quarta-feira , agosto 21 2019
Home / Sem categoria / O santo milagreiro está de volta

O santo milagreiro está de volta

Stefano e seu deck de infinitos recursos levam a primeira etapa do CLC

O Circuito Legacy Catarinense teve sua primeira etapa em Itajaí, na Blackout, e 38 jogadores disputaram o torneio, com o campeão brasileiro de Legacy Stefano Garcia levando a melhor na final. Como se alguém ainda não soubesse, sim, ele jogou de Miracles.

A trajetória até a final, em que venceu o ANT pilotado por Michelle Olsen, teve alguns lances fora do script, como derrota para um Maverick e vitórias contra bad matches, como Burn, Goblins e Eldrazi Stompy.

Stefano é um dos jogadores mais dedicados do Legacy de Santa Catarina. Desde que voltou a jogar, em 2012 – ele conheceu Magic em 2003, mas parou pouco tempo depois -, participou regularmente de torneios de todos os tamanhos e estudou a fundo os arquétipos até escolher o Miracles, do qual se separou apenas por um breve hiato (não coincidentemente, logo após o banimento do Sensei’s Divining Top). O ban da carta que estragou o formato durante um bom tempo coincidiu com a mudança do jogador para o interior do Estado, sem lojas de Magic por perto. “Então decidi criar uma conta no Magic Online (MOL), e o deck que escolhi para jogar foi o UW Standstill, pois jogar com o mesmo deck que eu teria em papel. Como a minha pool Legacy não é muito grande, continuei no arquétipo UW Control”, relembra Stefano, que aprendeu, e muito, jogando online.

Stefano, à esquerda, ao lado do Guma e do Mauro Edi, antes da final do Nacional Legacy, em janeiro de 2017. Aqui ele também levou a melhor.

“O MOL melhorou muito o meu nível de jogo. Tive melhor conhecimento das regras e pude me manter sempre atualizado às novidades do formato.” Outro aspecto que alavancou a qualidade de jogo de Stefano foi a oportunidade de jogar com verdadeiras lendas do Magic, como Reid Duke, Andrea Mengucci, Caleb Durward, Joe Lossett, Thomas Enevoldsen, Jarvis Yu, Clay Spicklemire, Bob Huang, Rodrigo Togores, Rich Shay, os brasileiros Willy Edel, Thiago Saporito, e Obama e diversos outros.

A volta ao Miracles aconteceu devido ao surgimento de outro deck “imbatível” no formato, o Grixis Delver. Frustrado por não conseguir resultados consistentes com o UW Landstill, Stefano foi um dos primeiros a testar um novo Miracles, com Soothsaying substituindo o Tampo. Isso foi lá por outubro de 2017. Depois, com o banimento do Deathrite Shaman e da Gitaxian Probe, o Miracles voltou a se firmar como “Deck to beat”.

Quem quiser conferir alguns dos jogos do campeão da 1ª Etapa do CLC 2019 pode é so ir ao Canal do Guma, que fez a cobertura do evento. Lá estão disponíveis o jogo contra Painho, no Top 8 (Eldrazi Stompy) e a final. As listas do Top 8 podem ser conferidas aqui.

Para quem joga Magic e adora Legacy, Stefano faz um convite: “É um formato difícil, mas muito gratificante, e, principalmente, a comunidade Legacy é ótima, parceira e gente fina. Espero vocês no CLC!”. Além de Santa Catarina, o formato segue saudável e crescendo em outros estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Brasília.

Ficha técnica:
Stefano Garcia.
Mora em: Santa Cecília (SC)
Frase mais usada (até 2017): “No passe… topo!”
Carta mais forte do Legacy: Brainstorm
Carta do coração: Goblin Welder
Se não jogasse de Miracles… “curto bastante o Death & Taxes. Estou para jogar uma etapa com ele há séculos.”

About Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *