sábado , 16 dezembro 2017
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#NL2017 – A jornada dos Fractius até o Top8

Por Daniel Nunes

Embora Volrath esteja morto há tempos, os fractius se tornaram tudo o que ele desejava: instrumentos insanos de destruição e desespero

É um prazer estar aqui novamente. Meu nome é Daniel Nunes, também conhecido como Mini Nunes ou só Nunes, ou ainda como o rapaz dos Fractius. Sou servidor público, natural de Brasília (DF), tenho 22 anos, jogo Magic desde 2001 e em ambiente competitivo, se não me engano, desde 2013. Hoje estarei escrevendo aqui sobre minha performance no Nacional Legacy 2017, evento que tive o prazer de fazer Top8 pilotando meu deck favorito.

O deck:

Em junho deste ano realizei um Deck Tech para o Eternal Magic (que você pode conferir clicando aqui); na oportunidade, falei brevemente sobre minhas escolhas de cartas e contei sobre a história deste deck que idealizei e carrego desde 2015, nos campeonatos locais de Brasília e, mais recentemente, no Magic Online.

Pouco tempo após o Deck Tech, a Wizards resolveu me dar um belo presente na forma do Unclaimed Territory, que me permitiu deixar de usar os Mana Confluence e melhorou e muito o desempenho do deck.

Com o Nacional Legacy em mente, passei os últimos meses treinando intensamente no Magic Online e realizando algumas alterações de acordo com o field que esperava no Nacional. Apenas um dia antes do torneio minha lista foi citada em um artigo do Sean Brown para o mtggoldfish (que você pode conferir aqui), o que sem dúvidas aumentou minha confiança no deck e me fez ter mais esperança na ideia de que poderia levá-lo longe neste campeonato.

Sem mais delongas, vou descrever minha campanha e contar sobre as emoções que passei até o final desses dois dias intensos de campeonato do melhor formato de Magic.

>> Veja aqui a decklist usada por Daniel no Nacional Legacy 2017.

Day 1:

Rodada 1: Rodrigo Duarte – Grixis Delver
O primeiro dos dois Grixis Delver que enfrentei durante todo o campeonato. Abri mãos bastante explosivas nos dois jogos.
Jogo 1: Cavern of Souls e Crystalline Sliver fizeram seus trabalhos, deixando o oponente cheio de counters e remoções na mão enquanto Winged Sliver garantiu a evasão para finalizá-lo.

Jogo 2: Bem parecido com o primeiro, exceto que dessa vez a proteção foi garantida pelo Hibernation Sliver. O oponente chegou a me atrasar um pouco com Wasteland, me deixando com apenas 1 terreno, mas eventualmente comprei o segundo e pude resolver meus Lords e levá-lo a 0.
(1-0)

Rodada 2: Irineu Mendes – BIG Eldrazi
Jogo 1: Conjurei algumas criaturas nos primeiros turnos enquanto meu oponente fez uma sequência de artefatos rampadores e Trinisphere. Em pouco tempo ele conseguiu resolver um Ugin que destruiu meu campo e minha vida.

Jogo 2: Vim com uma mão mais rápida do que a do primeiro jogo, fui colocando minhas criaturas e atacando enquanto o oponente rampava com seus artefatos. Ele chegou a resolver um Kozilek, the Great Distortion, mas para isso precisou tapar seus monólitos, não conseguiu bloquear devido ao fly e eu consegui finalizar o jogo.

Jogo 3: Dessa vez o oponente muligou a 5 e abriu de Thespian’s Stage. No turno 2 fez City of Traitors e Grim Monolith, que anulei por perceber que ele estava zicado. Mantive a agressividade por algum tempo enquanto ele resolveu um Coercive Portal e comprou várias cartas. Ele chegou a resolver um Ensnaring Bridge em seu último turno de vida, mas tinha cartas demais na mão e eu consegui atacar com dano letal.
(2-0)

Rodada 3: Henrique Belumat – Eldrazi
Jogo 1: Fui rapidamente atropelado por seu Mather Reshaper e Reality Smasher, não consegui deixar minhas criaturas fortes o suficiente para conter a ofensiva.

Jogo 2: Dessa vez eu fui o agressor, desenvolvendo um campo bem rápido, cheguei a ganhar 11 de vida com o Syphon Sliver antes de finalizar o jogo.

Jogo 3: Dessa vez nós dois viemos meio lentos, o oponente resolveu um Eldrazi Mimic, mas sem grandes cópias nos turnos seguintes, enquanto eu resolvi um Crystalline, mas sem muitos lords e sem evasão. Em determinado momento do jogo ele chegou a aceitar a troca de um Crystalline Sliver 3/3 com um Eldrazi Mimic e Walking Ballista 2/2, ficando sem criaturas, e eu tive convicção de que ganharia o jogo, mas um Endless One 7/7 virou o campo a seu favor. Sem o Striking Sliver não consegui parar a criatura dele e o oponente ainda fez um Reality Smasher para me finalizar.
(2-1)

Rodada 4: Maurício Secanho – Death and Taxes
Percebi com pesar meu pareamento para essa rodada, pois o Maurício é um grande amigo de Brasília e exatamente ele havia dirigido durante 13 horas para que pudéssemos participar do campeonato. Apesar de tudo, sabia que ele estava de Death and Taxes e o match costuma ser bastante favorável para mim.

Jogo 1: Meu velho plano de Crystalline voador com alguns Lords funcionou e eu consegui levar o jogo rapidamente.

Jogo 2: Jogo muito interessante. Meu oponente construiu um bom campo com Mirran Crusader e Mother of Runes, resolvendo pouco tempo depois duas Stoneforge Mystic para Umezawa’s Jitte e Batterskull. Depois de um tempo levando muito dano consegui limpar seus equipamentos e seu Aether Vial com meu Harmonic Sliver, e depois consegui matar suas criaturas com o Provocar do Hunter Sliver. Estava com 1 de vida quando consegui matar o oponente. Uma das minhas maiores viradas nesse campeonato.
(3-1)

Rodada 5: Fred Matias Lemos – BUG Leovold
Jogo 1: Jogo bastante truncado. Resolvi um Crystalline Sliver e dois lords enquanto meu oponente resolveu um Tasigur. Ficamos por vários turnos na posição em que ninguém atacava, até que eu comprei um outro lord e fui capaz de atacar com meu exército de alienígenas. O oponente fez um grande Toxic Deluge em seu último turno de vida, felizmente eu consegui anulá-lo e terminar o jogo na volta.

Jogo 2: Crystalline turno 2. Meu oponente me surpreendeu com um To the Slaughter, mas eu tinha minha Force of Will e consegui garantir meu Shroud pelo resto da partida. Fui fazendo mais criaturas e atacando, ele se manteve vivo por alguns turnos com o Deathrite Shaman, mas acabou morrendo.
(4-1)

Rodada 6: Felipe Parada – Esper Bomberman
O deck do oponente era bastante impressionante, um tipo de Esper Control com o combo de Auriok Salvagers, Lion’s Eye Diamond e outros artefatos de custo baixo (veja aqui a lista http://eternalmagic.com.br/2017/11/nl2017-entre-sombras-e-homens-bomba/). Além de Trinket Mage servindo como um grande toolbox, muito interessante.

Jogo 1: Fiz um Crystalline Sliver rapidamente, meu oponente tentou usar um Force of Will e eu respondi com o meu próprio. Saí vitorioso, mas nossa pequena guerra de anulações terminou por deixá-lo com cartas suficientes no cemitério para resolver um Tasigur, the Golden Fang muito rapidamente. Não consegui gás suficiente para driblar ou superar o Tasigur, pouco tempo depois meu oponente procurou por um Engineered Explosives com um Trinket Mage e foi capaz de me matar com alguns ataques de Tasigur.

Jogo 2: Mantive uma mão de 6 com apenas um Sliver Hive e um Mutavault de terrenos e no scry encontrei um Hibernation Sliver. Resolvi deixá-lo no topo mesmo sem possuir os terrenos adequados na mão inicial, tamanha a importância do Hibernation Sliver em Matchs contra decks controle. Acabou se revelando uma ideia patética, porque comprei incríveis 4 Hibernation Sliver em sequência. Meu oponente lidou com minhas criaturas com Meekstone e combou rapidamente com Auriok Salvagers, Lion’s Eye Diamond e Monastery Mentor para me dar dano infinito. Comprei bastante mal nesse jogo, mas foi o tipo de jogo que percebi que não teria ganhado mesmo se tivesse comprado bem.
(4-2)

Rodada 7: Ralph Fujarra – Grixis Delver
Esse foi um jogo rápido.

Jogo 1: Vim explosivo e o matei rapidamente, sem muita conversa.
Jogo 2: Bem parecido com o jogo 1, acredito que meu oponente comprou bastante mal, vi pouco além de alguns Deathrite Shaman e Young Pyromancer.
(5-2)

Rodada 8: Artur Villela – Eldrazi
Pode ser assistido aqui (https://www.twitch.tv/videos/204252785, a partir de 01:26:40). Foi um dos jogos mais emocionantes da minha vida, pois não somente estava pareado contra o cara que é bicampeão do Nacional Legacy, como também nós dois precisávamos ganhar para passar para o segundo dia do torneio.
Como já temos o vídeo não vou descrever os jogos, mas responderei a algumas perguntas que percebi na stream e em alguns comentários:
– Por que transformei os Mutavaults durante a manutenção dele no jogo 1? Porque precisava do bloqueio para me manter vivo, e garantir o shroud para os terrenos desde a manutenção era a maneira de não perder para uma Wasteland naquele turno. Se meu oponente tivesse a Wasteland na mão e eu não tivesse transformado na manutenção, ele a baixaria e anunciaria o ataque normalmente, eu tentaria transformar em criatura para bloquear e em resposta ele usaria a Wasteland.
– Por que consegui anular o Matter Reshaper se ele fez com Cavern of Souls no G1? Porque o Cavern of Souls precisava adicionar mana incolor para castar o Matter Reshaper, já que ele possuía Eye of Ugin em jogo.
– Por que não ataquei antes? Por uma série de motivos, sendo que os principais eram: porque um ataque prematuro poderia dar trocas muito favoráveis para meu oponente; se eu perdesse o Striking Sliver não conseguiria lidar com o Umezawa’s Jitte; se eu perdesse dois Lords não conseguiria fazer frente aos bichos grandes dele; ele estava com a mão cheia, se tivesse muitos removals poderia matar o Crystalline Sliver no bloqueio e começar a virar a mesa. Além disso, vi que tinha uma quantidade muito boa de draws favoráveis, na hora pensei em qualquer um dos 6 voadores ou dos 4 Hibernation Sliver. Assistindo à partida percebi que qualquer um dos 8 lords restantes no baralho seria suficiente, ou até mesmo qualquer um dos terrenos que gerasse incolor, já que faltava uma mana para começar a produzir tokens com o Sliver Hive. Basicamente meus únicos draws realmente ruins eram Ancient Ziggurat e Aether Vial, de modo que o tempo estava muito a meu lado. Acabei comprando 2 Ancient Ziggurat e 1 Aether Vial nos turnos seguintes, mas quando comprei o quarto Lord vi que o tempo já não estava mais tanto a meu favor por conta do Eye of Ugin e Endbringer, e aí sim eu ataquei porque precisava matar o mais rápido possível.
(6-2)

Day 2:

Rodada 9: Roberto Elízio – BR Reanimator
Uma match desfavorável, mas não tão desfavorável quanto dizem, porque tenho uma pilha de hate no sideboard e a Karakas muitas vezes rouba jogos perdidos.

Jogo 1: Muliguei pra 6 e mantive algo como Aether Vial, Galerider Sliver, Hibernation Sliver e 3 terrenos. Meu oponente muligou pra 5 e não só reanimou o Griselbrand no primeiro turno, como também comprou 7 cartas e fez um descarte em mim para retirar o voador (a combinação Galerider Sliver, Hibernation Sliver e Aether Vial é perfeita para ganhar em cima de um Griselbrand). Depois de fazer um Sidewinder Sliver e levar uma porrada do demônio, eis que minhas preces são realizadas e eu compro um Karakas. Voltei o Griselbrand para a mão dele, no que ele respondeu pagando outros 7 de vida. Ficamos com um board em que ele não tinha nada e dois de vida, enquanto eu tinha Hibernation Sliver, Sidewinder Sliver e Aether Vial com dois marcadores, além de outro Hibernation Sliver na mão. Pensei que o jogo era meu, mas meu oponente fez uma sequência incrível de Animate Dead em um Tidespout Tyrant, em seguida Dark Rituals e outras mágicas que me deixaram somente com alguns terrenos em jogo. Meu oponente roubou de volta um jogo que eu pensei que havia roubado dele.

Jogo 2: Muliguei torcendo desesperadamente para ver um Leyline of the Void e acabei mantendo a mão de 5 com basicamente um Force of Will e alguns bichos.
Abri com mana vai, meu oponente comprou a oitava carta e descartou o Griselbrand. Eu fiz algum bicho pouco relevante e passei, ele fez um Unmask, retirou meu Force of Will e reanimou o demônio novamente. Sem o Karakas foi só questão de assistir enquanto ele reanimava um Sire of Insanity para acabar comigo.
(6-3)

Rodada 10: Stevan Nascimento – Death and Taxes

Jogo 1: Esse jogo foi bastante estranho, nós dois viemos fracos demais e meu oponente acabou levando a melhor atacando com uma Mother of Runes equipada com um Umezawa’s Jitte, isso mesmo, uma Mother of Runes.

Jogo 2: Nesse jogo eu vim bem, ataquei com o velho board de Crystalline Sliver e mais alguns bichos, meu oponente tentou reagir com um Batterskull que eu destruí com um Harmonic Sliver para finalizar o jogo.

Jogo 3: Jogo meio triste, nós dois fizemos mulligan para 5, mas meu oponente foi forçado a manter uma mão com um só terreno e não comprou o segundo, enquanto eu fiz algumas criaturas e finalizei a partida rapidamente.
(7-3)

Rodada 11: Frank Godoi de Melo – 4C Control / Czech Pile
Jogo 1: Hibernation Sliver foi a carta desse jogo, garantiu desde o segundo turno proteção contra os muito removals que o 4C possui, enquanto o Sidewinder Sliver garantiu que suas Baleful Strix não fizessem muito. Cheguei a pagar 8 pontos de vida para salvar meu board de um Toxic Deluge.

Jogo 2: Jogo extremamente truncado por muito tempo. Ficamos com um board em que eu tinha algo como dois Lords e Crystalline Sliver que impedia meu oponente de matar minhas criaturas e ele possuía Gurmag Anger, Baleful Strix e alguns Deathrite Shaman que não me deixavam atacar. O board estava tão complexo que ficamos cerca de 30 minutos nesse jogo, até que eu comprei um Sidewinder Sliver e resolvi atacar com tudo. Meu oponente perdeu quase todas as criaturas para se manter vivo, mas foi capaz de deixar minhas criaturas 3/3 e 2/2 por matar Lords no bloqueio e limpou meu campo com um Marsh Casualties kickado no turno dele, levando assim o jogo.

Jogo 3: Tínhamos 5 minutos para jogar esse jogo e, por sorte, eu vim bastante explosivo, agredindo nos turnos iniciais e logo em seguida pagando 6 de vida com a habilidade do Hibernation Sliver para me salvar de um Toxic Deluge. Alguns turnos depois meu oponente fez Snapcaster Toxic Deluge e eu paguei 6 de vida novamente. Voltando ao ataque, um Force of Will no seu Kolaghan’s Command foi suficiente para causar letal e finalizar o jogo nos turnos.
(8-3)

Rodada 12: Bruno Lorenzato – Elfos
Jogo 1: Meu oponente veio muito mal, abriu apenas com um Dryad Arbor, e no turno dois fez somente um Zenith pra 0 buscando outro Dryad Arbor. Achei que estava bem no jogo com meu pessoal e ganharia a corrida, mas de alguma forma ele fez um Quirion Ranger, em seguida uma sequência de Glimpse of Nature com Heritage Druid e nada menos do que 4 Nettle Sentinel. Depois de um tempo jogando sozinho meu oponente combou para causar um dano quase que infinito. Bons pilotos de Elfos realmente combam do nada com esse deck.

Jogo 2: Jogo maravilhoso para mim, comprei o meu sideboard quase inteiro. Comecei de Striking Sliver e ele de Heritage Druid, no meu turno eu fiz Hunter Sliver e dei início à caçada, matei a Heritage Druid e passei. Ele fez mais dois bichos que eu matei provocando, e assim sucessivamente, ele fazia bichos e eu provocava, depois fiz Ethersworn Canonist para evitar surpresas. Quando consegui dano letal, eu possuía ainda Containment Priest e dois Force of Will na mão.

Jogo 3: Jogo muito emocionante. Meu plano dessa vez foi voar e matar rápido, tendo apenas 1 Force of Will para evitar combos. Meu oponente veio bem desajeitado, fez Deathrite Shaman sem Fetchs e eu não coloco terrenos no cemitério. No outro turno fez Quirion Ranger, que eu resolvi anular por interpretar que ele precisaria dela para ganhar. Algum tempo depois eu o levei a 1 de vida e assisti apreensivamente enquanto ele fazia vários cálculos complexos para ver se conseguiria combar ou não. Ele terminou incapaz de produzir o combo no último turno e eu levei a partida.
(9-3)

Rodada 13: Rafael Rufino – UB Death’s Shadow
De novo eu precisava ganhar para manter o sonho vivo e de novo meu jogo foi para a Stream. Pode ser assistido aqui https://www.twitch.tv/videos/204501729 em 00:43:44.
(10-3)

Respirei extremamente aliviado depois dessa partida, com a sensação de dever cumprido, pois havia garantido minha vaga no top 8 com a vitória.

TOP 8: Stefano – Sooth Miracles
Stefano Garcia, um grande jogador brasileiro que foi campeão do Nacional Legacy 2016 e possui uma performance no Magic Online digna de jogador profissional – eu mesmo já acompanhei seus inúmeros resultados 5-0 no Magic Online. Foi uma sensação estranha me sentar para jogar ele.

Jogo 1: Fui realmente massacrado, o oponente teve boas respostas para tudo que eu fiz. Council’s Judgement encontrou Aether Vial, Counterspell um Muscle Sliver, remoções pra todo lado, etc. Counterbalance com Soothsaying garantiu o lock, já que eu nem vi meus Cavern of Souls nessa partida. Em meio a tudo isso, um Monatery Mentor produziu um exército e me matou.

Jogo 2: Jogo bem parecido com primeiro, levei toneladas de respostas. Containment Priest para o Aether Vial, Pyroblast no Hibernation Sliver. Counterbalance e Soothsaying fechando o jogo, meu oponente chegou a olhar 7 cartas de uma vez com o Soothsaying. Tudo isso enquanto um Monastery Mentor fazia seu trabalho. Fui tão massacrado nesse jogo que algum desavisado que passasse por ali poderia imaginar que o Stefano estava jogando de aggro e eu de controle, pela quantidade de tokens do Monastery Mentor na mesa.

Apesar da derrota, levantei da mesa extremamente feliz. Realizei meu sonho, levei minha amada tribo que carrego comigo desde 2015 até o top 8 do maior Legacy do país. Enfrentei oponentes fantásticos, incluindo grandes campeões, e troquei ideias com pessoas de todo o Brasil. Foi um fim de semana realmente incrível.

Agradecimentos e Comentários Finais:

Não poderia deixar de agradecer aqui a todos os que torceram por mim, e foram muitos, tantos que fica difícil citar todos os nomes. Desde minha família e amigos do Magic me mandando mensagens o tempo todo, até pessoas que eu não conhecia que se empolgaram durante o evento, pessoalmente ao meu lado ou durante a Stream, e torceram por mim até o final. Ouvir um monte de pessoas que eu sequer conhecia aplaudir e gritar quando anunciaram meu nome no top 8 foi algo que lembrarei pelo resto da vida. Devo agradecer também pelas críticas e mensagens daqueles que acharam que minha lista estava ruim e não merecia top 8, certamente levarei tudo em consideração para o próximo evento que eu for me preparar para ir.

Por fim, de maneira especial, quero mandar um abraço à comunidade Legacy de Brasília, e um agradecimento mais especial ainda a:

Maurício Secanho: Por dirigir incansavelmente durante 13 horas para que pudéssemos jogar o campeonato, sem você certamente não teríamos conseguido participar.

Pedro Neiva: Por topar participar da viagem desde Brasília até São Paulo de carro. Pelas discussões e observações sobre o formato durante toda a viagem. A parte ruim foi somente a ideia de comer em um restaurante de comida japonesa com tantas opções boas disponíveis.

Thiago Camargo: Pela companhia e histórias absurdas, das quais fica a importante lição de que devemos aprender com nossos próprios erros.

Leandro Messere: Também pela companhia no apartamento que alugamos e conversas durante esse fim de semana.

Igor de Freitas: Pela torcida frenética, me mandando mensagens direto do Rio de Janeiro desde o início até o final do campeonato, pelo celular e pela Stream. Sua torcida me ajudou a manter a cabeça no lugar nos momentos tensos.

Fausto de Souza, que foi dos primeiros a acreditar que eu poderia fazer algum resultado com esse deck, por me incentivar desde sempre a participar do Nacional Legacy, também pela grande amizade, e ainda por ter disponibilizado espaço para este Report.

Ao grande X, organizador do Nacional Legacy, e na pessoa dele a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a realização deste que foi o melhor evento de Magic que já participei.

E, claro, já ia me esquecendo do Leandro Lessa, que não pôde participar do day 2 por ter esquecido a carteira em algum canto, depois de esquecer momentaneamente onde havia estacionado o carro. A propósito, você esqueceu seu casaco no apartamento em que estávamos.

Muito obrigado a todos, e até a próxima!

Sobre Redação

4 Comentários

  1. Belo report e baita desempenho com o deck! Pegasses muita gente boa nesse pareamento =O =O!! Parabéns!!!

  2. E eu aqui justamente observando a tua lista e aparece esse relato excelente do Nacional. Sou grande fã da tribo. parabéns pelo resultado, Daniel!!

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