sexta-feira , outubro 18 2019
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BR Reanimator: O Combo que STOMPA com vantagem de cards

Por Roberto Cardoso

Entre os formatos competitivos, é verdade que Legacy é o mais caro (Vintage não conta), assim como sabemos também que é possível escolher alternativas mais baratas de decks desse formato, comparado aos já consagrados tiers decks recheados de Dual Lands e/ou cartas da Reserved List. Quando é assim, geralmente, os jogadores costumam não se arriscam tanto em investir no deck por acreditar que o power level do baralho é bem inferior aos outros, e que não conseguirão bons resultados em torneios. Além disso, aprender a pilotar um deck novo em um formato totalmente diferente do que está acostumado sem dúvidas é um desafio enorme pela infinidade de possibilidades permitidas por um formato eterno onde são válidas quase todas as cartas de Magic.

É justamente pensando no que disse anteriormente que resolvi fazer o primer a seguir, que inicialmente compartilhei com outros jogadores iniciantes e também já bastante experientes de Legacy, via redes sociais, e que agora estou tendo a oportunidade de propagar nesse espaço, então de antemão já agradeço aos organizadores do Eternal Magic por isso.

APRESENTAÇÃO PESSOAL

Irmão, eu me chamo Roberto, sou jogador de Magic competitivo desde Novembro de 2016, amante do Legacy e desde o início piloto um decks mais antigos formato, o Reanimator, um deck do arquétipo combo baseado em jogar criaturas gigantescas para o cemitério e, em seguida, voltá-las direto para o campo de batalha, ainda nos turnos iniciais do jogo.

Há dois anos e meio, eu iniciei com o UB Reanimator, mas rapidamente migrei para a versão com vermelho, pois percebi na época que estava fazendo mais resultado, tanto em território nacional como também lá fora. Até hoje, a versão BR Reanimator é a que mais se destaca em torneios, e é dessa versão que falaremos aqui.

Embora eu tenha pouco tempo de formato comparado a vários jogadores do Legacy, adquiri certa experiência com o deck por praticamente usar somente ele, tanto no field em que jogo em Belo Horizonte como no Magic Online (MOL), facilitando bastante o aprendizado. Em 2017, consegui alcançar alguns TOP8 e vencer uma etapa bem disputada da Liga Mineira de Legacy (LML) aqui em BH, e também fui o melhor posicionado com o deck no Nacional Legacy de 2017, sendo o único Reanimator passando para o day2, terminando na 17ª posição. Já em 2018, além de TOPs 8 nas etapas da LML, cheguei ao sonhado Top8 do Nacional Legacy! E mais do que isso, cravando o primeiro lugar no suíço, terminando o primeiro dia x-0, invicto.

Não estou dizendo isso para contar vantagem, mas sim para mostrar o potencial do BR Reanimator, que é possível fazer resultado com o baralho mesmo sendo bem mais barato comparado a boa parte dos demais decks. Apesar disso, ainda tenho muito a evoluir como jogador e piloto de Reanimator, continuo cometendo erros nas partidas, e sei que irão continuar acontecendo. É normal errar, e somente jogando conseguimos melhorar, entenda isso se é um novato lendo! Nesse sentido, isso que direi a seguir não é nenhuma verdade absoluta, apenas uma tentativa de auxiliar jogadores iniciantes ou compartilhar ideias com jogadores mais experientes de Legacy/Reanimator a partir da minha experiência PARTICULAR com o deck e de estudos que fiz com jogadores mais famosos do deck – que fizeram/fazem resultado no Legacy competitivo, com o objetivo de melhorar nosso desempenho com esse deck em específico. Sendo assim, vou tentar apresentar o deck com ideias gerais, falar sobre as possíveis escolhas de cards para maindeck e sideboard, a lista que uso atualmente e side-in e side-out nos principais match-ups do metagame atual.

Explanações iniciais

A ideia principal do deck nessa versão é, basicamente, trazer para campo nosso Pai Griselbrand (Lembra que te chamei de irmão no início? Pois é, somos filho do mesmo pai. Trate-o como nosso amado Pai, que ele responderá em jogo! Haha) e, com ele em campo, comprarmos o máximo de cartas possível, atropelando o oponente em card advantage, com disrupts na forma de descartes e/ou criar uma board mais expressiva trazendo para o campo mais criaturas antes de passar o turno para o oponente. Guarde bem essa informação, pois será muito relevante para o entendimento real do que o deck atualmente está proposto a fazer, em comparação com o que nós achamos que temos de fazer. É claro, quanto mais rápido o nosso 7/7 cair em campo melhor, mas não necessariamente temos que dar um “all-in” no primeiro turno, como outros jogadores dizem. Jogando dessa forma, certamente vamos perder jogos totalmente ganháveis.

Embora eu já tenha falado um pouco sobre a minha história com o deck, muito do meu conhecimento atual é graças a resultados incríveis na Legacy League do MOL de um grande jogador do deck chamado Eric “ewlandon” Landon.

Bom, continuando com o nosso Pai Grisel em campo, é extremamente importante jogar em torno da possibilidade do seu oponente conseguir tirar o nosso bichão da mesa assim que passar o turno. Por isso, a importância dos descartes e de trazer uma nova criatura para tentar proteger o Capetão, por exemplo um Chancellor of the Annex ou a Iona, impedindo o oponente de castar uma Swords to Plowshares no turno seguinte.

Nesse ponto, se o oponente não conseguir responder o Griselbrand no turno dele, em 99% das vezes vamos ganhar. O card advantage criado pelo Capetão é enorme, e somado a um único tapa, a vitória só não virá se “mundo acabar”. Chamar o Griselbrand é a nossa melhor jogada, com algumas poucas exceções:

reanimar iona vs burn, monored prison, elfos g1, monocolors num geral;
reanimar elesh norn vs dredge;
etc.

BR Reanimator é o combo “consistente” mais rápido do formato (ignore belcher, all spells, etc) e até por isso não é à toa que entre os decks do arquétipo combo, as matchs são todas favoráveis para nós. Tenha em mente que um Griselbrand nos primeiros turnos põe medo em qualquer oponente e que esses mesmos oponentes estão morrendo de medo de nossas mãos combadas com proteção de Chancellor + descarte. Sendo assim, em pós-side, não se assuste ao ver 10-13 cartas subirem. Eu, inclusive, jogo não rara as vezes contra o sideboard inteiro do oponente, e isso mostra como somos temidos. Tenha sempre a certeza de gravehate em pós-side, pois sem isso eles perdem, não tem jeito mesmo! Mas uma coisa eu garanto: mesmo nas derrotas, esteja certo que o oponente tremeu de medo em todos os turnos que passou para gente temendo tomar o combo na cara! Hahaha.

Estrutura do Deck: Como é possível consistência e velocidade

O BR Reanimator, como disse anteriormente, é um deck combo que consegue alinhar nas 60 cartas de maindeck, keeps de mão iniciais já com possibilidades de colocar o nosso Pai em jogo já no primeiro turno. Para um formato como o Legacy, isso não seria nenhum absurdo, se não fosse o fato de isso acontecer com BASTANTE frequência e, além disso, por vezes PROTEGIDO de possíveis respostas do oponente. A melhor forma de explicar como isso é possível, na minha opinião, é pela redundância e pela versatilidade. Várias cópias de um mesmo efeito no deck, como os 12 efeitos de Reanimate, mas principalmente a versatilidade de cards que AO MESMO TEMPO em que são peças de combo, também são proteção. Aqui eu falo, por exemplo, dos descartes do deck que podem ser usados tanto no oponente como em nós mesmos, e também de criaturas como o Chancellor of the Annex, que protegem o combo e que podemos trazer para o jogo.

Sobre MULLIGANS

Ainda na época do Deathrite Shaman, a baixa velocidade do UB Reanimator não conseguia passar por cima do enjoo de invocação do falecido Elfinho, o que motivou o surgimento das primeiras listas de BR Reanimator na internet. Naqueles tempos, os mulligans acabavam sendo bastante agressivos, caso as mãos não estivessem combadas.

Após o banimento e a ausência desse Gravehate de Main Deck (MD) que era presente em aproximadamente 40% do meta antigo, não há mais tanto essa necessidade de um mulligan tão agressivo, mas também não significa keepar mãos sem ação. A não necessidade de Brutalidade Coletiva no MD deixou o deck mais rápido, e os keeps de 7 cartas combados t1 e t2 protegido e desprotegido já naturalmente ocorrem com mais frequência ainda. Essas mãos, são, basicamente, o que queremos.

Ao mulligar a 5 ou menos, busque mãos com Faithless Looting, de preferência com alguma criatura ou reanimação, e busque o que precisa no scry e draws.

Em estatística, com o MD baseado na lista que utilizo (14 lands, 12 reanimações, 8 enablers de grave, 8 acelerações, 8 descartes sendo 4 unmask e 10 bichões):

-Mão de 7 cartas com Faithless Looting, buscando um bichão: 34.5% em 2 cartas, 47.3% em 3 cartas / buscando bichão ou entomb: 46% em 2 cartas e 61% em 3 cartas;

-Mão de 6 cartas sem terreno, buscando por terreno ou pétala: 56% em 2 cartas, 71% em 3 cartas;

-Mão de 6 cartas, procurando por criatura ou entomb: 45,5% em 2 cartas e 60% em 3 cartas;

Fonte: http://stattrek.com/online-calculator/hypergeometric.aspx.

Abaixo vou citar alguns pontos da escolha dos cards de maindeck e sideboard, comentar algumas cartas e, em seguida, alguns matchups com possíveis side-in / side-out pensando na lista que estou usando atualmente.


Splash verde ou branco? Te dou um “troféu” se adivinhar 😛

Sabemos que o deck é preto e vermelho, mas existem alguns cards que atrapalham muito o nosso jogo no formato, e essas duas cores não são tão eficientes nesse caso, portanto uma parte do side acaba sendo dedicado a esse objetivo, e uma única dual é suficiente para garantir a utilização. O objetivo dos dois splash é o mesmo, quebrar hates de cemitério permanentes. Ou seja, artefatos, encantamentos e até mesmo criaturas. Todavia, quando a Wizards lançou recentemente a edição Guilds of Ravinica, ela deu, em minha opinião, um grande presente para o Reanimator: Troféu do Assassino.

Com essa carta, o splash na minha opinião é indiscutivelmente verde, principalmente pela versatilidade gigantesca do card, pegando qualquer hate problemático do nosso oponente.

Verde:

2-4 cópias de Troféu do Assassino são obrigatórias. Essa instant quebra qualquer permanente, inclusive Leyline of the Void, Karakas e, se precisar, até Jace, the Mind Sculptor. Esse é o diferencial em relação ao Decay e, como é instant speed, a ideia é realizar no passe do oponente para ele não usufruir do drawback de um land básico do Troféu. 1-2 cópias de Abrupt Decay ainda cabem na lista, pois a parte de não ser anulado conta demais, principalmente contra decks com azul e para quebrar Chalice of the Void para 2. Por fim, 2-4 cópias de Reverent Silence em fields repletos de Leyline preta ainda é bastante válido. Antes do aparecimento de Troféu, eu utilizava 1 Ancient Grudge, pois torna todo Entomb um potencial quebra-hate devido ao flashback, e pode ser usado 2x caso venha na mão. Se encontrar espaço no side, use uma cópia.

Voltando ao Reverent Silence, ele possui 2 grandes vantagens: Facilmente lidável com double+ Leyline, além da possibilidade de castar de graça, conseguindo assim no primeiro turno destruir esse hategrave do oponente e, com a mana preta da Bayou, já iniciar o combo. Lembre-se que o Silêncio Reverente destrói TODOS os encantamentos, pode levar um Eidolon de um Burn que esteja usando leyline por exemplo, assim como também precisamos ter o cuidado de não perder uma criatura animada com Animate Dead.

OBS) Green splash também permite a utilização de Carpet of Flowers, que sozinho contorna soft counters e potencializa as estratégias alternativas de sideboard com a infestação rastejante (Pack Rat), caso goste da ideia. Potencializa ainda a alternativa de hardcast contra decks com azul.

Branco: 4 cópias de wear/tear são OBRIGATÓRIAS aqui em minha opinião. Com esse splash, apenas 4 cópias do side serão utilizadas, enquanto no green o splash vc irá gastar 6-8 slots, abrindo o leque de cards para o sideboard diferentes, que devem ser direcionadas ao meta específico de onde vai jogar. Além disso, o wear/tear também te dá a possiblidade de realizar “2 para 1” e criar card advantage no oponente, quebrando ao mesmo tempo um artefato e um encantamento, por WR1. Uma desvantagem desse splash é a dificuldade de lidar com double+ leyline preta, coisa que verde o contorna extremamente bem, além de obrigatoriamente ter de pagar uma W para castar, sendo mais lenta que o Reverent, pelo custo alternativo. Ao usar o branco, cards para matar criaturas hates (ex: Containment Priest, Thalia, Canonista Etherólatras, etc) também devem entrar no side, como Abrade.

DOUBLE SPLASH – Branco + Verde: Em metas com muita Leyline of the Void, essa pode ser a pedida, já que Eldrazi decks tendem a aparecer também com seus cálices, e essa combinação permite um sideboard forte contra artefatos e contra a temida Leyline preta. A combinação de Reverent Silence + Serenity dão a possibilidade de até 8 cards no sideboard que tiram todas as Linhas de Força do Vácuo em campo, podendo levar de brinde os Chalices ou outro hate de artefato que estiver em jogo com Serenity. A desvantagem principal é uma base de mana mais suscetível a Wasteland e uma maior chance de zicar cor de mana em pós-side, já que ficamos com um deck de 4 cores. Além disso, as listas que costumam fazer resultado com essa combinação de cores costumam ser bastante frágil a hates em forma de criatura, como Containment Priest e Scavenging Ooze etc. Caso não faça uma adaptação para esse tipo de hategrave, achando espaço para Decay por exemplo, pode ser bastante complicado vencer decks que usam esse tipo de criatura como estratégia para vencer decks de cemitério.

Por conclusão, temos que ambos os splashs têm vantagens e desvantagens. Todavia, a versatilidade gigantesca proporcionada pelo Troféu do Assassino fecha as portas na minha opinião do branco em exclusivo. Em um ambiente repleto de Leylines preta, coloque mais Reverent Silence por exemplo. Um detalhe é que em IRL é claro que o lado financeiro é bem relevante, uma Bayou é muito mais cara que uma Scrubland. Se a grana estiver contada, é muito melhor pegar uma Scrubland e usar o white splash do que investir a grana em uma Bayou e utilizar em seu maindeck shockland BR ao invés das cópias de Badlands. Lembre-se de uma coisa: Pontos de vida são FUNDAMENTAIS para vencer jogos com esse deck, uma vez que o nosso card advantage está DIRETAMENTE ligado ao total de vida, literalmente cada ponto é uma carta. Os 2 de dano de uma shock fará toda diferença para comprar 7 cartas com o nosso Pai, inclusive isso será assunto mais a adiante na escolha dos descartes. Não é que usar wear/tear seja ruim, eu usei MUITO! Apenas o verde ganhou uma ferramenta muito forte, deixando-o mais versátil.

OBS) White splash facilita também situações desesperadas de hardcast, uma vez que Iona, Elesh e Chancellor e Ashen rider são brancos.

Terceira cor de splash… eu ainda quero usar carta azul!!

Alguns antigos não conseguem largar o velho osso, não é mesmo? Hahaha! Brincadeiras à parte, a utilização de uma Underground Sea ainda vê jogo para algumas builds do BR Reanimator. Os cards escolhidos para o sideboard? As naturais 4 cópias de Show and Tell e algumas vezes 1-2 de Echoing Truth, obviamente visando contornar os mais diversos hates de cemitério. Eu particularmente não sou grande fã dessa escolha, não é raro ver jogadores que usam Show and Tell no side, mas é difícil ver fazendo resultado no competitivo com esse splash. Usando o site mtgtop8 como fonte, nos últimos 2 meses nenhum dos BR Reanimator que aparecem listados usam ao menos uma cópia de SaT no sideboard; nesse período o site mostra apenas nas listas UB Reanimator, que é o que faz mais sentido. Na versão UB, você tem cantrips para encontrar as lands necessárias e o melhor bicho na mão, e costumam ainda utilizar mais lands que o BR Reanimator. Fazer 3 lands + SnT + Pai nessa versão BR não costuma ser efetivo.

Às vezes aparece também +4 cópias de Sneak Attack + Tumba antiga no side + Simian Spirit Guide MD, tentando alterar bastante a estratégia do deck e basear-se no já consolidado Sneak and Show.

 

Sire of Insanity: Usar ou não?

Quando comecei a jogar com o BR Reanimator, utilizava uma cópia do Sire MD. Joguei o NL 2017 com uma cópia, inclusive. Esse quadro mudou em meados de março de 2018, em que mudei a lista do deck no Magic Online e passei a utilizar 4 Griselbrand, por ter mudado a forma de enxergar o que o deck quer fazer. O Sire é uma alternativa extremamente eficiente quando estamos no play e no turno1, tanto g1 p vencer de uma vez, tanto nos jogos pós-side para tentar reanimar de primeiro bicho e puxar uma Surgical Extraction, ao invés de perder todas as cópias do nosso Pai. Todavia, o Sire é efetivo apenas nessas situações, perdendo muito potencial se o oponente tiver uma simples land em jogo. O BR Reanimator atualmente busca vencer com um card advantage absurdo, ao passo que o Sire, basicamente: 1- Quando entra, cria uma situação em que obriga o oponente a encontrar uma resposta antes de tomar 4 tapas. 2- Bom “para-raios” de Surgical Extraction, podemos tentar reanimar esse bichão sem medo, preservando nosso Pai no deck. Como eu disse, se cair turno1 no play, é bem provável a vitória, mas só. A quarta cópia do Pai torna o deck mais consistente e objetiva em minha opinião. O Senhor da Insanidade anda em direção contrária do que o deck tenta fazer atualmente.

Descartes:

Se nós buscarmos listas do deck na internet, encontraremos uma diversidade enorme tanto da escolha do descarte, quanto do número de cópias que jogam, em maindeck ou sideboard. A quantidade total descartes em maindeck varia de 8 a 9, sendo que eu atualmente estou preferindo utilizar 8 (lembre-se que ao aumentar o número de descartes para 9, o mais usual é retirar uma reanimação, geralmente um Animate Dead). Vou tentar trazer o papel de cada um deles e o que estou jogando atualmente.

Unmask: Usualmente em listas com 2-4 cópias, sempre em maindeck. É o descarte mais explosivo do deck, uma vez que possui o custo alternativo de cast. A presença de cópias do card do deck, por esse fator, é determinante em: 1- Aumentar a probabilidades de combos t1 dando alvo do descarte em você (Unmask com pitch + land OU pétala + griselbrand + reanimate) ou combar no turno 1 com proteção. 2- Após trazer o Pai para jogo e comprar o máximo, às vezes não temos fonte de mana extra, e esses descartes gratuitos fazem toda diferença. Atualmente, utilizo 4 cópias.

Thoughtseize e Cabal Therapy: Na minha opinião esses dois descartes disputam slot no maindeck. Já utilizei todas as combinações possíveis entre elas, e na minha lista atual eu fiz uma mescla de 2 Cabal Therapy e 2 cópias de Thoughtseize. Antes de surgir o Troféu, eu usava 4 cópias da Terapia da Cabala no maindeck por quatro diferentes motivos:

1- Os 2 pontos de vida perdidos do Thoughtseize podem ser incrivelmente relevantes, veja bem: A combinação de fetch land + Thoughtseize + Reanimate + draw7 nos deixa com 2 de vida, no range de um Lightning Bolt ou até mesmo de um Punishing Fire ou um Tarfire! Perder para isso seria triste demais, né? Pois é, já aconteceu comigo, e ainda por cima mais de uma vez.

2- A possibilidade de retirar duas ou mais cópias de uma carta da mão do oponente utilizando apenas uma é realmente importante. É muito comum também após um Unmask obtendo informação e retirar um counter, na sequência castar terapia retirando múltiplas cópias de um mesmo card (dois exemplos: Já retirei Surgical com unmask e 2 Snapcaster Mage com uma Cabal Therapy vs Czech Pile e também uma Force of Will (FOW), também com com Unmask e depois duas cópias de Brainstorm  vs Miracles)

3- Flashback da Cabal pode ser o diferencial de vencer ou perder um jogo, tanto sacrificando suas criaturas grandes para jogar em torno da única out do oponente, principalmente com um Tidespout Tyrant em campo para mais um bounce + descarte, como também ao reanimar criaturas do oponente que geram muito valor, como o próprio Snapcaster Mage ou uma Baleful Strix, e se necessário já utilizar o flashback. Combinado com Ashen Rider, torna essa carta ainda mais incrível, já que podemos sacrificar esse arconte para triggar o efeito de saída do campo de batalha mais uma vez e exilar qualquer permanente do oponente.

4- Com o plano de sideboard baseado em pequenas criaturas (Cryptbreaker, Pack Rat ou as tokens de uma Bitterblossom) o jogo tende a ser mais longo, e nessa situação a Terapia acaba sendo mais forte do que Capturar Pensamento, até pelos 2 de vida em uma race. Mãos com 2+ spells de reanimação, Unmask e Cabal se tornam muito fortes, uma vez que é possível castar o Unmask de graça, retirar um counter da mão do oponente, retirar uma ameaça de criatura com a Cabal, reanimar esse bicho do oponente e deixar ele em jogo até termos o combo novamente para o Papai em mãos e abusar do flashback da Cabal sacrificando a criatura para proteger o combo. Sem o Deathrite Shaman no formato, normalmente os melhores alvos são os Snapcaster, Beleful Strix e também Mentores.

Contudo, ao voltar o Splash para verde, eu senti necessidade de mais slots no meu sideboard, que anteriormente haviam 3 Thoughtseize. O que eu fiz foi subir duas de três Seize do side para o MD e retirar duas Cabal Theraphy, ficando com 2 Cabal + 2 Seize+ 4 Unmask no maindeck e uma Thoughtseize no sideboard.

A Desvantagem da Cabal Therapy e a vantagem da Thoughtseize é que não é necessário nomear um card, assim não corre o risco de “perder” um card atoa. Todavia, uma Terapia cega turno1 no play basta nomear FOW e combar. No draw, FOW ou Daze, e assim por diante. Com experiência de jogo, percebe-se que às vezes basta esperar um turno para ver a jogada do oponente que já será mais fácil identificar o deck, e assim nomear a carta que for mais problemática de acordo com a sua mão atual.

Se após comprar o máximo com o Griselbrand a única jogada possível for uma blind teraphy com a mana que sobrou na pool ou com a única pétala, nomeie Swords to Plowshares, pois normalmente é a única de carta de uma mana capaz de retirar o Griseldaddy (algo mais raro como um Vapor Snag ou Echoing Truth vs UR Delver ou Merfolks também é possível, mas uma probabilidade muito menor do que a Plow). Dificilmente saberemos se acertamos o tiro, porque se ele tiver na mão irá conceder antes da spell resolver. De toda forma, essa é a carta correta a ser nomeada nessa situação de jogo.

OBS) Aos jogadores iniciantes eu recomendo fortemente utilizar 4 Seize, porque é bem mais fácil de jogar com ela. Com o tempo, vá fazendo a alteração e, se gostar, utilize a Terapia da Cabala.

Brutalidade Coletiva: Essa carta consegue ser bem forte e consistente em vários matchs, fazendo barba, cabelo e bigode de uma vez só (mata bicho, tira counter/spell importante e manda nossos bichos para o grave). Era uma alternativa para responder um DRS, inclusive maindeck, mas que não vejo mais a necessidade de usar. Embora realmente versátil, muitas vezes é apenas um expositor de criatura para tomar Surgical Extraction em pós-side. Ainda, por ser 2 manas, é mais difícil contornar uma Daze/Spell Pierce. Por experiência própria, embora em alguns matchs o card possa ser gigantesco (ex: dnt, maverick, infect, elfos) esse card é uma Duress piorada de 2 manas, que expõe o bicho à Extração Cirurgica. É necessária a experiência do próprio field (se pequeno) e das listas atuais (em fields grandes) ao utilizar essa carta, jogar sempre em torno de Surgical, evitando descartar o Griselbrand sem ter conhecimento da mão do oponente. Para mim, se optar por utilizar, é somente no maindeck e deve ser sideout com frequência. Ela deixa o maindeck um pouco mais consistente e perde velocidade.

Duress: É uma opção para sideboard interessante especialmente em estratégias alternativas com pequenas criaturas pós G1, por conseguir fazer a função de descarte sem perder vida e sempre acertar algum alvo, diferente da Cabal em pós-side. Como na maioria das vezes não sabemos qual hate o oponente possui, fica mais difícil acertar o card. Ex: nomear FOW numa blind therapy e o oponente com Surgical na mão, ou nomear Flusterstorm e ele ter Spell Pierce, etc

Chrome mox

Utiliza-se 0-2 cópias do card em maindeck, e para cada cópia se perde um land. Por um lado, ganha-se em explosão aumentando as chances de combar turno1, mas se perde em consistência. Definitivamente, Chrome Mox + Unmask não brincam juntas. 13 lands+ 1 Mox é até aceitável, mas duas cópias para mim é muito. Irá aumentar demais os mulligans por ausência de land, e muitas vezes não dá para combar com a Mox porque precisaria do pitch para continuar o combo. Estou jogando atualmente sem nenhuma cópia desse artefato, por usar 4 Unmask, somado ao fato de o terceiro pântano básico ajudar demais contra o grande número de Wasteland rodando no Legacy atualmente.

Se optar por usar, pense sempre na opção de retirar ela pós g1. Lembre-se que a principal função dessa carta é aumentar a probabilidade de combos turno 1, mas com a certeza da entrada hategraves pelo oponente, precisamos de cards para enfrentar esses problemas, e abrir mão da Chrome Mox se faz necessário na maioria das vezes.

Escolha de criaturas maindeck

Definitivamente eu NUNCA jogaria sem:

4 Chancellor of the Annex: Dão a proteção necessária juntamente com os descartes para combos t1, além de atrasar demais o jogo do oponente. Muitos descartes por exemplo que iriam vir no primeiro turno e atrapalhar nossa vida tomam ‘Daze”, tempo suficiente para nós.

– 4 Griselbrand: Melhor criatura disparado, nosso jogo roda todo em torno do Capetão. Usei 3 por um bom tempo, mas não vejo mais o deck sem as 4 cópias do Pai.

1 Tidespout Tyrant: Depois do nosso Papito, é a melhor criatura do Reanimator. Esse Gênio definitivamente consegue realizar muitos dos nossos desejos em jogo, abrindo caminho para ele e as nossas outras criaturas baterem forte. Melhor criatura em diversos matchs, por exemplo é capaz de contornar uma Ponte Traiçoeira ou um Maze of Ith que iria travar o jogo, vencer um Emrakul ou uma Marit Lage. Nunca jogue sem.

1 Slot “flexível”: Para mim, esse slot MD fica dividido entre Iona, Shield of Emeria ou Ashen Rider. A escolha eu acredito que vá de acordo com o field, ou nas matchs mais difíceis. Um field cheio de Miracles+decks monocolors, a Iona é a melhor escolha (Iona pra branco t1 vs Miracles é praticamente gg). Antes eu usava Elesh Norn de maindeck nesse slot pela presença do DRS, com muitos decks Grixis Delver e Czech Pile. Como não é o caso, definitivamente a Elesh fica no side. De toda forma, a presença das duas lendárias é obrigatória para mim dentro das 75 cartas, enquanto Ashen Rider só entra como opção de maindeck, como mais uma não lendária vs Karakas e com efeito muito relevante, bom contra decks baseado em Show and Tell e definitivamente em um field cheio de eldrazis por exemplo em que a Iona é péssima, Ashen Rider MD brilha mais. A Cabal Therapy também potencializa bastante o uso de Ashen Rider.

Particularmente, não curto as demais criaturas no maindeck do BR Reanimator, embora é possível encontrar várias listas com Grave Titan, por exemplo.

Criaturas grandes para sideboard

Elesh Norn, Grand Cenobite: Definitivamente no side, ótima carta vs deck baseado em criaturas, serve como uma board wipe incrível e que dá GG sozinha em várias matchs, como por ex Dredge.

Arquétipo da Resistência: Essa criatura para mim é a melhor estratégia pós-side em matchs de Karakas, Plowshares, bounces e cartas que tiram nossos bichos da mesa com alvo. Será SEMPRE nosso objetivo principal após trazer o Griselbrand para o jogo.

Inkwell Leviatan: É uma opção principalmente para vencer decks UW controls que abusam de remoção e bounce de Jace. Manto o torna muito difícil de ser contornado e travessia de ilha+trample fará com que quase sempre em 3 turnos você ganhe o jogo. Cuidado com efeitos de sacrifício como Blessed Alliance, além de globais como Terminus e Council’s Judgment..

Blazing Archon: Esse arconte voador é free win vs Eldrazi, contornado apenas um All is Dust que, muito provável, será retirado pós side (não faz sentido permanecer com um card de 7 manas vs BR Reanimator), quase free win vs elfos (só perde se usarem Édito Diabolico, e agora Assassin’s Trophy) e segura diversos decks baseados em criaturas como Dredge, Merfolks, Infect, etc, possibilitando que vc tenha draws suficientes para chamar o bicho certo.

Grave Titan: Bastante popular, o titã preto é a grande criatura com maior facilidade de hardcast no reanimator. Costuma aparecer em builds com 1-2 Lake of the Dead no side e 2-3 cópias do Grave Titan no deck, servindo como um plano B vs Leyline of the Void. Esse bichão ainda é o clock mais rápido do deck, podendo matar em apenas 2 tapas. Os tokens criados também ajudam a contornar éditos.

Ashen Rider: Uma criatura poderosa que pode retirar hates importantes do oponente ao entrar em jogo, como Jace, Liliana, Karakas ou uma Ponte. Todavia, essa função é a mesma do Gênio azul, que na minha opinião o faz de maneira mais eficiente, principalmente nessa versão BR, por isso a dúvida de entrar no maindeck ou deixar o slot para a Iona, forte demais nas matchs com azul que são as teoricamente mais difíceis para mim. Esse archon é uma criatura também muito forte contra Show and Tell e sinérgica com Cabal Therapy.

Criaturas pequenas para sideboard e entrando na lista atual

Pode não parecer, mas essas criaturas pequenas podem fazer muita diferença nos jogos 2 e 3, uma vez que os oponentes costumam retirar pequenas remoções como Lightning Bolt, Fatal Push, algumas ou todas as cópias de Abrupt Decay, etc, para entrar com hategraves e mais counters no geral, abrindo espaço para esses pequenos tornarem-se extremamente difíceis de contornar.

Pack Rat: É uma alternativa para inundar a board de ratos. Com Carpet of Flowers fica mais fácil gerar manas e permitindo ao menos uma cópia todo turno. Contudo, nos meus testes eu achei que foi abaixo do esperado e, em um torneio grande acho que eu não arriscaria. O grande problema é atingir o terceiro land drop para começar a a encher a board. Com apenas 14 terrenos, muitas vezes passamos 4-5 turnos com uma criatura 1/1 na mesa sem conseguir ativar sua habilidade.

Archfiend of Ifnir: Um 5/4 voador de 5 manas definitivamente não é pequeno, e vou citar aqui pelas listas que já vi fazendo resultado com essa criatura no BR. Eu particularmente joguei com esse card apenas em listas que criei de Monoblack Reanimator com o menor custo econômico, que era menos de mil reais em menor da liga magic, e que até funcionou em tal versão. Todavia, no BR mesmo eu nunca testei e, portanto, não vou comentar mais sobre ela, apenas que por 5 manas ela é castável, e se ele permanecer na board com 1 Faithless Looting resolvendo provavelmente fará estrago, mas ainda assim creio que as demais opções são melhores.

Grim Lavamancer: Esse pequeno mago era o maior matador de DRS. Hoje, ele quebra uma Contaiment Priest ou qualquer bicho pequeno que possa atrapalhar nossa vida. Primeiro que encher o grave para gente é moleza (obviamente é uma carta morta vs Leyline ou Rest in Peace) mas que contra Delvers e decks de criaturas pode fazer toda diferença. Não vejo mais necessidade de usar pós DRS.

Magus of the Moon: Essa Blood Moon de pernas é outra criatura para subir principalmente em matchs que abusam das habilidades de terrenos não básicos para vencer o jogo. A escolha da criatura em detrimento do encantamento é a possibilidade de buscar com um Entomb e reanimar para o campo de batalha, além de bater, é claro! Lembre-se que embora é bem mais fácil responder uma criatura do que um encantamento, no pós-side a tendência é a retirada de pequenas remoções, como falei acima, e se o oponente destruir nosso Magus, podemos sempre reanimar de volta par ao campo de batalha. Em matchs vs decks baseados em vencer com a Marit Lage, esse bichinho muitas vezes é free win, como BG Depths e Lands.

Cryptbreaker: É um drop 1 incrível, que pode vencer matchs contra controls/mid ranges. É mais fácil ativar do que o Pack Rat, permitindo já no turno2 começar a descartar nossos bichos e colocar zumbis todo turno. Também tem grande sinergia com Cabal Therapy.

Cards para sideboard (além dos quebra-hate estáticos já citados)

Stronghold Gambit: Alguns chamam de “Show and Tell de 2 manas”, mas claro que não é bem assim. Se for fazer uma análise real e isolada, é um card ruim. No deck, tem como objetivo principal contornar hates de cemitério, mas pode ser uma faca de dois gumes, que exige grande cuidado ao ser utilizado. Com a limitação do MENOR custo de mana, acaba que vale a pena subir apenas contra alguns decks que, num geral, já é um matchup favorável para o BR Reanimator, como variantes de Show and Tell, Storm, Lands e decks poucos jogados como Pox, que possuem poucas criaturas. Único match que o card vê jogo e ao mesmo tempo é complicado para gente, são as variantes de Miracles/UW Control, pois estes costumam usar poucas criaturas, principalmente se o oponente estiver usando a build de Entreat the Angels. Mesmo assim, castar sem ter a informação da mão do oponente pode ser um tiro no pé, pois lembre-se que pós-side esse tipo de deck SEMPRE vai entrar com Countaiment Priest, e algumas vezes Vendillion Clique e/ou Canonista, além dos esperados 3 cópias de Snapcaster Mage e possíveis Mentores do Monastério. Na mirror-match também é uma opção, capaz de contornar uma Iona adversária. Num field que tenha bastante os decks citados acima, não é absurdo aparecer no sideboard, até porque contra esses decks, de uma carta ruim passa a ser uma carta excelente.

Lake of the Dead: Já citado anteriormente, esse terreno da reserved list tem a função de ajudar no hardcast das nossas criaturas, fugindo de hates de cemitério. Ao usar uma cópia no sideboard, para ser mais efetivo, é necessário a presença de criaturas com um cmc menor, como cópias de Grave Titan/Massacre Wurm/Wurmcoil, etc. No turno 3, já é possível gerar 6 manas pretas com esse card.

Bitterblossom: À primeira vista pode parecer estranho, mas depois de testar pela primeira vez ficou nítido o Power level desse encantamento de duas manas. Ao observar um jogo de Grixis Control vs Stonebalde, vi uma única Bitterblossom ganhando o jogo sozinha. Pensei então em testar no side do BR reanimator justamente contra decks controls, e não deu outra: Caixa! Ela cria a possibilidade de vitória sem usar o cemitério, mas de uma forma lenta, que torna o jogo completamente diferente, obrigando o oponente a responder esse encantamento, e que nessa procura, acaba criando espaço para o nosso combo entrar posteriormente, inclusive com o flashback da Terapia da Cabala pronto a qualquer momento. Ao encaixar esse tipo de jogo, toda atenção é pouca e 1 de vida que deixamos de tirar pode fazer diferença. Então, por exemplo, atenção para atacar antes com as fadas e só depois use as spells/flashback na segunda mainfase. Abuse da possibilidade de reanimar as criaturas do oponente e impor um clock maior do que a vida perdida.


Ilustração – Esquema pós-side das diferentes formas do Reanimator trazer uma criatura grande ao campo

A figura acima ilustra as duas maneiras para tentarmos vencer o jogo, tendo de enfrentar dificuldades impostas pelos oponentes em forma de hategrave. A primeira (1) é indo ao enfrentamento direto do hate, seja destruindo com Decay/Troféu, descartando uma surgical, “dibrando” uma Fada Macabra castando um Entomb enquanto o Exhume ainda está na pilha, etc. Dessa forma número 1, ainda vamos precisar do cemitério para vencer. A segunda forma (2) busca ignorar o hategrave e ir por outro caminho, sem utilizar o cemitério, como usando Show and Tell e Stronghold Gambit, em que a criatura vem direto da mão, ou um hardcast de criatura, onde a Lagoa dos Mortos auxilia muito bem nessa estratégia. Claro, para vencer, podemos ainda usar a estratégia de pequenas criaturas ou até mesmo com as criaturas do oponente, contra um Eldrazi reanimamos um Reality Smasher ou Thought-Knot Seer (TKS) por exemplo, contornando uma Leyline of the Void.

Pithing Needle: Pode parecer estranho a utilização desse card defensivo no BR Reanimator, em que quase todas as vezes seremos os agressores, mas não nego a importância/versatilidade que esse artefato de 1 mana consegue ter em responder cartas problemáticas. Fada Macabra, Karakas, Tormod’s Crypt, Relic of Progenitus, Scavening Ooze, Knight of the Reliquary, Jace, Liliana, enfim… tudo pode ser nomeado. Não à toa estou usando uma cópia atualmente.

Massacre: Essa remoção brilha MUITO contra DNT, Maverick  e outros decks com branco. Faz perfeitamente a função de sweeper, podendo ser utilizado também contra Miracles ou Stoneblade para tentar responder uma Containment Priest. Aconselho a usar ao menos 1-2 cópias no sideboard em um field recheado de DNT.

Dread of Night: Outra carta muito forte contra DNT, que se tornou bastante popular no metagame atual devido aos diversos reprints recentes, deixando esse monowhite bem mais em conta. O efeito estático desse card não deixa a Thalia, Guardian of Thraben em campo, assim como Espirito do Labirinto, Flickerwisp, Madre das Runas e também o novo clérigo hategrave. Combinando duas em campo torna-se praticamente um “Massacre estático”. Outros decks com Thalia ou criaturas brancas problemáticas também pode ser interessante, como o Maverick, e até o pouco jogado tribal de Espíritos, embora seja um ótimo deck.

Piroclasma: Esse também é um card de board sweeper, mas é muito mais versátil por ser útil contra praticamente todo deck baseado em criaturas, como elfos e goblins. Em um field repleto de Delvers e Strix, pode ser uma opção, jogando em torno de Daze. Se o oponente gastar um counter, pode facilitar o combo entrar na volta.

Gravehates: Pensados exclusivamente na mirror. Em um field recheado de nossos parceiros fiéis ao nosso Papai, pode ser interessante 2-3 cópias de Fada Macabra, já que usar Surgical Extraction aqui pode ser bem ruim por conta do Chancellor. Outra carta que pode ser interessante como 1-off de gravehate é o Coffin Purge, que pode ser buscado com Entomb, e assim temos 5 potenciais cartas para responder uma animação adversária. Aproveitando o assunto, se eu estiver usando gravehate no side, não utilizo contra outros decks como Dredge ou Storm. Eles que precisam de hate para nos vencer e não o contrário. Não abro mão de peça de combo para tentar parar o deles. Nós somos mais rápidos, então temos de agredir esse tipo de deck.

Carpet of Flowers: É um card muito eficiente no que se propõe a fazer: Ignorar soft-counters e potencializar nossos Faithless Looting, gerando bastante mana para os flashbacks. Não tenha dúvidas que pode ganhar de algumas mãos de decks baseado em Delver of Secrets. Ao utilizar esse card, é muito importante usar nossos cards nas nossas mainfase 1 e 2, para aproveitar a vantagem do card. Entomb no passe costuma ser bem ruim nesses casos.

Pyroblast/Silence: Em teoria, buscam fazer algo melhor do que os nossos descartes fazem. Na prática, são menos eficientes, além da exigência de uma mana não-preta, as vezes expondo cedo demais um terreno para tomar Wasteland.

Firestorm: Havia um propósito claro de matar DRS e criaturas pequenas, somado ao fato de descartar ao mesmo tempo. Hoje em dia o elfinho não existe mais no formato, diminuindo a importância, e tentar ser uma Faithless+Piroclasma em um único card, mas com a NECESSIDADE de ter 2 criaturas na mão para ser eficiente (ou uma desvantagem de cards será gerada), e expõe da mesma forma que a Brutalidade suas criaturas para tomar Surgical. Esse card não busca a vantagem de cards que o deck está proposto a fazer, necessita de não-básico ou pétala, enfim. Não vejo espaço para ela atualmente.

Lista atual

https://www.mtgtop8.com/event?e=20641HYPERLINK “https://www.mtgtop8.com/event?

*Lembrando que as fetchs não precisam ser necessariamentes essas, bastam 8 fetchs que busquem preto


MATCHUP’S + SIDEBOARDING

Antes de tudo, novamente, não é regra o que estiver escrito abaixo. O objetivo é apenas dar uma ideia geral, vai bastante também do seu feeling e do seu conhecimento do deck do oponente, as ameaças que ele pode ter e/ou que você sabe que ele tem. EX: Um Monored Stompy ou Eldrazi costuma usar Leyline ou Fada, sendo assim, temos de jogar em torno dessas duas cartas principalmente.

“Ainda com esse exemplo, vemos a importância de ganhar o G1! Esse é o nosso passo mais importante. Veja um exemplo: Após vencer o g1 contra esse Monored que dei exemplo, eu subiria 3-4 Reverent Silence e, caso perdesse para Fada, no G3 iria sidear de acordo com o hate do oponente (voltava as Cabal Therapy e entrava com a Agulha Medular. Caso o G1 for perdido, nós não teríamos essa outra chance.”

– Roberto Cardoso, pré-Assassin’s Trophy

Deixei essa frase do antigo primer propositalmente para mostrar o poder que o Troféu deu ao deck, por exemplo, em vencer G2. Ao jogar contra esse tipo de deck, suba todas as cópias desse card que possuir. Mesmo se não houver Leyline, ele pega todas as outras cartas do MAGIC, simples assim. A versatilidade imensa permite responder qualquer coisa que o oponente possa usar. Claro que ainda precisaríamos sidear de acordo contra Faerie Macabre, mas já está bem melhor.

Grixis Delver

Play

+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay

-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand

Draw

+1 Thougtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Elesh Norn

-2 Chancellor of the Annex
-1 Tidespout

Decks Delver utilizam principalmente a estratégia de “tempo” para vencer, o que consiste em fazer pressão com apenas 1 ou 2 bichos em campo, enquanto os outros recursos têm objetivo de impedir o oponente de jogar, atacando a base de mana e com counters/descarte. A principal ameaça pra gente era o DRS, e seu banimento melhorou o matchup, mas ainda continua sendo difícil. Em g1 no play, temos boas chances de vencer, pois no t1 ele só contará com Force of Will (FOW), caso contrário teremos problema com Spell Pierce, Daze, agora 4 Thoughtseize no antigo slot do DRS/Probe, além de maior número de counters, como Spell Snare aparecendo em algumas listas no maindeck. Aqui, portanto, precisamos de uma mão rápida. Nessas matchs em pós-side no draw, é bem mais difícil vencer. Precisamos de no mínimo um descarte para o combo sair com segurança, então se tiver conhecimento que o oponente está de delver não arrisque um combo todo de uma vez sem informação da mão, ou jogue ao menos em torno de soft counters. No play, os chancellor aumentam a chance de proteção no primeiro turno, o que é muito bom. Decay pega não somente criaturas, mas também algum possível hategrave estático ou Pithing Needle que geralmente usam. Iona entra pra preto aqui, e Elesh é gigante no match, só perdendo para édito, assim se possível reanime qualquer criatura do oponente para contornar esse out adversário. Raras builds usam Dead/Gone também, já enfrentei até maindeck, que pode pegar desprevenidos, mas não acho que varemos esse card no meta de agora. A recente edição Wars of Spark trouxe uma nova criatura de 2 manas, Dreadhorde Arcanist, que é uma criatura para grindar em decks delver, que não costuma fazer tanto efeito contra o nosso deck como faz contra decks aggro, por exemplo.

Grixis Control

draw

+1 thoughtseize
+1 elesh norn
+1 needle
+2 bitterblossom
+1 trofeu

-3 chancellor
-1 papai
-1 exhume
-1 looting

Play
+1 thoughtseize
+2 bitterblossom

-1 tidespout tyrant
-1 griselbrand
-1 cabal

Em g1 no play o jogo é favorável para nós porque eles só têm FOW basicamente, não usam Daze, não usam Wasteland e usam no máximo 2 descartes para impedir o nosso combo. A nova adição da Narset dificulta o jogo e nos obriga a ser rápidos para trazer o Griselbrand em campo, pois ela impede os draws e torna o Pai facilmente lidável com Édito. Já em pós-side, é certeiro ao menos três gravehates em forma Surgical Extraction e às vezes 1-off de Grafdigger’s Cage, além de pelo menos 1 Flusterstorm. Somado a um clock rápido de Gurmag Angler, a impossibilidade de draws pelo efeito da Narset e a adição do novo Ashiok em algumas listas parando nossos Entombs e ao mesmo tempo hate de cemitério, nossa vida não fica fácil. Até mesmo um Jace para fechar o caixão ainda pode surgir. Sendo assim, dependendo da mão inicial, não podemos demorar a trazer o Griseldaddy ou uma Iona para preto. O plano de jogo alternativo da Bitterblossom é forte contra Grixis Control se cair no 1 ou 2 turno, que não tem resposta para encantamento, mas que ao mesmo tempo tem chance de vencer a race com suas criaturas e burn spells. Bitterblossom acaba mudando o foco de atenção para essa race, e nesse momento não tenha medo de perder o Pai na Surgical, se acontecer. Ao resolver esse encantamento, priorize encher e mão, ir clockando com as fadas e se possível tente combar quando estiver confortável (nessa hora de race, a melhor criatura sem dúvidas é a Elesh Norn), se maneira a não deixar de causar dano nenhum, atacando com nossos bichos e usando o flashback da Terapia somente na segunda mainfase. Caso a mão inicial não venha o encantamento das fadas, evite na medida do possível jogar uma criatura importante para o grave antes de ao menos entrar um descarte e ter a informação da mão do oponente. Cabal nas cegas dependendo da situação pode ser para Snapcaster Mage, já que podemos reanimar esse mago do oponente e reutilizar uma spell como um descarte e manter um corpo para clock e como sacrifício para o flashback. Nomear Snap pode dar certo principalmente quando ele responde uma Cabal Therapy com Brainstorm, que geralmente não é uma carta que se esconde, principalmente sem Surgical no cemitério dele. Iona em via de regra entra para preto.

Punishing Dack/4color Value

Draw

+1 thoughtseize
+1 abrupt Decay
+1 pithing Needle
-3 chancellor of the annex

Play

+1 thoughtseize
+1 pithing needle

-1 tidespout tyrant
-1 animate dead

Esse é um deck que foi criado e popularizado recentemente por um jogador do MOL chamado stryfo e que já aparece fazendo resultado em listas na internet até mesmo em torneios IRL. O deck tem praticamente a mesma ideia do Grixis Control, mas com a adição do verde para ter remoções mais fortes e abusar da interação de Punishing Fire + Grove of the Burnwillows contra decks aggros, usando o Dack Fayden para jogar o removal no grave. Contra nosso deck, essa interação não é efetiva e eles com certeza darão side-out. Contudo, em G1 eles ainda têm FOW costumam usar mais descartes pontuais quando comparados ao Grixis Control, além de usar uma Nihil Spellbomb MD! Essas adições podem ocasionar em uma derrota no G1, mas que ainda é favorável para nós. Já pós-side fica mais difícil, como sempre. Eles entram com mais Nihil, 2-3 Surgical Extraction, mais descartes e counters como Spell Pierce, além de remoções para resolver um bichão nosso, caso entre. Aqui a Bitterblossom já não é tão efetiva pela cor verde do oponente, capaz de responder nosso encantamento com Trophy e Decay. Essa quarta cor permite a presença do Leovold, que embora aos poucos está sendo substituído pela Narset, é uma criatura extremamente chata para nosso deck, e se tiver a oportunidade de descarta-la não tenha receio de fazer, e se puder reanima-lo, provavelmente será uma boa jogada. Retiramos os Chancellor no draw por perder efetividade e entramos com mais um descarte, Decay e Agulha que podem nomear planinautas diversos ou Nihill Spellbomb, No draw, voltamos com os Chancellor pela possibilidade de proteção do combo no primeiro turno e sacamos o Gênio e um Animate Dead, já que reanimação é o mais presente do deck. Embora seja interessante pela possibilidade de reanimar criaturas de valor do oponente, nesse match pode remoção de Abrupt Decay, e por ter que dar alvo em uma criatura no cast, impossibilita o “dibre” de uma ativação de Nihill ou Extração Cirúrgica, que é possível com um Exhume, bastando ter uma criatura no grave e após a resposta do oponente, com o Exhume ainda na pilha, castar um Entomb.

Stoneblades (Esper/UW/UWR)

Draw

+2 bitterblossom
+1 abrupt decay
+2 trofeu do assassin
+1 pithing needle
+1 thoughtseize
+1 arquetipo da resistência

-4 chancellor of the annex
-1 griselbrand
-1 exhume
-1 dark ritual
-1 faithless looting

Play

+1 decay
+2 bitterblossom
+1 arquétipo
+1 thoughtseize

-1 tidespout
-1 griselbrand
-1 looting
-1 exhume
-1 cabal therapy

O Stoneblade é um deck midrange com a base UW do legacy, que é são as cantrips, counters como FOW, Spell Pierce e Counterspell, além de poderosas remoções como Plowshares e Council’s Judgment, e que busca vencer com a combinação de Stoneforge Mystic + True-Name Nemesis (TNN), ou seja, tutorar um equipamento e equipa-lo no TNN para vencer, em uma uma construção das 60 cartas muito bem-feita, permitindo o piloto adotar posturas de controle ou mais agressiva, dependendo da matchup que ele enfrenta ou das situações de jogo. Sabendo que está contra Reanimator, certamente vão adotar uma linha de jogo defensiva e tentar controlar o jogo. Dentre as versões do Stoneblade, a mais fortes contra nós na minha opinião é a Esper, que ainda conta principalmente com descartes pontuais e eventualmente com a enjoada Baleful Strix, além de efeito de Édito, mas que por sorte é a menos jogada do deck. Contra as versões UW e UWr não teremos que preocupar com disrupt de descarte, mas essas versões costumam ter mais counters e estão jogando com no mínimo duas Narset, que é bem problemático. O primeiro é bem disputado, mas temos uma boa chance de vencer principalmente no play com o plano do Griselbrand, mas que uma Iona primeiro turno nomeando branco, caso tenha a informação do deck do oponente, também é vitória. Haverá 2-4 cópias de Snapcaster Mage então lembre-se que aquela Surgical no grave pode ser reaproveitada com ele. Por outro lado, continua sendo ótimo alvo para nós reanimarmos e tentarmos trabalhar a vantagem de cards, por isso a reanimação escolhida para sair em pós-side é Exhume. Continuando no pós-side, encaixar uma Bitterblossom nos dois primeiros turnos pode ganhar o jogo sozinho, da mesma forma contra Miracles e Grixis Control, uma vez que é comum Stoneblade retirar o pack de Lady Gaga+TNN para entrar com várias cartas de sideboard, tornando-se praticamente um Miracles sem Terminus, mas o oponente ainda tem respostas para nosso encantamento como Council’s Judgment e Desencantar ou Wear/tear na UWr (que estava sendo bem menos jogado por conta da base de mana mais instável devido a ascensão de Back to Basics, mas que vem ganhando espaço por contar com Pyroblast, melhor resposta para esse grande número de planeswalkers azuis que estão jogando). Sendo assim, se nosso produtor de fadinhas estiver em campo, uma cabal cega pode nomear esses cards. Se for uma cabal de proteção a Blossom entrar, a principal pedida é FOW, já que Surgical e Flusterstorm são inúteis contra encantamentos, e a chance de o oponente ter essa free spell na mão é maior do que Spell Pierce, Counterspell ou o novo Dovin’s Veto. Grandes ameaças que podem surgir pós-side com certeza são mais gravehates, principalmente Surgical Extraction e Containment Priest, principal alvo do nosso Abrupt Decay, que de quebra pode pegar Counterbalance e outras permanentes problemáticas. Se o oponente passar com 2 abertas, lembre-se dessa Priest. A Canonista Etherólatras também é outra criatura que pode atrapalhar os planos, mas que está aparecendo pouquíssimo no meta game atual. Palace Jailer está ganhando espaço no sideboard do Stoneblade, mas que dificilmente será side contra nós, o contrário da Facção Vendilion, certamente entrará para atrapalhar nossa vida, mas que também é um ótimo alvo de descarte para nós reanimarmos, principalmente com uma Blossom em jogo, aumentando o clock.

Obs1). Citei que o Esper é a versão do blade mais complicada para o BR Reanimator, mas existe uma que foi popularizada pelo americano Joe Losset pouco tempo atrás conhecida como Legendary Blade, que é ainda mais difícil, principalmente pela presença de DUAS Karakas em maindeck. O deck usa e abusa da interação do terreno com Clique e Venser, além de contar com 1-3 Spell Pierce e /ou 1-2 Spell Snare e/ou 1-3 Flusterstorm MD. Contra essa versão, Pithing Neddle é obrigatório tanto no play quanto no draw, além de 1 ou 2 Troféu do Assassino. Normalmente eu retiro um Reanimate e UM Chancellor of the Annex no play para adicionar essas cartas. Felizmente, essa versão não está aparecendo mais depois nas novas adições de planeswalkers no formato.

Obs2). Bant Stoneblade é uma versão do deck que usa verde, com 4-5 dworcs de mana em forma de Noble Hierarc e Birds of Paradise para acelerar um TNN na 2 ou Jace na 3. Além de usar 2-3 cópias de Knight of the Reliquary. Na minha opinião, é o mais efetivo contra decks de criatura, mas acho a versão “menos forte” dos Stoneblades contra Reanimator. Assim como a versão Esper e a Legendary, está aparecendo pouquíssimo no meta game atual.

Miracles

play

+1 arquétipo
+1 seize
+2 bitterblossom

-1 grisel
-1 tidespout
-1 faithless looting
-1 exhume

Draw

+1 abrupt decay
+1 arquétipo
+1 seize
+1 pithing needle
+2 bitterblossom
+1 troféu do assassino

-1 griselbrand
-3 chancellor of the annex
-1 tidespout tyrant
-1 faithless looting
-1 exhume

É um matchup que sempre considerei difícil, a combinação UW é muito forte contra combos de criatura, e a presença de cards como Counterbalance pode nos impedir de resolver qualquer card. Junto com esse encantamento, um Jace, the Mind Sculptor dará um lock que não conseguimos mais superar. O novo Teferi e a Narset são novas adições em todas as listas atuais desse deck também. Sendo assim, precisamos (como sempre) o quanto antes do nosso papai em jogo, preferencialmente no máx. turno 3. Em G1, Griselbrand comprando o máximo é sempre ótimo, seguido de Tidespout + Chancellor, deixando-o sem terreno ou indo para Iona, Shield of Emeria em branco. Cabal Therapy no escuro com o pai em campo é para Plowshares. Como nessa lista a Iona vem MD, se estivermos no play e conseguirmos colocar a Anjona para branco em campo é muito alta a chance de vitória, porque só podemos perder se o Miracles do oponente tiver Karakas de MD e ele a encontrar, ou se usar Vendillion Clique também de MD, e encontra-la para dar um champ block no turno 3, e voltar de Jace no turno 4 (embora ambas possibilidades sejam menos reais atualmente, com as listas Miracles não usando essas builds). Em G2/G3, a estratégia de grandes criaturas mais garantida é Arquétipo da Resistência + Iona em branco, sendo o lock perfeito, e para isso a melhor forma sempre será Griselbrand comprando 14. Contudo, após testar Bitterblossom nesse match percebi o quão poderoso pode ser, e então com isso temos um possível segundo plano de jogo, mais lento, que visa ganhar aos poucos com nossas fadas e criando pequenas vantagens reanimando as criaturas do oponente, principalmente um Snapcaster Mage, uma Clique que vem do side e até mesmo Monastery Mentor, ótimo para nossas várias magias. É raro um Miracles vencer uma race da nossa Bitterblossom, ele só consegue se achar rapidamente rápido o próprio Mentor. Tirando isso, ele vai tentar encontrar respostas como Desencantar para nosso encantamento, que muda a dinâmica do jogo completamente, desviando o foco de atenção, e nos dando brechas para o combo (após uma Blossom em campo, é comum um shuffle de Ponder mesmo encontrando uma FOW por exemplo, já que as fadinhas já estão na mesa fazendo estrago). Além disso, as Cabal Therapy ganham muita força com o flashback. Essa estratégia de Bitterblossom costuma ser bem disputada como disse no match contra o Grixis Control, então treine bastante, observe bem os seus pontos de vida e do adversário, não deixe de bater nem ao menos 1 ponto de dano do oponente, como por exemplo se vamos tentar combar em determinado turno com proteção de um flashback de Cabal, ataque primeiro com a Fada ou criatura reanimada do oponente, e somente na segunda main fase dê o flashback e tente o combo. Sobre os cards, retiramos Exhume porque não conseguimos reanimar as criaturas do adversário com essa reanimação, Looting uma vez que temos menos bichões para descartar, Chancellor do draw porque sim e Tidespout por não ser bom aqui. Não é nenhum absurdo retirar um Dark Ritual por não queremos combar tão rápido nesse plano de jogo, mas pode ser usado para desviar de softcounters e acelerar a nossa Fluorescência Amarga. Decay é principalmente para CB e Containment Priest, mas pode ser usado em qualquer coisa para mudar o clock a nosso favor, e é gigante por não poder ser anulado. No pos side e no play, precisamos voltar os Chancellor para caso uma mão combada aparecer, e também pode proteger nossa Bitterblossom de ser encaixada no turno 1.

Death’s Shadow

Play

+1 Thoughtseize
-1 Griselbrand

Draw

+1 Thoughtseize
-1 Chancellor of the Annex

Eis aqui o deck delver que surgiu e ganhou muita popularidade com o banimento do Shaman. É o matchup mais difícil para o Reanimator em minha opinião, mas que está pouco jogado atualmente. O deck aparece fazendo resultado principalmente nas versões UB, e consiste em punir os próprios pontos de vida com uma base de mana recheada de shock lands e outros cards que permitem facilmente a perda de vida para castar o mais rápido possível o pequeno gigante Death’s Shadow, com a capacidade de matar em apenas 2 tapas. O problema é que o deck é composto por FOW+Daze, descarte, Wasteland, um clock muito rápido também com Delver of Secrets e Gurmag Angler, além de cantrips para achar as respostas necessárias. A cereja do bolo é que o deck roda normalmente com duas cópias de Reanimate em maindeck, que está lá principalmente para reanimar de forma rápida um Street Wraith que foi ciclado e perder uma grande quantidade de vida ainda no primeiro turno, só que contra nós o card ganha extrema importância, uma vez que deixar criaturas no grave após um Looting pode ser ruim, ou até mesmo após encaixar um Entomb no passe e tomar counter na reanimação fica perigoso. Já perdi até mesmo com o oponente descartando o meu Griselbrand e reanimando no mesmo turno. Além dessas complicações, certamente em pós-side entrarão com ao menos 3 cópias de Surgical Extraction, além de mais counters como Flusterstorm ou Spell Pierce, além de Diabolic Edict. Suba o Seize e torça para abrir uma boa mão, que nesse caso seria recheado de descartes, com Unmask, Therapy e Seize, além de uma das partes do combo, e se tudo der certo eventualmente compraremos a outra peça do combo. É bem raro, mas caso apareça algum hategrave estático, suba Abrupt Decay e se no draw, também uma cópia de Assassin’s Trophy em detrimento de 2 Chancellor.

Monored Prison/Big Red

Play

+2 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+2 Reverent Silence*

-3 Chancellor of the Annex
-1 Animate Dead
-1 Faithless Looting

Draw
+3 Troféu do assassin
+1 Abrupt Decay
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+2 Reverent Silence*

-3 Chancellor of the Annex
-1 Reanimate
-1 Faithless Looting
-1 Dark Ritual

OBS) Desde que o deck foi campeão do GP Legacy em maio do ano passado usando 4 cópias de Faerie Macabre, boa parte das listas que surgiram depois deixaram a Leyline of the Void de lado para usar a fadinha, por isso os Reverent estão sublinhados e separados acima.

Esse match costuma ser bem tranquilo, principalmente G1 com Iona de maindeck. Os Monored Stompy são decks baseados em travar o oponente nos primeiros turnos com Cálice do Vácuo, Trinisfera, Blood moon/Magus of the Moon e até Ponte Traiçoeira, para depois matar com Chandra, Goblin Rabblemaster e Legion Warboss. Perdemos principalmente se o oponente vencer no dado e ele abrir de Cálice, assim nossas únicas chances são descartar um bichão após 8 cards na mão ou descartar com Unmask e usar uma reanimação de duas manas. No draw, fique atento com a possiblidade de keepar mãos com Griselbrand, Tidespout ou Iona e uma reanimação de CMC2 como disse anteriormente, pois um cálice turno 1 certamente é um keep adversário. Suba o side de acordo com o que o oponente usa, mantendo as Terapia da Cabala e subindo Pithing Needle se for Fada Macabra ou subindo os Reverent Silence se for Leyline of the Void. Sempre nomeie Fada em uma Terapia cega se não houve Leyline em campo ao tentar combar, principalmente se o oponente não abrir com nenhum artefato importante como Cálice, Ponte ou Luneta Enfeitiçada, nessa situação é 99% de chance de ele ter Fada (maldita) Macabra na mão. Nossos spots removals estão aí para responder tudo isso, sendo que Troféu do Assassino deu esperanças em G2 contra esse tipo de deck Stompy (idem vs Eldrazi) caso venha de Leyline. Iona para vermelho é enorme, assim como o Gênio é nossa grande arma para passar por cima das 3-4 Ensaring Bridge que virão, mas sempre seguidos do Pai comprando o máximo. Retiramos 1 reanimate no draw uma vez que o clock do oponente pode ser forte e até tentarmos o combo nessa situação não teríamos vida suficiente, além de ser cmc1, sendo atrapalhado por um Chalice of the Void para 1.

OBS) A versão conhecida como “Big Red” é um combo, também monored, que também busca lockar o oponente Chalice of the Void, etc, mas que a principal wincon são 4 cópias de Sneak Attack que o deck consegue castar e ativar já no primeiro turno, caindo junto Griselbrand, Emrakul the Aeons Torn, Worldspine Wurm e Infernal Titan, sendo esse último facilmente castado pelo deck.

Ub Artifacts (The Antiquities War)

Play

+2 Reverent Silence
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay

-1 Griselbrand
-1 Iona, Shield of Emeria
-1 Chancellor of the Annex
-2 Cabal Therapy
-1 Exhume

Draw
+2 Reverent Silence
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay

-3 Chancellor of the Annex
-1 Iona, Shield of Emeria
-2 Cabal Therapy

Juntamente com a coleção de Dominária, mais um novo deck legacy surgiu, e esse lembra bastante o desaparecido UB Tezzerator, mas com a adição e principal wincon do deck, o próprio The Antiquities War e também do Karn, Scion of Urza também lançado na edição de Dominária. Infelizmente, assim como o Death’s Shadow, esta partida é bastante complicada para o Reanimator vencer. Pensa numa combinação de aceleradores para o Chalice of the Void + FOW no mesmo maindeck! Somado a isso, outras cartas que podem atrapalhar demais como Sorcerous Spyglass, Ensnaring Bridge e Baleful Strix, tudo MD. Pós-side, todas as listas que fizeram resultado usam 4 cópias de Leyline of the Void, além de 1-2 Flusterstorm, mais cópais de Ponte e Luneta, além de algumas builds usarem também 1-2 Tormod’s Crypt. A última coleção, War of the Spark trouxe o novo Karn, the Great Creator, que certamente deixou decks baseados em artefato bem mais fortes, dando característica de toolbox com o seu sideboard, permitindo as Tormod’s do side entrarem ainda no G1, ou ainda uma Sorcerous Spyglass após um Griselbrand entrar em campo, e ainda vencer o jogo dando o lock com a Mycosynth Lattice.

Sneak and Show/OnmiTell e outras variantes de Show and Tell

Play
+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Troféu do Assassino

-2 Cabal Therapy
-1 Exhume

Draw

+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+2 Troféu do Assassino

-3 Chancellor of the Annex
-1 Exhume

Show and Tell é um deck combo baseado na carta de mesmo nome, que busca uma forma alternativa de colocar criaturas gigantes em jogo, sendo elas: Emrakul, the Aeons Torn e também o nosso Griseldaddy. A desvantagem deles é que demoram mais para colocar esses bichões em campo do que nós, tornando a matchup favorável. Todavia, eles possuem counters e cantrips para achar respostas, além do que o Griselbrand deles sempre poderá comprar 14 cartas, ou até mesmo 21 se vier com Sneak Attack. Existe versões do deck sem o vermelho, que busca vencer com Show and Tell + Onmiscience + Emrakul, ou Show and Tell + Onmiscience + Cunning Wish, buscando a kill no sideboard (Release the Ants, com Emrakul no topo do deck). Tidespout Tyrant é a melhor criatura nessa partida. Keepar mãos com criaturas é sempre bom, para cair junto com um SnT adversário, ou até mesmo um Animate Dead caso seja possível dar um Entomb em resposta ou já ter uma criatura no grave. Lembre-se que é possível descartar um Griselbrand adversário para reanimá-lo, mas nunca o faça quando o nosso plano de jogo é reanimar uma criatura nossa com Exhume! Ao combar com o próprio Exhume, fique atento para a quantidade de mana aberta do oponente, ele pode fazer Intuiton em resposta e colocar o Griselbrand dele em campo também. Já dei keep em mão de 4 cartas que eu só ganharia se meu oponente tivesse um Capetão na mão, e adivinha? Ele tinha e acabei ganhando (Unmask + pitch, Pétala e Reanimate, essa era minha mão). Após o primeiro game, é muito usual ver ainda hoje 2-3 Grafdigger’s Cage no sideboard de Sneak and Show, por isso o Abrupt Decay e Troféu do Assassino (que também responde demais permanentes), embora algumas listas recentes mostram 1-2 cópias de Surgical Extraction com mais mágicas de anulações no MD. Dá mesma forma que o Pai vence o jogo aqui, o Gênio também brinca sozinho. 2-3 cópias de Arcane Artisan rodam em algumas listas, e quando é o caso geralmente sobem no lugar dos Show and Tell, trazendo segurança para eles combarem sem medo, o que reduz a importância de termos criaturas na mão em keep inicial e aumenta o número de alvos dos nossos removals, em forma de Decay e Troféu. Suba Pithing Needle caso veja Artisan, já que também podemos nomear Sneak Attack ou o próprio Griselbrand, em casos extremos. Versões com 3 Omniscience estão rodando sem a maga humana, e em um field com bastante dessas versões, leve em consideração a possibilidade de rodar com Ashen Rider no deck, que brilha demais nessas situações.

Storm (ANT e TES)

Play

+1 Thoughtseize
+1 Arquétipo da Resistência

-1 Tidespout Tyrant
-1 Chancellor of the Annex

Draw

+1 Thoughtseize
+1 Arquétipo da Resistência
+1 Abrupt Decay

-1 Tidespout
-1 Chancellor
-1 Reanimate

Outro deck combo bem posicionado no meta, que consiste basicamente em, no mesmo turno, realizar 10 spells finalizando com Tendrils of Agony, ou até mesmo fazer um exército de goblins com Empty the Warrens. A versão The Epic Storm usa mais o vermelho, é mais explosiva e busca mais os goblins, enquanto ANT é um pouco menos explosiva, mas tem mais disrupt em forma de descartes, além de sofrer mais para Chancellor of the Annex quando comparado ao TES. A match é favorável para nós, combamos mais rápido e nossa lista ainda usa Iona de MD, que entra sempre para preto em G1 contra ANT e para vermelho contra TES, dando o lock. Terapia cega no G1 em regra é para Lion’s Eye Diamond (LED) ou Infernal Tutor, mas que se for respondido por uma Brainstorm, é bem provável que o tutor tenha sido escondido e, assim, o alvo mais provável do oponente ter na mão e que ele pode combar na volta é Dark Ritual ou Cabal Ritual, olhe para o cemitério do oponente para nomear. Em pós-side tiramos um Reanimate pois perdemos muita vida e facilita o combo do adversário, Arquétipo entra para proteger de bounces. Não tenha medo de escolher azul em uma Iona sem informação, é a melhor escolha (a não ser que saiba que a mão dele é toda preta OU que tenha um Porcão em jogo). Num geral, é um match bem próximo após o sideboard, mesmo que a vantagem seja nossa. Sendo assim, tenha cuidado e não tenha dó de sacar um bichão como o Pai para dar um flashback de uma Therapy se o oponente tiver a possibilidade de vencer na volta, principalmente se tivermos outra reanimação (que informação óbvia, né?). O Decay solitário pode quebrar um LED, mas principalmente pega alguns hates estáticos como Tormod’s Crypt, Silent Gravestone ou Ground Seal. Se ver mais número desses hates, não tenha medo de subir 1-2 Assassin’s Trophy, e retire uma cópia do Pai e/ou uma Cabal.

Lands

Play
+1 Arquétipo da Resistência
+1 Pithing Needle
+1 Thoughtseize
+2 Troféu do Assassino

-3 Chancellor of the Annex
-1 Cabal Therapy
-1 Iona, Shield of Emeria

Draw

+1 Arquétipo da Resistência
+1 Pithing Needle
+1 Thoughtseize

+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay

-1 Cabal Therapy
-3 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting
-1 Reanimate
-1 Iona, Shield of Emeria

Este com certeza é um dos decks mais legais do Legacy. Com 35 terrenos na sua lista de MD, o Lands tem como sua principal wincon o combo da Marit Lage, que pode vir bem rápido as vezes, mas que muitas vezes assume uma postura mais control, atacando a base de mana do oponente com Wasteland, Porto de Rishada e até Ghost Quarter, e depois matar extremamente devagar com Punishing Fire ou Molten Vortex. Contra nós, se souberem nosso deck, com certeza eles irão tomar uma postura mais defensiva, pois sabe que somos mais rápidos e costuma ser bem favorável para gente, nosso maior problema aqui é Crop Rotation (em resposta a uma reanimação buscando Bojuka Bog), mas que se estivermos no play, o Pai vai entrar. Tome cuidado com isso e o G1 virá tranquilo, compre o máximo possível e o mais rápido traga Tidespout Tyrant para jogo, a melhor criatura nesse matchup, conseguindo os bounces necessários, principalmente em Maze of Ith, Glacial Charm, Karakas e, claro, a Marit Lage. Um Chancellor após o Tidespout é sempre bom também, caso possível. Em G2 temos a adição da proteção do Archetype of Endurance, que facilita nossa vida, deixando nosso Grisel imune a Karakas e Maze. Pithing Needle pode nomear qualquer terreno de efeito que possa complicar mais no momento, Seize entra no lugar de Cabal (que na cega será para Crop Rotation antes do combo). É muito raro um Lands usar hategrave em sideboard, o usual é ver Esfera da Resistência e Cálice do Vácuo, para isso subimos Assassin’s Trophy e Abrupt Decay. Lembre-se que Troféu pega as lands também, com certeza uma carta insana nesse matchup. No play, subimos apenas 2 e sem Decay porque queremos combar antes do oponente jogar seu turno 1.

Elfos

Play
-1 Tidespout Tyrant
-2 Cabal Therapy

+1 Thoughtseize
+1 Elesh Norn
+1 Arquétipo da Resistência

Draw

-2 Chancellor of the Annex
-1 Tidespout Tyrant

+1 Arquétipo da Resistência
+1 Elesh Norn
+1 Thoughtseize

Esse é um match muito favorável. Eles não contam nem com o DRS mais, e nossa lista ainda usa Iona em maindeck, que obviamente para verde é insta-win. Pós side o mais comum é entrarem com Surgical + descartes, mas se ver algum hate estático ou Fada Macabra e perder, faça o side de acordo no G3. Assim como reanimar o Pai e comprar o máximo já é mais que suficiente para garantir a vantagem de cards e o jogo, então se perdemos no dado, uma mão combada sem alguma proteção já é suficiente. G2/G3 não tenha medo de nomear Surgical em uma terapia cega, a permanência de Chancellor of the Annex no draw pós-side atrapalha aberturas de descarte, Elesh pode ganhar sozinha, mas conte com ela como sweeper se sem o Arquétipo (além de Karakas, já vi listas rodarem com Trófeu até mesmo de maindeck). A Iona só perde para topdeck de Karakas (uma vez q nem Crop Rotation vão poder utilizar mais), ou se eles já vierem uma board grande, então faça as contas da race antes.

Death and Taxes

Play

-1 Griselbrand
-1 Tidespout Tyrant
-2 Cabal Therapy
-1 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting
-1 Reanimate

+1 Arquétipo da Resistencia
+1 Elesh Norn

+2 Massacre
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+1 Troféu do Assassino

Draw
-4 Chancellor of the Annex
-1 Griselbrand
-1 Tidespout Tyrant
-1 Faithless Looting
-1 Reanimate
-2 Cabal Therapy

+1 Arquétipo da Resistência
+1 Elesh Norn
+2 Massacre
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+3 Trofeu do Assassino

+1 Abrupt Decay

G1 o match é bem favorável, principalmente no play. Mesmo de frente para uma Karakas, pode chamar o Papai e comprar o máximo, DNT não segura essa vantagem de cards, apenas se os nossos draws forem péssimos. Tidespout + Chancellor após um draw máximo com Grisel é bem comum de acontecer, e é vitória na certa, uma vez que os bounces do Tidespout tiram as lands inimigas de campo, e com Anjo da Daze em campo uma Swords of Plowshares custa 2. Iona em branco só perde para Karakas também. Fique atento com a base de mana, dando preferência para os básicos e estoure fetchs só quando necessário, para dificultar a ações do Rishadan Port, e claro não ser punido por Wasteland à toa. Busque Badlands só se for castar um Looting. G2/G3 a ideia permanece em combar para Grisel, comprar se possível 14 e dar follow-up de Arquétipo, com os 2 em campo não perdemos nunca mais, a não ser que o combo for com Animate Dead, fique atento! Flikerwisp ainda pode virar o jogo nesse caso, e outras remoções de encantamento. O interessante é que não precisa necessariamente o Pai, qualquer lendário + o Porcão já é GG. O que permite mudar 10 cartas após o primeiro jogo são as 2 cópias de Massacre, gigante no match, limpando várias criaturas do oponente, dando tempo e/ou permitindo combar após o oponente ter 2-3 criaturas quase lockando o nosso jogo. É extremamente comum pilotos de DNT keeparem mãos pós-side sem gravehate, contando apenas com Karakas e Thalia, sendo assim, se vier o combo sem proteção, vá em frente e arrisque o Grisel, pois mesmo tomando bounce depois, a vantagem de cards gerada pode facilmente garantir vitória para nós. Se ver Thalia na mão do oponente, já coloque pétala em jogo, e o contrário se ver algum Phyrexian Revoker, segure a pétala na mão pois nesse match pode ser bem mais complicado vencer com essa mana bloqueada do que se a criatura dele nomear o Griselbrand. Da mesma forma, atenção ao descartar a mão do oponente com um Exhume em mãos. Descartar uma Thalia para reanimar nosso bicho com Exhume depois só se for a última opção. Já vi por exemplo jogador de Reanimator descartando um Revoker, no passe deu Entomb para Griselbrand e quando foi combar viu a burrada que ele fez, pois tinha um Exhume em mãos. Nem preciso dizer o que aconteceu depois… O DNT atual costuma variar BASTANTE o side, e as listas que vem fazendo resultado atualmente são as mais difíceis de vencer na minha opinião, que é uma mescla de 1 Fada Macabra, 2-3 Surgical e 1-2 RIP/Cage/Tormod’s. Esse side-in descrito por mim acima está baseado nesse tipo DNT, mas não é regra e sempre veja o que te atrapalha mais pelo que o oponente apresentou e faça o sideboarding de acordo, principalmente se tiver a informação prévia do que o oponente usa (se já souber de Fada, mantenha a Cabal e a Needle pode entrar mesmo no cego pré-combo; RIP = Troféu. Uma cópia singela mesmo no play, já que Troféu pega até Karakas e aí nossa mão TEM que combar no 2 vs DNT, é só um plano C caso dê tudo errado; Surgical = Descartes. Além desses, Countaiment Priest, Canonista, Sanctum Prelate, Thalia, Phyrexian Revoker, Plow/Path/Karakas, Porto/Wasteland, e até Espirito do Labirinto (Vial para 2 em resposta a draw 7 do Pai dói) e o novo Remorseful Cleric estão aí para nos atrapalhar. Pois é, não é um match tão fácil quanto alguns dizem, irmãos.

Mirror

Play/draw

-3 Exhume
-1 Griselbrand

+1 Thoughtseize
+2 Reverent Silence
+1 Coffin Purge

Aqui a decisão passa muito por quem ganha no dado, quem tem melhor mão inicial e quem compra melhor, não tem muito o que fazer. Reverent Silence consegue responder uma Iona com Animate Dead, assim como Wear/tear para quem usa o white splash, e o Porcão pode proteger dos bounces do Gênio inimigo, se achar viável subir. Atenção para combar com Exhume e vier um Entomb adversário em resposta, fique atenção se ele tiver um terreno desvirado. No draw, mulligar para Chancellor pode ser uma boa alternativa. Se o oponente tiver sideboard dedicado a mirror, nomeie Fada em terapia cega se for tentar combar, e se for em G1 já sabendo que o oponente também está de Reanimator, a melhor pedida é Entomb. Se tiver combado para Iona e comprar uma terapia, lembre-se da possibilidade de um Stronghold Gambit adversário, além das já comentadas Wear/tear e Reverent Silence. Coffin Purge está no nosso sideboard exclusivamente para mirror, que devido ao flashback temos “cinco” gravehates, já que cada Entomb pode virar hate, atenção para usar isso como defesa e lembre-se que esse card do oponente pode fazer a mesma coisa também.

Eldrazi Aggro/12 Post

play/draw

+2 Reverent Silence
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay
+1 Arquétipo da Resistência
+1 Pithing Needle

-1 Iona
-3 Chancellor of the Annex
-2 Cabal Therapy
-2 Thoughtseize

A nossa matchup contra Eldrazi Aggro ou a versão de Cloudpost é parecida. Ambos trazem grandes criaturas alienígenas para campo, sendo que o Aggro é capaz de matar mais rápido. Perdemos basicamente para Chalice of the Void em 1+ TKS em G1. Caso contrário, o G1 é bem favorável, tome cuidado apenas com Karakas, então combe para o Pai comprando máximo e traga a dobradinha de flyers Tidespout + Chancellor. Vencendo, suba todo o nosso pack de spot removals para Leyline of the Void, Chalice of the Void, Thorn of Amethyst, Sorcerous Spyglass, etc. O 12 Post conta ainda com Ensnaring Bridge. Se o oponente usar também Faerie Macabre, suba ao menos mais dois descartes. Se usar só Fada e não usar Leyline, retire os Reverent Silence e jogue com 4 Unmask+2 Cabal+2Seize. Agulha também pode nomear Karakas ou Endbringer, caso necessário, como também Tormod’s Crypt, que está em ascensão no atual meta game graças ao print do novo Karn, the Great Creator, que embora o combo de uma carta que ele proporciona possa parecer lento contra Reanimator, esse deck facilmente casta o planeswalker no turno 2 e já consegue buscar o hategrave do side e colocar em jogo! Lembre-se no keep que contra Cálice, podemos descartar o Pai com 8 cartas na mão e usar uma reanimação de cmc2. Além disso, descarte + Reanimate ou Animate Dead pode ser ótima estratégia contra Leyline of the Void e reanimar as criaturas do oponente, como Reality Smasher, TKS, Endbringer e inclusive no Ulamog, the Ceaseless Hunger.

Obs). Caso o oponente saiba que estamos jogando de Reanimator e ele abrir de Cálice para 0, se não for possível combar mas sim dar um descarte, faça isso pois ele certamente terá outra cópia do Chalice of the Void para, na volta, castar para 1. Em G1, por exemplo, lembre-se disso em blind Therapy.

Maverick

Play

-1 Griselbrand
-1 Tidespout Tyrant
-2 Cabal Therapy
-1 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting
-1 Reanimate

+1 Arquétipo da Resistencia
+1 Elesh Norn
+2 Massacre
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+1 Troféu do Assassino

Draw

-4 Chancellor of the Annex
-1 Griselbrand
-1 Tidespout Tyrant
-1 Faithless Looting
-1 Reanimate
-1 Cabal Therapy
-1 Dark Ritual

+1 Arquétipo da Resistência
+1 Elesh Norn
+2 Massacre
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay

A partida é bem similar com o Death and Taxes, eles buscam atrapalhar o oponente enquanto ataca com suas criaturas como a Thalia. Possuem as mesmas respostas com Plowshares e Karakas, mas agora com o seu tutor, Knight of the Reliquary, que na maiora das vezes é lento em G1, mas que depois pode ser um grande problema, atacando inclusive a base de mana com Wasteland. Eles jogam também com gravehate MD tutorável por Green Sun’s Zenith, o Scavenging Ooze. Algumas builds usam até mesmo Maze of Ith. Tudo dando certo, reanimamos o Pai e fazemos o que temos que fazer, com os lendários não voadores e descartes em remoções (nessa situação uma blind Teraphy é sempre para Plow). Já no sideboard, somado a todas essas ameaças citadas anteriormente, eles entram com hategraves, Surgical Extraction e/ou Faerie Macabre + Containment Priest certamente virão, além de as vezes Crop Rotation + Bojuka Bog e Rest in Peace. Se ver Maze of Ith no G1, com certeza o combo de Crop virá no pós-side. Hatebears como Ethersworn Canonist e mais remoções como Path to Exile, Celestial Purge e Council’s Judgment podem aparecer, esse último com mais frequência atualmente, porque é uma resposta ao grande número de planeswalkers jogando no formato. O sideboard é parecido ao do DnT, uma vez que o plano de jogo é parecido também, Grisel comprando o máximo, seguido de Archetype + qualquer lendário, aqui se o campo adversário estiver grande, lembre-se que a Elsh Norn é um incrível sweeper aqui, ou uma Iona em branco com a board mais vazia. Se o oponente não tiver como castar Council’s Jugment na volta, Griselbrand é a melhor opção, pois irá garantir mais um tapa e novos 7 draws para trazer Iona na sequência.

BG Depths (Slow ou Turbo)

Play

+1 Archetype od Endurance
+1 Thoughtseize

-1 Cabal Therapy
-1 Iona, Shield of Emeria

Draw

+1 Archetype of Endurance
+1 Thoughtseize
+1 Pithing Needle

-2 Chancellor
-1 Griselbrand

Outro match favorável em que Tidespout Tyrant brilha muito, onde o deck oponente busca vencer com a Marit Lage, tirando os marcadores do Depths com Thespian’s Stage ou com Vampire Hexmage, independentemente da versão. Nosso oponente vai nos atacar principalmente com descartes, mas a principal ameaça dele contra nós é, assim como no Lands, o Crop Rotation para Bojuka Bog. Atualmente, a versão mais jogada é o chamado Slow Depths, uma vez que não tem os aceleradores do Turbo depths e joga com Wastelands, além de Mox Diamond e Life from the Loam para encontrar o combo aos poucos, Dark Confidant e removals como Abrupt Decay e Assassin’s Trophy em detrimento das Lotus Petal e Elvish Spirt Guide, além de usar menos tutores de terreno que a versão mais veloz costuma usar. Esse conhecimento é importante pois podemos tomar uma Crop sem mana por um exilio do elfinho na versão turbo. Sendo assim, se ver uma Mox ou Bob, e o oponente todo tapado, não tenha medo de tentar o combo. Para vencer, precisamos apenas do nosso Pai e dê o máximo de draws possível, tentando trazer o Gênio para bounce ou até mesmo a Iona em verde. Mesmo se o oponente tiver um fucking 20/20 em campo, o Pai pode bloquear a Marit Lage, ganha 7 de vida, na volta comba denovo para Grisel que estará no grave e, compre mais 7 e assim que possível, Tidespout+ qualquer spell dando bounce na token. Em pós-side, se keepar 6-7 cards sem descarte, é certeza que ele terá Surgical Extraction ou Crop Rotation, por isso cuidado ao jogar uma criatura importante para o grave sem informação, e um Sieze ou Unmask iniciais são importantes. Arquétipo protege de Karakas e até Troféu, Needle pode ser para Karakas ou atrasar o combo adversário nomeando Hexmage ou Palco. Se o oponente usar a versão Turbo, certamente haverá Agulha Medular para nomear nosso Griseldaddy e algumas vezes hates de artefato que taxam mana como Esfera da Resistência, sendo assim, se necessário suba 1-2 Assassin’s Trophy.

Dredge (Mana/manaless)

Play/Draw

+1 Elesh Norn, Grand Cenobite
+3 Troféu do Assassino
+2 Reverent Silence*

-1 Tidespout Tyrant
-3 Chancellor of the Annex
-2 Cabal Therapy

Dredge é outro deck combo que usa cemitério baseado na mecânica de Dredge, que dá nome ao deck. Quando roda bem, ele é capaz de encher o cemitério até mesmo no turno 0 e fazer uma quantidade enorme de tokens de zumbis 2/2 pelos triggers da Bridge from Below e outras criaturas como Narcomoeba e Prized Amalgam, além de disrupts na mão do oponente com Cabal Therapy. A versão sem mana tem potencial de trazer tudo isso bufado com haste através de Flayer of the Hatebound ou até mesmo um Golgari Grave-Troll gigantesco com Dredge Return. Contudo, a versão manaless é muito frágil a hates como Leyline, e é pouco jogado. Sendo assim, tratarei especificamente da versão com mana. Nessa partida, Elesh Norn é sem dúvidas a melhor criatura. Se estiver usando Elesh Norn em maindeck (field com bastante Dredge e Delver é bom) ela é win automático aqui em G1, e possivalmente a única forma de remover nossa rainha phyrexiana da mesa é com 3 Prized em campo para dar um flashback de Dread Return na Ashen Rider que eles usam no side, algo muito situacional e que conseguimos contornar facilmente reanimando esse arconte do oponente. Em pós side, a maioria dos jogadores estão usando 4 Cópias de Leyline of the Void e certamente Silent Gravestone, que funciona como hate contra a gente e proteção para eles contra Surgicals e Fadas. Trófeu pega ambos e caso o oponente não use Leyline, retire o nosso silêncio reverente. Exhume é a melhor reanimação pós-side, pois embora iremos trazer um bichão oponente, consegue contornar a Gravestone (mas olhe bem o cemitério do oponente e tenha atenção com Ashen Rider, por exemplo, pois virá junto). Iona em preto serve apenas para parar big spells do oponente, e caso tenhamos mais de uma reanimação na mão, reanimar uma criatura com Dredge no cemitério do oponente é um “Time Walk neles (atenção com draws em instant speed como Street Wraith e Cephalid Coliseum em limiar).

Obs) O único deck que ao ganhar no dado não irá querer começar é o Manaless Dredge. Descarte inicial contra essa versão é outro “time walk”.

Nic Fit

Play*

+1 Arquétipo
+1 Needle
+1 Seize
+1 Troféu do Assassino

-1 Tidespout Tyrant
-2 Cabal Therapy
-1 Griselbrand

*Se tiver leyline, retire os 4 Chancellor e suba 2 Reverent + 2 Trofeu, não use o Seize e deixe o Tidespout.

Draw

+3 Troféu do Assassino
+1 Arquétipo da Resistência
+1 Pithing Needle

-3 Chancellor of the Annex
-2 Cabal Therapy

É comum escutar a frase “tudo joga no Nic Fit”, e é verdade, podemos esperar de tudo!
O deck era pouco jogado, e agora que não temos DRS no formato aparece menos ainda. Todavia, ainda deixarei algo aqui caso vier a jogar contra. Esse deck consiste em rechear a base de mana com básicos para usar o “combo” Veteran Explorer + Cabal Therapy para acabar com a mão do oponente enquanto rampa mana para vencer com criaturas grandes com alto custo de mana, como a Sigarda. Descartes, Karakas, Plowshares e Ooze podem nos atrapalhar em MD, e hategrave principalmente com Surgical Extraction, até Fada Macabra ou Leyline of the Void em g2/g3. Como as listas desse deck são bastante variadas, menos se não ver como vencer em determinado jogo, não conceda até de fato perder, pois as informações serão importantes para o jogo seguinte. Trófeu pega tudo (as criaturas ou hategrave estáticos como leyline e os artefatos) se ver Leyline suba os 2 Reverent G3. Se keeparem de 7 a 6 cartas sem hate estático inicial, a maior preocupação passa a ser Extração Cirúrgica.

Infect

Play

+1 Arquétipo da Resistência
+1 Elesh Norn, Grand Cenobite
+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay

-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand
-1 Cabal Therapy
-1 Exhume

Draw
+1 Arquétipo da Resistência
+1 Elesh Norn, Grand Cenobite
+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Pithing Needle

-3 Chancellor of the Annex
-1 Tidespout Tyrant
-1 Faithless Looting

Esse é um deck bem interessante, classificado como combo pois pode vencer em um golpe com uma combinação de cartas não muito difícil de encaixar (Elfo Brilhante + Invigorate + Berserk). Contudo, as manas usadas são extremamente regradas, assim até um Chancellor rápido pode garantir o jogo, embora (claro) a melhor criatura continua sendo o Papai Grisel comprando o máximo possível seguido de Chancellor ou Tidespout+spell para bounce. As sempre usuais Cabal Therapy sem informação nomeando FOW caso oponente não tenha lands ou fow/daze se tiver (as listas costumam usar 3 FOW + 4 Daze e as vezes 1-2 Spell Pierce). Pós-side, preocupe-se também com Surgical Extraction e com as Crop rotations, que agora ficam mais perigosas porque entra Bojuka+Karakas, por isso o Arquétipo da Resistência sobe junto, além de já ver listas usarem bounces como Echoing Truth também. Decay é para Grafiddger’s Cage ou Pithing Needle nomeando o Pai, Iona normalmente entra nomeado verde aqui, pois inibe os pumps + Rotação de Culturas, impossibilitando os oponentes de vencer a race ou tutorar terreno, mas não traga a Anjona como primeira escolha pois toma Karakas, a não ser que esteja com Porcão em jogo. Elesh com a proteção do Arquétipo fecha o caixão, busque trazer ambos após um draw máximo do Pai. Pela diversidade de Counters + surgical, no draw evite dar blind therapy (FOW, Daze, Pierce, Flusterstorm, Surgical…), espere 1 ou 2 turnos para ver se encontra Unmask ou Seize. Needle pode pegar Karakas ou Inkmoth Nexus caso ele o tenha sem outras criaturas. No play, tiramos um Exhume como reanimação por termos 12 e ser a menos efetiva no match, uma vez que com Reanimate é mais fácil entrar no primeiro turno e Animate Dead contorna Flusterstorm. Obs). Atenção atacar com uma Elesh Norn caso o oponente tenha carta na mão, já que nessa situação a nossa lendária pode ser alvo de Berserk, e embora causando 8 de dano, perdemos nossa criatura e abrimos espaço para ele voltar para o jogo.

UR Delver

Play

+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Elesh Norn, Grand Cenobite

-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand
-1 Animate Dead

Draw

+1 Elesh Norn, Grand Cenobite
+1 Abrupt Decay
+1 Troféu do Assassino
+1 Thoughtseize

-3 Chancellor of the Annex
-1 Tidespout Tyrant

Antes esse match normalmente temos muito tempo para tentar combar, pois matava rapidamente similiar ao burn, com as criaturas de prowess. Porém, as listas nessa combinação de cores usando o Delver of Secrets agora estão jogando com 4 cópias Dreadhorde Arcanist, uma máquina no deck, que permite um gás e card advantage sensacional se o oponente não conseguir responder. Contudo, essa versão mata mais devagar que a anterior, que para o Reanimator é melhor. Entretanto, está longe de ser fácil porque o clock deles ainda é muito bom, com a segurança de 4 FOW e 6-8 soft counters em Daze + Spell Pierce, geralmente. A estratégia principal continua sendo o Griselbrand, mas que contra Delvers geralmente não precisa comprar cartas, o lifelink somado a um tapa de 7 é, normalmente, uma race que eles não conseguem vencer. Se voltar o Pai com Reanimate, passe o turno, se for com cmc2, compre no máximo 7.

Caso ele dê burns no Griselbrand, dê draws em resposta ao último burn. É possível que listas dessa versão usem Vapor Snap como melhor resposta para nossos bichões. Dependendo da situação, não tenha medo em fazer a trick do Capetão de vigilância caso sinta-se ameaçado de morrer na volta (ataque com o Pai e na 2ª mainfase reanime outro Grisel e escolha o tapado para sacrificar). Assim, estará apto para bloquear alguma criatura se necessário.

Decay é para Tormod’s ou Cage, e diferente do Infect que costuma rodar com apenas uma, o UR Delver costuma rodar com pelo menos 2 artefatos estáticos de hategrave, portanto precisamos de mais removals como Troféu no draw, embora seja difícil conectar no match devido ao alto número de counters, mas se for Tormod’s, Agulha é uma boa pedida. Ao menos 2 Surgical Extraction sempre virá junto também, deixando nossa vida bastante complicada. Arquétipo pode proteger de bounces, mas costumo não subir. Elesh entra principalmente como sweaper. A escolha da cor da Iona num geral entra para azul, sendo que o vermelho pode ser relevante com burn spells caso tenhamos pouca vida, ou bounce de Dead/Gone.

Jund

Play

+1 Thoughtseize
+2 Troféu do Assassino

-1 Tidespout Tyrant
-2 Cabal Therapy

Draw
+3 Troféu do Assassino
+1 Thoughtseize

-3 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting

Atualmente raro de encontrar e historicamente um match bem favorável para nós, o Jund perdeu forças com o ban DRS, e contra nós basicamente irão depender de descarte somada a uma Liliana do Véu. Chame o capeta, compre o máximo e queime o oponente em descartes e bichões + bichões na mesa, com Iona entrando para preto. Terapia cega pós combo nomeie a própria Liliana, assim como reanimar alguma criatura pequena do oponente também é válido para proteger de éditos. Pós side nomeie Surgical em blind therapy, e os removals são principalmente para gravehates estáticos que podem usar. Se ver Leyline, suba os Reverent Silence em G3.

Burn

Play/draw

+3 Trofeu do Assassino
+1 Abrupt Decay

-2 Thoughtseize
-1 Chancellor of the Annex

Burn é um deck clássico em todos os formatos, não precisa nem comentar. Na minha opinião é o match mais favorável, embora ultimamente várias listas de Burn estão jogando uma Karakas no sideboard, e vi uma vez até de MD. Sem esse terreno incomodo, Iona em vermelho é insta GG, assim como o Pai ganha sozinho, basta apenas atacar sem comprar cartas. Até mesmo um Chancellor entrando cedo, o oponente não consegue contornar. Não podemos perder o g1 de forma alguma! G2/g3 uma Iona rápido é insta win também. Nossos removals são para Hategrave estático que costumam usar, e as Cabal Therapy entram nomeado Fada Macabra. Se o oponente usar Leyline of the Void, entre com Reverent Silence, lembrando que Eidolon também é um encantamento e morre para Reverent, assim como Sulfuric Vortex. Em caso de Fada + Tormord’s Crypt (bem comum) Pithing Needle é um bom card, podendo nomear ambos (só cuidado para não tomar Smash to Smithereens em resposta). É comum a utilização de Ensnaring Brigde também, por isso gosto de manter o Gênio pós-side.

Steel Stompy

Play/draw

+2 Reverent Silence
+3 Assassin’s Trophy
+1 Abrupt Decay
+1 Archetype of Endurance

-1 Iona, Shield of Emeria
-2 Cabal Therapy
-3 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting

Esse é um deck que surgiu em maio de 2018 fazendo top4 no GP Birmingham, que busca lookar o oponente com artefatos tipo Chalice of the Void, Thorn Amethyst, Lodestone Golem e Phyrexian Revoker e vencer com as criaturas do pouco jogado Affinity, como Vault Skirge, Walking Balista e Etched Champion pumpados por Steel overseer e Arcbound Ravager. Em G1, Cálice e Thorn podem nos atrapalhar, e se um Lodestone vier junto será lock+clock rápido que provavelmente não conseguimos vencer. Além disso, usualmente roda uma cópia de Karakas nesses decks stompy colorless para pegar de surpresa (Arquétipo pós-side está aí é pra isso). Se vencermos na disputa de dados para ver quem começa a partida, temos grande chance de vencer. No mais, 4 Leyline of the Void é costumeiro de aparecer, além de Ponte Traiçoeira e Luneta, que também são os alvos dos nossos removals. Desde que o Karn, the Great Creator foi lançado, esse deck não apareceu mais em nenhuma lista que eu tenha conhecimento, mas que se enfrentar esse deck, certamente o oponente encaixou esse planeswalker em sua lista, então fique atento ao acesso de 4 manas dele com esse card, pois é uma Tormod’s Crypt em potencial e que ainda pode vencer o jogo.

Goblins

Play*

+2 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay
+1 Elesh Norn
+1 Archetype of Endurance
+1 Thoughtseize

-2 Cabal Therapy
-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand
-1 Faithless Looting
-1 Chancellor of the Annex

Draw*

+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay
+1 Thoughtseize
+1 Elesh Norn
+1 Archetype of Endurance

-3 Chancellor of the Annex
-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand
-1 Faithless Looting
-1 Cabal Therapy

*Se souber que tem Leyline, sempre jogue com os 2 Reverent Silence.

Os Goblins voltaram com força total no meta após o banimento do DRS, pois era uma troca horrível para o Goblin Lackey. 95% das listas são monored, embora exista versões com preto para descartes e outros goblins. Temos um matchup extremamente favorável para nós em g1, e perdemos apenas se formos punidos pelo nosso próprio deck, mana denial ou por um bounce de Stingscourger. Iona para vermelho fecha o caixão, só um Aether Vial para 2 sendo ameaça. Apesar disso tudo, se possível chame o Pai primeiro, e na sequência dos draws faça o estrago habitual. Eventualmente aparecem listas com Karakas MD, ou artefatos problemáticos como Thorn of Amethyst + aceleradores, que podem nos atrapalhar. Sendo assim, atenção ao ter a opção de trazer o Pai no Entomb e buscar a Iona direto, pode ser uma vitória jogada no lixo. Apenas compre o máximo. São raros os Goblins que usam Chalice of the Void em maindeck também, mas pós-side já é provável, principalmente se usar aceleradores. Um grande número de hategraves, como Relic of Progenitus, Grafdigger’s Cage e Tormod’s Crypt, além de Surgical e Fada aparecerá. É o tipo de sibeboard que nós perdíamos muito no g2 por não saber exatamente o que o oponente usa, e agora com Troféu nossas chances aumentam demais. Em uma terapia cega antes de combar, Surgical é melhor pedida, principalmente com o oponente keepando 6-7 cartas e não abrindo com algum hate. Em pós-side, Elesh Norn faz grande estrago, mas não garante a vitória, a não ser que venha junto do Porcão e aí é bye, mas na real, qualquer lendário + hexproof é quase GG. Se vier Leyline, suba os Reverent em G3. Pithing Needle é um ótimo card contra Relíquia, Cripta ou Fada, além de pegar Karakas e até Rishadan Port ou Wasteland, portanto se vir ambos juntos e perder, suba em G3.

Merfolks

Play

+1 Abrupt Decay
+1 Thoughtseize
+1 Elesh Norn
+1 Archetype of Endurance

-1 Tidespout Tyrant
-1 Cabal Therapy
-1 Griselbrand
-1 Exhume

Draw
+1 Abrupt Decay
+1 Thoughtseize
+1 Elesh Norn
+1 Archetype of Endurance
+3 Troféu do Assassino

-1 Tidespout Tyrant
-1 Griselbrand
-3 Chancellor of the Annex
-1 Exhume
-1 Dark Ritual

O match é complicado, mas por sorte costumam aparecer poucos Peixes no Legacy. FOW é a principal ameaça em G1 (Daze nem sempre aparece e quando aparece são 1-2 cópias na maiora das listas) além de Cursecatcher e também algumas listas que usam Chalice of the Void MD, mas que entra atrasado por não possuir acelerador. Phantasmal Image pode copiar nossas criaturas, cuidado! Nossa Anjona maindeck entrando para azul (antes da possibilidade um vial subir para 2 e cair uma Imagem) é instawin. Elesh Norn é muito grande na partida também, mas não garante vitória pela própria Imagem e/ou bounce spells. Nesse sentido, use-a principalmente como sweeper, não como “fecha jogo” principal, embora tenha potencial. Griselbrand com draw máximo seguido de outro bichão e/ou descartes continua sendo nosso grande trunfo. Pós-side, o mais comum são uma mescla de cópias de Cage + Relic + Tormod’s, além de Agulha/Luneta. Surgical Extraction também pode aparecer, mas geralmente não roda em builds com Chalice of the Void no G1, assim como mais counters em forma de Flusterstorm e Spell Pierce só irão aparecer se a build de merfolks não estiver usando o artefato do mirrodin (é comum ver jogo em merfolks que não usam Cálice, Smuggler’s Copter e/ou Jitte, fique atento). Caso seja build de Cálice, uma Terapia cega pode nomear Faerie Macabre, além de FOW. Bounces como Echoing Truth, Harbinger of the Tides ou Venser são reais e aparecem inclusive no g1. Por essa diversidade de cartas, entra a Thoughtseize no lugar de uma Terapia. Uma Iona, Elesh ou o Pai com a proteção do Arquétipo da Resistência garantem a nossa vitória, para variar. Embora não seja merfolk, 1-2 cópias de Venser, Shaper Savant aparecem pós-side. Obs). M19 trouxe um novo merfolk gravehate, o Mistcaller. Portanto, temos que ter atenção por listas já estarem usando em MD e por ser custo 1, pode cair facilmente em instant speed pela ativação de um Aether Vial para 1, da mesma forma que o Cursecatcher. Para finalizar, ainda sobre o Caça-Maldição, nunca se esqueça que ele só pode ser ativado para cartas de feitiço ou mágica instantânea, assim é possível jogar em torno com Animate Dead. Retiramos Exhume para diminuir a chance de ao reanimar nossa criatura, trazer também uma Imagem Fantasmal inimiga que havíamos precisado descartar anteriormente, além de Animate Dead não tomar Fluster nem Catcher. No draw, dificilmente nosso oponente vai vir sem 2-3 hates/counters, portando aumentamos descartes e subimos bastante removals. Caso oponente use a Fadinha maldita, não é nenhum absurdo subir Pithing Needle.

4c Loam

Play
-3 Chancellor of the Annex
-1 Griselbrand
-1 Iona, Shield of Emeria
-2 Cabal Therapy
-1 Thoughtseize

+3 Assassin’s Trophy
+2 Reverent Silence
+1 Abrupt Decay
+1 Archetype of Endurance
+1 Massacre

Draw
-3 Chancellor of the Annex
-1 Griselbrand
-1 Iona, Shield of Emeria
-2 Cabal Therapy
-1 Reanimate
-1 Faithless Looting
-1 Dark Ritual

+3 Assassin’s Trophy
+2 Reverent Silence
+1 Abrupt Decay
+1 Archetype of Endurance
+2 Massacre
+1 Pithing Needle

Sempre que a dobradinha “of the Void” aparecem juntas é certeza de um match difícil, como disse anteriormente da matchup contra Eldrazi. Além desses cards, esse deck extremamente control conta com Scavenging Ooze e Knight of the Reliquary toturáveis por GZN, sendo esse último capaz de tutorar Karakas e Maze of Ith, além das Wasteland e até Ghost Quarter para um plano de jogo voltando a atacar a base de mana adversária, que consegue reutilizar esses terrenos no cemitério voltando com Life from the Loam e conta com o card advantage do melhor Bob que o Legacy possui, que na maioria das vezes irá dar draws sem perder nenhuma vida. Algumas versões do deck ainda contam com 1-2 cópias de Troféu do Assassino e certamente 3 cópias de Liliana of the Veil e 4 Mox Diamond que acelera o jogo do oponente, inclusive permitindo Cálice entrar no primeiro turno. O que precisamos para vencer o G1 é ser rápidos em trazer o Pai (coisa que somos bons) comprar o máximo e assim que possível, colocar o Tidespout em campo, ele é a nossa melhor criatura aqui para passar por cima de Maze of Ith e não toma Karakas e, se possível Chancellor ou Iona na sequência também. Caso o Maze não esteja em jogo, dê preferência para bounces em terrenos e depois em Mox, mesmo ele tendo Dark Confidant em campo, por exemplo, para dificultar ao oponente chegar em 3 manas para a Liliana (obviamente que se tiver Relicário é bounce nele). Em G1, a Iona tem mais poder, e aqui ela vai entrar para preto (vs Liliana) ou verde (vs Relicário + GZN), uma vez que pós-side entra 2 cópias de Swords to Plowshares, e eu costumo dar sideout nela. O que buscamos pós-side serão mãos que lidam com a Linha de Força + o combo ou parte dele, mas não necessariamente já acelerados com Dark Ritual por exemplo, porque é muito difícil (se vier, meu amigo, vamos keepar e ganhar). Se o oponente estiver no play e abrir de Leyline + Chalice ou Leyline + Thalia é bem difícil vencer, será um jogo longo, mas que Massacre pode fazer muita diferença dando o tempo necessário para o combo entrar, só não mata o Relicário. Needle pega os terrenos de efeito, planinautas, Cavaleiro e Ooze. Como não costumam usar gravehate de efeito ativo, não caste a needle no escuro, a não ser que o problema já esteja em campo OU se um bichão já tiver caído, daí será para Karakas, Liliana do Véu, Maze  Irá depender da situação.

RUG Delver

Play

+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Elesh Norn

-1 Tidespout Tyrant
-1 Faithless Looting
-1 Griselbrand

Draw

+1 Thoughtseize
+1 Abrupt Decay
+1 Elesh Norn
+1 Assassin’s Trophy

-1 Tidespout Tyrant
-2 Chancellor of the Annex
-1 Faithless Looting

Também chamado de Canadian Threshold, esse deck baseado em Delver of Secrets é O deck tempo por excelência. Extremamente eficiente no que se propõe a fazer, o RUG Delver tem por objetivo colocar uma única criatura na mesa e utiliza todos os outros recursos para impedir que seu adversário retire esse clock da mesa, até acabar com todos seus pontos de vida. Para isso, conta com 8 free counters de FOW + Daze, além de +3 a 4 counters em forma de Spell Pierce/Spell Snare, Raio/Forked Bolt/Tarfire que acelera o clock e serve de removal, 4 Wasteland + 4 Stifle que buscam atacar a base de mana e Cantrips para encontrar tudo que precisam, como as 12 criaturas que costumam jogar (4 Delver 4 Mangusto 2-4 Goyf 0-2 TNN). Algumas listas usam Dismember também, que pode atrapalhar. 
Para nós, é importante demais começar no play e muligar agressivamente para um combo rápido se soubermos que estamos enfrentando RUG Delver, uma vez que contam “só” com FOW nesse caso. Com terreno em jogo, são muitas outs do Canadian para responder nosso combo, e aí precisamos normalmente de, ao menos, um descarte antes do combo. Não precisamos ser afoitos, podemos esperar um turno para mais um land drop e poder jogar em torno de Daze, responder uma Spell Pierce com o nosso Dark Ritual (nesse match, muitas vezes eu o uso como proteção aos soft counters, e não como aceleração, principalmente no draw), ou aguardar um turno para comprar Unmask e não dar uma Terapia cega, principalmente se ele estiver sem clock. A melhor criatura a ser reanimada aqui é o Griselbrand, mas pelo lifelink e não é para dar draws, é para bater e pronto, uma vez que o RUG não consegue vencer uma race dessas, até porque uma Stifle na habilidade do Pai pode ser uma vitória jogada no lixo, tenha cuidado. Se reanimarmos uma Iona em G1 ficando sem nenhuma peça de combo na mão e se a race no campo estiver favorável, geralmente a melhor escolha é vermelho para não se complicar com Raios (se cair mais criaturas e a race mudar, pare de atacar e use a Anjona para bloquear), mas caso contrário, dependendo da board e principalmente com alguma outra peça de combo, nomeie azul para estabilizar a board, ataque só se estiver seguro com os pontos de vida, enquanto cava a outra peça do combo, já que nessa situação não tomamos counter. Chancellor ou Tidespout pelo corpo grande já conseguem vencer G1, uma vez que pós-side pode entrar bounces como Vapor Snag. A dificuldade da partida é colocar o bichão na mesa mesmo, e que pós-side fica ainda mais difícil: Uma Jaula do Escavador de Túmulos roda em quase todas as listas e conseguimos responder com Decay ou Troféu. Além do possível bounce citado, vão entrar também com e 1-2 Flusterstorm e 2-3 Surgical Extraction (o usual são 3 gravehates, se ver Cage haverá 2 Extrações) e costumam retirar 1-2 Mangustos + 2 Raios + 2 Forked Bolt/Tarfire + 1-2 Stifle para entrar com esses cards. Elesh pode vencer sozinha se não responderem com bounce, mas ela sobe principalmente para limpar a mesa, enquanto a Pilhagem infiel sai por diminuirmos a quantidade de criaturas e diminuir a necessidade de duals para preservar a base de mana.

POX

Play

+2 Reverent Silence
+3 Assassin’s Trophy

-2 Chancellor of the Annex
-2 Cabal Therapy
-1 Griselbrand

Draw
+2 Reverent Silence
+3 Assassin’s Trophy
+1 Thoughtseize

-3 Chancellor of the Annex
-1 Griselbrand
-1 Cabal Therapy
-1 Faithless Looting

Provavelmente se você joga Legacy a um tempo já deve ter escutado a frase: “Pox não é deck”. Na de realidade é claro que é um deck, e que provavelmente recebe essa fama pela forma com que o deck é construído e o que ele faz em uma partida costuma “irritar” o oponente. Basicamente, POX é um deck monoblack control, baseado em não deixar o oponente ter criaturas, nem terrenos e nem cartas na mão, travando o jogo completamente e levando para o modo topdeck, enquanto vence lentamente com suas principais wincon: Mishra’s Factory, Cursed Scroll e 1 cópia de Nether Spirit. Em G1, o que atrapalha principalmente é se perdermos no dado e ele abrir de Capturar Pensamento tirando uma peça do combo, e se não conseguimos combar no turno seguinte, pode ficar cada vez mais difícil. Sabendo que é POX, keep de mãos com criaturas pode ser interessante, pois cartas como Hymn to Tourach e Liliana do Véu pode ser uma faca de dois gumes para ele. Além da Lili, o deck possui outros 8 efeitos de édito com Innocent Blood e Smallpox, que dependendo pode atrapalhar. Todavia, não é um deck difícil de ganhar em G1, principalmente pela Iona de MD, que basta entrar no campo de batalha que acaba o jogo, e levando em consideração que são poucas listas de Pox que usam Karakas no sideboard, até mesmo pós-side ela ganha ao entrar em jogo e, mesmo o oponente usando em sua lista, ele tem que encontrar esse terreno no topdeck mesmo. Dê toda forma, é bem tranquilo vencer também sem a Iona, basta um Pai comprando o máximo trazendo ou a Iona ou um Chancellor para campo taxando um édito e permitindo que o Pai conecte um ataque no turno seguinte e vençamos no card advantage habitual. O Gênio é importante pela possibilidade de bounce nos terrenos impedindo o oponente de jogar, mais principalmente para conseguirmos passar por cima de Maze of Ith, que roda no deck. Uma terapia cega após o combo entrar é para Innocent Blood, única carta de 1 mana capaz de tirar o Grilsebrand de campo. Algumas cartas do POX que podem atrapalhar o nosso jogo são cmc4 como The Abyss e Nether Void, mas que nem chegam a cair na mesa se não zicarmos no keep e iniciarmos só com 4 cartas na mão ou menos. Se Chains of Mephistopheles entrar, busque a Iona que é win como eu disse, mas esses cards também são bem situacionais por rodarem com apenas uma cópia de cada. Em G2 sim, teremos dificuldades pois roda normalmente 4 Leyline of the Void e 2 Surgical Extraction de principais ameaças. Nesse sentido, subimos nosso pack de removals e tentamos abrir a nossa melhor mão vs Leylines que já citei antes (resposta para o hate estático + 1 peça do combo, se já combado melhor ainda). Se o oponente keepar 6-7 sem Leyline é bem provável que ele tenha Surgical, e se vier sem Leyline e sem descarte aí é certeza que ele tem Surgical, lembre-se disso em blind therapy. O plano de jogo não muda em nada em pós-side, apenas o keep em torno dos hates citados anteriormente.

FRACTIUS

Draw

-2 Cabal Therapy
-2 Thoughtseize
-1 Iona, Shield of Emeria
-3 Chancellor of the Annex
-1 Dark Ritual

+2 Reverent Silence
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay
+1 Pithing Needle
+1 Archetype of Endurance
+1 Elesh Norn

Play

-2 Cabal Therapy
-2 Thoughtseize
-1 Chancellor of the Annex
-1 Iona, Shield of Emeria

+2 Reverent Silence
+3 Troféu do Assassino
+1 Abrupt Decay

Na minha opinião, o melhor deck de criaturas do formato. Por algum motivo, ele é pouco usado no legacy, mas os que usam normalmente o pilotam com maestria, como é o caso do brasiliense Daniel Nunes, facilmente o mais habilidoso jogador dessas criaturas colônia de Rath. Os 31 cards de fractius do deck possuem a maior sinergia do MTG, com funções de proteção com o Cristalino e Hibernation, evasão nos voadores Galerider e Winged, funções de combate com o Striking e Sidewinder, somado a 11-12 lords que crescem todos as criaturas imprimindo um clock rápido. Aether Vial aqui, além de acelerador, permite tricks de combate insanas, sendo que um Frasco para 2, qualquer fractius voador e um Hibernation, conseguem inutilizar nosso Griselbrand, pois o Hibernation permite que o fractius bloqueador saia do campo após o block antes da etapa de dano. Fora essa interação, o deck possui em MD 4 cópias de Force of Will e 2 Karakas, que são as únicas formas de vencerem o G1, que mesmo tenham esses cards, a nossa chance de vitória é bastante alta. O problema é o pós-side, que já que fractius sofre para decks de combo, eles voltam recheados de respostas, sendo que vão subir 10-12 cartas no mínimo, sendo o pack de Leyline of the Void, 2-3 Chalice of the Void, 2-4 hatebears de criaturas em Containment Priest e Ethersworn Canonist, além dos problemas já citados anteriormente. Sendo assim, responder muita coisa também me parece ser ok, por isso subimos todos spot removals, sendo que Trophy ainda pega Karakas. No draw, tiramos um Ritual porque tanta velocidade encima de tanta resposta pode não ser a melhor saída, e sai um Chancellor pois perdem força e a FOW do fractius estará ativa, além de ser menos efetiva em deck de Caverna das Almas, até no play retiro uma cópia (esse terreno permite cair uma Priest na 2 mesmo com trigger de Chancellor ativo). Pithing Needle pode nomear tanto Karakas, como o próprio Vial, que muitas vezes é a única forma do oponente manter o seu plano de jogo (se estiver usando build de Magus of the Moon, pode dar lock infinito no oponente travando o artefato de uma mana e só com montanhas básicas). Arquétipo protege do land de legends e Elesh tem potencial de vencer sozinho se cair, mas não garante exatamente pelo mesmo terreno, mas pode servir de sweeper.

MONOWHITE BOMBERMAN

Draw

-3 chancellor
-2 cabal therapy
-1 animate dead

+3 trophy
+1 decay
+1 pithing needle
+1 archetype of endurance

Play

-2 chancellor
-2 cabal
-1 thoughtseize

+3 trofeu
+1 decay
+1 needle

Como o nome já diz, a única cor que se encontra nesse deck combo é o branco, mas que é muito mais baseado em artefatos. O principal plano de jogo do deck é fazer um loop de mana infinita com Lion’s Eye Diamond e Auriok Salvagers e castar uma balista enorme para finalizar imediatamente o oponente. Como plano B, o deck abusa dos triggers de 4 cópias de Monastery Mentor com os 23 artefatos de 0 mana no deck, sendo que na verdade quatro desses são Chalice of the Void, que certamente irá entrar para 1. Juntamente com esse último artefato citado, a principal chance desse Bomberman nos derrotar em G1 é com as duas Karakas que rodam no maindeck e com o novo Karn, the Great Creator, um grande toolbox nesse deck, capaz de buscar a peça que falta para o seu combo principal, vencer com o lock de Treliça, mas contra Reanimator principalmente buscando a Tormod’s do side e já colocar em campo assim que ele tem acesso a 4 manas, coisa que o deck consegue facilmente fazer no segundo turno e com chances de fazer já no primeiro! Em pós-side, esse tipo de deck tipicamente roda com 4 Leyline of the Void, mas que as listas recentes da internet não estão usando por conta do novo Karn, que abusa da Cripta de Tormod. Por esse motivo, não estamos subindo os Reverent Silence, e claro que se precisar subiremos em G3, mas de todo modo temos 3 cópias de Troféu para ainda tentar responder esse encantamento, e pega também Ensnaring Bridge e as 2 cópias de Containment Priest que estão rodando nas listas atuais. 2-3 Cópias de Swords to Plowshares e Cast Out podem aparecer em pós-side também, o que torna a Iona uma possibilidade de não ser sideout, mas que sem proteção toma Karakas. No draw deixamos os Seize por ser possível o keep adversário baseado em Priest e a Cavern of Souls permitir que essa criatura de flash ignore o trigger do Chanceler do Anexo. Neddle responde Tormod’s e Karakas, assim como o Arquétipo, que tem pega Cast Out.

15-POST PLANESWALKER

Draw

-2 cabal therapy
-2 thoughtseize
-1 iona
-2 chancellor

+3 trofeu
+2 reverent
+1 abrupt decay
+1 pithing needle

Play

-2 cabal therapy
-2 thoughtseize
-1 iona
-2 chancellor

+3 trofeu
+2 reverent
+1 abrupt decay
+1 archetype

Com o print de Karn, the Great Creator e Ugin, the Ineffable, esses novos planinautas se juntam ao Ugin, the Spirit Dragon e Karn, Scion of Urza que formam uma combinação de 13 planeswalkers incolores, com um power level muito alto e que entram em jogo muito rápido, pela mecânica de gerar mana no deck ser incrivelmente eficiente, abusando de 4 Cloudpost e Glimmerpost, que podem ser copiados com pelas 3 Vesuva e 4 Thespian’s Stage, dando nome ao deck. Uma série de artefatos voltados para acelerar como Grim Monolith, Thran Dynamo e Voltaic Key auxiliam nessa velocidade. O deck conta ainda com elementos de lock em Chalice of the Void e Ensnaring Bridge, além 2 Karakas para nos infernizar, tudo MD e a Tormod’s Crypt no side para o Karn é sempre real. Tirando essas últimas cartas, o g1 continua sendo vantajoso para gente, mas que pós-side fica tudo diferente, para variar. Diferentemente do Bomberman, todas as listas desse 15-post rodam com a temida “Dobradinha of the Void”, então teremos que lidar com esse encantamento preto também. Mais cópias de Ponte Traiçoeira certamente vão aparecer, assim como Luneta Enfeitiçada para inutilizar a habilidade do Griselbrand. O sideboard é praticamente o mesmo contra outros decks Stompy como Eldrazi, mas a principal diferença é que aqui, não temos criaturas do oponente para tentar reanimar como plano b. Entramos com nosso spot removals, sendo que Needle pode pegar Karakas ou Tormod’s que o Karn consegue trazer do side, por isso no draw subimos uma, onde ele tem mais tempo, mas que mesmo assim podemos nomear o próprio planinauta também caso ele não estiver em jogo e tivermos informação da mão.

Conversando sobre situações de jogo…

Últimas dicas, mas não menos importantes, que todo jogador de Reanimator deve saber:

  • Olhe bem para sua mão antes de descartar uma carta do oponente pré-combo. Se for Exhume, NÃO DESCARTE CRIATURA, pois ela entrará em jogo junto com seu bichão;
  • Nunca esqueça que cada Entomb pode virar Faithless Looting. Imagine que vc já tem na mão e um Griselbrand e um Entomb, com mais 2 terrenos em campo por exemplo e uma porção de geradores de mana, sem a reanimação. Esse Entomb DEVE buscar um Looting, e não o Pai. Dessa forma, teremos não apenas o draw do turno, como também outros 2 novos draws para tnetar achar a nossa reanimação, triplicando nossas chances. O mesmo é válido para Cabal Therapy, se necessário, ou o Coffin Purge na mirror match;
  • Exhume é uma reanimação atípica no deck, uma vez que não dá alvo. Com 2 ou mais diferentes criaturas no cemitério, conseguimos reanimar uma criatura em cima de Surgical Extraction, já que o oponente só vai dar alvo em uma. Mas a jogada mais importante que essa reanimação nos possibilita é baitar um hate do oponente, castando um Entomb enquanto o Exhume ainda está na pilha. Como assim Robertão? Não entendi. É o seguinte: Deixando um bait no cemitério (criatura de menor importância no matchup, por exemplo um Chancellor que foi pro grave com Looting), um Exhume e uma mana sobrando disponível, castamos essa reanimação e o oponente casta uma Extração ou ativa uma Fada Macabra em resposta dando o alvo no Chancellor. Deixe a jogada dele resolver, mas com o Exhume ainda na pilha, com aquela mana que está disponível, dê um Entomb buscando a melhor criatura e voilà! Nosso pai está em campo! Exatamente a mesma jogada pode (e deve) ser feita sempre que possível contra diversas cartar contra estratégias de cemitério que precisam de ativações, como: Reliquia, Tormod’s Crypt, Nihil Spellbomb, ou até mesmo um Ooze sem mais mana verde em pé, enfim, qualquer outro card que afeta o nosso grave dessa forma;
  • É comum combar t1 e vencer no escuro, sem o oponente não dar nenhuma informação e ter e de sidear no escuro. Tente dar um descarte se possível após o Grisel entrar no t1 e veja a reação do oponente. Se ele demorar um pouco para conceder, é possível que esteja de Death and Taxes com Karakas na mão, algum combo como storm, ou qualquer deck que tenha a mínima chance de lidar com nosso bichão naquela situação, como Plowshares. Se conceder de forma realmente rápida, provavelmente é um deck como Delver, Goblins ou algum outro agro que não consegue de forma alguma vencer o Pai. Sendo assim, tenha isso em mente e faça o side de acordo com essa estratégia, funciona boa parte das vezes, mas suba só alguns poucos cards. Agora, com Assassin’s Trophy, temos outs para tudo que pode aparecer;
  • Ainda sobre combar t1 e sobre não ter a mínima ideia do que o oponente estar jogando. Uma vez li um artigo de um jogador de Belcher falando que a probabilidade de um oponente que desconhece o nosso deck ter uma FOW+pitch na mão inicial no Legacy, na época, girava em torno de 30%. Acredito que essa estatística mudou pouco, lembrando que primeiro o oponente deve estar jogando de azul SOMADO ao fato de tê-la na mão inicial + pitch. Portanto, nessa situação de você desconhecer o oponente e ele também não saber seu deck, não tenha medo de combar sem nenhuma proteção! A chance está a nosso favor nesse caso.
  • Ao ver o meu side-in e side-out, é fácil perceber que eu costumo tirar um Faithless Looting algumas vezes, mesmo sabendo que é máquina no deck, e é por 2 motivos: Quando temos menos criaturas no deck e quando subimos muitos removals, necessitando muito de dual, e a retirada de um Looting pode contribuir para jogar com básicos.
  • Animate Dead pode ser uma reanimação perigosa se você não sabe como ele funciona. Por exemplo, um oponente pode tanto destruir o encantamento quando ele entra em jogo, pois há um trigger antes do nosso bichão entrar em jogo (ex: uma Iona que vc iria querer colocar pra branco, nem entra em campo por um Desencantar dado em resposta ao trigger do Animate Dead, e Stifle também pode ser usando nesse trigger da mesma forma)
  • Para iniciantes, um grande passo a evoluir é descobrir rapidamente o deck do oponente. Mesmo nós sendo os agressores, não é certo usar spells sem ter ideia do que pode acontecer. Por exemplo, uma Underground Sea+Ponder tem uma gama de decks possíveis, e já é bem diferente de uma Ilha básica + Ponder. Todavia, uma planície+vial já temos que considerar que é Death and Taxes, assim como Montanha + Vial será um Goblins. Ainda sobre castar spells sem informações, não use sua Cabal Therapy nomeando FOW se não estiver combado no mesmo turno. Faça o land e passe, espere a jogada do oponente, para na volta ter uma chance melhor de hitar o descarte e combar.
  • Embora tenha custos alternativos, cartas como Unmask e Reverent Silence também podem ser castados no braço, viu? Já vi jogador de Reanimator com 4 manas pitando preta para castar um Unmask, assim como perder para Leyline pois não usou a pétala para gerar mana verde + Dark ritual que estava na mão junto de um Reverent Silence, ficou esperando Bayou.
  • No Play t1, com algo parecido de mana+entomb+spell de reanimação sem aceleração, não tenha medo de castar o Entomb e passar com o Capetão no grave caso não conheça o deck adversário. Assim, já não vamos tomar Daze no entomb, nem Spell Pierce, nem Fluster… temos mais reanimações do que enables, portanto priorize o bicho no grave. Além disso, com 2 lands no t2 um reanimate já contorna Daze adversária, além da possibilidade de draw em Lotus Petal ou Dark Ritual para contornar até Spell Pierce. Único caso péssimo é e se oponente também usar Reanimate, mas aí é extremamente situacional, e se acontecer, paciência. Levanta a cabeça e bora para o G2.
  • Jogar Magic competitivo não é fácil, ainda mais um formato como Legacy. Esse nosso deck então, exige uma curva de aprendizado muito alta, muito conhecimento do piloto. Portanto, se tiver dificuldades em vencer partidas, não se preocupe, isso é absolutamente normal. É preciso cair muito do skate para virar profissional mesmo, e isso vale não só para o Magic, como também para tudo nessa nossa vida! Jogar errado e perder é ruim, mas uma experiência absurda também. Não há vergonha na derrota, e sim na desistência, nunca se esqueça disso.

(*) Roberto Cardoso, Top8 no Nacional Legacy 2018 com BR Reanimator, é formado em Educação Física, tem 29 anos e joga Magic competitivamente desde 2000.

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