segunda-feira , 16 outubro 2017
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Ixalan no Commander: Parte 2

Olá senhoras e senhores!
Bem vindos ao Command Beacon, a nossa coluna sobre Commander multiplayer aqui na Eternal Magic!

Essa é a segunda parte da nossa análise das cartas de Ixalan para o formato. A primeira parte foi focada nas cartas brancas, azuis e pretas. No artigo de hoje, finalizaremos com as vermelhas, verdes, multicoloridas e incolores.

Um lembrete: não colocarei todas as cartas raras e míticas, muito menos as incomuns e comuns. Essas omissões em geral se devem a pouca relevância para o formato. Em alguns poucos casos, colocarei cartas que considero ruins como formas de alertá-los contra armadilhas.

Mais uma observação importante: a partir de Ixalan, os planeswalkers passam a ser cards Lendários, com todas as regras que se aplicam a esse supertipo. Ou seja, agora você poderá ter em campo Jace, the Mind Sculptor e Jace, Jace Telepath Unbound ao mesmo tempo. Atente-se a todas as interações que existem com Lendárias, como por exemplo Captain Sisay buscando por Garruk Wildspeaker e Empress Galina roubando o Ugin, the Spirit Dragon do coleguinha. Bastante potencial a ser explorado. E quem sabe o próximo passo não seria termos os Planeswalkers, como um todo, validados para a Zona de Comando? Quem sabe, não?

Mas chega de divagação, vamos a análise.

Vermelho


Mais um membro da família de Furnace of Rath, Dictate of the Twin Gods, Gratuitous Violence e Gisela, Blade of Goldnight. As vantagens? O dano dobrado é somente contra os oponentes, qualquer fonte que você controle e, sozinho, Angrath’s Marauder pode causar pelo menos 8 pontos de dano. As desvantagens? É fácil ser removido e custa 7 manas. Se você busca dano e não tem problemas em usar algo custo 7, você tem uma nova opção. Neheb, the Eternal aprova.


Basicamente um Inferno Titan piorado. Seu custo é mais restritivo (), sua habilidade desencadeia apenas ao atacar e seu dano não pode ser dividido, o que limita sua opção de remover múltiplas criaturas de baixa resistência. Ao menos causa dano em uma criatura e um jogador ao mesmo tempo. Em suma, eu jamais trocaria Inferno Titan por Burning Sun’s Avatar e no máximo colocaria os 2 juntos em um deck onde fosse fundamental fazer controle pontual e ter criaturas de grande impacto. Claro, se você for o louco do tribal de Dinossauros, use-o ao invés do Titã.


Bom custo por Impeto e possibilidade para rampar jogadas maiores. Seu problema? Como comandante, possui identidade mono-red, e bem, amigos, apesar de contar com alguns ótimos comandantes (como Krenko, Mob Boss, Purphoros, God of the Forge e Zada, Hedron Grinder), essa é a cor com menor flexibilidade e diversidade de recursos para o Commander, infelizmente. Um plano Voltron Aggro, Linear Aggro ou Swarm não me parecem planos sólidos para Captain Lannery Storm quando a comparamos com outros comandantes da cor. Talvez, o fato de criar tesouros e rampar com os mesmos possa ser a base para um Big Aggro, com criaturas de grande impacto e custo mais elevado. Ou mesmo algum deck com boas sinergias com artefatos. De qualquer forma, não acredito que valha o investimento como comandante. Entre as 99 se torna uma opção bem mais viável e pode figurar em decks que precisem acelerar, corrigir as cores de mana e agredir, como os já mencionados Big Aggro ou algum Midrange baseado em artefatos.


Carta com ótimo potencial e custos justos! Apesar de sua habilidade se restringir a velocidade de Feitiço, se bem aplicada pode, sozinho, causar um belo estrago, especialmente em metas mais agressivos ou com criaturas poderosas. Seu potencial deve ser melhor explorado em decks com Preto, já que conta com ótimas fontes de sacrifício. Afinal, por que não usar as criaturas do seus oponentes a meu favor e e garantir que elas não causem mais problemas? Como extrair mais valor de sua habilidade consome muita mana, uma base Verde de ramp pode ser desejada. Logo, seu máximo valor deve ser aproveitado em comandantes Jund () como Shattergang Brothers, Prossh, Skyraider of Kher e Kresh the Bloodbraided.


Se você insistir na loucura de um tribal de Dinossauros essa carta é obrigatória. Diminui os custos exorbitantes e ainda permitir que um dos lagartões entre com Impeto é o que você precisa.


Ótima opção para decks Pain: baixo custo, impede o ganho de vida e ainda causa dano em quem baixar criaturas. Com certeza é algo que deve ser respondido por certos decks caso não queiram perder, como aqueles que abusam de Swarm, como Edgar Markov, Rhys the Redeemed e Krenko, Mob Boss, ou quem comba com loops de criaturas, como Animar, Soul of Elements e Sharum the Hegemon. De bônus, ainda é um Dinossauro 3/3 com evasão na forma de Ameaçar.


Sabe o louco do tribal de Dinossauros? Pois é, tem o louco do tribal de piratas também e que vai tentar usar Rowdy Crew. Vou deixar avisado: essa carta é ruim. Você muito condicionalmente vai ter um Pirata 5/5 em jogo e ainda corre o risco de descartar algo importante, pois o efeito é aleatório. Alguns podem justificar o uso baseado em recursão de cemitério, mas se for por esse motivo acredito que existam cartas muito melhores. O máximo que pode compensar é caso você se importe muito com as compras, caso esteja usando Alhammarret’s Archive por exemplo.


Que flavor! Estourar um terreno e ainda causar dano nessa proporção às criaturas e planeswalkers é bem grosseiro. Apesar disso o custo é muito alto para abusar de forma efetiva como limpeza de campo, a chance de você morrer com Star of Extinction parada na mão é bem elevada. Porém, visualizo fácil alguém usando isso em mesas casuais em conjunto com cartas como Hornet Nest, Saber Ants, Boros Reckoner, Spitemare, Stuffy Doll, Illusory Ambusher, Swans of Bryn Argoll e Vigor. Só imagine o estrago desse último se estiver com a mesa cheia.


Rapaz, que que é isso! Apesar do custo 6 e provavelmente ter que esperar uma rodada para extrair valor, essa é o tipo de carta “responda ou perca”, pois permite gerar uma quantia absurda de valor ao selecionar e usar aquilo que for mais útil do topo. Em conjunto com cartas que desvirem terrenos é formidável, como Peregrine Drake, Palinchron e Time Spiral. Por esse motivo, deve ser muito bem empregada em decks como Yidris, Maelstrom Wielder. Mas Sunbird’s Invocation é versátil em diversos tipos de decks, desde Chaos a Big Aggro. Basicamente, seu deck é menos explosivo e usa cartas de alto custo de mana convertido? Essa carta com certeza vale o teste.

Mais uma opção para Big Aggros. Cai cedo no jogo e no midgame e late game já possivelmente já entra batendo como uma cópia de criaturas bem grandes. Não é lá uma carta fantástica mas tem seu valor. Lembre-se de que se ele atacar, não existe opção de não copiar outra atacante, então ataque apenas com Tilonalli’s Skinshifter e uma criatura Lendária.


Card Advantage no Vermelho muitas vezes vem de maneira impetuosa na forma de “tudo ou nada”, como em efeitos de exilar uma carta e poder conjurá-la apenas até o fim do turno, como em Outpost Siege. Caso esteja com restrições a acesso de card advantage de alta qualidade, como os proporcionados pelo Azul e Preto, Vance’s Blasting Cannons se torna uma opção. Caso a condição para se transformar em Spitfire Bastion seja alcançada, conjurando ao menos 3 mágicas, você terá acesso a um terreno que poderá fazer controle pontual de criaturas e minar aos poucos outros jogadores. Entretanto, você estará usando 3 manas e virando Spitfire Bastion e, apesar de sensacional contra apenas um oponente, lembre-se de que esse formato é multiplayer, e, enquanto dispender tempo e recursos relativamente pesados para esse controle pontual, alguém estará na frente. Portanto, caso faça uso, use com muita sabedoria.

Verde


Indo direto ao ponto: essa é a melhor carta da coleção para o formato. Gaea’s Cradle é uma das cartas mais poderosas no Commander, podendo gerar quantidades absurdas de mana em decks recheados de criaturas. E nesse formato, quem gera mais mana costuma ter mais vantagem. Enquanto Growing Rites of Itlimoc, ao entrar em campo por apenas 3 manas já é possível cavar nas 4 cartas do topo por uma criatura. Porém, o que realmente nos interessa é que Itlimoc, Cradle of the Sun é nosso Gaea’s Cradle número 2. A condição para a transformação é simples para esse tipo de deck, 4 criaturas em campo. E a melhor parte? Já ocorre no inicio da Etapa Final, o que minimiza absurdamente a chance de uma remoção enquanto ainda encantamento. A partir desse momento, você efetivamente rampou um terreno e sem necessariamente ter “perdido” um land drop. Como está disponível ao fim do turno, já poderá fazer uso de habilidades que usem essa mana ou mágicas instantâneas. Na volta, a maldade é o limite. E mesmo que alguém limpe o campo, diferente de Gaea’s Cradle, você ainda continuará gerando ao menos , mesmo sem criaturas em campo. Joga com verde? Usa decks baseados em criaturas? Sempre quis comprar um Gaea’s Cradle e não teve dinheiro? Ou quis ter acesso a mais um terreno como ele? Esse é o momento. Vá atrás de sua nova staple.


Custo justo por um Dinossauro que permite comprar cartas. Você pode desencadear sua habilidade Enfurecer da forma mais simples: combate. Usando como bloqueador ou forçando seus oponentes a bloquearem. Porém, se você quiser ser sujo com seus amiguinhos, use cartas como Pyrohemia e Pestilence, limpe o campo e compre toneladas de cartas. Desnecessauro. Perdão mundo, foi mais forte que eu.


Efeito levemente semelhante ao encontrado em Leovold, Emissary of Trest RIP e Rayne, Academy Chancellor. Porém, seu efeito de compra desencadeia apenas para criaturas que sejam alvos. É um ótimo custo e de dificil remoção por ser um encantamento, se te comprar ao menos 2 cartas já valeu a pena. Mas antes de usar, faça uma análise: seu meta usa muitas remoções pontuais de criaturas? Creio que a chance da resposta ser positiva seja baixa. E caso seja, a carta vale a pena. Porém, excetuando-se metas específicos, não acredito que no multiplayer de modo geral vá ter muita relevância, como pode vir a ter talvez em formatos como 1v1 Commander e Duel Commander que fazem uso em maior quantidade de remoções pontuais para criaturas.


Só vou mencionar essa carta para o cara do tribal de Dinossauros não esquecer. Tem sinergia e um efeito de mana sink que coloca mais dinossauros. Se por acaso você combar de mana infinita, tem Dinossauros infinitos. Esse lagartão custa 7, mas se você está nessa não creio que se importe.


Mais uma carta que mencionarei por desencargo de consciência. Primeiro: ganho de vida não é um dos fatores mais relevantes no Commander e será relevante somente se o seu meta for composto por decks Aggro justos. Segundo: esse bicho, como boa parte dos Dinossauros, tem um custo muito pesado! Na falta de opções melhores para a tribo, use.


Mana sinks na cor verde sempre podem ser interessantes pela possibilidade de se combar com mana infinita. No caso, Waker of the Wilds já garante que os terrenos finalizem o jogo. Porém, vejo o uso desse tritão em um proposta semelhante ao que vemos em decks liderados por Noyan Dar, Roil Shaper: Controls, especialmente Draw-Go, onde em geral você irá passar o turno com suas fontes de mana em pé para responder jogadas. Ao fim do turno do oponente anterior a você, não precisou usar as manas? Por que não transformar um terreno em uma ameaça real? Quem sabe em um deck liderado por Rashmi, Eternities Crafter isso se torna uma realidade, não é?

Multicoloridas

E aqui temos a responsável pela existência do tribal de Piratas no Commander: Admiral Becket Brass. Bom custo, identidade Grixis (, corpo 3/3 razoável e ainda funciona como lorde para os Piratas, fornecendo +1/+1 para esse tipo de criatura. Sua última habilidade tem um ótimo potencial, já que é capaz de roubar uma permanente não-terreno alvo de um jogador. A parte ruim: apenas caso tenha sofrido dano de combate de 3 ou mais Piratas. Uma pena, pois apesar de ser uma habilidade forte, será usado de maneira muito condicional. Uma curiosidade: para desencadear não é necessário que os Piratas que causem dano sejam seus, então, atente-se em caso de alguém usando o mesmo tribal ou que por acaso ataque usando a habilidade de Mirror Entity. Mas apesar disso, caso você opte por usá-la como comandante, tenha consciência que não será tão comum você conseguir brincar de bucaneiro e aumentar sua tripulação. E caso você siga em frente com a insanidade desse deck, não deixe de usar formas de tornar seus piratas imbloqueaveis, seja por meio de evasão proporcionada por cartas como Thassa, God of the Sea, Keeper of Keys e Open into Wonder ou até virando-as com um Cryptic Command bem encaixado. Mesmo assim, o deck estará longe de ser minimamente bom, pois os Piratas existentes não são lá essas coisas. Use por sua conta e risco e somente em fields casuais.


Dinossauro Selesnya () de custo pesadíssimo pleonasmo? e que permite causar dano de combate com a resistência. Por que estou citando ele aqui? Pra você que joga de Doran, the Siege Tower (Plano A) se lembrar que além do Plano B (Assault Formation) agora tem uma sofrida opção de Plano C (Belligerent Brontodon).


Esse terópode é o sonho molhado dos corações insanos mais febris que ansiavam por um tribal de Dinossauros, que por fim veio na identidade Naya (). Apesar do exorbitante custo 8, Gishath, Sun’s Avatar é grosseria pura, com 7/6, Atropelar, Vigilância e Impeto por si só pode dar bastante dor de cabeça caso comece a espancar. Mas as pessoas irão montá-lo pela sua segunda habilidade: olhar cartas do topo igual ao dano causado por ele, podendo colocar em jogo TODOS os Dinossauros revelados. Essa habilidade seria sensacional se as criaturas do tipo Dinossauro (50 existentes na identidade de cor) não fossem medíocres em sua maioria. Mas lembre-se que a curto prazo ainda teremos Rivals of Ixalan, então aguarde por mais dessas criaturas. De qualquer forma, atualmente, mesmo que sejam ruins, você conseguirá fazer volume caso tenha uma quantia razoável desses répteis para criar uma massa crítica de criaturas. Claro, para tudo isso funcionar, o Verde terá que executar muito bem o seu papel em acelerar suas jogadas através de ramps. Aconselho um misto de ramps de Terrenos e artefatos geradores de mana (ou que reduzam custo, como Urza’s Incubator), além de algumas possibilidades de cartas interessantes como Mirari’s Wake e Lurking Predators. E já que estamos no Vermelho também, use também cartas como Warstorm Surge e Xenagos, God of Revels para derramar sangue.


Sabe a ideia de Piratas levando reféns e transformando-os em parte da tripulação? Pois é, temos Hostage Taker que trabalha muito bem o flavor envolvido nisso. Como carta, permite fazer o controle pontual de uma criatura ou artefato. Após exilá-lo, poderá pagar o custo com qualquer cor e conjurá-lo para si. Ou seja, transforme o seu problema em um problema para os outros. Ou simplesmente seja ganancioso e simplesmente vá atrás daquilo que deseja, como uma Gilded Lotus ou Thran Dynamo de algum amiguinho. Caso você seja realmente ganancioso, se divirta blinkando Hostage Taker para múltiplos exílios. Antes de partirmos para a próxima carta, um detalhe importante: essa carta recebeu uma errata antes mesmo de ser lançada. O seu efeito só exila OUTRA criatura ou artefato, impedindo com que dê alvo em si mesma, criando um loop infinito.


Eu já disse em outros momentos e repito aqui: não gosto de Planeswalkers no Commander. Claro, existem casos e casos, como Jace, the Mind Sculptor, Garruk Wildspeaker, Ugin, the Spirit Dragon, Xenagos, the Reveler em decks de base Gruul ( com muitas criaturas, entre outros. Em geral são vulneráveis e com efeitos moderados quando entram, sendo vulneráveis a ataques. Para se tornar relevante é necessário que cause impacto imediato ou a curto prazo, o que não é exatamente o caso de Huatli, Warrior Poet, embora ela tenha lá seu valor. A primeira habilidade, é ganho de vida, ao menos por +2 de lealdade. Meh. A segunda habilidade é interessante, já que fichas 3/3 de Dinossauros por 0 de lealdade podem fazer alguma diferença, ajudando em um plano Swarm e ainda a protegendo, sendo provavelmente essa a habilidade que usará na maior parte do tempo. A terceira habilidade custa -X de lealdade e causa X de dano dividido entre X criaturas, que se tornam impossibilitadas de bloquear, o que pode ajudar com chump blockers e bloqueadores maiores. Seu custo não favorece tanto, mas se você estiver em uma estratégia Swarm menos competitiva (pois esse arquétipo quando construído de forma consistente quer usar cartas de curva 5 para efetivamente vencer), ela pode ser uma opção.


Vai jogar de Dinossauros? Não tenha dúvidas em usar Regisaur Alpha, um bom representante dos lagartos terríveis. Bom corpo, custo razoável de 5 manas e fornecendo Impeto para os outros Dinossauros, o que pode ajudar aos maiores que entrarão nos turnos subsequentes. De bônus, cria uma ficha 3/3 de Dinossauro com Atropelar, o que pode ser abusado caso esteja usando efeitos que favoreçam fichas, como Parallel Lives e Annointed Procession ou outros que causem blink, como Eldrazi Displacer ou Conjurer’s Closet por exemplo.


Quem já jogou contra ou já usou Prime Speaker Zegana conhece o poderio dessa comandante Simic (), que costumam ser bem construídas nas estratégias Combo. E por que estou mencionando a Zegana? Porque ela é um paralelo perfeito com Tishana, Voice of Thunder. Ambas são do tipo Tritão, a primeira um Mago e a segunda um Xamã.  No quesito Card Advantage, Zegana se preocupa mais com o poder individual de criaturas para a compra de cartas enquanto Tishana se importa com a quantidade de criaturas, ou seja, de qualquer forma, ambas com mana infinita e uma fonte de blink ou sacrifício vencem. Ambas podem ficar com alto poder e resistência, uma na forma de marcadores e outra igual ao número de cartas na mão, que agora não possui mais limite na quantidade de cartas. O custo total da Zegana é 6, , com uma forte necessidade por fontes azuis e verde, enquanto Tishana possui um custo mais alto de 7, , mas sem tanta necessidade de fontes coloridas, o que as torna equivalentes. Então, qual usar? Vai depender da sua análise de field e gosto pessoal. Usam muitas remoções pontuais e efeitos como Winter Orb? Tishana, já que provavelmente você usará um número maior de mana dorks e mana rocks, que geram incolor sem peso na consciência. Remoções em massa e ódio por artefatos? Zegana me soa uma melhor escolha. De qualquer forma, os fãs de estratégias Simic ganham uma nova ótima adição que novidade. Ah, entre as 99 pode ser mais uma opção para compras em decks com base Azul e Verde pautados em criaturas, especialmente em decks como Animar, Soul of Elements e Roon of the Hidden Realm.

Indo direto ao ponto, em um mundo com uma comandante Orzhov () de custo 2 que exila permanentes, como Ayli, Eternal Pilgrim, Vona, Butcher of Magan não tem muito espaço. Esse conquistador vampiro possui custo 5, Vigilância e Vínculo com a Vida, embora boas habilidades defensivas, não são as mais relevantes do formato. Claro, simplesmente virar para exilar uma permanente não-terreno é muito poderoso, mesmo ao pesado custo de 7 pontos de vida. Mas a felicidade simplesmente termina na restrição do uso da habilidade se dar somente no próprio turno, o que limita muito seu potencial para responder jogadas. Não recomendo seu uso como comandante, então vá por sua conta e risco. Mas como integrante de decks Midrange pode ser aproveitado.


Vraska the Unseen costuma causar medo nos corações de muitos jogadores, devido ao seu ultimate criar uma condição de vitória sólida. Vraska, Relic Seeker, embora em menor proporção, vai causar um efeito semelhante. Por 6 manas, já entra com impressionantes 6 marcadores de lealdade. Sua primeira habilidade é excelente, oferecendo uma ficha de Pirata 2/2 com Ameaçar aumentando em +2 a Lealdade, potencialmente indo a 8  no turno em que entra e ainda com um bloqueador. Por -3 é capaz destruir uma criatura, artefato ou encantamento problemático e ainda adicionar um Tesouro para rampar. Note que é capaz de remover 2 problemas em sequência, no turno em que entra e no subsequente, devido aos seus marcadores iniciais. Seu ultimate por 10 gela o coração de muitos jogadores, já que leva a vida de um oponente a míseros 1 ponto, podendo efetuá-lo em apenas 2 turnos, com bloqueadores. Acredito que possa encontrar uma casa no Commander, especialmente em decks Control e Midrange.

Incolor

Conqueror’s Foothold é um ótimo terreno para decks mais lentos e que primem pelo midgame e late game, como os Control e os Midrange, permitindo compras, recursão e efetivamente permitindo colocá-los a frente na corrida por recursos quando esses se exaurem. Mas a condição para termos acesso ao terreno é através da transformação de Conqueror’s Galleon e onde a carta perde parte de seu brilho. O galeão é um veículo de custo 4 e que necessita de um total de 4 de poder para ser tripulado. Claro, funciona como um baita bloqueador para criaturas sem evasão devido ao seu corpo 2/10, mas a parte que que realmente nos interessa, seu verso, somente vem a tona quando o transformarmos através do combate, o que não é necessariamente uma boa premissa de decks Control. Acho que vale o teste, mas não espere muito.

Como equipamento, Dowsing Dagger não é muito coisa, apesar do custo relativamente baixo para conjurar e equipar, traz pouco poderio direto, permitindo um aumento de +2/+1, ao custo de criar 2 Plantas 0/2 com Defensor para um oponente. Em um ambiente multiplayer dar essas fichas a alguém se chama política. Mas, o que realmente brilha nessa carta é quando ela se transforma, de maneira simples através do combate. Lost Vale é um terreno sensacional, efetivamente uma Gilded Lotus, podendo gerar 3 manas de uma cor a sua escolha. Como já disse nesse mesmo artigo, o Commander é um formato em que aquele que gera mais mana e de maneira mais rápido e com recursos, sai na frente. Esse equipamento é um forma relativamente rápida e econômica de sair a frente, te poupando cartas enquanto  rampa substancialmente. Lembre-se também das várias interações com equipamentos, como Stoneforge Mystic, Sigarda’s Aid e Open the Armory, que dão um outro patamar de poder a uma carta já poderosa. Vá atrás Dowsing Dagger, certamente é uma nova staple.

Um controle pontual de terrenos com uma mecânica Group Hug embutida. Field Ruin permite eliminar problemas maiores caso sejam necessários, como Gaea’s Cradle, Serra’s Sanctum, Ancient TombItlimoc, Cradle of the Sun, Lost Vale, entre outros terrenos problemáticos, ao custo de rampar os demais jogadores não envolvidos. Prejudique quem está a frente e fortaleça os mais fracos. Se você segue essa filosofia, essa carta é para você.

Se você joga de tribal e necessita de mana rocks, você tem uma nova opção. Ótimo custo, não entra virada e pode gerar mana de qualquer cor. Seu único porém é ser usada apenas para um único tipo de criatura, que a restringe especialmente a decks Aggro tribais, mas mesmo assim ainda pode encontrar seu uso em decks que necessitem rapidamente de seu comandante em campo. É o tipo de mana rock para no mínimo se ter guardada na pool quando não estiver usando.

Efeitos que diminuam custos podem ser especialmente poderosos nas estratégias certas, como Helm of Awakening, Cloud Key, Baral, Chief of Compliance e Goblin Electromancer estão ai como poderosas ferramentas em decks Storm. Primal Amulet possui esse potencial, mas comparativamente as demais,  seu custo 4 acaba minando muito de seu poder nesse tipo de arquétipo, que costuma ter um único turno muito explosivo, com cada recurso limitado. Após 4 mágicas instantâneas ou feitiços, ele se transforma em Primal Wellspring. E a partir dai, compensa? A habilidade de gerar  mana de qualquer cor e copiar mágicas desses tipos pode ser muito forte. Imagine copiar High Tide ou Bubbling Muck em um turno crítico por exemplo. Mesmo sendo poderoso, não creio que verá muito jogo em decks otimizados, mas não ignore seu potencial, já que esse é um formato que sempre nos surpreende.

Mais uma opção de baixo custo para grave hate, investimento de apenas 1 mana para Vidência 1 e a possibilidade de exilar todos os cemitérios a qualquer momento sem nenhum custo adicional. É o mesmo nicho de Relic of Progenitus, mas não acredito haver uma vantagem clara para qualquer um deles, sendo apenas uma questão de gosto.

Uma espécie de Pithing Needle que fornece informação sobre a mão de um oponente por apenas 2 manas é uma carta a se respeitar. Apesar de muito incomum em fields casuais, Pithing Needle esporadicamente pode ser visto em um deck ou outro nos mais competitivos. Nesse tipo de ambiente com decks mais voltados ao ódio, não vejo porque Sourcerous Spyglass não possa ser uma opção viável, porque no fim das contas, é uma boa carta.

Maze of Ith é uma carta que já salvou muita gente nos mesões afora desse mundo, mesmo gastando um land drop e não gerando mana a princípio. Spires of Orazca é por esse motivo um terreno melhor. Porém, esse tipo de carta deve ser analisada pelas suas duas faces. Thaumatic Compass, apesar de um importante artefato na lore, como forma de ramp é simplesmente ruim. Você faz um investimento total de 5 manas para conseguir um terreno básico para colocar na mão. Porém, com o jogo mais avançado, pode se transformar facilmente em decks que necessitam desse tipo de proteção fornecida por Spires of Orazka, já que chegar a 7 terrenos em determinadas condições de jogo é relativamente simples. e ele já desencadeia ao fim do turno É uma inclusão obrigatório? De forma alguma. Não é uma staple, mas pode se encaixar em algumas estratégias.

Por cai cedo e jogo e pode melhorar as compras iniciais com Vidência 1. Como top deck, é simplesmente lento. A parte mais interessante é quando alcança 3 ou mais marcadores de Marco, criando 3 fichas de Tesouro e se transformando em Treasure Cove. O ramp proporcionado pela transformação é um ramp efetivo de 4 manas (3 Tesouros e o próprio terreno), o que pode ser muito relevante. Caso não queira usar os artefatos como fonte de mana, eles podem ser convertidos em compras, o que pode ser fundamental em etapas tardias do jogo.  Apesar de um pouco lenta, é uma boa carta e deve ser melhor explorada junto a comandantes como Atraxa, Praetors’ Voice.

Um custo 5 pode ser restritivo em decks mais velozes, mas inegavelmente Vanquisher’s Banner tem seu impacto. Apesar de nada absurdo, aumentar o poderio de suas criaturas de um tipo pode ser bem poderoso, especialmente entre os decks Swarm e essa carta traz um ótimo ponto: Card Advantage. É muito comum chegar em um estado de jogo com esse tipo de deck onde alguém usa um Toxic Deluge ou Wrath of God e você volta a estaca zero. Com esse estandarte é possível restabelecer o gás para voltar ao jogo mantendo o plano agressivo, portanto, apesar de seu elevado custo, não menospreze a vantagem proporcionada por ele.

Bom, finalmente chegamos ao fim da nossa análise de Ixalan! Espero que tenha sido uma leitura produtiva e tenha te fornecido uma visão distinta de Ixalan e suas cartas. Por hoje é isso, até a próxima!

Sobre Mateus Nogueira

Professor da rede pública de ensino no Distrito Federal, formado em Ciências Biológicas, nerd multiclasse e jogador de diversos formatos de Magic: the Gathering. É especialmente apaixonado pelo Commander em sua vertente multiplayer, sendo um infeliz sem alma, apreciador de Stax e Combos.

2 Comentários

  1. Eu gosto dos dinossauros kakakakkakakaka sou fã de Jurassic park a milênios e sempre sonhei com esse tribal ..mas inquestionavelmente ele não sera tier 1 ..mas tomara que rivais de ixalan nos de uma base mais solida para brincar em um futuro próximo !

  2. Muito boa a sua analise, parabéns.

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