quinta-feira , agosto 13 2020
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Retrofitted Report – Meu caminho até o Top4 do NL 2019!

NOTA DA REDAÇÃO – O Nacional Legacy é o maior evento do formato no Brasil e, portanto, o teste mais difícil para qualquer jogador. Diego Nunes obteve um resultado espetacular no torneio (Top4) e escreveu um report bastante completo, que vai desde a rotina no hotel, passando por comentários sobre a caravana de Brasília até os detalhes de cada partida. Apesar de estarmos dois meses distantes do torneio, consideramos importante publicar o material, tendo em vista que o relato pode servir de exemplo para muitos outros jogadores que buscam melhorar com o arquétipo usado pelo Diego, o Bant Control.

Segue o artigo de Diego Nunes:

 

Introdução

Olá, pessoal! Sou Diego Nunes, de Brasília. Fiquei no top4 do Nacional Legacy 2019 e fiz esse report para comentar minha visão desse magnífico campeonato.

Tenho me dedicado ao legacy a uns 7 anos. Esse foi o 5º Nacional Legacy do qual participei, desde 2014 para cá só faltei em 2017. A cada ano me surpreendo com a maturidade que nosso campeonato está alcançando. Quero parabenizar Thiago Duarte e toda a organização que está sempre mandando bem, melhorando cada vez mais, e também aos players que tem mantido um alto nível de jogo sem perder o clima amistoso do evento.

Sei que não é fácil acertar a agenda e viajar para esse evento, mas digo a todos que jogam Legacy que vale muito a pena. Esse ano senti falta de muitos amigos que conheci nesses campeonatos e ficaria muito feliz de vê-los novamente nos próximos. Muitos players de Brasília tinham vontade e não conseguiram ir. Nossa caravana final contou com 10 jogadores e 1 comentarista (Fausto).

Escolha da Lista

Quem me conhece sabe que nada me diverte mais do que jogar com minhas próprias invenções e listas tortas. Basta dar uma olhada no Mtgtop8 e vemos algumas loucuras que tenho jogado: https://www.mtgtop8.com/search?player=Diego+Nunes.

UWx Control é uma combinação à qual me dediquei bastante nos últimos tempos e tenho saído satisfeito. Desde o lançamento de Veil of Summer e Oko, Thief of Crowns, não hesitei em splashar o verde ao invés do vermelho. Assim experimentei várias listas bem diferentes até chegar na que me senti mais confortável de jogar:

UWg Miracles Foundry
by Diego Nunes

4 Prismatic Vista
4 Flooded Strand
1 Misty Rainforest
1 Snow-Covered Forest
2 Snow-Covered Plains
1 Karakas
5 Snow-Covered Island
1 Tundra
1 Tropical Island
3 Arcum’s Astrolabe
4 Ponder
4 Brainstorm
3 Retrofitter Foundry
4 Swords to Plowshares
2 Council’s Judgment
3 Terminus
2 Dovin’s Veto
2 Force of Negation
4 Force of Will
2 Snapcaster Mage
1 Ice-Fang Coatl
2 Monastery Mentor
2 Oko, Thief of Crowns
2 Jace, the Mind Sculptor

Sideboard

1 Tormod’s Crypt
2 Flusterstorm
3 Veil of Summer
2 Return to Nature
1 Celestial Purge
1 Containment Priest
1 Rest in Peace
1 Ice-Fang Coatl
2 Back to Basics
1 Humility

Minha lista tem influência da versão de Miracles desenvolvida pelo Stefano, campeão deste Nacional Legacy 2019, principalmente na base de anulações. Inclusive trocamos guias de sideboard alguns dias antes do campeonato e a comparação me foi muito construtiva.

As maiores diferenças do Main são não usar Mystic Sanctuary, por não confiar tanto na consistência  da base de mana no início do jogo, e por consequência sem Entreat the Angels.

E, claro, uso 3 Retrofitter Foundry. Comprei minhas 4 cópias de Retrofitter Foundry assim que Commander 2018 foi lançado e tenho feito todo tipo de experiências com ela. Minha conclusão é que é uma carta muito subestimada. Não possui impacto tão imediato, mas ao longo do jogo consegue gerar valor, ganhar tempo e finalizar bem.

Trial Win a Playmat NL19

Eu e meu irmão mais novo, Daniel, chegamos ao hotel na sexta-feira à tarde. Já tínhamos conquistado bye1 para o evento principal e estávamos dispostos a jogar outros triais. Foi assim que entramos no Win a Playmat e tivemos nossa primeira participação no Nacional Legacy 2019.

Rodada 1 – Edson Zerbinatti – Grixis Ninjas (2-0)
G1 – Logo no início do jogo desci meu Retrofitter Foundry. Já estou acostumado com meus oponentes lendo a carta, mas dessa vez Edson não o fez. Ele começou os primeiros turnos descendo pântanos e ilhas básicos, aparentemente um UBx control. No final de um turno bateu e deu ninjutsu para Ingenious Infiltrator, comprando uma carta. Logo entendi o porquê dele não ter pegado meu Retrofitter Foundry: é a única lista consolidada que o usa atualmente. A partir dali dei uma série de removals em suas criaturas e ganhei sem problemas.
G2 – Consegui levar o jogo com muitos Counters, especialmente Veil of Summer, e Removals. Controlei muito bem e finalizei.

Rodada 2 – Luis Paiva Castaings – Burn (0-2 drop)
Meu oponente tinha derrotado meu irmão na primeira rodada, então eu sabia que estava de Burn. Classicamente não é uma boa matchup para UWx Controls, mas com o Oko tinha melhorado.
G1 – Vim com uma boa mão com Oko e 2 terrenos. Meu oponente abre com muitas criaturas rápidas. Me atrapalhei na terceira mana, tive que lidar com suas criaturas com urgência e Oko entrou tarde demais.
G2 – Abri uma mão bem forte com Oko e Celestial Purge. Levei um Raio na cara no turno 1, não foi uma grande abertura. Logo volta de Eidolon. Fiz meu Oko, tomo 2 do Eidolon e meu Elk parou sua criatura. Entra um Sufuric Vortex. Mesmo com Force of Will (FOW) deixei cair, afinal eu tinha Celestial Purge e a anulação poderia cair melhor em outra coisa. Meu plano era ganhar vida embaixo do Eidolon, fazer meus alces e finalizar primeiro. No meu turno desci minha quarta mana, minha comida e passei. Na manutenção meu oponente levou 2 e aí que cometi meu maior erro, pois o deixei comprar a carta antes ao invés de destruir o Vortex e desbloquear meu food para ganhar vida. Eu tinha 10 de vida. Luis Paiva fez a quarta mana seguida de Pyrostatic Pillar. A fim de tomar menos dano, usei o Celestial Purge no Vortex em resposta, fui a 8. Com tudo na pilha, tomei um raio, 5. Fireblast, dei FOW, indo a 4. O segundo fireblast encerrou meu sonho do Playmat foil, Luis Paiva me finalizou lindamente sem mais nenhum terreno nem cartas na mão.

Resultado Geral: 1-1, não muito animador.

Após o Nunescídio cometido pelo Luis Paiva, fomos para o bar ao lado hotel. Fui dormir pra lá das 2h.

 

Preparação intensiva na véspera do campeonato

Nacional Legay 2019

Acordei por volta de 8h, início marcado para 10h. Acho que a adrenalina sempre me faz acordar bem disposto em campeonatos, mesmo não dormindo muito.

Como todo player de control sabe que não sobra muito tempo, tomei um café da manhã reforçado e levei meu litrão de água. Jogar de controle é cuidar do tempo constantemente, então, se você está começando, cuide desses pontos para poupá-lo e melhorar sua performance:

* Domine o seu deck;
* Tenha um plano de jogo contra as principais matchups;
* Tenha uma noção de como fazer sideboard contra as principais matchups;
* Fique sempre atento ao relógio;
* Jogue rápido desde a primeira partida;
* Não tenha receio de apressar seu oponente quando for necessário;
* Leve muita água;
* Tome um café da manhã reforçado;
* Saiba que ninguém vai gostar de você.

Day 1

Rodada 1 – Bye
De Brasília tínhamos 5 jogadores com bye1, 5 sem nenhum bye. Para nossa frustração, 4 se enfrentaram logo no início: Igor e Rinaldi, Lucas Nunes e Rafael Cabral.

Rodada 2 – Lucas Zadra – Eldrazi Post (1-1)
G1 – No início ele desceu um Cloudpost. Eu tinha treinado contra listas de Eldrazi Post dias antes, então eu sabia o que fazer. Removi as primeiras criaturas com Swords to Plowshares e creio que ganhei de Monastery Mentor.
G2 – Vim com Back to Basics na mão, ela faz um estrago. Geralmente as listas usam no máximo 1 ou 2 Wastes, então quase sempre trava o jogo. Meu oponente desce uma Waste e casta o Karn no 3, subindo ele. Voltei de Back to Basics. No próximo turno meu oponente não desvirou a Waste, então essa foi a 1ª vez no campeonato que avisei meu oponente para desvirar seu land. Nesse turno e no próximo Lucas desceu Vesuva clonando a Waste e liberando alguns terrenos. Desceu Liquimetal Coating e destruiu meus 2 terrenos verdes. Sem astrolabe no campo, somente Council’s Judgment poderia me salvar, mas não foi dessa vez.
G3 – Apressei o passo, o tempo estava ficando curto. Mais uma vez meu oponente não conseguiu cravar o cálice na mesa, consegui controlar todas suas ameaças e estava agredindo com tokens do Retrofiter Foundry. Lucas conseguiu bastante mana e o Eye of Ugin entrou em ação. Na primeira pegou Ulamog, the Ceaseless Hunger, que exilou meu Retrofitter Foundry, mas foi anulado. Um Construct 4/4 restante levou meu oponente a 4 antes dele se recuperar. A cada turno conseguia tutorar um Reality Smasher ou Thought-Knot Seer e já colocá-lo no campo. O tempo acabou. Ficou sem atacar com os 2 primeiros aliens, pois eu poderia comprar alguma remoção que não fosse Swords e finalizar o jogo. Eu tinha 11 de vida. No último turno Lucas desce o terceiro monstro, ficando com 2 Reality Smasher e 1 TKS contra meu construct, tentando um ataque letal. Só que eu já tinha feito meu setup, desci a Ice-Fang Coatl puxando Terminus do topo para nosso empate. Eu ainda tinha Monastery Mentor na mão e ele All is Dust, então eu teria uns 2 ou 3 turnos para tentar comprar Back to Basics ou Humility para tentar levar essa. Após o jogo Lucas Zadra me falou que eu era o player de Miracles mais frenético que ele tinha visto rsrs Infelizmente não foi o suficiente para evitar o empate, talvez se eu tivesse sido frenético desde o começo tivesse ganhado, esqueci do meu ponto 5.

Rodada 3 – Elton Bragança – UR Delver (1-2)
G1 e G2 – Não lembro muito de detalhes dessas partidas. Elton jogou bem, cuidou para não levar global e Brazen Borrower me atrapalhou muito. Levei uma e ele outra.
G3 – Ele reduziu minha vida rapidamente com suas criaturas, bons burns em mim desde o início do jogo o fizeram finalizar antes que eu controlasse a partida com o Oko.

Nesse momento estava 1-1-1. Perdi as esperanças de top8, já estava quase torcendo para perder logo e ir para algum paralelo, melhor do que nadar e morrer na praia. Minhas anotações ficaram mais confusas a partir daí e deram muito trabalho para recompor.

 

 

Rodada 4 – Alessandro Gonçalves – Slow Abzan Depths (2-0)
G1 – Alessandro estava com um deck muito perigoso, eu não conhecia nada parecido. Usava Cálice of the Void, Liliana of the Veil, Dark Depths, Living Wish, Knight of the Reliquary. Anulei muitas bombas e blefei um Swords to Plowshares, que por sorte funcionou e ele não invocou a Marit Lage imediatamente. Em seguida desci Oko para ganhar vida, levei porrada da Marit Lage e fui a 3 de vida antes de controlar e vencer de Oko.
G2 – Foi um jogo muito longo e o tempo quase se esgotou. Desci Humility e ele não achou a resposta, então me bateu com 2 Knight of the Reliquary e 1 Marit Lage 1/1 até me levar a 1 de vida. Dei bounce com Karakas na mini Marit Lage e Okão da massa chegou ganhando vida, roubando Knight of the Reliquary, fazendo Elk 3/3 (sim, mesmo em cima do humility) e levando tudo.

Rodada 5 – Rodrigo Tavares Pereira – Jund Hogaak (2-0)
G1 – Meu oponente abriu de Carrion Feeder, já revelando seu deck. Até poucos dias atrás eu não tinha ideia de como enfrentá-lo, por isso montei uma cópia e treinei para ver como era. Não é das melhores matchs, se deixar solto comba rápido e é mais resistente a hate do que outros combos baseados em cemitério. É um dos motivos de eu ter colocado Tormod’s Crypt no sideboard ao invés de Surgical Extraction. Eu, muito burro, confundi o Carrion Feeder com Gravecrawler e me atrapalhei no começo. Mas aí anulei o Altar of Dementia, achei muitos removals e finalizei de Monastery Mentor sem dar muita chance.
G2 – Abri de Retrofitter Foundry e logo o coloquei em posição de Bridge From Below Annihilation, assim consegui tirar 2 pontes que entraram rápido no cemitério. Removal em pequenos bichos, counter em Faithless Looting, algumas compras ruins do Rodrigo e consegui ganhar.

Rodada 6 – Rafael Graciano – Maverick Stoneforgerless (2-1)
G1 – Logo percebi que era um Maverick. Meu primo Lucas Nunes, que também estava com a gente no campeonato, joga com o deck, sei que é favorável para mim. Foi um jogo de muito atrito, cheguei a 2 de vida e acho que consegui virar o jogo de Oko.
G2 – Rafael jogou bem mantendo dois hierarca no campo e batendo devagar, evitando muito prejuízo contra terminus. Aproveitei para dominar a mesa com o Jace. Ao cair, vi que meu oponente tinha uma fetchland em campo. Ele tentou um jogo mental para eu dar Jacestorm, mas não caí nessa, já perdi meu planeswalker para muita Dryad Arbor para saber como é. Jaceseal o manteve protegido e comecei o brainstorm na próxima. Não contava que meu oponente iria buscar um Questing Beast no Green Sun’s Zenith, me bater 6 (os 2 hierarca ainda estavam ali), levar minha vida, meu Jace e minha vantagem de campo embora. Voltei de Terminus, mas o Karakas manteve a besta segura em sua mão. Como Rafael tinha 1 Gaea’s Cradle e perdeu suas criaturas, levou uns turnos para conseguir fazer Questing Beast com Karakas em pé. Após tanto cuidado, cometeu o erro de virar o Karakas para manter a mana do Veil of Summer, mas eu não tinha Swords. Eu tinha somente 1 mentor e 2 Return to Nature, ele sem nenhum artefato ou encantamento. Exilei cartas do graveyard para fazer tokens e subir o mentor a ponto de bloquear (chupa, Nature’s Chant!). Afinal Questing Beast + Karakas foi demais para mim, que criatura forte!
G3 – Houve muito atrito. Em certo ponto, uma Swords – Snap – Swords arrancou sua Besta com mais 2 atacantes e me deu muita vantagem. No fim Mentor veio para dominar a mesa, finalizei com vários tokens triggados pelo Return to Nature em alguma carta aleatória do grave (chupa de novo, Nature’s Chant!).
Ao final, Rafael me disse que não usava o pacote Stoneforge, achava lento, por isso meus Return to Nature ficaram quase sem alvo. Gostei muito de sua versão, queria ter visto a lista completa.

Rodada 7 – Felipe Parada – High Tide (1-0)
G1 – O primeiro rosto conhecido que enfrentei nesse Nacional. Eu estava com mais pontos, tentando alcançar o top8, e ele jogando pelo top16. Parada é um grande amigo de outros nacionais, desse pessoal incrível que a gente acaba conhecendo. Se não me engano o enfrentei pela primeira vez em 2015. Eu com meu Pox loucaço e ele com um Miracles boladão com Moat de main. Foi um jogo bem divertido, com muitas cartas estranhas. Perdi a partida. Conversamos sobre nossas listas, em especial o Contamination, carta que eu usava para lockar meus oponentes. Não é todo dia que encontro alguém com gostos duvidosos de cartas parecidos com o meu. Ano passado eu estava com meu recém comprado Retrofitter Foundry lockando de Contamination e achei muito engraçado quando ele veio me falar que comprou 1 set da carta assim que saiu, como eu também tinha feito. Enfim, agora já sabem quem estava do outro lado. Após um g1 que ele estava combando, Parada concedeu para mim no final. Já que não tinha mais chance de top8, me deu a missão de chegar lá. Agora eu ia ter que ganhar todas, não tinha mais escolha.

Rodada 8 – Airon Bastos – Eldrazi Aggro (2-1)
G1 – Logo os aliens deram a cara. Smasher veio agredindo com uma sequência de bichos que não consegui acompanhar e meus Terminus não apareceram.
G2 – Meu oponente abriu de Thorn of Amethyst no 1. Após considerar, deixei resolver. Eu tinha 3 terrenos na mão inicial e consegui contornar.
G3 – Abri com boa mão. Fui surpreendido com 2 Smasher e 1 Mímico muito rápidos, o que quase me matou rapidamente e adiou meu plano de B2B. Consegui colocar o mentor na mesa, eliminar os bichos e fechar de B2B.

Rodada 9 – Rafael Obrusnik – Infect (2-1)
Fui para a mesa secundária de Streaming e filmaram meu G3.
G1 – Abri com 2 Retrofitter Foundry ainda sem saber o que enfrentava. Logo veio Inkmoth Nexus e Blighted Agent. Nos primeiros turnos eu já tinha exilado 3 Agents, agora minha preocupação era o Berserk. Levou mais uns turnos até que sofri um ataque do Nexus, 2 Invigorate e Berserk para fechar em cima dos meus Thopters.
G2 – Rafael abre de Ilha Básica e cantrip. A maioria das listas não usam essa ilha básica para não zicar a mana verde. Desceu uma Wasteland, deu um Brainstorm Lock, perdeu land drop e ficou sem mana verde. Aí facilitou para mim. Anulei as próximas cantrips e matei de Mentor antes dele encontrar a fonte verde.
G3 – Matei o primeiro Glistener Elf que apareceu e logo desci o Mentor no T3. Rafael desce seu Nexus e usa Sorcerous Spyglass. Tive que mostrar minha mão vergonhosa, com 2 Terminus e 1 Return to Nature mortos (nunca falei mal do Nature’s Chant…), FOW e Flusterstorm. Ele aproveita a oportunidade para usar um Crop Rotation sem levar Flusterstorm e busca seu Pendelhaven, único terreno que termina o turno em pé. Estava rezando para um Brainstorm, mas veio coisa melhor – dei aquele God-Draw no B2B. Caiu travando todo seu jogo, exceto por uma Floresta Básica. Ele esqueceu de desvirá-la em seu turno, esse foi o 2º oponente que lembrei de desvirar seu terreno. Berserk tirou meu mentor da frente ao custo de 8 de vida, e os 2 tokens herdados mais a ajudinha de um Oko ganharam a partida.
Eu ainda não conhecia pessoalmente o Rafael Obrusnik, ele é um cara muito divertido e foi muito bom ter jogado com ele.

Consegui entrar no top8 em sexto lugar! Logo em seguida participei de uma entrevista com o Fausto de Souza contanto meu último jogo e meu caminho no campeonato.

Depois dessa fomos para o clássico bar ao lado do hotel. Ficamos um bom tempo batendo papo lá. Preocupados com meu desempenho, logo cortaram minha cerveja e Rafael Obrusnik me escoltou até o quarto para descansar até o Day2. Acabei indo dormir no mesmo horário do dia anterior. Tinha muito o que pensar e meu próximo oponente estava de UR Delver, parecido com o que tinha me derrotado na terceira rodada, com Arcanista, meu pesadelo.

Day 2
De manhã, a mesma rotina do Day 1.
No top8 recebemos a lista do nosso oponente antes da partida e em cada intervalo, então não teríamos surpresas.

 

Stefano já usou a imagem legal de todos elkificados no artigo dele, então vai essa!

 

Rodada Quartas de Final – Maikel Pereira – UR Delver (2-1)
G1 – Maikel tinha jogado muito bem no Day1 e era um oponente perigoso. Eu estava no Draw e abri uma boa mão, com básicos, Astrolabe, FOW, ponder e outras duas que não me lembro, mas sem STP. Maikel abre de mana vai, um grande sinal de que teria Arcanista no T2. Fiz ilha vai, para conseguir anular um possível Arcanista sem levar Daze. Era exatamente o que Maikel tinha, e ele optou por esperar mais um turno para ver se eu me tapava. As criaturas do Maikel foram vindo aos poucos e consegui lidar com todas uma por uma. Oko controlou e finalizou a partida.
G2 – Muliguei a 6. Ele joga na defensiva, apostando em anular minhas primeiras cantrips e zicar minha mana. Algumas vezes funciona e te dá uma vitória fácil. Eu tinha básicos das três cores, Retrofitter Foundry, Astrolabe e Ponder. Levei Spell Pierce nas minhas primeiras, perdendo um Astrolabe, que não era muito relevante, e um Retrofitter Foundry. Esse último doeu um pouco mais, mas a Retrofitter Foundry não é tão boa contra UR Delver como contra outros Delvers. Isso porque não consegue parar Arcanista, Delver, True-name Nemesis ou Brazen Borrow com tanta eficiência quanto para Tarmogoyf ou Gurmag Angler, então estava +- ok. Ele faz brainstorm, Delver. Na volta estouro uma fetch para branco, ficando com 1 Plains, 1 Island e uma fetch no campo antes de usar o Ponder, pois queria achar uma STP e ter a possibilidade de usar sem embaralhar o topo se eu quisesse. Ele flipou o delver e começou a pressão. Uma pyroblast no meu Ice-Fang Coatl atrapalhou muito meu plano de jogo. Daí para frente começou a briga pelo meu controle ou não de campo. Swords no Delver, entra Arcanista, Council’s Judgment é anulado e Arcanista entra o primeiro ataque. Daí para frente o jogo desanda. Desce um Young Pyromancer, anula meu hardcast Terminus com Daze e finaliza.
G3 – Consegui manter minha mão de 7, comecei de Retrofitter Foundry e achei rápido minhas 3 cores básicas. Finalmente Maikel faz delver no turno 1. Um Winter Orb no 3 me assusta, mas consegui Elká-lo. Maikel se atrapalha e desvira apenas 1 terreno, pela 3ª vez lembrei meu oponente de desvirar um terreno. Oko morre para raio. Rapidamente faço um Construct 4/4 que mata o Elk Orb no combate. Ele fez outro Arcanista, que não conseguiu atacar em cima do meu Construct, e um Young Pyromancer. Nesse momento após ter uma sequência de boas compras fiz uma das minhas melhores jogadas do campeonato (e fiquei muito feliz de ter sido gravado!). Eu tinha 2 Swords to Plowshares e 1 Flusterstorm, Maikel só tinha uma mana e 4 cartas na mão. O primeiro Swords foi no Young Pyromancer, que era o mais fraco na hora. Ele deu Brainstorm seguido de Force of Negation (FON) para se defender. Ainda na pilha, dei o outro Swords no Arcanista, que eu realmente queria matar. Ele deu o Force of Will que eu estava torcendo, então anulei suas duas anulações com meu Flusterstorm que estava guardado. Foi uma jogada de custo benefício muito alta, 3/6, e me colocou muito à frente. Quando achei que o jogo estava terminado, ele voltou de True-name (eu tinha 11 de vida), no outro turno delver. Tentei atropelá-lo de Mentor, mas achei uma carta melhor: Humility. Seu True-name se tornou tão frágil quanto meus tokens de servo que entravam a cada turno. Oko veio em seguida para ajudar na ofensiva.

Rodada Semifinal – Stefano Garcia – Bant Miracles (0-2)
Nossas listas têm diferenças que já falei no começo do artigo. O interessante é que essas diferenças são boas um contra o outro, então talvez fosse uma partida equilibrada.
G1 – Não encontrei o Retrofitter Foundry na abertura, como eu gostaria, e por isso Stefano conseguiu iniciar pressão com Snapcaster Mage, que logo defendi com meu próprio. Conseguimos desenvolver bem a base de mana antes de começar a bagunça. Várias bombas e counters dos dois lados. Optei por ser mais reativo e por isso deixei de colocar um Jace no campo, que pode ter custado a partida. Após anular muitas kill conditions do Stefano e ele usar todos seus Mystic Sanctuary, entra um Entreat the Angels para um milhão. Não achei o Terminus e perdi.
G2 – Abri duas mãos sem terrenos e tive que muligar a 5. No final a mão era boa, mas no play seria difícil. Stefano faz várias trocas para aproveitar sua vantagem de cartas e contorna bem meu Veil of Summer, que poderia me voltar ao jogo. No final minha falta de recursos não sobreviveu ao Oko.

Gostei de minha lista e no máximo tentaria colocar mais uma Ice-Fang Coatl de main, ela é de razoável a excelente contra todas as listas.

Não levei a taça, de toda forma saí bastante satisfeito com meu rendimento. Muitos conhecidos e pessoas que eu ainda não conhecia torceram por mim (mesmo com cartas Colgate e terrenos nevados de edições diferentes) e vieram me cumprimentar no final, sou muito grato a todos vocês. Me senti muito bem de ter ido tão longe e de ter pedido para o grande campeão.

About Diego Nunes

Diego foi apresentado ao magic e joga desde 2001. No início achava Vizzerdrix a melhor carta do mundo, mas com o tempo foi tomando jeito. Atualmente jogador de Legacy e Pauper, adora as diferentes estratégias que o jogo permite e está sempre disposto a criar e jogar com listas tortas.

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