terça-feira , 14 agosto 2018
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Rivais de Ixalan no Commander: Parte 2

Olá senhoras e senhores!
Bem vindos ao Command Beacon, a nossa coluna sobre Commander multiplayer aqui na Eternal Magic!

Hoje damos sequência com a análise de Rivais de Ixalan, agora com as cartas Verdes, Multicoloridas e Incolores. Para as demais cartas, não deixe de conferir a primeira parte do artigo, aqui.

Verde

Tribais de Tritões são agora uma realidade no Commander, devido a Kumena, Tyrant of Orazca. Para o deck funcionar de forma devida são necessários Tritões de baixo custo (principalmente custos 1 e 2), e é onde entra Deeproot Elite. Por si só não é grande coisa, mas quando essa estratégia iniciar uma sequência de peixes um atrás do outro, você deixará alguém bem grande com sua habilidade. Provavelmente o próprio comandante, com potencial para dano letal.

 

Um tutor de topo para tritões na forma de criatura. Por sua segunda habilidade pode vir a ficar grande, mas seu custo é impeditivo nesse tipo de estratégia, quando você está em uma cor com tutores mais eficientes como Wordly Tutor, Sylvan Tutor, Chord of Calling e Natural Order.

Grosso. Um Dinossauro Lendário, 12/12 e Atropelar significa 2 pancadas de comandante e alguém fora do jogo. Em uma identidade que permite cartas como Berserk, Accelerated Mutation, Nantuko Mentor, Overwhelming Stampede, Pathbreaker Ibex, Triumph of the Hordes, Hedron Matrix, Grafted Exoskeleton e Fireshrieker, para uma única pancada fulminante. Claro, possui um absurdo custo de 12 manas, mas não vai ser tão incomum pagar apenas graças a sua habilidade.   Para reduzir esse custo vejo 3 rotas para a construção do deck: 1 – abusar de mana dorks (Elvish Mystic, Llanowar Elves, Fyndhorn Elves, etc), incluindo aqueles com um poder um pouco mais elevado  (Selvala, Heart of the Wilds, Shaman of Forgotten Ways, Lotus Cobra, Joiner Adept, Lifespring Druid, etc); 2 – criar um Linear Aggro com criaturas de alto poder e baixo custo como Lupine Prototype, Phyrexian Soulgorger, Rhonas the Indomitable e Sheltering Ancient) ; 3– fazer uso de mágicas que aumentem consideravelmente o poder de suas criaturas (Phytoburst, Groundswell, Might of Old Krosa, Vines of VastwoodRancor). Uma combinação das 3 parece bem efetiva também. Claro, o deck não vai sequer chegar perto de se equiparar aos grandes bichos papões do formato, mas vacilar na frente de Ghalta, Primal Hunger é um convite para a morte.  Entre as 99, talvez possa ver jogo em decks como Xenagos, God of Revels, Selvala, Heart of Wilds e Mayael, the Anima.

 

Dinossauros tem custos restritivos e, reduções de custo virtualmente possibilitam utilizar de maneira muito mais opressora a mana disponível. Supondo 6 manas por exemplo, Otepec Huntmaster e Knight of the Stampede, permitiria a você conjurar no mesmo turno, por exemplo, Kinjalli’s Sunwing (), Regisaur Alpha (), Raging Swordtooth () e  Ranging Raptors (). Se você montou um tribal com essa temática, é certo o uso de Knight of the Stampede.

Particularmente acho a mecânica de Explorar muito fraca para o Commander, motivo pelo qual em minhas análises nunca recomendei nenhuma criatura com a habilidade. Você não contará com a certeza do marcador ou com a certeza do terreno para a mão, nem há a opção para escolha. Porém, esse encantamento dá tal habilidade para todas as suas criaturas que entrarem, o que possibilita usar criaturas melhores e ainda fazer o uso de Explorar. Não é lá uma das cartas mais fortes que temos por ai, mas em decks mais casuais que fazem uso de marcadores +1/+1, pode ter um mínimo de utilidade (Atraxa, Praetors’ VoiceGhave, Guru of Spores, Ezuri, Claw of Progress, etc).

Polyraptor tem um Enfurecer interessantíssimo, porém um péssimo custo. Se burlar seu custo e com o setup correto, como por exemplo um Natural Order para colocá-lo em campo e tendo Pyrohemia para ativar o Enfurer, pode-se criar quantidades insanas de raptors, em uma potencia de 2 (levando-se em conta que vários dinossauros ainda morrem no processo). Com 5 ativações do encantamento, cria-se 31 Polyraptor (o primeiro recebe 5 de dano e morre). Um combo se dá com Forerunner of the Empire (que vimos na última análise), uma forma de proteção ou indestrutível para ela (Mother of Runes, Apostle’s Blessing, Ajani’s Presence, Boros Charm, etc) e colocar nosso raptor em campo. A partir dai você cria um exercito de dinossauros e limpa o campo, restando somente o Forerunner of the Empire e hordas de Polyraptor.

Tendershoot Dryad é o tipo de carta que se não for respondida a tempo pode facilmente sair do controle. Colocar uma Saprófita em cada Fase de Manutenção em uma partida multiplayer pode significar em média 4 fichas por rodada. Com multiplicadores de fichas como Parallalel Lives, Doubling Season, Primal Vigor e Anointed Procession podemos criar quantidades insanas e conquistar a benção da cidade rapidamente, fortalecendo nosso exercito e passando por cima de cada oponente. Se gosta de estratégias Swarm, é uma carta para se ter.

Caustic Caterpillar 2.0.  Apesar do custo mais elevado para conjurar Thrashing Brontodon, sua ativação é de , contra da lagarta. Talvez os 2 em uma mesma lista seja válido. Com certeza Meren of Clan Nel Toth é capaz de tirar proveito de ambos. Importante lembrar também que o dinossauro é capaz de destruir uma Torpor Orb que esteja atrapalhando seu jogo, diferente de um Reclamation Sage.

Uma ótima adição para decks de Aterragem (Omnath, Locus of Rage, Mina and Denn, Wildborn, Azusa, Lost but Seeking e Titania, Protector of Argoth), já que garantir terrenos adicionais para esse tipo de estratégia é fundamental. Adicionais tendo em campo Crucible of Worlds ou Ramunap Excavator podem permitir utilizar fetch lands mais vezes para filtrar o deck e ter mais land drops (com Lotus Cobra, são potenciais 6 manas a mais por turno), bem como usar Strip Mine para devastar os terrenos alheios. Em decks que comprem muitas cartas e precisam de muitas fontes de mana (como Prime Speaker Zegana), é interessante tirar o excesso de terrenos da mão para jogo. A sua habilidade de Ascender não é das mais relevantes, mas liberar um corpo 5/5 na mesa pode ser muito útil em estratégias mais agressivas.

Muitas estratégias optam pela via do auto-mill (colocando cartas do próprio grimório para o cemitério), especialmente decks Golgari () com o objetivo de alimentar o cemitério para tornar possível reanimar criaturas de alto impacto como Void Winnower, Vorinclex, Voice of Hunger e Sheoldred, Whispering One. World Shaper pode ajudar nesse processo com sua primeira habilidade e, claro, muitos terrenos vão direto para o cemitério e é aqui que  a segunda habilidade desse Tritão pode trazer benefícios, caso tenha um sac outlet, ao funcionar como um Splendid Reclamation, trazendo todos terrenos do cemitério para campo, efetivamente podendo acelerar muito seu jogo para os próximos turnos. Decks que descartam terrenos ou os sacrifica em demasia, como Borborygmos Enraged e The Gitrog Monster, também podem fazer bom uso dessa carta.

Multicolorido

Particularmente não costumo gostar de planeswalkers no Commander devido a sua fragilidade. Para valer seu uso é necessário que sejam bem protegidos (e principalmente, se protejam) e tenham impacto imediato. Angrath, the Flame-Chained não possui habilidades extremamente poderosas, mas elas possuem ao menos impacto imediato. Por , entra com 4 marcadores de lealdade. A primeira habilidade pode ser bem utilizada nos arquétipos Pain e Stax, já que causa dano e limita recursos dos oponentes. Sua habilidade -3 permite tomar o controle de criaturas chave até o fim do turno, podendo extrair vantagens em diversas situações de jogo, inclusive funcionando como remoção de criaturas especialmente daqueles hatebears extremamente odiosos, já que força o sacrifício daqueles custo 3 ou menos. Seu ultimate pode vir a acontecer eventualmente, e em um jogo longo e travado, pode forçar uma perda de vida em quantias absurdas. Vale o teste.

A primeira impressão que temos de Azor, the Lawbringer é  que ele será praticamente uma Sphinx’s Revelation por turno se quiser, uma das mágicas de compra mais poderosas do jogo. Apesar desse potencial absurdo, possui um custo 6 e sua ativada requer muita mana em uma combinação que depende essencialmente de mana rocks para acelerar o jogo. Obviamente, comprar uma quantia absurda de cartas de nada adianta se você não for usá-las por falta de mana, então seu uso deve ser comedido: para renovar recursos, cavar respostas ou peças de combo. Sua habilidade desencadeada impede que os oponentes conjurem Mágicas Instantâneas ou Feitiços em seus próprios turnos, e, com uma ferramenta de blink (Conjurer’s Closet e talvez o uso da esfinge em um Brago, Eternal King) inviabiliza completamente o uso de Feitiços. Tem seu valor, mas é menos poderoso do que aparenta em um primeiro momento.

Piratas ainda são um tribal fraco, o que não significa que não possam causar estrago. Em uma estratégia Linear Aggro dessa tribo, Dire Fleet Neckbreaker pode arrasar os pontos de vida de seus inimigos.

Mais uma opção de Swarm. Com a construção correta, facilmente podemos fazer Elenda, the Dusk Rose se tornar enorme, bastando para isso uma boa quantia de criaturas em jogo e uma ferramenta para sacrifício. A partir de então, graças a sua última habilidade desencadeada, podemos criar um exército de Vampiros. Note um detalhe importante: ela precisa morrer. Ou seja, não basta sacrificá-la e colocá-la na Zona de Comando, pois ela precisa ir para o cemitério, o que dificulta seu uso, então tenha em mente que serão necessários efeitos de reanimação (Reanimate, Animate Dead, Necromancy, Exhume, etc) para extrair algum proveito. Athreos, God of Passage aqui pode ter algum valor. E não se esqueça que Gift of Immortality é fundamental, pois permite voltá-la todo turno e desencadear suas fichas, e até mesmo Phyrexian Reclamation, não tão potente quanto a anterior, mas de suma importância. Nim Deathmantle e Ashnod’s Altar permite desencadear um loop de morte e retorno ao campo de batalha, criando fichas infinitas, mana infinita (incolor, mas se houver um Phyrexian Altar em campo também, gera colorida) e Elenda com poder infinito. A vitória pode ser instantânea com cartas como Zulaport Cutthroat e Blood Artist. Como a mana a vontade, a maldade também não tem limites. Se atrapalhar seus oponentes for seu prazer pessoal, não se esqueça de efeitos como Dictate of Erebo e Grave Pact. Se for por caminhos mais justos, faça bom uso de cartas que aumentam a quantidade de fichas (Anointed Procession) bem como seu poderio (Dictate of Heliod, Marshal’s Anthem e porque não, Elesh Norn, Grand Cenobit).

Em estratégias agressivas que tenham uma parcela Simic (), Hadana’s Climb pode fortalecer uma criatura turno a turno ou ser transformada no mesmo turno em alguns decks (como Ezuri, Claw of Progress e Atraxa, Praetors’ Voice) . Com sua transformação em Winged Temple of Orazca, passamos a ter uma ferramenta muito agressiva nos decks certos, podendo fornecer um poder imenso a uma criatura que já tenha um poder alto, além de evasão na forma de Voar. Se você usa a temática de marcadores +1/+1, com parcela de identidade Simic  e criaturas grandes, tem ai uma opção.

Huatli, Radiant Champion, entra com 3 marcadores de lealdade e é mais um reforço para o arquétipo Swarm, nesse caso aqueles de base Selesnya (), como  Rhys the Redeemed, Trostani, Selesnya’s Voice, Ghave, Guru of Spores, Marath, Will of the Wild, Rith, the Awakener e Sidar Kondo of Jamuraa & Tana, the Bloodsower. Fique claro que o potencial da carta depende completamente do seu board, sendo o tipo de planeswalker que deve ser conjurado somente quando as condições forem ideias, ou seja, com um board cheio, preferencialmente com 4 criaturas ou mais, pois com o +1 permitirá que Huatli faça seu ultimate na volta (-8), permitindo que você tenha um Glimpse of Nature em forma de emblema. Sua habilidade -1 será condicionalmente útil, visto a natureza multiplayer e a quantidade de vida no Commander, sendo de maior relevância somente com uma mesa cheia (e sendo portanto, win more).

Essa carta possui um potencial enorme em decks baseados em recursão de criaturas no cemitério. Com uma fonte de sacrifício, basicamente, permite desencadear 2 vezes alguma habilidade relacionada a entrar ou deixar o campo de batalha, já que Journey to Eternity a devolve ao campo. Muito bem aproveitado em cartas que se sacrifiquem como Sakura Tribe Elder (onde potencialmente já te leva a 5 fontes de mana),  ou, tendo fontes de sacrifício, cartas como Eternal Witness. Após se transformar em Atzal, Cave of Eternity, você potencialmente passa a ter uma reanimação em velocidade instantânea por rodada, sem gastar nenhum recurso fora disponibilidade de mana, o que permite extrair grande valor em reanimators Good Stuff e Toolbox.

Esse é o cara responsável por permitir que o tribal de Tritões seja uma realidade no Commander. Kumena, Tyrant of Orazca tem um ótimo custo, com uma ótima combinação de cores e habilidades relevantes, especialmente a segunda, o que o torna uma espécie de Azami, Lady of Scrolls misturada com decks elfball (o tribal de elfos onde é feita uma grande sequência explosiva de elfos). Seu deck pode ser construído de várias maneiras, puxando para Aggros, Midranges ou Combos. De qualquer forma, será necessário uma boa quantia de Tritões para seu funcionamento (eu diria que ao menos 30) para termos algo semelhante ao que eu chamaria de um merfolkball. Conjure Tritões de baixo custo (algumas boas opções como Cursecatcher, Silvergill Adept, Kiora’s Follower, Stonybrook Banneret, Lullmage Mentor, Kopala, Warden of Waves, Seafloor Oracle e Fallowsage)  compre cartas, conjure mais Tritões, compre mais, e assim vai indo. Para isso acontecer são necessários efeitos que desvirem suas permanentes (Paradox Engine, fundamental aqui, Seedborn Muse, Murkfiend Liege, Quest for Renewal, Merrow Commerce e Curse of Bounty),e formas de colocar suas criaturas em jogo, seja com grandes geradores de mana (Gaea’s Cradle ou Nykthos, Shrine to Nyx fazem grande estrago com Merrow Reejerey), com formas para as criaturas gerarem mana (Cryptolith Rite e especialmente Earthcraft). Nesses quesitos vale um destaque para Aluren e Intruder Alarm, que embora perigosos por favorecer também os oponentes, geram muito mais vantagem para esse deck, potencialmente vencendo no mesmo turno. Uma pitada de boas respostas, anulações (guardados especialmente para as remoções em massa), um Glimpse of Nature aqui e uns turnos extras ali, e você tem em todo esse conjunto um deck que pode ganhar, do nada, várias partidas sem se tornar extremamente vulnerável como tribais de Elfos ou Goblins..

Tribais de Vampiros mais agressivos podem se tornar mais agressivos ainda com Legion Lieutenant, especialmente como integrante de Edgar Markov. Ótimo custo e bom efeito.

Mais um lorde Tritão. Custo baixo e bom efeito para listas mais agressivas.

Boros () não é uma das combinações mais fortes do Commander, essencialmente por ter uma essência mais agressiva, que não é favorecida aqui. Path of Mettle é uma carta com poucos efeitos práticos (1 de dano não costuma ser tão expressivo, salvo algumas ocasiões) e uma transformação que necessita ter criaturas com habilidades especificas úteis ao combate. Como Metzali, Tower of Triumph permite causar danos aos oponentes, de 2 em 2 pontos, o que poderia ser melhor aproveitado em decks Pain, não fosse as condições para transformação. Já a habilidade cairia bem para um Pillowfort, inibindo possíveis ataques. Porém, nenhuma das 2 habilidades conversa bem com as condições de Path of Mettle, o que a torna uma carta que dificilmente será aproveitada no formato.

Exilar uma criatura a qualquer momento é uma ferramenta política e um poderoso instrumento de controle, algo que na teoria Profane Procession permite. Porém devemos lembrar  que esse instrumento precisa ser ágil e pouco custoso, de forma a responder quando necessário e ainda permitir que seu jogo se desenvolva e infelizmente a carta não permite isso de forma efetiva. Não há nada desencadeado com sua entrada e sua habilidade teoricamente só ativaria 2 turnos depois, devido ao custo , ou seja, se quiser fazer qualquer coisa e tenha um número limitado de geradores de mana você deverá optar. Após 3 ou mais criaturas exiladas, temos Tomb of the Dark Rose. A tumba permite tirar proveito das criaturas exiladas ao colocá-las em jogo sobre nosso controle, o que pode ser interessante caso alguma bomba como Kozilek, Butcher of Truth ou Jin-Gitaxias, Core Augur tenha sido exilada, embora não creia que esse investimento valha a pena.

Protean Raider é um clone de baixo custo, na curva 3, o que torna interessante, mesmo tendo um duplo custo colorido (), entretanto seu condicionante para tal é ter atacado com alguma criatura naquele turno, o que pode limitar seu uso a estratégias mais agressivas. Porém, se acha necessária redundância de criaturas e gosta especialmente de clones, esse Pirata pode ser uma escolha.

Primeira impressão quando você olha para Vault of Catlacan: “Jesus, fizeram um reprint de Tolarian Academy válida no Commander!”. Simplesmente imbecil um terreno gerar mana azul igual o número de artefatos. Dai você presta atenção ao outro lado, Storm the Vault, e vê que a carta perde parte de seu potencial. Primeiramente pelo custo 4 e pela identidade de cor Izzet (), uma combinação que costuma se importar mais com Feitiços e Mágicas Instantâneas. Nesse mesmo quesito, colocar uma ficha de Tesouro mediante dano de combate não é uma das melhores opções, mas ao menos ajuda alcançar a condição para transformação: 5 ou mais artefatos.  Se você acredita que alcançará essa quantia com facilidade, ela é excelente e é obrigatória em Breya, Etherium  Shaper, Mishra, Artificer Prodigy e em Akiri, Line-Slinger & Silas Renn, Seeker Adept.

Um dino Naya () grosseiro de 3 cabeças e 9 de custo! Como diabos ele fica em pé?! Conjurar Zakama, Primal Calamity pode ser desencorajador por seu custo, mas o fato de desvirar todos os seus terrenos não o prende a somente essa conjuração naquele turno e possibilita um bom potencial. Em conjunto com Food Chain, Panharmonicon  podem gerar quantias enormes de mana. Uma forma de combo de mana infinita é usar qualquer criatura de baixo custo, Cloudstone Curio e terrenos suficientes para conjurar Zakama e a outra criatura. Suas outras habilidades trazem versatilidade de respostas, o que pode ser uma excelente em uma construção Voltron Control, permitindo destruir múltiplas criaturas (com dano), encantamentos e artefatos, o que por si só deve render uma ótima parceria com Mycosynth Lattice. A vida é menos relevante, mas caso esteja acuado ou queira colocar uma distância muito grande entre você e seus oponentes, poderá ganhar quantidades massivas dela. Lembre-se que o melhor amigo dessas habilidades ativadas se chama Heartstone, permitindo um número de ativações muito maior. Seu corpo 9/9 com Vigilância, Alcance e Atropelar é uma ótima ferramenta de ataque e defesa. Apesar de tudo, lembre-se que é um comandante arriscado pelo seu alto custo, o que não o fará tão popular. E caso você esteja com pensamentos insanos de um tribal de Dinossauros comandado por ele, esqueça e monte usando Gishath, Sun’s Avatar (e ponha Zakama entre as 99).

Incolor

No early game Arch of Orazca é um simples terreno que gera mana incolor. Com o passar do jogo, especialmente no late game, e com a ascensão para a benção da cidade, poderá ter acesso a um terreno que permitirá a compra de cartas com a mana excedente e o que poderá te colocar a frente na corrida por recursos contra seus oponentes. Uma boa carta para decks Control que não dependam de uma quantia exagerada de manas coloridas.

Leve em conta que o Commander é um formato singleton (apenas 1 carta de cada) e que em múltiplas cores tende a se diminuir o número de terrenos básicos usados, e você pode entender Awakened Amalgam pode ficar grande em um jogo longo, fácil fácil. Mas leve em conta também que não possui absolutamente nenhuma outra habilidade, especialmente evasivas e defensivas, e essa criatura perde quase todo seu brilho. Pode ver algum jogo em fields bem casuais.

Por um baixo custo e apenas virar e pagar por ativação, permite uma forma de loot, ajudando a cavar em seu grimório por cartas específicas. Ao exilar uma da mão, certifique-se de que possui custos diferentes das que por ventura já tenham sido exiladas. Esse efeito por si só torna possível considerar o uso da carta. Mas com 5 ou mais cartas exiladas, Azor’s Gateway se transforma na insana Sanctum of the Sun. Embora lenta, se essa transformação acontecer, há uma altíssima probabilidade de simplesmente vencer, já que gerará mana igual sua vida. E levando em conta que a vida inicial do formato é 40, isso pode ser bastante para ter virtualmente mana infinita para conjurar o que bem entender. Imagine isso em um Oloro, Ageless Ascetic ou em um Kambal, Consul of Allocation com um Exsanguinate na mão. Outro bom deck onde se pode usar Azor’s Gateway e facilmente transformá-lo é em Captain Sisay, já que temos aqui um artefato lendário. Busque por Paradox Engine por exemplo e facilmente você consegue alcançar Sanctum of the Sun no mesmo turno.

Uma criatura artefato 4/4, custo 4 e com Defensor não costuma chamar muita atenção e sua habilidade ativada não é das melhores, já que lutar contra uma de nossas criaturas em geral não é uma das nossas melhores ideias, ainda mais sendo necessário que Golden Guardian morra esse turno para ser útil. Apesar disso, cabe observar que alguns decks podem se aproveitar dessa habilidade, como Saffi Eriksdotter, que tem dificuldade para buscar por fontes de sacrifício para iniciar seus loops (especialmente Ashnod’s Altar, Phyrexian Altar e Altar of Dementia), e tem nesse Golem uma forma de matar suas criaturas chave e que pode ser facilmente tutorada pela parcela verde do deck. Não é o ideal, mas pode servir ao propósito. Quando se transforma em Gold-Forge Garrison temos um ótimo terreno que gera 2 manas coloridas e potencialmente pode começar a infestar a mesa com Golens 4/4. Mas a pergunta que deve se fazer é: com pouquíssimas exceções, vale a pena o esforço de transformar Golden Guardian? Eu não acho que vale.

Mais um artefato grave hate de respeito para os odiadores de plantão, vindo fazer companhia a Grafdigger’s Cage, Relic of Progenitus, Tormod’s Crypt e Crook of Condemnation. Por 1 mana já impede que qualquer carta em cemitérios sejam alvos, o que por si só é bom. Em situações de emergência, por salgadas 4 manas, pode exilar a si e todas as cartas de todos os cemitérios, comprando uma carta no processo. Particularmente prefiro alguns dos hates clássicos, mas é uma questão de gosto. Caso queira mais ódio em sua vida ou simplesmente a achou melhor, vá em frente. No mínimo é uma boa carta para se ter em sua card pool.

Acho The Immortal Sun uma carta engraçada. Parece que alguém pegou um saquinho cheio de papeizinhos com diversas habilidades diferentes escritas e sorteou 4 para criar essa carta. Digo isso porque nenhuma das habilidades é sinérgica uma com a outra ou com uma estratégia mais ampla. Impedir ativação de habilidades de lealdade é um efeito único e poderia ser muito bem aproveitado em decks Stax. Comprar cartas adicionais por turno é sempre bem vindo em diversas estratégias. Reduzir custos é bom, mas não em uma carta que já custa 6 manas por si só. Por fim, aumentar +1/+1 em criaturas absolutamente não conversa com as demais habilidades e seria melhor aproveitada em decks Aggro. Fazer tudo, mas sem nenhuma objetividade estratégica, por esse custo de mana não faz The Immortal Sun soar como uma boa carta. Uma pena que seu primeiro efeito não esteja presente em uma carta de menor custo.

Queridos, esse é o fim da nossa análise! Espero que tenham aproveitado e que o artigo tenha sido útil. Críticas, comentários e sugestões sempre são bem vindas, portanto, sinta-se a vontade. Até a próxima!

Sobre Mateus Nogueira

Professor da rede pública de ensino no Distrito Federal, formado em Ciências Biológicas, nerd multiclasse, já jogou e aprecia diversos formatos de Magic: the Gathering. É especialmente apaixonado pelo Commander em sua vertente multiplayer, sendo um infeliz sem alma, apreciador de Stax e Combos.

Um comentário

  1. boss, o ultimate da Hhuatli é melhor que Glimpse por ser ETB e não cast, então em um deck como Rhys é bem estupido.

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