse tribal de Vampiros. Lembrando que a habilidade desencadeia para cada atacante desse tipo e em cada oponente. Ou seja, com 6 sanguessugas atacando, você causa no mínimo 6 de dano em todos e ganha 6 de vida. E além desse dano direto, se você estiver fazendo certo, cada um no mínimo deve estar causando traumatismo craniano. Então, para ficar claro: Staple em tribais de Vampiros.


Essa carta simplesmente é muito ruim no mesão e a estou trazendo aqui simplesmente para desencorajar aqueles insanos o suficiente para utilizá-la. Primeiro ponto: você dar a opção para seus oponentes quase sempre é desvantajoso. Segundo ponto: é um formato com 40 pontos de vida, qualquer ameaça real e seus oponentes irão pagar 3 pontos de vida com satisfação para você não ter acesso a essa carta, que ainda será exilada. “Mas eu uso Pain, é bom que eles percam vida!”. Meu jovem, existem formas muito melhores de causar dor ou comprar cartas. Simplesmente não use isso.

Bom, finalmente chegamos ao fim da primeira parte da nossa análise de Ixalan! Espero que tenha sido uma leitura produtiva. Até semana que vem com a análise das demais cartas! Espero por vocês!

Sobre Mateus Nogueira

Professor da rede pública de ensino no Distrito Federal, formado em Ciências Biológicas, nerd multiclasse e jogador de diversos formatos de Magic: the Gathering. É especialmente apaixonado pelo Commander em sua vertente multiplayer, sendo um infeliz sem alma, apreciador de Stax e Combos.

Um comentário

  1. Deliciosa criatura-pox, maligna e pouco confiável – excelente!

    Artigo bem escrito, informativo e instrutivo.

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