domingo , dezembro 8 2019
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Maré agitada no Magic

O ano de 2019 ainda não terminou, mas já podemos dizer que muito provavelmente estamos diante de um dos períodos mais agitados para o Magic: the Gathering desde seu lançamento há 26 anos: novo formato (Pioneer), consolidação do Arena, problemas graves no Standard (que provavelmente verá o Oko banido nesta segunda-feira), queda acentuada de público nos GPs desde que a CFB passou a organizá-los, introdução de elevado número de cartas super poderosas nos diversos formatos num curto espaço de tempo, entre outras questões.

O objetivo deste texto, contudo, não é fazer previsões a respeito do futuro, mas sim buscar os elementos para compreender o presente. Queremos iniciar uma discussão e não terminá-la. Portanto, fique à vontade para deixar seu comentário ou mesmo encaminhar um e-mail pra gente com sua opinião. O endereço é eternalmagic@eternalmagic.com.br.

Pela ordem cronológica, começamos ressaltando a importante iniciativa do Arena, que tem rendido bons resultados. Tenho visto mais streamers divulgando conteúdos relativos ao Magic, gente que tinha parado voltando a se divertir e muitos jogadores novos encantados com o incrível visual e a navegação amigável do sistema.

Por outro lado, os Magic Fests não estão conseguindo manter o número de participantes de outrora. Muitos jogadores reclamam que os paralelos reduziram o rate das premiações e, pra piorar, há uma queda nítida no número de participantes dos eventos principais. Em São Paulo, neste fim de semana, foram pouco mais de 600 inscritos de acordo com a cobertura oficial – quase um terço do que foi GPSP em 2015 (ambos no formato Standard).

No segundo semestre do ano tivemos o lançamento de algumas edições que impactaram todos os formatos, do Standard ao Vintage. A começar por War of the Spark, passando por Modern Horizons até chegar em Eldraine, fato é que nunca antes na história do Magic vimos tantas adições importantes ao Legacy, que ainda está tentando se adaptar às cerca de 20 staples que figuram nas listas mais jogadas.

O Modern, por sua vez, recebeu um inequívoco upgrade em seu Power Level. O lançamento de cartas como Force of Negation e Urza, Lord High Artificer, conjugado ao desbanimento de Stoneforge Mystic nos conduziu a um formato completamente diferente, com mais respostas genéricas e um campo de testes bastante promissor pela frente.

Antes que pudéssemos recuperar o fôlego a Wizards anunciou o lançamento de um novo formato, o Pioneer. Uau, era só o que faltava! Tendo como válidas as cartas de Return to Ravnica em diante, sem que as fetchlands de Khans fossem permitidas, a missão do Pionner, de acordo com a empresa, é fornecer um ambiente em que os jogadores possam utilizar as cartas até então utilizadas no Standard. Com uma banlist atualizada semanalmente até segunda ordem, o formato vem recebendo adeptos do Standard, do Modern e até do Commander.

Como inserimos o MOL nesse debate, quais as perspectivas de crescimento de cada formato e qual deles será o maior perdedor no médio prazo? Essas são algumas questões que abordaremos no artigo da semana que vem, já com alguns dados concretos dos diversos metagames.

Um grande abraço do
Fausto

About Fausto de Souza

Fausto de Souza é pseudônimo do jornalista Marcelo Salles, que joga e coleciona desde 1994. Viciado nas cartinhas e em escrever, tem feito grandes amigos em toda a comunidade e é muito grato por isso.

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