segunda-feira , 16 outubro 2017
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LANDS – AS MELHORES SPELLS DO MAGIC

Fala galera, meu nome é Diogo Mignon, mas quem me conhece no mundo do Magic me chama simplesmente de Mignon, e estou aqui, escrevendo pela primeira vez esse pequeno artigo sobre um dos meus decks favoritos, o todo poderoso Lands.

Contando um pouco da história do deck:

O Lands, antigamente conhecido como 43 Lands, surgiu quando uma cartinha chamada Life from the Loam foi lançada em Ravnica, que nos permite voltar 3 cartas de terreno do cemitério para nossa mão, a partir dai alguém montou uma estratégia baseada nessa carta, com 43 terrenos, e algumas magicas para baixar mais de um terreno por turno como Exploration e Manabond. A kill condition do deck nada mais era que Mishra’s Factory, Treetop Village e Nantuko Monastery.

O deck era puramente control, onde controlávamos toda a base de mana do oponente com cartas como Wasteland e Rishadan Port e controlando as criaturas do oponente com Maze of Ith, impedindo ataques, e The Tabernacle at Pendrell Vale, fazendo com que cada jogador tenha que pagar 1 mana em sua manutenção por criatura ou ter a mesma ser destruída, e, graças a carta Life from the Loam, podemos retornar nossas Wastelands para mão e utilizar novamente, deixando o oponente com pouquíssimos ou nenhum terreno em jogo, e, consequentemente, sem criaturas.

Depois tivemos outras versões do deck, utilizando Intuition e Academy ruins, onde a Kill Condition era Mindslaver (Sim, isso mesmo que vc leu kkkkkk) e funcionava muito bem, ou o oponente concedia antes.

De lá para cá, o deck foi evoluindo bastante, com lançamentos de novas cartas e com a atualização da regra sobre cartas lendárias houve a adição do combo Thespian’s Stage e Dark Depths, assim ele passou de um deck apenas control para um deck combo/control.

Ou seja, além do deck controlar a board do oponente, controlando seus terrenos e suas criaturas, ele possui um combo de 2 cartas, que são terrenos diga-se de passagem, que não pode ser anulado, a não ser por mágicas como Stifle, e mesmo assim, podemos voltar ele do cemitério para nossa mão, com Life From the Loam, e fazer novamente.

Segue abaixo uma lista tradicional do deck e muito consistente:

Spells (25)
Gamble
Life from the Loam
Crop Rotation
Punishing Fire
Mox Diamond
Exploration
Manabond

Land (35)
Barbarian Ring
Dark Depths
Forest
Ghost Quarter
Glacial Chasm
Grove of the Burnwillows
Maze of Ith
Rishadan Port
Sheltered Thicket
Taiga
The Tabernacle at Pendrell Vale
Thespian’s Stage
Tranquil Thicket
Verdant Catacombs
Wasteland
Windswept Heath
Wooded Foothills
Sideboard (15)
Ancient Tomb
Bojuka Bog
Chalice of the Void
Drop of Honey
Karakas
Krosan Grip
Sphere of Resistance
Thorn of Amethyst
Tireless Tracker

O deck consiste em aceleração, com as cartas Exploration, Manabond e Mox Diamond, mana denial, com Wasteland, Rishadan Port e Ghost Quarter e também creatures denial, como The Tabernacle at Pendrell Vale, Maze of Ith e Punishing Fire. E também temos o combo do deck, com os cards Thespian’s Stage e Dark Depths, podendo fazer um token 20/20 Flying e Indestrutível, no passe. E temos a engine do deck, Life from the Loam (Ancestral Recall), podendo recuperar 3 lands do cemitério, e ainda com a habilidade Dredge, voltando para nossa mão e recuperando mais lands.

Temos no deck também os melhores tutores, que seria Crop Rotation (Tinker) para buscar a land necessária para o momento do jogo e Gamble (Demonic Tutor) para buscar a o que precisamos para fechar nossa estratégia. Esses dois tutores tem drawbacks pouco relevante para o deck, por isso são tão poderosos.

Apesar de paracer simples, onde muitos pensam que é apenas baixar o combo e pronto, o deck não é nada fácil de pilotar nem de dominar, pois exige muito treino e um ótimo conhecimento do formato e do deck em si. Ele consiste em muitos tutores, e, diferentemente do que muitos pensam, não servem apenas para buscar o combo ou Life From the Loam. Algumas vezes temos que buscar cartas como Punishing Fire, Rishadan Port e até mesmo uma Cycling Land, para se livrar daquela Surgical Extraction em nosso Loam.

Em nosso Sideboard, temos uma grande parte dedicada a Combos, que são os piores matchs para o Lands. Sphere of Resistance e Chalice of The void são cartas que ajudam e muito nesses matchs. Temos também Krosan Grip para lidar contra Blood Moon, Back to Basics, e até Pithing Needle para Thespian’s Stage.

O Lands, em minha opinião, é o deck na atualidade do Legacy que possui mais Good Matchs que qualquer outro. Ele é favorável contra Delver Decks, Grixis Control, Czech Pile, Elfs, Death and Taxes e outros que são baseados em criaturas ou contém uma base de mana inconsistente. Tem matchs 50/50 com Stoneblades e Aggro Loam.

Mas nem tudo são flores. Os piores matchs para Lands são combos, como ANT e Show And Tell, por isso uma grande parte do sideboard é dedicado contra esse arquétipo.

Falta pouco para o Nacional Legacy 2017, e já adianto a todos, dificilmente você verá muitos lands no campeonato, eu diria de 1 a 3 no total (1 é certeza kkkk). As cartas do deck são muito específicas para ele, sendo pouco utilizadas em outros decks, e o alto preço do Tabernacle e a dificuldade de achar o mesmo, limitam muito os players a jogarem com o deck. Para o sideboard, recomendo cartas que afetam o Lands, mas outros decks também, como Blood Moon, Surgical Extraction, entre outras. Um sideboard dedicado contra um Lands não valerá a pena, e pode lhe custar outros matchs, no qual você terá muito maior chance de enfrentar.

E para finalizar, Lands é mais um dos Unfair decks do Legacy, um controle baseado em terrenos e meu segundo deck favorito (o primeiro sempre será meu deck de Rebeldes), e para quem acha que Legacy é formato de um turno, que quem ganha o dado ganha a partida, recomendo estudar sobre o formato e verá que não é assim. Legacy é o melhor formato do Magic em minha opinião, podendo jogar com cartas poderosas, se divertir muito com elas e o principal, cultivar grandes amizades que esse formato pode proporcionar.

Vou ficando por aqui galerinha. Espero que tenham gostado desse meu primeiro artigo, e deem suas opiniões e críticas. Abraços e beijos a todos, espero todos vocês no Nacional Legacy 2017, e BORAAAA LEGADOOO…..

Diogo Mignon foi finalista do Nacional Legacy 2015 e top8 no mesmo torneio em 2016.

Sobre Redação

7 Comentários

  1. Rafael Cirino Gonçalves

    Ola,
    Primeiro de tudo excelente artigo!
    Sou um jogador novo com este baralho, acabei de montar este mês, logo, estou com algumas dúvidas em relação ao deck….
    1- Quão agressivamente devo muligar por uma mão com life from the loam/gamble?
    2- O que define para você uma mão boa sem estas duas cartas?
    3- Qual a sua opinião sobre as listas com 4 ghost quarters, como a do Jody Keith?
    Estou completamente apaixonado pelo deck, e adoraria discutir mais com alguem experiente com ele, caso tenha a disponibilidade.
    Obrigado e parabéns pelo artigo!

    • Boa Tarde Rafael. Primeiramente muito obrigado. Fico feliz que tenha gostado do artigo. Mas vamos la responder suas dúvidas:

      1 e 2 – Esse deck ele naoé muito de muligar, de devido a muitos tutores no deck e sempre 4 copias de cada, fora os Loam também. Mas procuramos na mão inicial sempre alguma aceleração, como Mox ou Exploration, e cartas que interagem com o oponente ou tutores ou Loam. A Mao ideal é com o combo na 2 para matar no turno 3, como Thespain e Depths, Fetch e Waste,1 loam 1 exploration e outra Punishing Fire. Mas uma mao muito muito rara de acontecer. Entao procuramos ter loam na mao com aceleraçao ou aceleraçao com tutor. Mas se nao temos nem Loam e nem tutor. Temos que ter uma aceleraçao na mao e wastes e Punishing Fire para interagir com o oponente, senao iremos ficar muito para tras no jogo.

      3 – Eu acho que 4 Ghost Quarte uma lista muito boa. Mas eu opto por jogar também com Rishada. Eu acho que alem de ser questao de meta, é também questao de gosto. Eu gosto se Rishada também porque se o oponente tem muitos básicos, como Deatb and Taxes, Ghost Quarter vai ser útil apenas para a Karakas na hora de combar, enquanto que a Rishada faz o mesmo serviço e ainda ajuda a lockar no começo do jogo. E também para uma mao inicial as vezes vc nao quer perder uma land em jogo em troca da land so oponente, porque no turno seguinte vc vai precisar. Entao a Rishada faz o mana denial no turno do oponente sem precisar sacrificar a sua. Resumindo as duas shells sao boas, acho que pelo meta os Ghost Quartes sao melhores, mas rishadas tambem sao boas.

      Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou a disposiçao. Abs.

  2. não entendi muito bem como uma cycling land tiraria seu loam da reta de uma cirurgical, poderia me explicar?

    • Boa tarde Gabriel.

      A Surgical tem como alvo um card do grave, o Loam em questao. A habilidade dredge do Loam é um efeito de substituiçao, dizendo q se eu fosse comprar 1 carta eu posso colocar 3 cartas do topo de meu grimorio no cemitério e ao inves de comprar eu coloco Loam na minha mao.

      Entao se o oponente da uma Surgical Extraction no meu Loam, em resposta eu uso uma cycling land, e se resolver a habilidade, em vez de comprar eu tombo 3 e coloco Loam na minha mao, e a Surgical fica sem alvo.

      Espero que tenha gostado do artigo, e que tenha esclarecido a duvida. Abs.

  3. Jadiel Queiroz de Figueiredo Filho

    Fale Parceiro, legal seu artigo!!
    Jogo com esse deck tem uns 2 anos e a uns dois dias atras ganhei um champ legacy aqui na minha cidade com o lands, uma dica pro seu side é usar uns 2 a 3 Calice (Faz ele Pra 1) , alem de ajudar contra um surgical, segura muito a mão do opp que tbm atrapalha na maioria das magicas e freia o DRS.
    Aqui na minha cidade esse champ Legacy foi o primeiro organizado por loja. Boa sorte no nacional, vou torce por você, pois tbm sou muito fão desse deck.

  4. Jadiel Queiroz de Figueiredo Filho

    Ah e mais uma dica, sinceramente acho que não vale apena usar um quarteirão fantasma, dificilmente você vai conseguir tempo de usar de forma efetiva, na minha opinião é muito mais válido usar Bojuka Bog no lugar.

    • Que bom que gostou do artigo Jadiel. Eu ja jogo com esse deck a 7 anos, e um dos melhores no ambiente atual.

      Quanto a chalice, eu ainda não sei se usarei em meu side ou não. Eu prefiro efeitos de Taxes, como Sphere of Resistance. Usar Chalice alem de atrapalhar o oponente, me atrapalha também, já que não poderei utilizar meus tutores e Explorations. Para DRS temos o Punishig fire e Surgical temos as Cycling Lands que são muito efetivas. Chalice é uma ótima carta sim, mas seria mais utilizada contra combl, e nesse caso prefito Sphere.

      Quantl a Ghost Quarter com certeza vale a pena utilizar sim, pela grande variedade de decks sem lands basicos, como qualquer deck de Delver, Czech Pile que utiliza 1 ou 2 no maximo, Eldrazi e também para tirar lands como Karakad ou Berço de Gaea. Mas eu gosto também de Rishadan Port. Ainda não sei qual Shell que utilizarei no Nacional, nem o Sideboard. Mas valeuuu pelas dicas e pela torcida. Estou rumo ao 3 top 8 seguido. abraços.

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