quarta-feira , agosto 21 2019
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O Behemoth dos Pampas é o campeão do Bagual

Alexandre Albiero é um gaúcho tão tranquilo quanto tradicional. Daqueles de andar com o chimarrão a tira colo e carregado no sotaque. Gremista doente, bom de papo e super engraçado, é possível ficar conversando com ele por horas a fio. Nosso primeiro contato com esse exímio jogador de Magic foi no Nacional Legacy do ano passado, em que o empresário de 34 anos terminou em segundo lugar entre mais de 150 jogadores. Naquela oportunidade ele já havia mostrado a todos suas habilidades com as pequenas criaturas verdes que, como veremos nesta entrevista, são sua escolha preferencial em todo e qualquer formato.

E enquanto o mundo do Magic ainda se surpreendia com o impacto das cartas de War of the Spark e Modern Horizons, Albiero mostrou que não tem medo de cara feia. Tem Wrenn and Six para todos os lados? Sim. Tem Plague Engineer demais por aí? Sim. Isso é razão pra te impedir de jogar com Elfos? O resultado que o cara alcançou no Bagual, torneio realizado no fim de semana em Porto Alegre, fala por si: em meio a 84 jogadores Alexandre Albiero, o Behemoth dos Pampas atropelou geral e sagrou-se o grande campeão! [confira aqui a lista dos decks que chegaram ao Top8, na ordem pelo resultado do Suíço]

Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida ao repórter Fausto de Souza horas depois de terminado o torneio.

1- Qual seu nome, idade e profissão?

Alexandre Albiero, 34 anos e sou empresário no ramo gráfico.

2- Quando você começou a jogar Magic e qual seu formato favorito?

Comecei a jogar quando lançaram a gloriosa quarta edição (saudades), depois vendi tudo, e ali por volta da sétima edição comprei um deck pronto monogreen muito ruim só pra me divertir no colégio, parei novamente de jogar, e depois em 2012 voltei em definitivo, e mesmo hoje em dia, tendo commander, pauper e modern montados (todos de elfos), só jogo Legacy que é o meu formato favorito.

3- Assim como boa parte dos decks legacy, o elfos tem bons momentos e maus momentos. Qual sua avaliação sobre o atual posicionamento do deck que te levou à final do Nacional ano passado e ao título do Bagual?

O Elfo é um bom deck sempre, só depende da field, quanto mais diversificada for melhor, mas agora com o acréscimo do Plague Engineer e do Wrenn and Six, a coisa vai mudar, preciso estudar e treinar mais contra isso.

4- Hoje quais você considera os matchs mais tranquilos e quais os mais difíceis? Que dicas você da para aqueles que curtem o deck e estão começando?

Não vou dizer tranquilo, pois o jogo é jogado, e tudo pode acontecer, mas os mais favoráveis de jogar contra são o Death and Taxes, Dredge, Eldrazi, UW Blade, Delvers em geral, outros tribais e decks que abusem de artefatos. Os difíceis são todos os Show and Tell e suas variações, Desanimator (Reanimator), Storm, Grixis Control e todos que usem Dark Dephts.

5- Qual sua avaliação geral do Bagual?

Achei sensacional, organização da Pharaoh excelente, os guris da stream (Guma, Valdir e Jeff) mandaram muito bem, local muito bom e bem localizado, a equipe de juízes muito bem instruída, resumindo tudo nota 10.

Pergunta bônus: qual seria o plano caso seu oponente não anulasse aquele glimpse-isca no segundo game da final [seu oponente anulou com uma Force of Will e ficou sem cartas na mão, tomando em seguida o Natural Order que definiu a partida]?

Ia tentar combar normalmente, pois tinha um Nettle Sentinel na mão, só ia depender dos draws pra ver se viria mais criaturas ou não, e mesmo que não me levasse à vitória naquele momento, eu ficaria muito à frente no jogo com os vários possíveis draws.

About Paulo de Tarso

Jornalista de formação, vive a (e de) escrever. Joga (mal) Magic desde 1995, e encontra diversão para compensar a falta de talento para o jogo utilizando cartas e decks que não são muito usados por aí. De vez em quando flerta com algum relativo sucesso ao beliscar um top 8, mas não é muito afeito às mesas iniciais. Atualmente joga Legacy e alguns drafts.

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