terça-feira , 14 agosto 2018
enpt
Home / Colunas / Dano na Pilha / Report: Campeão CLC 2017

Report: Campeão CLC 2017

Quantas vezes neste ano eu quis usar esse título… finalmente a hora chegou. 🙂

Olá, tudo bem? Aqui tudo ótimo! No artigo de hoje quero escrever sobre o fim do circuito catarinense 2017 e a super final que reuniu os 16 melhores classificados. Segundo a organização, apenas 4 jogadores dos 109 que participaram estiveram presentes em todas as etapas. Eu fui um deles.

As primeiras etapas eu joguei com a lista atualizada do Eldrazi and Taxes. O deck tinha um matchup muito bom contra Miracles, que representava quase 40% dos jogadores. Isso e uma lista pouco conhecida trazia resultados consistentes desde a metade de 2016. Quando a Wizards baniu Sensei’s Divining Top o Miracles “morreu” e com isso o cenário mudou drasticamente. A minha estratégia em taxar o oponente com Thalia, Guardian of Thraben, Vryn Wingmare e Lodestone Golem não era mais eficiente quando os oponentes passaram a conjurar criaturas e mais criaturas a cada turno. Então passei a mudar de deck a cada etapa. Joguei de Jund Burn (5-8 lugar), Lands (2º lugar), UW Control e para a 10ª e última etapa o deck que estou chamando de Thalia Stompy. Segue a lista.

Thalia Stompy

A décima etapa teve a presença de apenas 21 jogadores (a menor do ano). Nela basicamente estavam presente quem disputava uma vaga na parte de cima da tabela, quem queria garantir o seu atual lugar e quem disputava a liderança. O campeão por pontos corridos seria premiado com bye 2 (começar o torneio com duas vitórias) no campeonato nacional. Na disputa eu estava 12 pontos à frente do segundo colocado. Ao fim da segunda rodada, eu somava seis pontos enquanto o segundo colocado geral havia perdido a segunda partida seguida e desistiu do torneio. Terminei a etapa em 9º lugar com três vitórias e duas derrotas.

Missão cumprida. Primeiro lugar no ranking geral. Satisfação por algo que batalhei o ano todo. Desde a segunda rodada eu assumi a liderança do circuito e me mantive em primeiro até o fim, mesmo sem ter ganho nenhuma das dez etapas. Passado as congratulações pelo feito no sábado, o domingo vinha chegando com o super Top16. Premiação somada passava o valor de 1300 dólares e seria distribuída para os 4 finalistas. Vamos aos 16 finalistas de Santa Catarina.

A tabela completa com todas as informações dos participantes e pontuações você pode conferir aqui.

Como no domingo a Celesc estava fazendo manutenção em um poste próximo ao evento, deu tempo de tirar foto com alguns participantes enquanto esperávamos.

Wilson de Jesus Siquieri

Alex Wehrmeister

Paulo de Tarso

Marcello Zwetsch

Marcio Fodi

Amaro Albuquerque

Carlos Negredo

Andreas Moser

Com quase duas horas de atraso, iniciamos o torneio. Anunciada a primeira rodada e meu oponente foi Thiago Sant’Helena que joga de Dredge. De longe um dos meus piores matches, eu já estava pensando em como ficar entre os 4 melhores perdendo de cara a primeira rodada. No dia anterior eu já tinha perdido pra ele e o game um do domingo não foi diferente. No game dois o sideboard e começar jogando garantiram o jogo de desempate.

Minha mão inicial tem Rest in Peace e Chrome Mox, mas não tenho outra carta branca. Como começo comprando, sonhei com a carta branca no topo do meu deck. Ele mantém a mão com sete cartas e só fala vai. Eu compro, e é outro terreno. Faço Ancient Tomb, Phyrexian Revoker nomeando Lion’s Eye Diamond e passo. Ele compra justamente Lion’s Eye Diamond, desce uma Gemstone Mine e passa. Eu finalmente coloco Rest in Peace na mesa. No fim do meu turno ele volta o Rest in Peace com Chain of Vapor. No turno volta o Phyrexian Revoker também com outra cópia, conjura o Lion’s Eye Diamond e Breakthrough para zero com a última mana e responde estourando o LED. 5 cartas de Dredge e vai para o cemitério: Prized Amalgam, Bridge from Below, Narcomoeba, Cabal Therapy e um terreno. Ele sacrifica a Narcomoeba com Cabal Therapy e tira o Rest in Peace da minha mão. Passa  o turno com um zumbi 2/2 e Prized Amalgam, do meu lado apenas dois terrenos. Pensei comigo: “ele conseguiu virar esse jogo”. Na volta eu faço a segunda fonte branca e coloco na mesa Thalia, Guardian of Thraben e Containment Priest que acabei de comprar. Em vez de dredge, ele precisa comprar uma resposta para a clériga. Eu tomo 3 de dano do Prized Amalgam. Na volta fiz o Phyrexian Revoker para tirar a ponte do cemitério dele. Turnos depois comprei um Thought-Knot Seer que parou o ímpeto dele, a segunda cópia de Rest in Peace e uma Stoneforge Mystic para a vitória.

Ambos comentamos que foram duas viradas de jogos sensacionais, e ganhar a primeira rodada dessa forma me encheu de confiança.

Na segunda rodada joguei contra Wilson de Jesus Siquieri de Sneak and Show. Ganho os dois primeiros games e ele comenta de como a lista está bem preparada para o match.

A terceira rodada foi contra o Marcello Zwetsch de Merfolks. Vocês podem assistir na íntegra pelo vídeo:

Apenas dois jogadores tinham 9 pontos. Amaro Albuquerque foi meu oponente da quarta rodada pilotando Grixis Delver. Nas mesas 2 e 3 mais quatro jogadores de Jaraguá do Sul provando que os treinos deles dão resultados.

Amaro sai jogando e começa com Deathrite Shaman. Eu faço Ancient Tomb seguido de Chalice of the Void que toma Daze. No próximo turno ele só faz o mesmo terreno e ataca. Eu faço Phyrexian Revoker nomeando o xamã e passo. Os próximos turnos ele tem que gastar o removal na Thalia, Heretic Cathar, as Force of Wills no Thought-Knot Seer e Palace Jailer. A Stoneforge Mystic resolveu e ganhou o primeiro game. O segundo jogo não comprei terrenos, uma Plains e uma Karakas que levou Wasteland na mão inicial. O desempate começou com uma simples Plains minha. Ele compra e faz Gitaxian Probe. Quando vê o Chalice of the Void na minhão mão começa a procurar por uma Force of Will. Fez Ponder, embaralhou e comprou. Outra Gitaxian Probe, comprou e passou. No meu turno faço City of Traitors e o artefato resolve com um marcador. O resto do jogo foi ele matando uma Thalia, Heretic Cathar e eu matando um Gurmag Angler. As próximas criaturas minha venceram a partida.

O único com 12 pontos no torneio, eu estava garantido para a fase final entre os quatro melhores. Na quinta rodada ID (empate intencional) com o Marcio Fodi me garantiu passar em primeiro lugar. Os jogos da semi e da final vocês podem assistir na íntegra pelos vídeos:

CAMPEÃO CATARINENSE!

E a partir daqui eu só tenho a agradecer. A todos os amigos que estavam acompanhando a transmissão ao-vivo e torcendo. A todos que me escreveram congratulações e me cumprimentaram lá. Em especial quero agradecer o Diogo Santiago que se dispôs a vir aqui em casa treinar e com isso me ajudou a sentir o deck e chegar nessa lista para esse fim de semana. De novo a ele e também ao Paulo de Tarso que me emprestaram cartas. Também vai um agradecimento especial ao Rafael Amorim e a Avaí Jimmy e-Sports junto da Dragons House que também tem me dado suporte. Prometo fazer o meu melhor ao representar o time no campeonato nacional dias 25 e 26. O próximo desafio já é neste domingo dia 12. RPTQ Modern valendo vaga para o Pro Tour na Espanha. Me desejem sorte 🙂

– Morelli

Sobre Morelli

Morelli é um entusiasta do Magic há 15 anos. Voltou a jogar competitivo em 2012. Jogando de Standard a Legacy passando por Duel Commander. Conquistou Top 32 em GP Rio e atualmente busca o Pro Tour.

2 Comentários

  1. Rodrigo valdeli de Souza

    Parabéns Morelli destrói lá no rptq. E que venha o pro tour.

  2. Parabéns mano!

    Vamos buscar esse Pro Tour na Espanha agora!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *