terça-feira , novembro 12 2019
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Nova sensação do Legacy

Matheus Ponciano, aos poucos, vem se destacando no cenário Legacy de Brasília. Jogador acostumado aos ambientes Modern e Standard, foi bem acolhido pela comunidade desde seu primeiro torneio, no segundo semestre do ano passado, e desde então vem somando resultados extremamente sólidos.

Único jogador a fazer Top8 em todos os Eternal Challenge’s que disputou, Ponciano acumula também o recorde de ser o único bicampeão do torneio: primeiro com Burn, depois com Grixis Delver. E é sobre este segundo título que ele comenta abaixo, num breve report de como foi a corrida do início ao fim do campeonato que o fez levar pra casa 4 Force of Will, 4 Daze, 4 Ponder, 4 Brainstorm e 4 Portent.

Round 1 (bye conquistado trial).

Round 2 (1-2)
Perdi após abrir ganhando o g1 contra o sultai control do Croco, pois em 2 games dois delvers se recusaram a flipar por 2 e 3 turnos.

Round 3 (2-1)
Ganhei contra um death and taxes após um g2 onde tomei 3 wastelands e não tive maneiras de voltar ao jogo, no g3 bastou um daze no vial dele e ele nunca mais fez 1 land drop na partida, e os delvers não perdoaram.

Round 4 (2-0)
Ganhei contra o burn do Marcelo Castro num jogo sem emoções: g1 ele keepou uma mão de 1 land, e g2 ele comprou 7 ou 8 lands, onde terminei o jogo a 2 de vida por 3 turnos.

Round 5 (2-0)
Ganhei do uw stoneblade do giovanni após uma misplay gigante minha no g2, que se não tivesse acontecido teria sido uma vitória menos sofrida. A misplay mexeu com minha cabeça por mais de 40 minutos, fiquei tremendo após essa match.

Round 6 (ID)
Aquele bom e velho ID de quem está lockado no top 8. O match teria sido contra um Eldrazi, não sei como é a partida, mas Eldrazis ainda assombram meus sonhos após o Eternal Challenge #3 [vencido pelos Aliens]

Quarta de final (2-1)
Sem dúvidas o jogo mais sofrido da minha vida no formato. Joguei contra o mito do Legacy, Diego Nunes, pilotando seu UW control com várias cartas que tive de ler 3x. Perdi o g1 num jogo emocionante, ganhei o g2 pois ele deu uma floodada, e g3 foi um jogo cheio de reviravoltas: a cada 2 turnos 1 de nós estava na frente do jogo, mas no final das contas consegui conectar os ataques e ganhar a partida.

Semi final (2-0)
Ganhei do Sneak and Show do Fabio Ancelmo, num g1 emocionante, onde ele fez Sneak Attack pra Emrakul, eu dou stifle no anihilator, ele tenta uma fow, e o daze anula a fow. E num g2 onde ele vai de mulligan a 5 e uma mão com poucas ações.

Final (2-1)
Venci o Enchantress do Tony! G1 vim muito explosivo, delvers, piromantes e bolts selaram a Vitória. G2 mullguei a 5 e perdi com poucas chances de jogar, e g3 ele retribuiu e mulligou a 5 contra uma mão de 2 delvers, 1 volcanic, 1 brainstorm, 1 fow, 1 tnn e 1 bolt. E os delvers fliparam no 2 e no 3, deixando Tony sem chances de vitória!

Venho do Modern e do Standard e sempre ouvi mil coisas sobre o Legacy. Após um tempo jogando, percebi que ele não é um formato de turno 1, ou um formato dominado por fow’s, ou qualquer outra carta. Qualquer deck tem incríveis chances de ganhar o torneio, qualquer deck é competitivo o bastante para participar do campeonato. É um formato vivo e diverso, com infinitas combinações de possibilidades, fazendo de qualquer torneio um grande torneio, onde todos os jogadores tem de estar muitíssimo preparados para enfrentar todos os decks prováveis, e até os improváveis do Legacy.

Recomendo a todos jogadores que têm algum interesse em ao menos conhecer o formato que participem de algum trial, para verem por si mesmos como o formato é excelente!

Sei que o preço pode ser um empecilho, mas aqui em Brasília temos um ótima comunidade sempre disposta a receber novos jogadores e emprestar cartas ou até mesmo decks fechados, vale a pena demais!

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